2º dia de Lollapalooza em SP tem 60 mil de público e menos problemas

O segundo dia de Lollapalooza Brasil, realizado domingo (6) no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, registrou público de 60 mil pessoas (10 mil a menos que no dia anterior). O número a menos foi sentido para quem quis comer ou ir ao banheiro. As únicas dificuldades que sentimos foram: sinalização, encontrar lixeiras, e lugares para parar, sentar e comer na Chef Stage, uma vez que tiraram as mesas do centro do espaço.

Entre as atrações, estavam Arcade Fire e Soundgarden, além de New Order, Pixies, Vampire Weekend, Ellie Goulding, Johnny Marr, Jake Bugg e Axwell.

Segundo a organização, a sinalização foi destruída, e as lixeiras não foram espalhadas porque elas poderiam servir de arma branca em qualquer manifestação ou algazarra. Sobre as mesas da tenda, elas estavam atrapalhando a circulação dentro da tenda da Chef Stage. Então, optou-se por retirá-las de lá. Respondido!

Foto: André Aloi

Mas se o Lollapalooza de 2014 nos ensinou alguma coisa concreta foi a experiência de que precisamos sair de casa decididos sobre o que vamos assistir. Não dá para querer acompanhar todos os shows. No primeiro dia, por exemplo, era impossível migrar do palco Onix para o Interlagos e vice-versa (por todos os motivos que já explicamos aqui ontem). Mas no segundo dia aprendemos a lição, e desencanamos. Fomos até circular pelos estandes, e mostrar que nem só de bandas é formada a experiência de um festival.

Vocês devem ter presenciado, visto pela TV ou lido que o melhor show do segundo dia foi o do Arcade Fire. E foi! Mas o mais engraçado era prestar atenção no Skol Rock ‘n’ Roller durante o show da banda: estava lotado de gente se divertindo na pista de patinação. Bem antes de presenciar essa cena, à tarde, depois de sair satisfeito do show entregue pela Ellie, fui dar uma circulada para conhecer as áreas de lazer, relax e espaços comuns – além do palco Perry (que teve Baauer e todo seu Harlem Shake).

Além da pista de patinação, a marca de cervejas montou o Stage com loja de vinis (tinha até o novo do Silva, “Vista pro Mar”, por R$ 70 ou o “Showbis“, do Muse, por R$ 80), lugar para tirar foto (você ganhava uma caixa com sua foto recortada em quatro pedaços, e uma cola para remontá-la em algum lugar de sua preferência)… E o mais disputado: conseguir um pôster personalizado com uma letra de música com um grafismo estilizado, feito à mão.

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Neste mesmo estande, estava sendo comercializada a cerveja criada especialmente oara o festival, com um teor alcoólico maior (6%) e a co-assinatura de Perry Farrell, líder da banda Jane’s Addiction e idealizador do Lollapalooza. Uma delícia! 😛

Entre os outros estandes que passamos, destacamos o de foto instantânea da Rede (próximo ao palco Skol), o bar nas alturas do Fusion Energy Drink (Não subimos porque a fila estava demorando umas 2h). Acho que só deixamos de ir na roda-gigante e no espaço Onix, da Chevrolet, porque nem chegamos perto de lá. Se você foi, comente abaixo  o que tinha nesses espaços e o que mais gostou!

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Mexeu no bolso

Para comer ou beber, era preciso desembolsar um valor razoável. A água custava (justos R$ 3), refrigerante (R$ 6) e cerveja ou chopp (R$ 9). Pastel (R$ 9), batata frita (R$12) e hambúguer (aquele de microondas, por R$ 15).

Maior acerto do festival foi o Chef Stage. Quem quis fugir das junk foods, opção não faltou (com valor médio de R$ 20). Tinha paella, risotto de salmão, massas, hambúrgueres e sanduíche de pernil, além é claro do nosso favorito: o ceviche peruano (R$ 15), do Suri.

Lolla Store

Passamos para perguntar por quanto estavam sendo vendidas as camisetas oficiais de bandas, e a mais barata era do Brothers of Brasil (R$50), e as de artistas internacionais como Lorde e Arcade Fire custavam o dobro: R$ 100.

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Transporte público

No segundo dia de Lollapalooza, encaramos o metrô e trem da CPTM, e nosso percurso de ida (1h20) e volta (50 minutos) deu 2h10, partindo do Centro de SP (República). Diferente do primeiro dia, a volta foi tranquila. Nossa maior dificuldade foi o grande número de gente querendo sair do Autódromo de Interlagos ao mesmo tempo. Na estação, tudo tranquilo e até mesmo divertido. No caminho para a estação, em um dos bares do percurso, estava tocando “Trem das Onze”, do Demônios da Garoa. Um grupo começou a cantar e puxou o coro.

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