Erasmo Carlos diz que assina canal pornô e já usou Viagra

Erasmo Carlos é um roqueiro de 70 anos que só pensa naquilo. Ou pelo menos é o que ele dá a entender em seu novo CD, “Sexo” (ouça grátis), lançado no início do mês. O projeto é sequência de “Rock ‘N’ Roll”, de 2009, e ao que tudo indica deve fazer parte de uma trilogia, cujo nome do terceiro disco não é “Drogas”, como pede o clichê. “Pode ser ‘Amor’, por exemplo”, adianta ele, em conversa por telefone com a reportagem de QUEM.

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"Ela cumpriu sua missão", diz cover brasileira de Amy Winehouse

Responsável por dar voz aos fãs que lotaram o Studio SP na madrugada desse domingo (24) em um show carregado de emoção, a cantora Miranda Kassin disse em entrevista ao Terraque Amy Winehouse “cumpriu sua missão”. Miranda comentou que sente muito a perda: “(digo isso) como fã e também artista. Porque ela contribuiu muito para a música Pop. Amy deu uma roupagem completamente diferente à música retrô”.

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Depois de show só para convidados, Yuck quer voltar "logo" ao Brasil

DE SÃO PAULO

Uma das atrações do festival Glastonbury, que acontece neste fim de semana (de 24 a 26 de junho) na Inglaterra, a banda inglesa Yuck fez uma rápida passagem pelo Brasil nessa terça-feira (21), em um show de aproximadamente 1h para poucos (e só para convidados) no União Fraterna, na festa Puma Social Club #3, em São Paulo. Mas a banda promete voltar ao Brasil para conhecer e, também, se apresentar em um “show para o público”. A informação partiu do baterista Jonny Rogoff em rápida conversa com o aos cubos.

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"Não tenho a pretensão de agradar", diz Marcelo Camelo sobre CD

São Paulo é a nova morada de Marcelo Camelo. Inspiração clara no recém-lançado segundo álbum solo Toque Dela – um disco que demorou um ano para ficar pronto, da composição às gravações intermitentes. O ex-vocalista do Los Hermanos afirma não ter pretensão de agradar todo mundo com a obra autoral. “Acho meio limitante fazer um disco direcionado, queria fazer uma parada aberta para um odiar, outro amar”, disse ele em entrevista ao Terra.

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Boys Like Girls: Brasil é um país de mulheres bonitas, comida boa e praia

A definição de Brasil nas palavras do vocalista da banda americana Boys Like Girls, Martin Johnson, entrega a admiração da banda pelo País: “ótima comida, as mulheres são lindas e as praias são maravilhosas. Nós ainda não conhecemos a praia, mas podemos dizer que as mulheres são, definitivamente, lindas, e a comida sim é uma delícia”. Pela segunda vez, a primeira foi em 2010, ele e os companheiros Paul DiGiovanni (guitarra), John Keefe (bateria) e Bryan Francis (baixo) estão em turnê e passam por Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro este fim de semana.

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Conheça o som de Yoav: influências vão de David Bowie a Kate Bush

Em 2009, um amigo me apresentou o cantor e compositor Yoav, cujas músicas Live e There is Nobody fazem parte da trilha sonora da minha vida desde então. Essa semana, um outro amigo me pediu para ouvir um som que ele queria identificar em um site e, novamente, era do cantor israelense-sul-africano, e Beautiful Lie era a música. Falei, então, que precisava escrever sobre ele, já que novamente voltei a ouvir seus dois álbuns de estúdio.

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Gabe Saporta (vocalista do Cobra Starship) se interessa por Cine, mas só conhece Cansei de Ser Sexy

PING-PONG

Enquanto jornalistas esperavam o término da sessão de fotos que o Cobra Starship realizava com fãs antes de subir ao palco do Yes! Rock Music Fest, no domingo (21), veio a notícia de que ninguém falaria com a banda. Nova tentativa pedindo para eles falarem com os jornalistas, agora com a gravadora, e nada. Pediram ao manager da banda: novamente negado. A desculpa seria de que os membros estavam atrasados para se arrumar para a apresentação de logo mais.

Do outro lado do cercado montado para a sessão, consegui a atenção do baixista Alex Suarez. Disse que queria uma entrevista com alguém da banda e ele sugeriu o “líder”. Citei uma entrevista que havia lido dele  em O Globo, quando comentou o que conhecia do Brasil e da excitação em visitar o país que ouvia falar por intermédio de um vizinho. (Escrevendo isso aqui parece que foi uma conversa tranquila, mas não. Foi à distância, praticamente aos gritos).

Atendendo à sugestão, fui cara de pau ao gritar a Gabe Saporta, o vocalista: “Somos da imprensa, queremos uma palavra sua”. Ele falou: “já já”, e acenou com a mão, gesticulando um “depois”. Nas vezes que nossos olhos se encontraram, eu tornava a dizer: “uma pergunta”, e de sua parte, o gesto era repetido. Quando a sessão de fotos terminou, Gabe seguiu em minha direção e, interpelado pelo manager – o que havia negado a entrevista, ele disse: “vou dar uma palavra aqui e já vamos”. O resultado dessa conversa você lê abaixo:

aos cubos: Primeira vez no Brasil.
O que você já tinha escutado falar daqui?

Gabe Saporta: Ouvi que há uma cena (musical) muito boa por aqui e queria vir fazer um show. Só não sabia que seria tão legal. Ouvi algumas bandas brasileiras bem bacanas… Como é o nome dessa que está tocando?

Cine (uma das bandas de abertura do Yes! Rock Music Fest). Há bandas se tornando fenômeno adolescente por aqui, como vocês. É o caso da que você perguntou e Restart…
Que loucura! É verdade? Maravilhoso…

Há uma porção de bandas bacanas. Já ouviu alguma?
Não, não ouvi… Mas ouvi que há ótimas bandas fazendo um som… É ótimo estar aqui. Gostaria que tivéssemos chegado mais cedo por aqui (para conhecer mais), mas chegamos às 15h e ainda estamos meio lesados…

Você falou, mas não citou nenhuma banda brasileira. O que já ouviu?
CSS. Cansei de Ser Sexy (num português enrolado). E realmente gostei. (A vocalista Luísa) Lovefoxxx é maravilhosa, muito sexy…

Sua banda vai abrir a turnê do Maroon 5 em 2011. Está animado?
Muito animado, na verdade. O que pouca gente sabe: a primeira turnê que fiz com o Midtown (formação anterior à Cobra Starship) tinha a participação de James Valentine, guitarrista do Maroon 5. Naquela época, ele tocava com o Reel Big Fish. É muito bom voltar a encontrá-lo depois de dez anos.

Geralmente, como é escolhido o setlist?
É muito difícil para nós. Porque queremos tocar as músicas que ninguém viu ao vivo, ao mesmo tempo que queremos tocar as antigas e as mais recentes. Basicamente, mantemos os hits que todos vão pedir para que toquemos.

Quando será lançado o 4º CD de estúdio? E vai ser como o quê?
Ainda não temos previsão. Precisamos compô-lo primeiro. Compusemos cerca de 40 músicas, mas não gostei de nenhuma. Quando tiver algum material que goste, vamos lançá-lo. E ainda não sei (como vai ser)… A sensação que tenho é que fizemos um ótimo trabalho nos três primeiros CDs e que tenho facilidade para escrever. Para o próximo, quero me desafiar enquanto compositor, mas não quero ir muito longe para que as pessoas não reconheçam ou não faça sentido a ninguém.

E como você escreve as canções? Há uma espécie de ritual?
Eu começo copiando outras músicas… Brincadeira! Simplesmente espero a inspiração surgir pra começar escrever.

Na noite que vocês se apresentam no Brasil, Paul McCartney faz seu primeiro show em São Paulo. Você é um beatlemaníaco?
Eu pessoalmente não sou fã porque fui criado no Uruguai e meus pais não eram lá muito fãs de Beatles, mas o Ryland (Blackinton, o guitarrista) é um grande fã e conheceu Paul McCartney. Ele e (o baixista Alex) Suarez conheceram Paul. Aparentemente, eu também, mas eu estava muito chapado, não me lembro…

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Gabe despediu-se, dizendo que gostaria de vir para o Brasil numa próxima oportunidade, só que para um público maior, reservado apenas a fãs de Cobra Starship, não em um festival. Depois disso, vocalista e asseclas foram se preparar para a apresentação, que pode ser lida aqui:

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Dúvida: Única coisa que não entendi foi o porquê de a banda estar apressada. Segundo a produção, eles estariam de volta aos Estados Unidos no próprio domingo, mais tardar madrugada de segunda (22). Mas Gabe foi pego tuitando de São Paulo, dizendo que faria uma ‘dieta’ de duas semanas da rede social. Foi atualizado na segunda à tarde e ele estava na região da Av. Brasil, cruzamento com a Atântica. Vai entender?

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Agradecimentos:  Mariana Buccieri, Fabiana Bandeira e Alexandre Guedes

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Em entrevista, @lucasfresno comenta ‘amizade’ com Bon Jovi, coloridos e sertanejo universitário

Largados no camarim, cansados de exaustão após pouco mais de uma hora de show, na Capital Disco (em Santos, a 70 km da capital paulista), em volta de uma mesa – com cesta de frutas sobre ela – estava o quarteto: Lucas Silveira (vocal e guitarra), Rodrigo Tavares (baixo e vocal), Vavo (guitarra) e Bell (bateria). Cheguei à roda, falando: e aí, já são amigos do Bon Jovi? Todos riram… De fala rápida e com sotaque sulista – não nega origens, brincou: “Ele disse que ia colar aí hoje, mas não rolou”. Vavo completou: “Não tinha laquê, preferiu não vir”.

Um esbarrão de alguém da produção nos deixa no escuro. Alguns segundos, tudo volta à normalidade. Apresentei o blog ao Lucas e como seguiria o papo, que pediu a atenção dos outros membros da banda. Sem sucesso, era ele quem deveria tocar a conversa dali pra frente, já que os outros estavam completamente dispersos, entretidos em conversas paralelas.

Retomando o assunto Bon Jovi, abriu o jogo: “Vimos tanto quanto quem pagou para assisti-lo. Quem sabe, os pagantes não viram até um pouco mais?”, indagou. Disse que o astro americano não conversa com ninguém nem tira fotos. “A exceção foi o dono da gravadora”, cutucou. Sobre a polêmica em torno do abaixo-assinado dos fãs do quarentão, rebateu: “fãs de Bon Jovi têm entre 35 e 40 anos. Não estão nem aí quem é Fresno, se vai abrir o show. Podem até conhecer porque uma filha gosta, por exemplo. Mas não vão se importar”.

Tuiteiro de plantão, conectado por um iPhone de capa azul de silicone – que nos interrompeu apenas uma vez para passar um telefonema a Bell, o frontman diz que no Orkut, por exemplo, há um tópico com mil respostas à questão, mas 40 pessoas comentaram. E culpa a mídia por ter botado lenha na fogueira: “Eu fui mal interpretado ao dizer que não dava à mínima às críticas. E a mina lá (repórter da qual não citou nome nem veículo) botou (na matéria) que eu disse f*da-se aos fãs, quando, na verdade, isso não aconteceu. Nós somos fãs – uns mais, outros menos – mas gostamos. Foi um marco na nossa carreira”.

Lucas confia que, daqui um tempo, não vão lembrar da polêmica, apenas que a Fresno fez show de abertura para o Bon Jovi e Keane (em março de 2009). “Estamos abrindo pra uma galera internacional e não se trata de… (parou para pensar)…”. Não disse alguém específico, nem parecia querer chegar a um nome, apenas falou que o som deles quer atingir um público mais velho, não só adolescentes, apesar de o público santista ser composto em grande parte por adolescentes de 17/18 anos.

“Nosso público não tem mais 14 anos. Vimos aí o pessoal de 17 (do festival), que vem acompanhando a gente e, um outro, que cresceu ouvindo nossa música”. Caracteriza esse primeiro público (colorido) como um grupo que está começando a ouvir música agora: “O carinha que ouve a gente, também gosta de Restart, Gloria…”, enumera. “Não tem um opinião definida. Escolhe o que acha legal e vai apurando seu gosto musical”.

Para ele, em seus shows – e festivais como o de Santos, os coloridos têm ficado de canto por causa do estilo mais rock, adotado pela banda com seu último CD. “Revanche aponta para um lado mais pesado, o show diferente, tivemos a impressão que deu essa mudada. A gente sente que está voltando um público que, no começo, curtia Garage Fuzz, Bulldog”. Ele comentou isso em seu Twitter:

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Para finalizar, disse que o sertanejo universitário está abocanhando o mercado pop, tomando o público que gostava da pegada comercial da Fresno. Questionado sobre o som que faziam, se gostavam, Lucas não engana: “A gente gostou de ter feito aquele tipo de música uma época. Mas não sabíamos onde ia levar, estava um megasucesso. Na hora tava legal, depois não mais”, respondeu, comentando que Revanche tem um lado mais autoral.

Em meio à agenda abarrotada de shows, o vocalista encerra a conversa dizendo que o tempo que sobra, aproveita para jogar videogame, fazer coisas comuns – como sair – e tocar projetos paralelos, como o Beeshop. Que, apesar de estar em hiato, de vez em quando faz algo por hobby, como um show do mês passado, no Na Mata Café. Projetos futuros ele tem, seja com Fresno ou alternativos, mas que renderão assunto para outra conversa, quem sabe, num futuro próximo.

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