Aos Cubos pergunta e Florence Welch responde

Florence Welch, força motriz do Florence + the Machine, já está em São Paulo para sua apresentação no Summer Soul Festival amanhã (ela toca às 21h, antes de Seu Jorge e Bruno Mars) e nós do Aos Cubos conseguimos fazer duas perguntinhas pra ela na coletiva que aconteceu no fim da tarde desta segunda. Confira depois do pulo:

Enquanto o disco “Lungs” tem um som mais diversificado, com diferentes estilos, o “Ceremonials” é mais focado num som muito grandioso. A tendência é que o terceiro álbum siga esse estilo grandioso ou há alguma chance de ele ser algo minimalista como o the XX, já que Jamie XX é um parceiro.

“Eu não sei! Eu não comecei a escrever, e inclusive eu estou meio ansiosa porque já faz um tempo que não escrevo. Eu nunca tenho muita certeza o que vai acontecer em estúdio, não sei como eu pensaria muito antes da gravação se eu tivesse que fazer um álbum conceitual. O que eu costumo fazer é muito mais instintivo, de ouvir uma coisa e dizer ‘Oh, eu gostei disso, eu quero isso no álbum’ e, claro, isso requer um engenheiro de som muito paciente. Mesmo. É uma loucura do tipo ‘Ah, coloca aquilo ali, mude de lugar, agora inverta’ (gesticulando muito)… Então eu creio que, pelo jeito que eu componho, o álbum pode ir pra qualquer lado. Literalmente, pra qualquer lado… Ah, como você vai traduzir toda essa parte de (gesticulando) “mude, inverta” (risos)”.

Como veio a decisão de lançar todos os singles do “Ceremonials” apenas em edições extremamente luxuosas e limitadas que custam 50 libras (quase o triplo do preço de um álbum)? Você acha que a música em formato físico está destinada a virar um artigo de luxo?

“Esses lançamentos foram feitos pensando em colecionadores, no nicho que existe de pessoas que estão dispostas a pagar tanto por um item tão especial. Quanto ao fato de o formato físico virar um artigo de luxo… eu, realmente, espero que não! Nada se iguala à sensação de poder entrar em contato com a música desse jeito, especialmente com vinis. Com CDs, eu sinto que eles são muito frágeis, quebráveis, arranham fácil… Tudo bem, o vinil também arranha e pega poeira, mas é diferente, a sensação é diferente, você sente que a música está lá. Diria que existe um certo romance em ouvir vinis. Então, não posso prever se esse será o destino da música, porque veja só como estão os tempos! Mas eu realmente espero que isso não aconteça.”

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2 Comentários

  1. luís. você é tão especial pra música como a música é uma força potente pra você. Poucas pessoas sabem lidar de forma tão profissional com a música! muito orgulho!
    parabéns!
    muito pertinentes as perguntas!
    a florence deve tá pensando em você e nas suas perguntas até agora…
    posso sentir! rsss

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