Birdy: inglesa de 15 anos lança disco com "clássicos" indie

Golpe de mestre. Assim podemos definir o disco de estreia auto-intitulado da cantora/pianista inglesa Birdy (ou Jasmine van den Bogaerde, que é como a mãe dela deve chamá-la quando está dando uma bronca). Em tempos de mega-estrelas pop como Shakira lançando uma música da pequena banda indie the XX em seu último disco e de Adele vendendo zilhões de discos com a mistura infalível de voz, melodrama e piano, a jovem Birdy tendo como aliado o produtor Rich Costey (gênio por trás de discos como “Absolution” do Muse e “You Could Have It So Much Better” do Franz Ferdinand) lança com timing perfeito um álbum com versões de pequenos clássicos recentes de bandas como Phoenix, The National, Mew, Fleet Foxes e, como não poderia faltar, the XX.

Apesar de também compor (a bela e muito madura “Without a Word” é a única música do disco de autoria dela), é irresistível ouvir músicas como “1901” ou “Young Blood” embaladas nos arranjos certeiros de Rich Costey, na voz surpreendentemente potente da inglesinha e de seu piano que de algum modo vão lá no fundo e revelam a “essência” dessas músicas. Além do quê, Birdy está na idade certa pra lançar um disco só de covers sem correr o risco de ser chamada de oportunista. E a prova de que ela não é uma fraude é o fato de “Without a Word” não destoar em qualidade de todos as grandes músicas que compõe o disco.

O sucesso comercial do lançamento (o disco estreou em 13º lugar nas paradas britânicas, fez bonito em países como Holanda e Bélgica, e o single “Skinny Love“, cover do Bon Iver, ficou no top 20 da parada de singles inglesa) nos faz perguntar “como ninguém tinha pensado nisso antes?”. É genial decidir dar para clássicos indie recentes uma roupagem que sua vó adoraria, por exemplo.  Essas músicas às vezes tão massacradas pela opinião geral que ignora e subestima seu potencial por as considerarem fruto de uma onda “passageira”, ganham com Birdy uma homenagem (nada inocente) a altura de sua importância.

Tracklist do álbum:

  1. 1901 (Phoenix – 2009)
  2. Skinny Love (Bon Iver – 2008)
  3. People Help the People (Cherry Ghost – 2007)
  4. White Winter Hymnal (Fleet Foxes – 2008)
  5. District Sleeps Alone Tonight (The Postal Service – 2003)
  6. I’ll Never Forget You (Francis and the Lights – 2007)
  7. Young Blood (The Naked and Famous – 2010)
  8. Shelter (the XX – 2009)
  9. Fire & Rain (James Taylor – 1970)
  10. Without a Word (Birdy)
  11. Terrible Love (The National – 2010)
  12. Comforting Sounds (Mew – 2003 – Faixa Bônus)
  13. Farewell and Goodnight (Smashing Pumpkins – 1995 – Faixa Bônus)

10 thoughts on “Birdy: inglesa de 15 anos lança disco com "clássicos" indie

  1. Tem um tempo que vejo o trabalho da Birdy, sinceramente melhorou bastante.Sabe quando vc sente a evolução da pessoa e sente que ela vai fazer sucesso, foi assim mesmo com ela. TInha certeza que ela iria brilhar.
    Ela é maravilhosa!!!

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