"Está chegando o momento", afirma Tulipa Ruiz sobre disco novo

Tulipa Ruiz está separando material do que pretende gravar no quarto disco de inéditas, sucessor de Dancê” (2015). “Tá chegando o momento de mexer (nas anotações), já estou com coceira para começar a fazer”, explica. “Tô pensando nele,  gravo uma coisa esse ano, mas estou entendendo ainda o que vai ser. Sigo em turnê até o ano que vem, quando gravo disco com banda”. Ainda não há uma data, mas um novo single deve vir até o fim de 2017. A cantora é a convidada do podcast Aos Cubos de número 30, no ar nesta terça (29.08).

“Tudo o que vou sentindo, intuindo ou entendendo, recebendo das pessoas, vou armazenando e anotando. E só acesso quando vou fazer o disco. Não vou pensando no disco durante o processo, vou arquivando. Quando chega alguma coisa, não quero nem misturar. Na hora de fazer, pego todos esses símbolos e impressões e começo a fazer um novo disco”. No campo dos sonhos, Djavan é uma parceria que ela “amaria” fazer. “Tenho ouvido muito e é um artista que sempre volto e tem uma discografia atemporal. Seria uma honra”.

Depois de gravar “Prumo”, em italiano (que ficou “Cura di Te”), a cantora diz que tem vontade de fazer versões em outras línguas, mas não sabe se tem potencial de mercado. “Quando a gente foi para o Japão fez ‘Quando eu achar’ em japonês. Eu tenho ido muito ao México, engraçado que o Grammy abriu essa porta para o mercado latino, então, seria interessante gravar uma música em espanhol. E ‘Efêmera’ é uma música latina, a gravação ficou muito bem em espanhol (Efimera), a sonoridade teve muito a ver e a gente está lançando o disco (para esse mercado). Se eu não tivesse, não ia fazer”.

Além de Yoko Ono, que é citada em diferentes partes do programa, Tulipa enumera suas divas: Baby do Brasil, Ná Ozzetti, Gal Costa, Elza Soares… “São mulheres que sou apaixonada, reverencio muito e que moram na minha vitrola. Não tenho nenhuma história engraçada com elas, mas adoraria ter alguma experiência assim com alguma delas”, ri.

Ela falou ainda que o primeiro e o terceiro discos devem voltar a ser produzidos em vinil até o início de 2018. “O legal é que a gente tem lançado e ele tem esgotado porque as pessoas têm voltado a ouvir vinil”.

[hr]
Visto GG, você P
Durante o programa, também foi abordado padrões de beleza e relação com o corpo, já que há uma opressão pela magreza, seja ela na música ou na publicidade. “Para mim nunca foi uma questão no mercado ser uma pessoa grande, eu ser plus size”, comenta. “Nunca levantei essa bandeira e nunca sofri por conta disso. Onde eu circulo, sempre fui muito bem recebida. Mas é um saco você ir numa loja e não ter uma roupa para você, é um saco você não ter espaço nas revistas. É um saco a beleza ser uma coisa completamente fechada. E a gente está em um momento muito interessante de empoderamento e aceitação, de poder falar sobre isso”.

No programa, citamos a coluna de Flávia Durante, no UOL, em que ela desmistifica o universo plus size, já que tornou-se referência no assunto. Ela também é criadora do bazar Pop Plus, que promove encontros para que a moda para facilitar a compra de roupas em tamanhos maiores. “Eu vou e já comprei muitas coisas. Recomendo muito porque tem coisas muito lindas e difíceis de achar em lojas de rua ou de shopping”, acrescenta.

Participam deste podcast: André Aloi, Victor Albuquerque e Luís Bemti

Leia mais

"Até tu, Brutus?"; veja referências do novo clipe de Taylor Swift

Taylor Swift lançou seu novo clipe neste domingo (27.08), “Look What You Made Me Do” – single de retorno para o seu sexto disco “Reputation”, que sai em 10 de novembro. As teorias da conspiração já começam a circular pela internet do que estaria por trás de Taylor clonar ela mesma e enterrar seus “eus” passado. No clipe, a loira ressurge da tumba, participa de um roubo, se vê como rainha em um ninho de cobras, tem um predador natural de estimação (ao que parece, um inofensivo leopardo) e se balança em uma gaiola… Vamos ao que interessa?

[hr]

O clipe começa com a cantora enterrando sua reputação… Tudo leva a crer que a referência seja um mural criado pelo artista Lushsux em Melbourne, na Austrália, que anunciava a morte de Taytay depois da exposição da briga dela com Kanye West por Kim Kardashian. Aqui, também surge o pseudônimo que ela usou para escrever o feat. de Calvin Harris com Rihanna: Nils Lorens Sjöberg.

No take seguinte, a cantora está imersa em uma banheira de joias (seriam elas fruto do rouba sofrido por Kim Kardashian durante a semana de moda de Paris, em 2016?).

O cofre fica em uma empresa chamada “Stream.Co”… Seria uma indireta para a roubalheira dos servidos de streamings… No passado, Taylor comprou uma briga tremenda ao liberar suas músicas apenas no serviço de streaming da Apple. Só liberou suas músicas para os outros serviços este ano, justamente na semana de lançamento do “Witness”, de Katy Perry.

E essa máscara da quadrilha que está assaltando o banco… Parece familiar, não?

No mundo pop, Taylor é conhecida como “cobra”. O animal peçonhento faz referência às suas briguinhas, como a com Katy Perry (por causa de dançarinos), Kim Kardashian e Kanye West (por aquela ceninha no VMA de 2009, quando Kanye interrompeu Taylor durante o discurso de melhor vídeo feminino porque ele acreditava que Beyoncé deveria levar o prêmio; e depois porque ela sabia da referência a ela na música “Famous”, do rapper); mais tarde, Taylor também entrou em uma disputa para que “This Is What You Came For”, parceria de seu ex-namorado, Calvin Harris, e Rihanna levasse os créditos por ter escrito e gravado backing vocals. Sem contar as infinitas músicas endereçadas aos ex-namorados…

A frase “Et tu Brute” é uma expressão tirada da peça “Júlio César” (“The Tragedie of Julius Caesar”, do inglês), datada de 1559. Essas teriam sido as palavras de atribuídas a Julio César quando descobriu que Brutus havia conspirado contra o ditador romano. Por falar em traição, talvez por isso ela tenha usado as motos de “Judas”, de Lady Gaga, neste take…

Essa é auto-explicativa, né? O mundo não perdoa o fato de Katy Perry ter um record na Billboard: cinco singles consecutivos na parada americana, mesmo número de Michael Jackson, e não ter conseguido levar nenhum gramofone dourado para casa. No entanto, ela teve 13 indicações (número que aparece no pescoço do pequeno leopardo no banco de passageiro) e, por incrível que pareça, é o número da sorte de Taylor. A premiação também é um marco na carreira delas: única foto em que elas aparecem juntas.

FYI: Sobrou até para Kylie Jenner, que acabou se envolvendo em um grave acidente de carro em Calabasas, Los Angeles, após ter ganhado um carro do namorado. 

Como Taylor não dá ponto sem nó… Não é à toa que ela aparece de laranja (cor que destoava da coleção de Yeezus para a Adidas, em 2016, sempre em tons neutros e crus), com uma tatoo de cobra na perna direita, falando mal de um suposto palco (“your tilted stage”). Mas pode ter aqui outra referência: o circo da mídia… O clipe “Circus”, de Britney Spears, ou “Can’t Be Tamed”, de Miley Cyrus podem aparecer entre as ideias da loira.

Quem não queria ter um grupinho (squad) para chamar de seu? Taylor tem seu próprio e ironiza o fato de todas elas serem modelos, padrões a serem seguidos. Como numa fábrica de larga escala, as modeletes plásticas seguem instruções de Taytay. Na vida real, esse squad é composto por pessoas como a cantora Lorde e as modelos Karlie Kloss, Martha Hunt, Emma Stone, Hailee Steinfeld, Amanda Seyfried, Gigi Hadid, entre outras.

Até Tom Hiddleston, ex-namorado de Taylor, entrou na “brincadeira” do novo clipe. Houve um feriado de 4 de Julho em que o ator apareceu na praia ao lado da cantora e alguns amigos com uma camiseta com os mesmos inscritos. Logo, pipocaram na internet que Taylor preparava sua revanche na separação de Calvin Harris. Mais tarde descobriu-se que se tratava de uma coincidência, pois as iniciais eram do poeta T. S. Eliot, do qual o Loki, de “Os Vingadores” é fã. Ah, e a formação dos garotos do Stiletto (arte de dançar no salto alto) faz referência a “Formation”, de Beyoncé.

No topo da cadeia alimentar do Pop, Taylor criou uma superpersonagem a fim de conseguir enterrar todas as versões dela mesma. Aqui, todas se digladiam para tentar alcançar a Taylor que vem aí com uma reputação inabalável, que não brinca em serviço e pode até ressurgir do lado invertido para acabar com as fofoquinhas do que falam dela.

Essa cena é impagável: uma fútil Taylor fica a par, pelo celular, dos boletos gerados (uma resposta à música “Swish Swish”, de Katy Perry, que fala: ela guarda os recibos). Do lado dela, à esquerda, a Taylor de início de carreira, lá no Country, a da direita é a “garota interrompida” por Kanye West no VMA de 2009.

[hr]

Leia mais

"Gravadora é um bicho antigo", afirma Ayrton Montarroyos

Finalista do “The Voice”, na Rede Globo, o cantor Ayrton Montarroyos lançou oficialmente seu primeiro disco homônimo sem o auxílio de uma gravadora. Conseguiu um patrocínio master e se jogou no estúdio com o produtor Thiago Marques Luiz. “Gravadora é um bicho antigo, que acha que entende de alguma coisa, superorgulhosa, egocentrista, fala pra gente de música como se música popular vendesse 2 milhões de cópias, como Maria Bethânia ou Roberto Carlos. Os artistas que mais fazem vendem 50 mil cópias”, compara.

Ele afirma que, para Anitta, a gravadora deve servir bem. Mas ele preferiu não selar um acordo para não ficar amarrado. “Agora vou ficar tentando dar um tiro certo para ter um selinho, uma logomarca… Se tivessem me pego, falado que ia ganhar R$ 20 mil por mês e tantos shows por semana, eu toparia lindo. Alguns colegas têm esse tipo de contrato. Mas, para meter o dedo no que estou fazendo, aí não”, pondera.

Ayton pegou umas faixas que tinha produzido em um álbum (que não foi lançado) em 2013, refez os arranjos e foi montando o novo. “O disco veio na hora que tinha que vir. Muita gente acha que deveria ter aproveitado o ‘boom’ da Globo e do programa, mas eu acho que seria muito pequeno pensar em mim e não na obra”, explica em entrevista ao podcast Aos Cubos, que foi ao ar nesta quarta-feira (15.08). “Eu aproveitei o tempo certo. Se fosse agora, dificilmente teria o patrocínio que consegui”.

O cantor lembrou os antigos carnavais, falou de crenças, do mercado e participou dos quadros Rapidinhas, Caderno de Perguntas e Perguntas Esdrúxulas. Play!

[hr]

Participam deste podcast: André Aloi e Victor Albuquerque
Quer falar com a gente? Já sabe! Escreve para podcast@aoscubos.com
SIGA NAS REDES SOCIAIS: iTunes.RSSFacebookTwitter e Instagram!

Leia mais

Jacintho lançará single inédito; Ekena prepara estreia com disco

Jacintho e Ekena (junto de Lima, de sua banda) são os entrevistados do podcast Aos Cubos, neste 24º programa, lançado terça-feira (20.06). Enquanto o artista se prepara para lançar mais um single, chamado “Cê Já Pode Morrer” (primeiro passo após seu EP de estreia, lançado em 2016), Ekena vai finalmente lançar o primeiro disco cheio, chamado “Nó”, que contou parte com financiamento coletivo (Catarse).

“(Esse single) faz parte do planejamento, depois de ter lançado o EP gravado ao vivo, cujo resultado deu origem também a quatro vídeos, disponíveis no YouTube. A música e o clipe devem sair em agosto”, adianta Jacintho. “Vai ser um preparo para o disco, que só sai se as pessoas desejarem”, brinca. O álbum ainda não tem nome, mas o artista afirma que é muito influenciado por coisas relacionadas à flora. “Talvez venha alguma coisa nesse âmbito”.

Ekena faz piada sobre o debut, dizendo que vai desatar nós. “Foi superlegal fazer este disco. A gente gravou em janeiro (de 2017), e faltava esse processo de mixagem e masterização. É um catadão das músicas desde 2010 até 2016, a última que escrevi foi ‘Todxs Putxs’. Resolvi fazer, talvez em ordem cronológica, contando uma história de desatar nós mesmo, como eles foram se soltando até formar uma linha reta”. O lançamento está previsto para o segundo semestre.

“A internet nos possibilitou coisas muito boas”, afirma Jacintho ao comentar a dificuldade que bandas do interior sofrem, disputando espaço com formações feitas nas capitais. E também localmente, uma vez que a cena está lotada de gente que opta por fazer cover. Jornalista de formação, ele trabalhou como editor de Cultura em uma rádio sócio-educativo, no interior. Ali teve acesso a artistas, produtores e shows. “Foi legal para ter uma série de referências, quando decidiu que queria ser artista e não jornalista”. Com sua ida para o Sul do País, e sua saída da Johnny Sue, Jacintho foi fazer uma incursão pelas artes visuais. Na volta, resolveu aportar em Leme (distante 190 km da capital paulista), e onde mora atualmente.

Os dois relembram os tempos juntos, em Araraquara, na chamada Casa dos Artistas, a vida romântica, suas aceitações enquanto artistas e os causos de interior. Ah, e também falam da época em que Ekena era uma Caramelow (da banda de Liniker). “Eu não imaginava algumas coisas ou as via distantes. As pessoas têm que olhar para um outro ângulo, tem várias pessoas acontecendo, várias bandas incríveis nascendo (no sentido de estar sendo vistas agora), e acho que a gente tem de cavocar”, pontua Ekena.

 

[hr]

Quer falar com a gente? Já sabe! Escreve para podcast@aoscubos.com

SIGA NAS REDES SOCIAIS: iTunes.RSSFacebook, Twitter e Instagram!

Leia mais

Entre erros e acertos, Milkshake deixa legado como Parada "indoor"

O festival Milkshake, que teve sua primeira edição nesta sexta-feira (16.06), em São Paulo, foi o que muitos chamariam de festa da democracia – uma parada “indoor”, cheia de atrações escolhidas a dedo para agradar prioritariamente o público LGBT. Nunca havia presenciado tamanha diversidade dentro de um único evento, com públicos tão diferentes convivendo em harmonia. De um lado, o mais pop do meio gay (que se apropriou do palco Live após a performance de Hercules and Love Affair) aos amantes de música eletrônica, que ocuparam a pista principal e o clubinho da Audio, além de uma outra pista. Erraram ao fechar cedo a pista onde aconteceu um Carnaval fora de época. Foram mais de 10 mil pessoas e 44 atrações, segundo a organização.

Karol Conka e todo seu rap de militância para fazer dançarDepois dos shows energéticos de Banda Uó e Karol Conká, a outra principal atração da noite, Pabllo Vittar foi a única unanimidade. Anunciado por Fernanda Lima, seu show percorreu o EP de estreia, primeiro disco de inéditas e até o recente single com Major Lazer e Anitta. Nesse momento, os outros palcos estavam mais vazios. O que o público queria mesmo era fazer o bumbum tremer quando o grave batesse. Na sequência da drag do “Amor e Sexo”, outro destaque foi o bloco da Preta (Gil), que não conseguiu segurar o público (eu incluso), já exausto por estar no espaço de eventos da Barra Funda há horas em pé (as apresentações começaram às 16h).

Quem chegou cedo não enfrentou dificuldade para conseguir os cartões de consumação pré-pagos. Por volta das 22h, havia muita fila para recarregar e a falta de cartão era sentida em muitos caixas ambulantes. Poucos ainda tinham cartões virgens para aquisições (que custavam R$ 6, retornáveis no fim), tanto na praça de alimentação (com food trucks) como na pista onde mais cedo havia ocorrido a passagem dos trios elétricos do Carnaval fora de época. Muita gente foi embora com sua comanda, devido à falta de informação. Apenas um lugar os recebia e devolvia o que havia sobrado, incluindo o valor do empréstimo. Fui a três lugares até informarem que era no caixa do último palco – bem distante da saída..

Bloco da Preta iniciou a apresentação por volta das 4h de sábado (17.06)

Aliás, erro grande deixar a pista do Carnaval morrer no início da noite. Quem não quis ver as apresentações ao vivo não tinha para onde correr. Ou sentava no chão, ia para a praça de alimentação, fumódromos ou se escovara em algum lugar ou corredores. Enquanto isso, os camarotes superiores do palco na Audio estavam vazios. Faltaram áreas de descanso e chill out – já que não tinha a grama pra se jogar. E os seguranças não permitiam pausa nem para foto nas passagens de uma pista para outra.

Ponto positivo vai para a pontualidade das apresentações (pelo menos no Live Stage, onde permaneci a maior parte do tempo). Peguei a programação e estavam bem pontuais. No entanto, quando cheguei para o show do Hercules… não sabia que eram eles que já estavam performando. Nenhum telão, neon, LED ou placa informava quem estava em cena, algo corrigido nos seguintes. Também senti falta de totens de info ou mapa dos palcos. Olhando pra cima, você observava placas de direcionamento. E só!

Lily Scott, uma das DJs que animou o público entre um artista e outro

Haviam espaços e palcos escondidos… se você não foi com o line-up ou estrutura decorados, possivelmente passou incólume a estes lugares. Durante os shows, senti falta daqueles caras, passando pelo público, vendendo cerveja – apesar de a fila nos bares ser bem curtinha, ao contrário dos banheiros. Mais por comodidade mesmo.

Confesso que na última semana fiquei com medo de não lotar. Mas pelo tempo que tiveram de colocar o evento em pé, já com vendas e escolha de line-up, o Milkshake já deixa um legado para os próximos anos. Quem sabe, dividindo as atrações em dois dias, a gente aguentaria ficar mais tempo em pé (ou fazendo check-in no chão). Fico pensando: eles gastaram ótimas “armas” gays no line-up desse ano, agora quem mais tem a força para completar os postos de headliners do ano que vem? Em resumo, o evento foi uma festa. Reforço a celebração e harmonia entre os públicos tão diferentes, mas que soube conviver perfeitamente.

Rihanna no Rock in Rio inspired? Davi Sabbag, Candy Mel e Mateus Carrilho

Outro destaque que merece aplausos foi o espaço para performers anônimos e famosos, além do suporte à cultura drag. Ouvi de um amigo que a estrutura parecia do RuPaul’s Dragcon – evento da Mamma Ru a fim de fazer com que os fãs de seu reality tenham a chance de encontrar e interagir com renomadas celebridades e ícones da criatividade, em um ambiente amistoso e acessível.

Elenquei aqui os pontos críticos para mim. Vocês podem discordar. A área de comentários está aí para isso. O público pode ter lotado o espaço de eventos, mas não encheria o Autódromo de Interlagos – fora de mão e distante demais entre um palco e outro. Que venha a edição 2018!

[hr]

Fotos gentilmente cedidas pela assessoria da Audio Club. Cliques de Leandro Godoi

Leia mais

“As pessoas romantizam as relações abusivas”, afirma Johnny Hooker

Johnny Hooker está prestes a lançar disco ainda sem nome (apesar de na internet já anunciar como “Corpo Fechado”), o que deve acontecer no início da próximo semestre. Com participações de Liniker e Gaby Amarantos, relacionamentos abusivos são a tônica do novo trabalho do cantor recifense. “Quero levantar a bandeira com esse (trabalho) porque as pessoas romantizam as relações abusivas, quero que elas procurem ajuda para renascer, enfrentar as depressões. Enfim, as barras que elas passam na vida. Este disco é sobre renascer, sobre o sol, meu lado mais leonino. É a vontade de renascer e brilhar e sair dali mais fortalecido”.

Ele é o convidado do podcast Aos Cubos neste 22º programa, décimo da segunda temporada, que estreou na terça-feira (06.06), nas plataformas Podcasts, da Apple, e Soundcloud. Ouça:

Liniker e Almério farão shows com Hooker no Rock in Rio na noite de Justin Timberlake e Alicia Keys (17 de setembro). Ele aproveitou a proximidade com a primeira artista para compor uma canção que fala sobre a coragem de amar sem temer (trocadinho que brinca também com o #ForaTemer). “Comecei a observar, nos cinemas, casais gays bem novinhos de mão dada, se beijando (lá no Rio)”, explica sobre esse blues chamado “Flutua” – cujo clipe estreará depois desse “tapa” no RiR. Rainha do tecnobrega, Gaby Amarantos participa em outra faixa com tempero do Pará.

O cantor está no processo de se recuperar da depressão, mas espera que o carinho dos fãs durante a turnê que se aproxima seja força motriz para tirá-lo deste estado. A frase que aprendeu com a avó: “firme e forte feito um touro” está tatuada em seu punho e o ajuda a erguer a cabeça. “Estava sofrendo muito e agora que estou percebendo o que fiz. Às vezes a vida é assim… Apesar de sofrer, fiz o que eu queria”, explica sobre o disco produzido por Leo D, que já trabalhou com Mombojó e Nação Zumbi e no disco anterior de Hooker.

O disco já está gravado, passa por mixagem e masterização, e deve chegar ao público de forma repentina em algum momento do segundo semestre. “Está bem diferente do primeiro, queria trazer para um lugar menos rock ‘n’ roll e agressivo, mas para um lugar do cancioneiro clássico. O primeiro é muito escorpiano, as fases de um relacionamento do luto à superação. Este é mais um renascimento, o que estou passando. Fala tanto do pessoal, como o macro, do momento que o País está passando. Digo que são canções para sobreviver ao fim do mundo”, adianta.

Hooker acredita que a cada dia que passa já deu a hora de subir os créditos, como se fosse o fim de um filme. O disco também reflete o momento que passou há pouco, de enfrentar o fim de um relacionamento que ele taxa como abusivo. “Querer que as pessoas falem sobre isso, denunciem e falem abertamente sobre isso, que não deixem o abusador impune”. Inclusive, o primeiro clipe do disco vai falar exatamente sobre o tema, com divulgação de grupos de ajuda, de incentivar a procura por ajuda, entre outros.

A pergunta mais recorrente que ele tem de responder na vida é se ele já fez macumba para alguém e as pessoas cismam em perguntar sobre Ney Matogrosso, como se fosse alguém íntimo (devido à semelhança entre os estilos). “Deve estar bem, aí, fazendo shows. As pessoas não aceitam que ele não foi uma influência direta do meu trabalho. Claro, ele é incrível e icônico, mas não é (referência). Tá ali no panteão dos ídolos, mas o que sempre ouvi Madonna e minha mãe sempre foi apaixonada por David Bowie, tinha todos os discos e um VHS de Ziggy. E música brasileira, Caetano (Veloso)”. Para ele, Caê é o maior compositor brasileiro vivo.

O cantor ainda fala sobre suas participações em diversos projetos audiovisuais, como o no filme “Berenice Procura”, de Flavia Lacerda, e o programa “Subversão”, com Zelia Duncan, cuja temporada está prevista para 2018.

[hr]

TOP OU FLOP
Neste quadro, a gente apresenta alguns temas variados. Qual sua opinião?

https://goo.gl/fcpoid – As indiretas de Anitta no Twitter deixaram os fãs preocupados. A suspeita é de que a cantora e Maluma tenham se desentendido… O que será que aconteceu? Usar as redes sociais para lavar a roupa suja: top ou flop?

https://goo.gl/4mtfhg – A fotógrafa Laura Sodsworth acaba de lançar o livro “In Manhood: the Bare Reality”, em que explora o conceito da masculinidade. para o projeto, ela fotografou 100 homens e seus pênis. Nudez masculina como tabu: top ou flop?

https://goo.gl/74tiwm – Ariana Grande arrecada mais de r$ 40 milhões com show beneficente em manchester. a renda foi doada para famílias das vítimas e para sobreviventes que sofreram com um ataque terrorista que deixou 22 mortos no início de maio. o show durou três horas e teve participação de Coldplay, Katy Perry, Miley Cyrus, Justin Bieber, Pharrel Williams e mais.

https://goo.gl/G8iZ18 – Ariana Grande ainda rende outro top ou flop: depois de inventar uma nova dupla chamada simone e maraira, a apresentadora do ‘mais você’ atacou novamente. na manhã desta segunda-feira, ela chamou a cantora de  Adriana Grande ao comentar o show #onelovemanchester.

Quer deixar um top ou um flop pra alguma coisa que a gente não perguntou? Comente!

Leia mais

"Enxergo a cena injusta", diz Thyago Furtado em papo com Phillip Nutt

Phillip Nutt e Thyago Furtado são os convidados do podcast desta terça-feira (30.05), quando falam sobre suas incursões pela música brasileira, por vezes cantando em inglês, enquanto o mercado consome as faixas de amor vindas exclusivamente do sertanejo e, das batidas, do funk. “Enxergo a cena como injusta porque a gente está em um período que dá a possibilidade de fazer música, independente de uma gravadora”, afirma Furtado.

Furtado vê essa onda de segmentação como uma parte ruim de se fazer parte do jogo. ‘”Música pra mim é arte. Existe diferença entre você compor e fazer batida. Pensar na música como um todo é um trabalho totalmente diferente. É como se você tivesse seu trabalho jogado fora porque o mundo não espera. Ouço das pessoas, falando que tenho de ficar orgulhoso porque é um material muito legal. Mas até quando posso segurar porque é a vez do funk?”, explica, dizendo que dá muito mais trabalho quando você não faz a música do momento.

Nutt parabenizou a iniciativa da Universal Music ao assinar contrato com a cantora Mahmundi. “Existe um comodismo das majors porque determinado gênero funciona. Achei do c… quando vi que assinaram com ela (Marcela Vale) porque faz um pop diferente do de Anitta, Iza, Ludmilla. Tem espaço pra todo mundo. O som da Mahmundi, as letras, a meodia e a harmonia podem muito bem conversar com as classes C e B. Falta aquela vontade de botar fé no que é novo”, analisa.

Depois do lançamento de seu primeiro EP, “Paranoia”, lançado em setembro de 2016, Thyago se debruça na produção de um álbum cheio. “Até para ter um repertório e não ficar nessa de: ah, tenho cinco músicas e cantar dos outros. A ideia é poder formatar um show que tenha mais a ver comigo enquanto artista “, desabafa. “O que quero fazer agora é puxar para o folk e menos eletrônico. Quero fazer o que chamo de músicas de inverno porque funciono melhor melancolicamente falando do que feliz”.

Com singles soltos já lançados (entre eles “Ponderar” e o remix de “Essa Tal Liberdade”, com Zebu), Nutt também sonha com o primeiro disco de inéditas ou um EP. “Cogitei alguns formatos, mas acho que com esse lance das plataformas digitais, com o single você pode ver muito mais que caminho deve ir”, explica. “Ouço de tudo, desde O Grande Encontro até Bruno Mars, e ponho jazz antes de dormir. Tenho muita influência e muita coisa. Acabo colocando isso na minha música (…) Pessoas podem achar que as músicas são diferentes, tenho muitas referências e gosto de experimentar e fazer música de diferentes formas”. Eles participaram ainda dos quadros Perguntas Esdrúxulas, Rapidinhas (temático) e, claro, Caderno de Perguntas.Play!


Quer falar com a gente? Já sabe! Escreve para podcast@aoscubos.com

SIGA NAS REDES SOCIAIS: iTunes.RSSFacebook, Twitter e Instagram!

Leia mais

Ed Sheeran põe estádio no bolso com show one-man-band, em São Paulo

(Imagens gentilmente cedidas por Francisco Cepeda)

Se você viu o curta “One Man Band”, da Pixar, entende a premissa de um show de Ed Sheeran. É só ele e o violão no palco (uma só vez entra em cena uma guitarra psicodélica). Mas a grande estrela é um pedal que reproduz em loop trechos gravados (seja da viola ou da boca). Na animação da Pixar, o músico tem de se firmar perante um novo homem-orquestra, e se sente ameaçado para conseguir as gorjetas da cidade medieval. Mas, no caso de Edinho (como os fãs chamam carinhosamente o britânico), a hegemonia está longe do fim.

Ainda que, antes de começar, a arquibancada gritasse “fecha o buraco”, apontando para a pista premium, o ruivo de 26 anos fez show para um Allianz Parque lotado neste domingo (28.05), em única apresentação na capital paulista. A pontualidade foi britânica: faltava um minuto para o início previsto do show e ele já estava a postos com “Castle on the Hill” – do recém lançado “÷” (Divide), que teve 57 milhões de reproduções em um único dia no Spotify, no lançamento, em março de 2017.

No palco, Ed se sente à vontade para cantar, tocar, batucar e ainda conversar com o público. A timidez é nítida, mas o carisma sobressai. “Sei que amanhã é segunda-feira, mas vamos fingir que hoje é sexta e curtir até ficar rouco? Mas não vale de gritar, tem que cantar”, propôs. E colocou lenha na rixa Brasil x Argentina: “Eles cantaram muito alto (em menção à faixa que leva esse nome). Estão preparados para sair daqui sem voz?”, brincou. O público se dividiu entre gritos e vaias na cutucada direcionada à rusga com os hermanos. “É muito legal vir de onde vim e ver uma plateia animada como essa e que sabe cantar as letras. Eu amo o Brasil”, disse em outro momento.

Enquanto o atual single “Galway Girl” foi uma das mais cantadas, as músicas melosas – sem surpresa – foram as que mais funcionaram com o público. Ele ficou nitidamente envergonhado quando começou a tocar “Give Me Love” e as pessoas tomaram as rédeas do vocal. Ainda que o rubor fosse quase imperceptível pela sua ruivez, os trejeitos o entregaram. Não à toa! A faixa foi trilha sonora de “Malhação” (2013) e embalou muitas cenas de Martin (Hugo Bonemer) e Micaela (Lais Pinho) nas tardes da Globo.

Na aguardada “Thinking out Loud” foi o único momento que Ed trocou o inseparável violão (que a cada música vinha com alguma referência aos álbuns: desenhos dos símbolos de dividir e de multiplicar) por uma guitarra colorida. “Bloodstream” surpreendeu pelo momento de catarse, mas o clichê de “Photograph” encantou: o público empinou seus celulares com o braço e os casais se admiravam embasbacados, prontos para se beijar.

Claro que o bis teria que vir com a música mais executada no Spotify em 2016: “Shape Of You”. Mas ela é mais um adorno em um setlist recheado de sucessos que você nem imagina que conhece, como a inacabável “You Need Me, I Don’t Need You” – a última do setlist, cujo destaque vai para a céltica Nancy Mulligan, que fica na cabeça.

Se você não conseguiu acompanhar nem pelos Stories no Instagram dos amigos, logo Edinho volta. Pelo menos, prometeu. No bis, trocou a camiseta escrito Hoax (boato, em inglês) pela camisa da seleço brasileira de futebol, da CBF, e estava envolto na bandeira do Brasil. Isso de amar o Brasil não deve ser historinha de gringo… O lance é esperar!

Leia mais

"Tive que mentir para não falar de mim", diz Alessandra Maestrini

Alessandra Maestrini é a convidada do podcast Aos Cubos desta terça-feira (25.04), no 16º episódio (no ar pela segunda temporada). A atriz está fazendo a divulgação de sua carreira musical, com apresentações no em Niterói e Rio de Janeiro nesta e na próxima semana. Na conversa, ela abriu seu coração sobre diferentes assuntos e falou abertamente sobre assumir sua sexualidade publicamente.

“Fui dar uma entrevista, tive que mentir tanto pra não falar de mim, da sexualidade, que quando cheguei ao final não me reconheci. Essa pessoa não sou eu, não admiro, não conheço, é chata e monótona e que não é ninguém”, recorda. Ela chamou seu entrevistado de volta e falou que queria dar uma outra entrevista, mas que agora seria ela de verdade. “Se você vir as fotos, não tem nada a ver com o assunto”.

A também humorista afirma que não sofreu preconceito desde que se assumiu, mas que existe um sistema que só vai ser mudado conforme a coragem de cada um. “Para mim é mais fácil do que para um ator? É! Mas foi fácil? Não”, resume. “Por incrível que pareça, a maioria das respostas (sobre a minha carta) foi amorosa e positiva. Seja pela própria pessoa, pelo filho ou amigo”.

Com 20 anos de carreira e prestes a completar 40 anos, ela falou que não tem medo de envelhecer, mas de dor e sofrer. “De amadurecer, não tenho medo. Me sinto meio (como o filme) ‘O Curioso Caso de Benjamin Button). Fui melhorando. Não só esteticamente, mas internamente sinto mais jovem e leve”, garante.

Ela ainda participa dos quadros Perguntas Esdrúxulas, Caderno de Perguntas e Rapidinhas… Lembra do primeiro beijo, fala de sua paixão pela Barbra Streisand e uma “gíria”que não consegue parar de falar: “vai tomar na peida”. Mas é de um jeito muito peculiar e próprio. Claro que a gente não poderia de falar da Bozena, seu personagem mais marcante. Play!

AGENDA
Essa semana, Alessandra apresenta o “Drama’n Jazz” no Teatro Municipal de Niterói. Quinta, dia 27 de abril, às 19h. E em 5 de maio (uma sexta-feira) tem apresentação do “Drama ‘n Jazz”, no Teatro Oi Casa Grande, no Rio. Ai no mesmo fim de semana tem “Yentl em Concerto”. Baseado no conto “Yentl – The Yeshiva Boy”, de Isaac Bashevis Singer (1902-1991) e no filme “Yentl”, estrelado por Barbra Streisand.
[hr]

TOP OU FLOP
Neste quadro a gente apresenta alguns temas e vamos abordar rapidamente nossa opinião sobre isso.

https://goo.gl/qp7smh – Letícia Spiller girando como o peão da casa própria no programa da Ana Maria Braga.
https://goo.gl/gfcs9o – 10 anos da separação da dupla sandy e jr. a sandy ficou emocionada, postou textão…
https://goo.gl/ackvtz – 9 verdades e uma mentira
https://goo.gl/1inaca – Gabriela Pugliesi foi pra Trancoso casar, na Bahia. Mas ela esqueceu um pequeno detalhe: o vestido de casamento.
https://goo.gl/xccqkg – O fim do site Ego e do Paparazzo, da globo. O sensacionalista fez uma lista com as principais manchetes do site… Veja: https://goo.gl/ljkhy6
https://goo.gl/7Xj0c1 – Essa notícia é antiga, mas é muito boa: um francês criou uma pílula que promete pum cheiroso. Ele promete cheiros, como rosas e chocolate…

[hr]

AGRADECIMENTOS
Doritos de Sempre. Aos que mandaram perguntas: Raphael Prado, Marianna Aloi, Léo Fávaro, Felipe Bellaparte, Evano Aziz, Daniel Carvalho, Júlio César Ferreira De Almeida, Robson Pedroso, além dos fãs da artista que participaram pelo Instagram. E também à Casé Assessoria, em nome de Rafa Serato e da própria Patrícia Casé.


[hr]

Quer falar com a gente? Já sabe! Escreve para podcast@aoscubos.com
SIGA NAS REDES SOCIAIS: iTunes.RSSFacebook, Twitter e Instagram!

Leia mais