“Brasilidade com pitada latina” é a vibe do novo disco de Pabllo Vittar


O texto abaixo é uma reprodução do site da GQ Brasil.
(Foto de abre gentilmente cedida por: Fernanda Tiné/MECA)

Aos 23 anos, Pabllo Vittar vive o seu auge. Exatamente um ano depois da parceria com Anitta e Major Lazer estourar, quando foi catapultada ao sucesso internacional com “Sua Cara” (com direito a participações no Rock in Rio do ano passado, no show de Fergie, e no de Lisboa, este ano, com o duo eletrônico Sofitukker). A drag queen mais influente do Instagram (com 7 milhões de seguidores) se prepara para lançar seu segundo álbum em setembro, ainda sem título.

Apesar de seu disco de debute ter surgido no finzinho de 2016, “Vai Passar Mal”, sua carreira foi oxigenada por muitas parcerias, que lhe renderam milhões de plays nas plataformas de streaming no último ano e meio. Ela caminha para o fim dessa era, com a turnê na reta final e com foco na produção do novo show, já focado no projeto “PV2”. Ainda há singles soltos, parcerias com Lala Esposito, outro com a cantora trans angolana Titica (tida como a rainha do Kuduro) e ainda um remix para “Energia”, de Sofitukker.

Agora, sobre o disco novo, quase tudo em torno dele ainda é um mistério, exceto o nome do primeiro single “Problema Seu”. Ainda falta gravar uma única faixa, um dueto, que ela ainda não revelou a parceria. Confirmado, outro .feat, dessa vez com Ludmilla. “Não posso falar muito, mas tem a ver com a minha cara e a da Lud. Bate as duas no liquidificador, e é esse o resultado”, brinca.

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Pabllo brilha no MECA Inhotim (Foto: Helena Yoshioka)

Mas o que esperar desse novo trabalho? “Muita brasilidade, com umas pitadas latinas porque a gente tem se banhado muito dessa vibe – só que de uma forma diferente, mais Brasil. Queria muito que o álbum fosse mais brasileiro que o primeiro, ainda reforçando o caminho que a minha carreira tem tomado, que é: música pra todo mundo”, garante. “Não acho que tem mais esse negócio de nicho”, explica, referindo-se ao movimento que ganhou fama como “geração tombamento”, cujos artistas levantaram sua bandeira: fosse ela LGBT, de negritude ou de empoderamento, casos de Karol Conka e Liniker Barros, da banda com os Caramellows, entre outros.

“Eu gosto de falar de coisas que sejam universais, unam as pessoas e que tragam respeito”, adianta, falando que o carro-chefe do novo trabalho terá o clipe gravado nas próximas semanas e sai em agosto, seguido de um outro, que vai culminar com o lançamento do álbum completo. Até lá, a parceria com Alice Caymmi, “Eu te Avisei”, ganha um EP de remixes, com clipe gravado no último fim de semana em Minas Gerais – quando as duas também dividiram o palco no encerramento do festival Meca Inhotim, e também quando PV fez um dos últimos shows dessa tour.

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