Britney Spears entrega show sexy e divertido a Atlantic City, nos EUA

Regina Schaffer
DIRETO DE ATLANTIC CITY

Este texto é uma tradução da resenha do site Press of Atlantic City

Britney Spears subiu ao Boardwalk Arena Hall, em Atlantic City, nos Estados Unidos, em um “bodysuit” prata, cheio de lantejoulas, cantando Hold It Against Me com um imponente salto plataforma. A cantora mostrou à multidão que ainda sabe comandar uma plateia como ninguém, sem perder em nada para os gigantes do pop que têm por aí atualmente. A prova? Lady Gaga estava na primeira fila da turnê Femme Fatale nesse sábado (6).

Já faz mais de 12 anos desde que Britney estourou nas ondas do rádio com o hit Baby One More Time, dando início a uma era de outras cópias, jovens cantoras pop aloiradas. No entanto, como outras estrelas desvaneceram, ela conseguiu manter-se relevante (ainda que por algumas razões erradas ao longo dos anos). Mas o show de sábado manteve as coisas frescas, uma vez que a cantora optou por focar nos atuais sucessos dos álbuns Femme Fatale (2011), Circus (2008) e Blackout (2007) – e provou ser essa sua turnê mais forte até o momento. E, certamente, a abertura do show por Nicki Minaj também não foi uma má escolha.

Em cena, Britney era diversão e energia, como já esperavam os fãs – destaque para as danças sensuais superdosadas, incluindo uma em que um voluntário sortudo, do sexo masculino, foi retirado da plateia berrante (para que a cantora se atirasse em seus ombros). Os vocais, como esperado, tinham total apoio de uma base pré-gravada, às vezes completamente Auto-tunadas, e outras inteiramente em lip-sync (dublagem), exceto pela balada lenta Don’t Let Me Be The Last to Know. Mas os fãs, que não pareciam esperar uma Britney cantando ao vivo como parte do preço do ingresso, não se importavam. E, realmente, se eles simplesmente esperavam ser entretidos, não saíram decepcionados.

Ainda assim, analisando o show, parece que falta algo a Britney Spears, que se esconde atrás de seus movimentos de dança, e que apesar de bem executados, há falta de entusiasmo por parte dela – uma mulher de 29 anos parecia fazer os movimentos apenas para cumprir a agenda profissional. Ela é uma artista bem preparada e fez o que tinha de fazer no show. Mas parecia que o fez porque tinha, não porque queria. Não era assim, a mudança é clara. No início da carreira, pelos idos de 1998, ela tinha uma gama de fãs apaixonados que não tiravam os olhos dela (enquanto dançava).

O show, de qualquer forma, se manteve num ritmo bom. Durante os intervalos, havia uma “caça a Britney” em esquetes secundárias, que rolavam nos telões para permitir as trocas de roupa e mudanças de cenários (que se pareciam ter sido criados pelas mesmas pessoas que produziram os anúncios de seu perfume). A apresentação simples de Minaj se confrontava com o orçamento estratosférico, mas era de se esperar de um ato de abertura. Mas a rapper, cantora e multi-facetária pop star mais do que compensou isso com sua energia incrivelmente contagiante.

Nicki Minaj
Minaj domou a arena como uma tempestade, ferozmente com suas diferentes perucas – uma marca registrada – e seu microfone rosa, cheio de brilhos. Ela subiu ao palco como uma romana (em menção à música Roman) e foi de seu atual hit Monster, passando por Super Bass, Moment for Life e When The Girls at – cada canção é um mini-show dentro da apresentação, como pequenas esquetes inseridas em uma história. Com palhaçadas quase caricatas, movimentos de dança afiados e uma linguagem chula – apenas o suficiente para mostrar que tem atitude, Minaj provou que pode facilmente tomar conta do palco. Na verdade, ela quase roubou a cena em determinados momentos – e ficou claro que havia uma base de fãs que foram apenas conferir seus 35 minutos de set.

Mas, no final, a noite ainda pertencia a Britney. Houve um momento da verdadeira Britney no meio da primeira metade de Femme Fatale no sábado à noite que representa isso. Um trecho da música How I Roll em que ela diz “I’ve got nine lives like a kitty cat” (eu tenho nove vidas como um gatinho de estimação). Essa parte, ela cantou em cima de um carro cenográfico rosa em frente à plateia. De todos os dramas que Britney já passou e acompanhamos pelos tabloides – de quando ficou careca, quando seu cabelo ficou rosa e uma triste separação -, ela parece que administra as coisas para que possa seguir em frente. Talvez a cara nova de Britney dos anos 1990 tenha ido embora, mas uma mais velha e sábia Britney – que não tem mais a fome pela fama e atenção – ainda é, claramente, alguém que vale a pena de assistir.

Veja o vídeo em que Britney agradece a Gaga pela presença em seu show

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