Autoramas quer espaço na TV: "adoraríamos ir ao 'Caldeirão'"

Autoramas está de volta à baila com novo CD: “Música Crocante” (Coqueiro Verde, 2011). Eles se apresentam neste sábado (29) no Beco SP, na conhecida Rua Augusta, na capital paulista. Na quarta-feira (26), em um bate-papo por telefone, dois membros do trio – Bacalhau (bateria) e Flávia Couri (baixo) – conversaram com o Aos Cubos. Gabriel Thomaz (guitarra e vocal) estava em outro compromisso e não chegou a tempo de falar com a gente.

O novo CD apresenta as já conhecidas influências rockabilly anos 60, passando pela surf music, que levam até a energia do punk rock, em uma fórmula que eles costumam chamar de rock para dançar e cantar. E com um adendo: duas escapolidas do português: arriscam versos em inglês e espanhol

E não é à toa que eles se sintam globalizados. Depois de cinco álbuns (de estúdio), somam no currículo participações em coletâneas (no Japão, inclusive), e festivais pela América Latina e Europa. Mas os caras se sentem praticamente um estranho no ninho. Afinal, batalham espaço na TV. E não conseguem! “Me amarraria em fazer (uma participação) no Caldeirão do Huck”, comentou Bacalhau. Flávia endossou: “Eu adoraria fazer, apesar de que os indies já iam falar: ‘os caras se venderam, estão no sistema’. Qualquer ferramenta que leve nossa música ao grande público, estou dentro. Lembro de ver Titãs, Cascata Elétrica, e não só bandas de grandes gravadoras nos programas de auditório”.

Os músicos cariocas não abandonam o Rio, mas comentam que São Paulo tem certa influência na musicalidade. O bate-papo começou com um “Olá, André, beleza?”, por parte de Bacalhau, com um sotaque totalmente carregado. Mas nem me passou pela cabeça em fazer um julgamento daquela rixa (paulistas x cariocas) porque a resposta foi a mais simpática e amigável. “A gente mora no Rio, mas está sempre aí. Acho que a influência de São Paulo vem do clima, as pessoas, a coisa roqueira que a cidade tem… ir à Galeria do Rock para comprar discos… As lojas que têm aí são das melhores. É isso”, analisou.

Depois, conversei brevemente com a baixista. E a íntegra das duas conversas, estão abaixo. Mais à frente, aproveite para ouvir “Música Crocante” em streaming.

Aos Cubos – É difícil conseguir fazer um disco de rock autoral, brigando num mercado com o happy rock e coisas como Justin Bieber e Paula Fernandes?
Bacalhau – Acho que não. A gente tá fazendo há tanto tempo que essas ondas sempre passam. Na época que a gente começou a fazer (música), a onda era Britney Spears ou sei lá… Sempre tem essas coisas. Esse tipo de pop sempre existiu. Ou vai ser Justin Bieber ou o próximo. Antes era Britney Spears, hoje Ke$ha… A gente costuma fazer nossas coisas, mas não ligo, não presto atenção nisso… A gente presta atenção mais para o lançamento do novo do Noel Gallagher, do Beady Eye, Arctic MonkeysStone Roses que vai voltar para tocar… Eu gosto muito mais dessas coisas ligadas ao rock, e não perco meu tempo, querendo saber se ela vai ser um obstáculo na minha vida. Porque não é.

O disco teve participação de Jô Soares e Humberto Barros. Como foi?
Bacalhau – O Humberto é um tecladisca, produtor, videomaker… um amigo, um p. músico, e a gente conhece ele há muito tempo. Ele tocou no nosso desplugado teclado e acordeão, e foi ele que pôs esse temperinho do teclado. Ele também já tocou teclados com Cidade Negra e Kid Abelha durante muitos anos. Muito legal a participação dele. E a do Jô foi uma maravilha. Aconteceu, assim, dos deuses… A gente mandou a música e o cara fez via telefone. Foi tudo uma maravilha, a gente mandou a música, ele enviou gravado. Tudo ótimo, e a tecnologia ajuda bastante.

Depois de quatro discos, o quinto é mais fácil?
Bacalhau – Pra te ser sincero, esse disco novo (o sexto lançado, mas o quinto de estúdio), realmente, pra mim foi mais fácil porque eu já tenho experiência de todos os outros. E a gente acaba não cometendo os mesmos erros (dos anteriores). Pelo menos na parte de arranjos, eu trabalhei bastante. Eu usei uma coisa que nunca tinha usado e, talvez, tenha a ver com esse link da pergunta sobre o pop. A única coisa que me preocupei foi com o BPM (batidas por minuto – músicas mais rápidas têm mais BPM do que as mais lentas, embora não seja diretamente relacionada com estilos musicais) das músicas. Isso foi uma coisa que, nos outros discos, nunca tinha prestado atenção. Eu entrava, gravava a bateria, e nem me preocupava. Agora, me ajudou muito. Foi uma ferramenta que estudei bastante e pretendo usar em todas as produções, seja gravando com o Autoramas ou qualquer outra pessoa que me convide.

Em São Paulo, tem uma onda de permutas entre as bandas. Os guitarristas tocam em duas, três bandas, e assim por diante… Você vê isso?
Bacalhau – A gente tem muitos amigos aqui no Rio – por exemplo, o (quarteto) Canastra, o Kassin -, e cada um já gravou o disco um do outro. O Kassin já produziu um disco nosso (“Teletransporte”, de 2007) junto com o Berna Ceppas. Acho que os únicos caras que conseguem fazer isso é o Josh Homme (Queens of The Stone Age) e o Dave Grohl (Foo Fighters)… Existe também um trabalho que a gente tá fazendo em parceria com o (rapper) BNegão. E isso tem um pouco a ver com essa mobilização. A não sabe B Negão o que vai vir daí… Na verdade é um trabalho que a gente está se divertindo, fazendo música. Espero que alguém me convide mais, eu já gravei bateria com várias pessoas, mas estou aberto a convites… (risos)

Vocês já tem um bom tempo de estrada, são 14 anos. E pediram ajuda no Embolacha para a gravação do “Música Crocante”, onde conseguiram superar em R$ 500 os R$ 14 mil pedidos com 149 contribuições. Aí você vê um grupo, como A Banda Mais Bonita da Cidade, que consegue R$ 44 mil na estreia por conta de um vídeo viral. Você acha que a música e o tempo de estrada ficam em segundo plano?
Bacalhau – A gente arrecadou bem. Espero que outras bandas consigam usar o mesmo método (de crowdfounding) para realizar seu projeto, seja um disco ou show. Parabéns a eles (pela arrecadação) e espero que eles gastem bem esses R$ 44 mil. Pode ter certeza que, esse negócio de valor, eu não vejo (como tão alto)… Eu acho que um disco, para ser produzido no Brasil, custa isso, em torno de R$ 15 mil. Agora, não sei o que eles puseram no valor da produção. Supondo: vai ver que eles puseram R$ 20 mil para o produtor… Os custos podem ser mais altos, e cotaram assim. Pode ser também que eles não tenham estipulado esse valor. Mas fico contente e também porque eu consegui fazer o meu… E não vejo problema.

Espero que A Banda Mais Bonita… viva os mesmos 14 anos que a gente e sejam felizes (risos). Essa é a grande pergunta! Fazer banda, todo mundo faz. Enquanto a gente tá conversando, existe uma sendo criada aqui na esquina. Mas como eu também tive esse impulso quando A Banda Mais Bonita… se lançou. Muitos amigos, que tiveram o mesmo impulso, 99% deles parou. Um p. músico, amigo meu, desistiu de trabalhar com isso para ter um cargo algo no BNDES. Ele tem uma função lá maravilhosa, mas espero que ele seja feliz, fazendo o que ele faz, tanto quanto eu estou, fazendo música. Espero que todo mundo consiga, realmente, realizar aquilo que quer… Viver de música no Brasil é muito difícil, mas não se pode deixar esmurecer por qualquer coisa pop que passe ou essas novas ondas. Porque vira e mexe aparece uma e outra e tu não sabe o que que é e o dito rock ‘n roll nacional… E essas coisas passam. Acabou o dinheiro, acabou a banda.

Os riffs são a marca de vocês. O que muda na instrumentalidade dos outros discos para este?
Bacalhau – Viva o riff! Nós somos uma banda “riffeira” pra caramba, assim como Metallica, Black Sabbath, Led Zeppelin, Chuck Berry, Beatles… É a nossa maneira (de fazer rock). O riff tá lá e a gente conseguiu cooptar a sonoridade que a gente sempre quis. No Brasil, é muito difícil conseguir esse tipo de pressão do Rock. Neste (CD), a gente conseguiu – tanto nas composições quanto nos arranjos, na produção… em toda a estética se ouve isso no disco: o maior rock ‘n’ roll, na lata. Esse disco é o melhor porque ele está dançante, vibrante, bem rock e a produção ficou maravilhosa não deve a nenhum disco gringo. Dentre todos do Autoramas, é o melhor que foi gravado até hoje – digo, da nossa produção. Conseguimos colocar tudo aquilo que tínhamos em mente.

“MTV Apresenta Autoramas Desplugado”, de 2009, tem alguma influência sobre Música Crocante?
Bacalhau – O “Desplugado” conseguiu pegar pegar todas as nossas músicas, que a gente não tocava mais ao vivo, e conseguiu fazer novos arranjos. Foi uma coisa bem trabalhosa e ajudou a pensar diferente para o disco novo. Os arranjos, essas coisas do BPM, que ajudou muito, voz. Ajudou muito. Foi um ótimo preparo para o disco novo.

E quais são as outras influências, então?
Bacalhau – A gente escutou nesses últimos tempos… A gente pegou muito rock francês, tuco, de protesto, muita coisa psicodélica… e uma coisa que tem no norte do país, Amazonas… Fomos para o Peru, Uruguai… Rock alemão, do português de portugal. O rock espanhol, coisas latinas que a gente se amarra muito. E a gente conseguiu reunir isso, e não perder nossa característica – que é dançante.

Então, como vocês classificam essa unidade de “Música Crocante”?
Bacalhau – Rock pra cantar dançar e cantar é bom. Eu gosto disso.

Vocês ainda arriscam um espanhol em “Verdugo”…
Bacalhau – A gente sempre quis lançar uma música em espanhol. e a gente sempre perguntava para os amigos – do Paraguai, Uruguai… De início, pensamos em fazer uma versão. E eles falavam que fazer uma versão ou alguma música que temos em português, passar para outra língua, não era legal. E, como a gente não pensa em espanhol, só em português, era difícil fazer uma letra. Aí, em um churrasco na Argentina, um amigo veio com uma letra. A gente pegou, fez em uma Jam (session) e a música ficou pronta. Eu, particularmente, gosto muito dela. Quero muito que ela toque na Argentina, no Uruguai, Peru. Quem sabe no México e Espanha.

E tem também um pouquinho de inglês, em ‘Billy Hates Sayonara”. É um território seguro cantar em outra língua?
Bacalhau – O Gabriel fala bem, aprendeu bem inglês (desde o colégio). E foi muito bem… A gente acabou aprendendo ali, a gente acaba falando. É tranquilo.

Vocês conquistaram outros públicos como América latina, Europa e Japão. É mais fácil ganhar moral fora do que aqui dentro?“Luana López” ainda tem um quê meio México. Há influência, então, da música de raiz mexicana, como o mariachi e o jarana?
Bacalhau – Tem, tem… é uma mistura louca, essa da América Latina, que ainda tá sendo vista… (risos) Não foi uma coisa pensada, agora que você falou, até que veio à mente, mas não foi de propósito, não…

A imprensa no Brasil é meio boba. Ela não fala de certas coisas, não sei porquê. Nosso rock nacional é muito bem visto lá fora. E a gente até faz música em inglês e espanhol, mas cantamos em português e eles se amarram. Só aqui, não sei porque – gostaria muito de saber – a gente tem essa dificuldade. Aqui, as pessoas gostam muito das bandas de lá de fora. ‘Red Hot é muito bom'” E você pensa: Red Hot, de novo? Só tem isso… Iron Maiden, só?

Aqui no Brasil, você pergunta e são sempre: Capital inicial, Paralamas… E agora te pergunto: de rock atual, qual tem? Eu sei uma: Autoramas. (risos) Eu cresci lendo a Bizz e comprando disco em lojas de disco. Eu não sei o que se passa na cabeça dos jornalistas, críticos de música… Gostaria muito de saber… Rock nacional está super vivo com um monte de banda bacana, como Matanza, Canastra, Quebra-queixo… Tem tanta coisa legal! Não sei porque o pessoal não fala muito disso… Vira e mexe, eles estão falando das mesmas coisas… virais que não têm a mínima relevância.

Acabou a atitude do rock nacional?
Bacalhau – Rock é atitude! Não vou esperar alguém pra me dizer o que tenho de fazer. Eu vou lá e faço. Por isso, estamos lançando regularmente discos, sem ir no Faustão, num Jô Soares, num programa como o da Hebe Camargo ou do Raul Gil. Eu acho que, por exemplo, no começo, todos iam nesses programas… Eu sou amarradão de ir no programa do Luciano Huck, por exemplo.

E continuam acreditando na premissa: falem mal, mas falem de mim?
Bacalhau – O lema está super em voga pra gente.

E como foram pensadas as letras desse novo CD?
Bacalhau – A gente sempre teve isso de variar bem os temas. Acho que essas composições estão bem a nossa cara porque o Gabriel e Flavinha tiveram um tempo a mais pra fazer com mais tranquilidade desde “Desplugado”. A galera apostou em letras bem legais, com uma ironia, uns toques de protesto.

O que muda na nova turnê? Já sabem como vai ser o repertório?Vocês têm uma versão de “Blue Monday”, do New Order. Como chegaram a esse cover?
Bacalhau – No “Desplugado”, a gente já tinha feito. No início não queriam, falaram que eu tava maluco, mas ficou legal e não tínhamos gravado especificamente para o DVD. A versão que tem no DVD é meio de ensaio, e então repensamos nela para que pudesse entrar no disco. E teve tamvém “Billy Hates Sayonara”, que era uma homenagem ao baixista Guittar Wolf, que morreu recentemente e pediram a eles uma homenagem. “Gostamos da música que entrou em um disco tributo ao baixista, no Japão, e fizemos questão de colocá-la como bônus do CD (no Brasil).

Sabemos que não vai ser o CD na íntegra, não. Mas a gente deve tocar umas cinco ou seis músicas no show de estreia, em São Paulo. Eu gostaria de tocar, mas a galera vai pedir músicas antigas… Tem que fazer um setlist variado e é essa dificuldade porque fica mais difícil a cada lançamento. Tem música que a gente não toca há anos, a galera quer ouvir, e é uma bagunça. Na hora, pode ser que mude e façamos mais músicas novas.

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Com a Flavinha, a gente teve pouco menos de tempo, mas ela também falou sobre o trabalho novo do Autoramas: 

Programas de auditório
“Eu adoraria fazer, apesar de que os indies já iam falar: os caras se venderam, tão no sistema. Qualquer ferramenta que leve ao grande público, estou dentro. Lembro de ver Titãs, Cascata Elétrica, e não só bandas de grandes gravadoras (na TV). Na minha infância dos anos 80, tive Raul Seixas cantando “Pluct Plact Zum” para crianças. Tinha mais espaço, e cresci com isso. Hoje em dia, você até vê uma ou outra porta aberta, mas há um jogo de interesses por uma série de fatores, que não musicais. E não democratizam o espaço, que deveria ser destinado a tipos de música variados. E colocam só o que está no grande mercado, goela abaixo, e as pessoas ficam sem opções, obedecendo àquilo que lhes impõem. Se isso acontecesse (as TVs abrirem as portas), ia melhorar não só para artistas, mas para a democratização da cultura. Porque a internet já está fazendo isso nas redes sociais. Nas grandes mídias, poderia evoluir”

Sobre o disco
Estou Muito satisfeita. Acho que, com o “Desplugado”, nos libertamos para ter ideias novas, riffs e letras. Aí, conforme foi rolando a turnê criamos um disco. Porque a gente já queria fazer coisa nova, criando, fazendo coisa diferente. Primeiro: voltar ao elétrico, explorar outras coisas. Naquele, a voz pintou mais, como o backing vocal, mas bateu a saudade e fomos tirando as ideias da gaveta. Contribuí com o Gabriel e tem músicas de outros compositores.

Influência
De influências, temos o Liss, tem também do Rubinho Jacobina – da Orquestra Imperial… Fomos arranjando e juntando o que já tinha repertório. E o disco ficou lindo. Tá todo mundo dizendo que a sonoridade ficou muito boa. O Gabriel Zander trabalhou com a gente e não impôs nada. Ele estava aberto à nossa concepção e, por este motivo, ele tem uma sonoridade tão próxima à da banda ao vivo. Estou doida pra botar as novas músicas no show”

Crowdfunding
Primeiro, o projeto tinha que agradar a nós mesmos, não o mercado. Por isso, ele é um trabalho sincero, um som que a gente curte e foi essa galera que nos ajudou a financiar. O projeto de crowdfunding abriu as portas para as bandas independentes não dependerem de gravadora para lançar o seu disco ou comprar o show… E foi na confiança da qualidade do som do Autoramas que eles ajudaram. As músicas já estão liberadas para ouvir em “streaming” e o retorno é que as pessoas estão curtindo e ele serve como porta interesse artita e público não tem dinheiro de apoio á cultura. É a conexão direta entre o público e o artista.

Novas línguas
Eu acho arriscado, por exemplo, você fazer uma música espanhol… Mas pra gente soou natural porque temos um vínculo com música latina e com a língua espanhola. E não compartilhamos desse preconceito ou estereótipo contra a cultura dos ‘hermanos’. A gente faz turnê lá, é sempre bem recebido, curte bandas uruguaias e peruanas – de outros lugare também -, então tentamos contribuir para quebrar essa barreira da língua – não que seja um problema porque quando nos apresentamos lá fora, cantamos em português. Mas acabou soando natural. Não seria apenas para atingir o público europeu. Porque a gente já faz turnê e a galera vibra com a gente cantando na nossa língua. Mas é até ousado, eu acho, essa música em espanhol e espero que ajude a nos levar por outros caminhos.

Outros toques
Eu apostaria nos clássicos, meus hits, como The Kings, Beatles… Realmente, tem influência mundo afora. Tem bandas do Peru, com uma pegada mais soul e funk que a gente tem ouvido… E bandas da europa, que estão misturando rock garage – como Cheap Freaks, da Irlanda, que conheci viajando. E tem bandas de surf music na América do Sul até pop francês, como France Gall… essas cantora me amarro muito com uma pegada Sylvie Vartan.

Rock colorido, pop…
Se colocarem a gente na mesma prateleira é só por falta de conhecimento mesmo. Mas eu acho que esse happy rock que classificam nada mais é que bandas como o Menudo, o New Kids On The Block… O som que eles fazem não tem atitude, e a galera precisa categorizar, então bota tudo na mesma prateleira. Daqui alguns anos vamos analisar quem ficou e quem não ficou… Vamos ver se daqui cinco anos as pessoas vão se lembrar como um triste episódio na música brasileira ou melhor: acho que não vão nem lembrar… Eu acho que o tempo que mostra o que é brisa e o que é raiz. Quem é músico, quem curte música sabe muito bem a diferença, separar joio do trigo do que adolescentes desinformados.

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Já ouviu o novo CD? Aqui vai o ‘streaming’

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