“Sou da mistura pós-punk com Ben Jor”, diz Céu, que prepara novo CD

De Ilhabela*

Passaram-se 10 anos desde o primeiro sucesso de Céu. Com três discos autorais (“CéU”, de 2005, “Vagarosa”, 2009, e “Caravana Sereia Bloom”, de 2012), a cantora revela que prepara novo material para 2016. “Estou escrevendo, mas é um processo bem embrionário, que não posso nem denominar. Mas estou bem empolgada. Com certeza, lanço alguma coisa ano que vem”.

Em seu player, tem tocado “bastante” sons dos idos de 70, da era pós-punk, o que pode dar o tom do próximo CD. “Estou numa fase interminável de The Cure, que não passa nunca, mas tenho curtido vários sons diferentes. Tem uma galera que chama Digital Dance, que acho f**a. Brasil é meu cerne, nunca deixo de ouvir. De álbum brasileiro novo, diria o da Tulipa Ruiz (“Dancê”, 2015), que acho lindo, adoro ela. Velho, ‘Força Bruta’ (1970), de Jorge Ben, da época que ele nem era Ben Jor”. Eu sou da mistura de pós punk com Jorge Ben”, brinca.

Depois de uma turnê internacional, com datas nos Estados Unidos, Europa, África do Sul, ela retorna ao País mais experiente. E busca também a expertise de artistas libertários, como Caetano Veloso e David Bowie, para entender seu público, sua música e como as pessoas a consomem. “Acho que arte é muito ligada à liberdade e tenho muito respeito por isso. Há muitos artistas que contaram essa história. Essa experiência é o que estudo, é minha cartilha”, aponta.

Sobre o “DVD Céu Ao Vivo”, lançado este ano, seu primeiro registro nos palcos, Céu diz que não se imaginava comemorando os 10 anos de carreira. “Para mim era só a possibilidade de lançar um DVD, que nunca tinha feito. Veio na melhor hora possível. Acho que tinha repertório suficiente. Já estava com certa maturidade e coroou um momento bem bonito”.

Apesar de se mostrar bem à vontade no palco, diz que sempre foi muito na dela. “Palco nunca foi um foco. Trabalhei isso e me sinto muito à vontade. Mas eu tive que trabalhar”, ri. A conquistar, explica, faltam muitas coisas, mas não é do tipo que se planeja tanto. “Ao mesmo tempo, me guio muito pela intuição. Deixo as coisas acontecerem”. Então, os próximos 10 anos são uma incógnita. De certo, a doçura e presença de palco da cantora, que exalam a cada beat de seu repertório.

VENTO FESTIVAL
Em meio às férias escolares da pequena Rosa, sua filha, e da bagunça em casa, deu uma esticada até o litoral norte de São Paulo, neste sábado (18.07), para se apresentar no Vento Festival, evento gratuito, organizado pela prefeitura em parceria com uma produtora. “Fazia muitos anos que não vinha. Passei minha adolescência aqui, foi meu primeiro show, então foi superespecial”, resumiu. Seus avós tinham casa em São Sebastião, então sempre passava as férias de fim de ano por lá.

*O repórter viajou a convite da Recheio Digital, produtora responsável pelo festival.

Leia mais

“Não é pra pista, mas pra ouvir com o corpo”, diz Tulipa Ruiz sobre CD

De Ilhabela*

Na estrada desde que o novo CD “Dancê” foi lançado, em maio, a cantora Tulipa Ruiz só quer fazer dançar, como sugere o nome do terceiro da carreira, “Dancê”. Trilha sonora da novela “Verdades Secretas”, com “Prumo”, a paulista comenta que primeira intuição que teve sobre esse disco é que ele seria dançante. “Não no sentido pista, mas que você ouvisse primeiro com o corpo pra depois pensar no que a letra tava falando”, expõe.

Sabe aquela sensação que você não sabe que música está tocando, mas seu pé já sacou, e reagiu a esses estímulo? Foi a ideia que Tulipa quis dar ao disco. “A dança foi uma resposta à minha última turnê, quando fui descobrindo que tenho bailarinos maravilhosos na plateia. A pessoa que fecha o olho e dança é a mais livre do mundo. Quando expliquei a ideia pra banda, a gente já tinha um beat para cada coisa e um personagem mais pulsante”. De influências, ela enumera: Connan Mockasin, Tune-Yards, Ava Rocha e Metá Metá.

Com três shows lotados no Sesc Pinheiros, partiu em turnê para Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), e acaba de voltar de uma leg nordestina (Salvador, Recife, João Pessoa e Natal), sua primeira, e promete voltar para fazer outras capitais. “As pessoas já sabiam as letras de um disco que eu ainda tô descobrindo. Elas já haviam ouvido e estavam muito dentro do repertório novo. Fenômeno maravilhoso que a internet proporciona pra gente e ajuda muito na hora do show”, resume.

Tulipa gosta “muito” de estar em turnê porque é um organismo vivo, é apaixonada pela estrada. “Tudo pode acontecer numa turnê”, explica ela. “Nos meus outros dois discos, aprendi e acrescentei coisas até o último dia de show. O setlist nunca foi fixo. Eu sempre falo que é uma troca: o que acontece no palco é uma consequência”.

A cantora afirma que vive sua turnê até o último segundo. O que acontece de criativo para entrar num disco seguinte, ela arquiva. “Se eu tenho alguma heureca, gravo e não presto atenção. Quando começar a época de preparar coisas para um futuro disco, começo a curadoria”. E ela tem gostado, cada vez mais, de estar em estúdio: “Esse foi um disco que eu curti gravar. Em ‘Efêmera’ (seu primeiro, de 2010), fiquei muito assustada com o processo, a respiração, que pode virar um ruído, a ultramicrofonação de tudo”.

Se não fosse cantora, seria jornalista, escritora ou desenhista. Se tivesse do outro lado – coisa que já aconteceu em duas ocasiões: uma vez em um programa da extinta gravadora Trama e outra para cobrir o Abril Pro Rock – e pudesse fazer uma pergunta para si mesma perguntaria qual seu principal desejo, apesar de taxar como algo difícil de responder. “Meu maior esforço é estar 100% presente no agora. Acho que se a gente estiver inteiro em todos os momentos, a vida acaba sendo mais bem aproveitada e o desdobramento é o bem-estar”, ressalta.

Tulipa consome música em streaming, mas com um fone bom para diferenciar cada timbre ou arranjo, e em casa põe um disco. Sua última aquisição foi o do Metá Metá. De tempos em tempos, revisita seu repertório. “Gosto de fazer grandes pausas para dar uma miniesquecida, aí quando vou ouvir, eu curto. Mas não me escuto com frequência. O único CD (do meu repertório) que está sincronizado offline é o Dancê”, arremata.

VENTO FESTIVAL
Tulipa foi a principal atração deste primeiro dia do Vento Festival, nesta quinta (16.07), que acontece gratuitamente no centro de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. Também fizeram shows Charlie e os Marretas, Caroço de Azeitona e DJ Dago, com apresentação de Mc Mac B.O.

“Eu vim para esse festival e decidi que vou ficar mais alguns dias, de última hora”, explica porque encontrou vários rostos conhecidos na produção. Em seu primeiro show na capital da vela, a cantora comentou que conhecia Camburi, onde aconteceu a pré-produção de seu mais recente disco, e também havia feito um passeio de barco em torno do arquipélado. “Não tinha pisado ainda”, brincou.

(*O repórter viajou a convite da Recheio Digital, produtora do evento).

Leia mais

Clean Bandit deve vir ao Brasil ainda em 2015: "estamos ansiosos"

“Tentamos fazer do nosso show uma festa, um Carnaval”, diz o violinista do Clean BanditMilan Neil Amin-Smith, em conversa por telefone. A inspiração dessa energia vem de outras bandas conterrâneas, como RudimentalBasement Jaxx.

Esse gostinho, o Brasil deverá sentir nesse segundo semestre, talvez lá pra outubro, segundo ele. “Soube que é um lugar maluco para se apresentar, a plateia é maravilhosa. Estamos ansiosos para fazer ir à América do Sul”, diz, brincando que nem imaginava que em algum momento da carreira teria fãs por aqui. “Só podemos agradecer. Temos músicas novas, que amamos, e esperamos que as pessoas gostem tanto quanto ‘Rather Be’”.

Quando conversei com Milan Neil, ele estava de molho em Berlim (Alemanha) por causa de um probleminha no braço. Enquanto isso, o restante do grupo brilhava com agenda lotada nos EUA. “Poder tocar mundo afora é uma coisa maravilhosa. Saber que as pessoas conhecem sua música é gratificante”, diz ele, lembrando a performance memorável no festival Coachella.

O grupo eletrônico, cujo nome vem de uma expressão russa que significa “totalmente bastardos”, transforma a música clássica em pop. “O nome também pode significar afeição, como uma família”, lembra o músico. E é isso que eles são desde 2009, quando a banda surgiu. “Grace (Chatto, uma das vocalistas) e eu tocávamos muita música clássica na faculdade. E o Jack (Patterson) foi quem introduziu isso à música eletrônica. Começamos a tocar juntos, nunca pensamos: nossa, vai ser o combo perfeito”.

Mas o turning point aconteceu em 2013, com o lançamento de “Mozart’s House”. “Foi a primeira vez que mais pessoas e a mídia, além da nossa família, estavam consumindo a nossa música. O vídeo estava conquistando milhares de views. Foi animador”. O mais difícil da fama já passou, informa Milan. “Nos esforçamos muito, e não tínhamos grana. Fazíamos show, havia muita dedicação para continuar tocando, e ir pra outro festival, sabendo que o cachê não ia ser nada demais”, relembra, explicando que a diferença hoje é que eles tocam pra um público que conhece suas músicas.

MAIOR HIT
Seus ouvidos não devem ter saído ilesos ao maior hit do Clean Bandit em 2014. “Rather Be” chegou à quarta colocação nas 100 mais das paradas brasileiras, fechou o ano entre as 50 mais tocadas e lhes rendeu um Grammy de Melhor Gravação de Dance. “Foi indescritível. Estávamos tão cansados no dia da premiação, em Los Angeles, ainda sofrendo com jet lag. Mas ainda assim saímos pra comemorar, e tínhamos que acordar cedo no dia seguinte pra voar pra casa. Foi delirante”, riu.

Milan Neil diz que jamais imaginou tudo o que está acontecendo com eles agora. “Quando ‘Rather Be’ saiu, foi letal. Não conseguíamos medir a audiência que conquistamos”, explica. Ele diz também que nunca houve um momento exato em que se soube que a música era um grande estouro. “A cada dia, a gente recebia uma informação. Não era um hit na América, por lá só pegou depois de 10 meses que já havia rolado no Reino Unido. E na Europa toda foi, mais ou menos, três meses depois. Foi acumulativo”.

Banda levou Grammy de Melhor Gravação de Dance

PRÓXIMO CD
Segundo o músico, há poucas coisas acertadas para o próximo CD, sucessor de “New Eyes”, lançado no ano passado.De certo, que entra a parceria com Marina and The Diamonds, chamada “Disconnect”. “Provavelmente devemos demorar ainda nove meses para que ele esteja pronto”, afirma, comparando o tempo relativamente curto perto dos quatro anos que demoraram para o CD de estreia sair.

Ele espera que o som deste próximo seja o mais coeso e com muitas participações especiais. Se pudesse escolher, já estariam escalados Tove Lo, Frank Ocean e Years & Years. “É importante lembrar que fazemos música para nós mesmos, tendo em mente um certo nivel do sucesso comercial”. Apesar de estarem gravando minidocumentários da turnê mundial, não têm planejado lançar um DVD com esse material. “Seria interessante”, arremata Milan.

Leia mais

"Dou uma choradinha, lavo o rosto e vou trabalhar", diz mãe de Cazuza

Lucinha-AraujoJá se vão 25 anos sem o cantor Agenor de Miranda Araújo Neto, mais conhecido como Cazuza. Ícone de sua geração exagerada, cantou sobre o cotidiano e amores desesperados ainda na época do Barão Vermelho, ditava moda, e – quando soube que estava doente – entoou as mazelas da sociedade, escolheu sua ideologia pra viver, e pediu para que o Brasil mostrasse sua cara. Seu tempo parou em 7 de julho de 1990, aos 32 anos, quando perdeu a luta contra as complicações do vírus da aids.

Conversei, por telefone, com Lucinha Araújo, mãe do saudoso Cajú (apelido do apelido), que puxa série de entrevistas sobre o tema. “Não sou masoquista, mas quero sofrer pela falta do meu filho. Posso dar uma choradinha todo dia, depois lavo o rosto e vou trabalhar. Mas não quero deixar de pensar nele com saudade”, diz. “Pra mim é mais um ano sem meu filho. Não tem diferença ele ter morrido na véspera ou há 25 anos. A dor continua igualzinha. O tempo não apaga, não, só vai mudando o sentimento. Não é que eu esteja conformada. A saudade vai existir sempre. Eu quero sofrer”.

Tiete assumida, conta que ele deixou sua marca na música nacional.”Depois que ele soube que estava doente, começou a cantar o País dele. E fez melhor que ninguém. As letras estão atuais até hoje. Eu acho que o cenário musical brasileiro tá meio devagar. Não sei se é por causa da política ou se as pessoas estão cansadas. Mas acho que ainda não surgiu outro Renato Russo ou Cazuza. Depois da geração deles, a música não apontou ninguém com a mesma força”.

O maior legado de Cazuza, explica Lucinha, não foi só de belas canções ou de estilo, mas de coragem. “Ele se confessar soropositivo, no auge da beleza, da juventude, da carreira, ganhando o dinheiro dele. Aquilo foi um ato de extrema coragem. Eu passei a admirar ainda mais meu filho”, refere-se à entrevista que deu ao “Fantástico”, falando ainda que a aids naquela época era tida como uma nova “peste”.

O tempo de Cazuza parou em 7 de julho de 1990 - Foto: Divulgação/Sociedade Viva Cazuza
O tempo de Cazuza parou em 7 de julho de 1990 – Foto: Divulgação

Seu fardo tornou-se inspiração para a Sociedade Viva Cazuza, instituição de luta contra aids. “Eu procuro encontrar nessas crianças um sorriso dele. Tenho vários filhos aqui”, derrete-se pela instituição que atende 15 crianças em regime de internato. “Venho todos os dias aqui, menos sábado e domingo. Adultos são 200 mensalmente, que vêm buscar ajuda ou uma cesta básica”.

Num tributo ao ídolo, ela diz que não pode faltar o amor. Lucinha se intitula “difícil” para escolher uma versão preferida de música de Cazuza. “Sempre acho que a dele é melhor. ‘Codinome Beija-Flor’, o Luiz Melodia cantou quase tão bem quanto ele. Eu sempre brinco: ‘nossa, você quase superou o Cazuza’”. Ela não tem uma única música preferida de Cazuza, depende de seu estado de espírito. Mas gosta muito de “Um Trem Para as Estrelas” porque acha a letra muito bonita. “Eu ouço ele todo dia. Se não estou afim de ouvir, ligo o rádio e está lá tocando”.

No ano em que se faz 25 anos da perda do ídolo, os fãs ganham uma série de presentes. Está previso para o segundo semestre um CD com letras inéditas, musicadas por artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Bebel Gilberto, Seu Jorge, Xandy de Pilares, entre outros. Além disso, a reedição de “Só as Mães São Felizes”, livro que deu origem ao filme que trata da relação entre Lucinha e o filho, além da atualização de “Eu Preciso Dizer que te Amo”, um guia sobre as faixas e regravações do astro do rock nacional.

Foto: Divulgação

Negando que possa haver um novo documentário sobre Cajú, diz que fez tudo o que tinha de ser feito, enumerando filme, exposição, livros etc. “Não tenho nem mais idade. Ano que vem vou completar 80 anos, chega, já é bastante”, afirma ela, falando que seu principal objetivo é levar adiante todos os projetos que já estão em andamento.

De mensagem para os fãs, dispara a frase: “Volta, Cazuza. Eu sei que é impossível, mas alimenta muito a alma. Se ele não voltar, vou ao encontro dele. Depois do que eu passei, tiro qualquer coisa de letra. É uma coisa tão anti-natural os pais enterrarem os filhos, você fica vacinada para o resto da vida. Ele foi tão forte, tão corajoso, que não poderia ser diferente. Eu aprendi muito mais com ele do que ensinei”.

SITE_RG

Por André Aloi, especial para o Site RG
O texto acima é uma r
eprodução; veja a publicação original

[hr]

[alert type=”info”] A partir daqui, o conteúdo é exclusivo![/alert]

SUCESSO INTERNACIONAL
Ela não tem uma única música preferida de Cazuza, depende de seu estado de espírito. Mas gosta muito de “Um Trem Para as Estrelas” porque acha a letra muito bonita. “Eu ouço ele todo dia. Se não estou afim de ouvir, ligo o rádio e está lá tocando. É maravilhoso. Melhor do que você ser famoso, é ter um filho famoso”, diz ela, que não é só no Brasil esse carinho. “Fui à Lisboa (Portugal) recentemente e fiquei boba como as pessoas conhecem ele. Cazuza nunca fez um show fora do Brasil. Fico impressionada. Eu encontrei gente na rua, fiquei boba. Falei: ‘meu Deus… olha o que ele perdeu, que pena que ele foi embora tão cedo’”.

O TEMPO NÃO PARA
Sobre o filme de Sandra Werneck e o Walter Carvalho, “Cazuza – O Tempo Não Pára”, de 2004, se sentiu horrível naquele filme. “Me achei tão chata, mas tão chata! Ou me pintaram chata ou eu sou assim. ‘Você zelava pelo seu filho’, ouvia deles. Mas eu falo que eu era chata mesmo. É porque eu só tinha um filho. Filho único, coitado, sofre muito”, explica, reforçando que não mudaria nada dessa relação. “Criança não vem com bula, só tive uma e aprendi tudo naquela. Se tivesse tido outras, talvez tivesse sido mais benevolente”. Ela tentou todos os métodos ao alcance à época, mas não teve sorte. “Deus sabe o que faz, que era pra ter tido um mesmo que ia me dar muito trabalho”.

RELAÇÃO MÃE E FILHO
Ainda sobre essa relação com o filho, ela não acredita que ele fosse difícil de lidar, mas os dois tinham gênios muito parecidos. “Eu casei com meu primeiro namorado, vivi em outros tempos, frequentei colégio de freira, obedecia pai e mãe. Ele nasceu em outra época, a da revolução sexual, de tudo. Então, a gente batia de frente de vez em quando. Mas o amor era muito grande, tanto comigo quanto o pai dele. Comigo, a relação era mais tumultuada, com o pai era mais calma. Mas o amor era igual. Temos uma família muito querida”, diz assim mesmo, no presente.

 

Leia mais

"Pra mim, a presença dele é permanente", diz Frejat sobre Cazuza

Roberto Frejat foi fundador do Barão Vermelho e assumiu os vocais da banda quando Cazuza a deixou. Nos 25 anos sem o músico, completados essa semana, conversei com o amigo e parceiro de composições, que diz que não é do tipo que fica contando os dias sem o cara. Essa “coisa”, ele deixa pra imprensa e aos fãs. “Pra mim, a presença dele é permanente”, afirma.

Mas, ao ver capas de revista com o amigo e reportagens que revigoram o assunto, ele diz que a saudade aumenta. “Tem certas coisas que me lembram as histórias em que a gente tava junto, conversas… O tempo vai passando e, ao invés de ficar mais distante, fica mais perto. Parece que é mais difícil de esquecer”, reflete. Segundo ele, a pergunta mais difícil até os dias de hoje é sintetizar o amigo porque ele era essa diversidade de gostos e de preferências.

Foi essa dupla, inclusive, que compôs a maior parte dos sucessos e que deu a personalidade autoral à banda, como “Bete Balanço”, “Ideologia”, “Pro Dia Nascer Feliz”. Mas foi outra música, só de Cazuza, que deu título ao filme biografia do cantor, “O Tempo não Para”, de 2005. “Eu fui vítima daquele artifício de roteiro, quando você tem um protagonista. Eu tive que ficar como antagonista. Confiei demais na sensibilidade dos cineastas e puseram coisas que eu nunca falaria. Poderia até ter processado alguém por calúnia ou difamação”, exalta-se.

Roberto Frejat_1Mas, no segundo seguinte, fala que não valeria a pena. “Só me dedico a dizer que jamais falaria uma frase como: ‘nós somos uma banda de rock, não tocamos samba’. Até porque sempre gostei de Cartola, de samba, e foi um dos motivos da minha aproximação com Cazuza”, comenta. “Fora isso, não fico muito preocupado, não. A história vai se contando…Eu faço questão de falar o que me perguntam nas entrevistas, mas também não fico muito preso a ter que participar de todos esses eventos (de homenagem)”.

Para ele, sua maior ode acontece naturalmente. “Toda vez que subo ao palco, toco várias músicas nossas. A presença dele, a qualidade do trabalho, tudo que a gente fez é permanente. É fundamental que ele não seja esquecido, mas acho que é uma coisa que ele não corre o risco. Vejo a garotada muito interessada. Acho isso muito bacana. Fico muito orgulhoso de ele continuar pertinente e relevante pra juventude e pro público brasileiros”.

Questionado sobre uma possível participação no CD de homenagem a Cazuza, ele informou que não estava sabendo nada a respeito.

Também tentei contato com Ney Matogrosso, que foi namorado de Cazuza por três meses, nos idos de 1979. Mas o artista não conseguiu retornar por incompatibilidade na agenda.

*A conversa com Frejat aconteceu nos bastidores do festival João Rock, em Ribeirão Preto, quando o jornalista viajou ao evento à convite da produção.

[hr]

SITE_RG

Por André Aloi, especial para o Site RG
O texto acima é uma reprodução; veja a publicação original

Leia mais

25 anos sem Cazuza: "saudade", dizem Bebel Gilberto e Marina Lima

De uma infinidade de músicas do cancioneiro de Cazuza (1958 – 1990), uma das que mais se destaca é “Preciso Dizer que te Amo”, um clássico oitentista. A composição da música aconteceu em uma fazenda em Petrópolis nos idos da década de 80, quando Cajú se juntou a Bebel Gilberto e André Palmeira Cunha, o Dé.

Em uma demo (retirada de uma fita K7) dá para se ouvir o clima descontraído da gravação. Essa fita havia sido enviada a Marina Lima, a primeira a gravar a faixa e lançá-la no disco “Virgem”, de 1987. Na gravação, a ambientação tem Cazuza pedindo silêncio, chamando, então, Bebel, para cantar a música.

A canção rendeu a eles o prêmio de “melhor canção pop-rock”, concedida pelo Prêmio Sharp de Música, referente àquele ano. Depois de Marina, uma infinidade de artistas fizeram suas versões, como Léo Jaime, Pedro Camargo Mariano, Cássia Eller, Emílio Sangtiago, Jay Vaquer, além da própria Bebel, que gravou duas vezes.

Meu chefe em RG, Jeff Ares, foi atrás de Bebel e Marina para que falassem sobre sua relação com o músico. Abaixo, a transcrição:

BEBEL GILBERTO
“Caju era a pessoa mais divertida que se poderia ter a sua volta. Bom de papo, adorava uma praia, uma boa letra, uma linda voz, adorava viver.. Nossa que saudade que ele faz!!!”.

MARINA LIMA
“O que posso dizer é que, como poeta, ele foi único no Brasil. Chegou com tudo pra romper barreiras, preconceitos, toda e qualquer caretice que ainda reinasse ao redor. Uma grande figura, importantíssima de minha geração, e que, como Renato Russo, também foi levado por essa praga da aids. Esses grandes talentos não esperavam nunca por isso, serem pegos por uma doença que, além de tudo, vinha pra alimentar tanto falso moralismo…um retrocesso que ia contra tudo que eles pensavam e queriam. Sinto muita saudade dessas figuras da minha geração, cheias de talento, vida e coisas a dizer. É isso”.

[hr]

SITE_RG

Por André Aloi, especial para o Site RG
O texto acima é uma reprodução; veja a publicação original

Leia mais

"Violência é uma realidade para muitas trans", diz Laverne Cox

[ALERTA DE SPOILERS]

Laverne Cox mostra um lado mais humano na terceira temporada do seriado “Orange is The New Black”, série original do Netflix, que chegou ao serviço de streaming este mês.  A intérprete da transexual Sophia Burset, presa por estelionato (roubou cartões de crédito para custear sua cirurgia de mudança de sexo), afirma que, quando leu a cena em que é agredida em seu próprio salão de beleza, ficou intrigada. “Tive minhas próprias experiências com violência. Infelizmente, é uma realidade para muitas mulheres trans. Fiquei emocionada e foi muito difícil”, disse ela, que também é trans, em uma conferência por telefone com RG e outros jornalistas da América Latina, nesta terça (23.06).

Inspirada por outras lutas, como a de CeCe McDonald(ativista na causa trans), ela quer dar vida a histórias desafiadoras na TV e nos cinemas. “Quero interpretar figuras interessantes. Amo as histórias desafiadoras com trans, são importantes para mim”, explica. No entanto, não acredita que a prendam ao estereótipo apenas pelo fato de ela ter feito essa escolha.

Antes de fazer parte do elenco fixo de OITNB, Laverne fez papel de prostituta ao menos sete vezes, mas diz que não ficou marcada por isso. “Estou sempre ansiosa pelo próximo personagem. Agora, estou animada em fazer um papel diferente numa série do canal CBS, em que interpreto uma advogada”, disse sobre o seriado “Doubt”, um drama criminal que ainda não tem uma protagonista.

“Há também um filme, chamado ‘Grandma’, que estreia em agosto nos EUA, em que interpreto a amiga de Lily Tonlim (a veterana Frankie Bergstein de ‘Grace and Frankie’), que está brilhante”, conta. Ela ainda conta que, se pudesse escolher, intepretaria Lady Macbeth em alguma montagem para o teatro.

ENCORAJAMENTO

Sua personagem serve para quebrar estereótipos, dar uma mensagem de superação, mostrar que uma trans pode ser uma segunda mãe e até mesmo esposa de uma outra mulher. Fatos humanos que giram em torno da construção de uma nova família. “Quando os pais querem criar seus filhos, todos os lados humanos ficam expostos. E a raiva é um desses sentimentos. Mas ela faz de tudo para proteger seu filho, com certeza”, comentou, dizendo que o personagem é muito especial porque ouve muitas histórias de superação em suas viagens promocionais.

E O BRASIL?

Sem nunca ter vindo ao Brasil, ela diz que está ansiosa para conhecer o País. “Quando penso, me vem à cabeça o Carnaval, pão de queijo, soube da boa comida e da cultura maravilhosa. Dançar samba… Há muitas coisas que me lembram este país maravilhoso”, disse.

Leia mais

Com música na novela, Tiê brinca sobre fase: “Não vou virar a Anitta”

Tiê vive um momento novo em sua carreira. Depois de um EP e três CDs lançados, chegou a vez de ganhar um público maior. O clipe de sua música “A Noite (La Notte)”, parte do álbum “Esmeraldas” (2014), foi visto por mais de dois milhões e meio de pessoas no YouTube. Virou hit porque é o tema de Bruna Marquezine(Marizete) e Mauricio Destri (Benjamin), protagonistas da novela “I Love Paraisópolis”, da Rede Globo.

Ela acha graça desse sucesso todo. “Eu falo pro presidente (da Warner), Sérgio Affonso: eu não vou virar a Anitta. Não é nem o problema de usar shorts ou dançar. É que é outro tipo de música, os números são bem diferentes. O funk tem uma proporção muito grande”, brinca, falando que não vê problema nenhum em fazer parte da mesma gravadora que a funkeira carioca e sua outra companheira de selo, Ludmilla. “Não me coloque essa pressão. Até ia até adorar ser a próxima Anitta, fazer tudo isso de shows, mas acho difícil com o disco que tenho, é diferente mesmo. Adoraria se ela me chamasse pra um dueto”, diverte-se.

Tiê credita essa nova fase à força da TV aberta. “Tive sorte de a novela ir bem, de a Bruna ser uma gracinha e o personagem ser carismático”, acrescenta. A cantora que tem nome de passarinho e a atriz se conheceram nos bastidores do “Encontro”, também da emissora carioca. “Estava envergonhada, tocando no camarim pra cronometrar o tempo, ela entrou e falou: ‘você que é a Tiê’. Foi supersimpática, gentil, e falou que toda a produção sabe a música de cor, que quando eles se beijam (na trama), cantam à capela”, comemora.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Por causa do sucesso estrondoso, fez questão de visitar a comunidade que é retratada por Alcides NogueiraMario Teixeira no folhetim. “Adoro essa coisa de periferia, comunidade. Na visita (na sexta passada, 12.06) , fui na ONG que tinha contato, na rádio comunitária, na casa de pedra e almocei no restaurante do baiano. Fiz todo o circuito das artes, tirei foto com os bailarininhos e não conseguia voltar pra casa. Voltei de mototáxi”, explica, dizendo que foi uma das experiências mais loucas de sua vida. “Me senti um motoboy na cidade de São Paulo. Não é fácil essa vida porque os carros te odeiam e querem passar por cima de você”.

Prestes a sair em turnê de oito apresentações pelo Nordeste, no fim de julho e início de agosto, conta que adora fazer shows. “Não é todo artista que gosta. Passar som que é chato. Outro dia vi uma entrevista com o Renato Teixeira, que falou: eu só cobro pela passagem de som. Porque o show mesmo, eu faria de graça”, diz. “Adoro fazer show e olhar no olho do público, adoro dormir em hotel. Vivo bem em turnê”.

Quando não está na estrada ou em estúdio, se dedica à sua produtora Rosa Flamingo. Sem pensar em disco novo por ora, está debruçada no lançamento do CD de estreia de seu companheiro nas composições de “Esmeraldas”,André Whoong, que acontecerá em setembro. “Não dá pra separar a vida pessoal do trabalho. Aqui, pessoas física e jurídica são a mesma coisa”, ri. Ela menciona que além do CD de rock-canção do parceiro, tem ouvido bastante Justice pra dançar, Metronomy, Philip Glass e várias músicas infantis por causa das filhas Liz (5) eAmora (2). “Ando numa fase pouco MPBística”.

Por falar nas pequenas, depois de alguns shows infantis, nos idos de 2013, a paulista diz que pensa em gravar um projeto infantil com a filha mais velha. “Ela já tem vários começos de música, desenvolve bem as letras. Eu brinco que ela é meu Emicida porque vai fazendo umas rimas e repentes. Não vai ser um projeto para criança, mas com criança”, reforça. Mas isso deve acontecer só depois que terminar a divulgação de seu mais recente álbum, que em breve ganhará o clipe de “Isqueiro Azul”.

A cantora se apresenta na FNAC Pinheiros nesta quarta (17.06), no sábado (20.06) na Virada Cultural, às 14h, no palco do Largo São Francisco. No dia 26, faz show em Ilhamela, 29.06 participa de uma seminário no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. E, no dia 30, faz uma ponta no show de Jesse Harris no Bourbon Street, também em São Paulo.

VERSÃO BRASILEIRA
Quando gravou a música “A Noite”, versão de “La Notte”, da Arisa, Tiê não sabia que teria essa repercussão, apesar de saber de seu potencial. “Conheci essa música sendo número 1 na Itália. É uma versão. Quando falei aqui: gente, e se eu fizer a minha letra, trouxer para o meu ambiente, pro meu universo?”, indagou. “A gente teve contato com o autor, pedi permissão pra fazer a minha letra ele autorizou. Foi uma experiência interessante de pegar a música de alguém e por sua letra. O resultado foi excelente porque é uma música chiclete e as pessoas se emocionam”.

Leia mais

David Bisbal: "conhecer o Brasil é sonho"; e quer cantar em português

ANDRÉ ALOI
Direto de São Paulo

David Bisbal chegou ao Brasil nesta sexta-feira (21.11), quando me recebeu em um luxuoso hotel na região do Brooklin, em São Paulo, para uma roundtable. Eu fui representando o Site RG (que você lê aqui) e o Aos Cubos. E o cantor espanhol falou sobre o sonho de vir ao Brasil, da vontade que tem de aprender português e das parcerias que fará no show de domingo (23), no HSBC Brasil, na capital paulista.

Leia mais

The Hives: guitarrista promete novas músicas nos shows do Brasil

SITE_RGPor André Aloi, especial para o Site RG 
O texto abaixo é uma r
eproduçãoveja a publicação original

[hr]

The Hives desembarca no Brasil essa semana para abrir o show do Arctic Monkeys, dia 14 de novembro, na Arena Anhembi, e no dia 15, no HBSC Arena, no Rio. Essa dobradinha acontecerá em boa parte da América Latina, passando por México, Colômbia, Argentina e Chile. Ah, e os caras também fazem um show solo no Cine Joia, em São Paulo, no dia 16 de novembro.

De passaporte carimbado, o guitarrista Nicholaus Arson (ou Niklas) conversou com RG por telefone, quando falou sobre suas memórias do Brasil, a turnê e como a moda influencia a banda – afinal, eles sobem aos palcos impecáveis: ternos monocromáticos e chapéus totalmente alinhados. Esta é a terceira passagem deles por aqui. A primeira foi em 2008, em um festival bancado por uma marca de vodca, e em 2013, no festival Lollapalooza.

Ainda de “férias”, uma vez que a turnê só começa em novembro, a banda está em casa (Suécia) no meio do processo de gravação de algumas demos para o futuro álbum, ainda sem data de lançamento. A íntegra da conversa você confere abaixo:

RG – Você tem alguma lembrança do Brasil?
NA – Me lembro de shows maravilhosos no Brasil. Me lembro de todos, acho… De um em Porto Alegre, depois, quando estávamos no Rio, passeamos e fomos à praia. Eu experimentei churrasco. É bom poder voltar…

RG – Os fãs brasileiros cantam juntos, gritam… O que você se lembra deles?
NA – Fizemos ótimos shows por aí. Parece que as pessoas são dedicadas, emotivas. Eu, particularmente, gosto disso… Esperamos que (os próximos shows) sejam para ser apreciados porque estamos criando as músicas que vamos tocar em primeira mão (na turnê latina).

RG – O figurino de vocês é bem elegante: ternos e chapéus. Qual a influência da moda sobre a música de vocês?
NA – Bem, parece que nós usamos de propósito os ternos e tal. Mas nunca fomos muito preocupados (com moda), até porque somos uma banda de rock. Mas isso acaba atraindo os olhares das pessoas. Nós gostamos de usar essas roupas e é isso.

RG – Vocês queriam dar uma pausa no início de 2014, mas acabou não rolando. Vocês tiveram esse tempo? Ainda estão planejando?
NA – Não me lembro… Mas você sempre faz a mesma coisa. Sai em turnê, fica cansado, aí tira um tempo, grava um disco e tudo começa de novo. Não me lembro mesmo, mas sei que a gente faz isso há bastante tempo… Ah, me lembrei. A gente ia tirar, mas nos convidaram pra fazer um festival. Agora, a gente está tentando marcar uma ou duas semanas de descanso após a turnê latino-americana, e trabalhar no novo álbum. Nunca se sabe quando vamos receber uma proposta para ir tocar na Austrália (risos).

RG – E vocês planejam algo diferente dos shows que fizeram pela Europa ou algo novo?
NA – Como disse no início da conversa, nós estamos muito animados em poder levar algo novo, algumas canções novas… Mas o show é basicamente aquilo que a gente já está acostumado a fazer nos palcos, tocar o máximo de músicas que podemos como se fosse uma jam. Se eu pudesse apostar, diria que vai ser algo agradável de ver e ouvir.

RG – Podemos esperar uma aparição “surpresa” em algum show?
NA – É surpresa… É surpresa (riu, desconversando)

RG – Em que pé está o processo de criação do novo álbum? Soube que não lançariam nada novo esse ano… Vocês têm previsão de lançamento?
NA – Nós estamos bem no começo, ensaiamos bastante, mas só gravamos demos até agora para nosso próximo álbum. Nós temos umas três novas canções que vamos tocar mesmo antes de estarem finalizadas, e estamos tocando há algumas semanas. Mas ainda sem a pressão de nada novo.

SERVIÇO

São Paulo – Sexta-feira (14 de novembro)
Arctic Monkeys e The Hives
Local: Arena Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1209 – Santana, São Paulo/SP)
Abertura dos portões: 17h30; Horário do Show: 21h30.
Classificação: 16 anos desacompanhados (Menores entre 12 e 15 anos apenas acompanhados dos pais ou responsável legal)
Ingressos: Disponíveis pista (R$220, inteira) e camarote (R$ 700), na Livepass.

Rio de Janeiro – Sábado (15 de novembro)
Arctic Monkeys e The Hives
Ingressos esgotados!

São Paulo – Domingo (16 de novembro)
The Hives (headline show) | Special Guest: DJ Wlad (Zona Punk)
Local: Cine Joia (Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade, São Paulo/SP)
Abertura da casa: 18h; Horário do show: 20h
Classificação etária: 16 anos. Só será permitida a entrada de pessoas com 16 ou 17 anos se estiverem acompanhados dos responsáveis legais.
Ingressos: R$ 180 (inteira); R$ 90 (meia), disponíveis no site da casa.

 

Leia mais