Rico Dalasam apresenta novo single e é desafiado em quiz sobre pagode

Rico Dalasam é o convidado dessa semana no nosso podcast. Ele apresentou o novo single “P.R.O.C.U.R.E”, música que estreia nos próximas semanas. A faixa não faz parte do recém-lançado “Orgunga”, seu primeiro disco cheio. No início de 2017, ele volta a trabalhar o álbum, com “MiliMili” (produzida por MahalPita), a próxima de trabalho. No nosso “trote”, a gente ligou para a Lellêzinha, do Dream Team do Passinho, que falou sobre a participação do grupo no “Vai que Cola” e sobre um possível feat. com o cantor.

img_7147O primeiro rapper assumidamente gay ainda participou do quadros “Rapidinhas”, quando falou sobre sua paixão por Chiquititas e da vontade que tem de voltar a atuar como cabeleireiro – ele quer montar um salão em Taboão da Serra, sua cidade-natal. No “Caderno de Perguntas”, o artista foi prolixo: falou de política a situações constrangedoras, como mandar o print errado para um grupo no Whatsapp e postar foto dele em um Instagram secreto, que falava só de unha. “Passar vergonha faz muito parte da construção, como caráter e história de vida. Você só mostra como sua vida é normal”, explica, cujos dilemas e problemas podem fazer com que ele se aproxime dos fãs.

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Ele ainda estreou nosso novo quadro: “Quiz Musical”. Como ele se diz um expert no assunto, fizemos um teste do Buzzfeed, com clássicos do gênero. Será que ele é mesmo um entendido? Por fim, emprestou sua voz para um cover de “Passarinho”, do Curumim, ao lado de Luis Coutinho, da banda Falso Coral, que sempre comanda nossos jams.

O artista ainda brincou, dizendo para qual artista ele pediria uma ordem de restrição. “Se fosse nos Estados Unidos, o Kanye West ia por fogo em alguém próximo dee. Aqui nao funciona, mas eu pediria para alguém que tenho um certo asco e não teria perto: “Joelma (ex-Calypso). Foi traída pela Lua, mas ela traiu a gente”, disse. Ele não contextualizou, mas a gente explica. Em 2013, a cantora deu entrevista à revista Época, dizendo: “Tenho muitos fãs gays, mas a Bíblia diz que o casamento gay não é correto e sou contra”.

Na conversa, ele ainda falou sobre qual música cantava errado na adolescência (na versão dele, cantava: “eu vou ficar nos prédio, eu vou ficar nos prédio” [sic]. Adivinhou?). E também com qual artista fez questão de fazer selfie quando conheceu, na semana passada, no Prêmio Multishow. Dica: “a saudade bateu foi que bem maré”.

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Luiza Lian e Falso Coral dão a nota sobre ser artista independente

Luiza Lian é uma das grandes apostas da geração de cantoras da atualidade. Seu som bebe da fonte do setentismo, busca psicodelia e tem um pé no rock’n’roll. Enquanto o Falso Coral, do Luis Coutinho e da Bela Moschkovich, inovou o indie nacional com sua viola caipira, cantando em português e em inglês.

Os dois são artistas revelações da cena musical brasileira e contam pra gente como é ser independente no Brasil. Luiza dá a nota sobre o que não se deve fazer na página de um artista, enquanto o Falso põe fogo à discussão sobre as patotinhas de artistas e selos. A cantora lança uma nova mixtape agora em novembro, e um disco para o ano que vem, enquanto o grupo tem planos de lançar o clipe de “Desterro” e até o meio de 2017 preparar um conteúdo audio visual sobre o EP de estreia, “Folia”.

A gente ainda tem a participação do cantor André Whoong, por telefone, e uma conversinha bem en passant com Sasha Meneghel, que estreou como modelo na Semana de Moda de São Paulo (SPFW), e falou sobre seu primeiro dia de aula na Parsons, de Nova York, nos EUA (leia a matéria completa aqui).  E também participam dos quadros: “Perguntas Esdrúxulas”,  “Caderno de Perguntas” e “Rapidinhas”.

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(Foto: Alexandre Virgilio/Site RG)

A gente ainda fez um crossover com o podcast The Library is Open“, que fala de Rupaul’s Drag Race. Comandado por André Aloi e Victor Albuquerque, nesta edição, o Luis Coutinho (editor do blog) faz um jam com Luiza Lian, tocando “Luar”. E ainda dá voz a “Desterro”, na viola caipira, ao lado de sua companheira de banda. Play!

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De férias, Thiago Pethit diz que odeia ouvir 'quando sai o disco novo?'

Nosso entrevistado dessa semana é um docinho de pessoa, mas também é Rock ‘n roll. Ele tem uma fissura por Los Angeles, aura meio James Dean… Já posou nu e abriu quase toda sua intimidade no livro “Unfocused”, de Vivi Bacco e editado por Erika Palomino… Seria seu novo projeto um livro de selfies (alô alô Kim Kardashian!).

Thiago Pethit está de férias e odeia ouvir a pergunta: “quando sai o próximo disco?” Nesta conversa, ele fala sobre temas aleatórios: como o que gosta de comprar quando vai à farmácia ou qual assunto ele teria coragem de bater na porta das pessoas para exaltar e enaltecer numa manhã de domingo.

Ele ainda participa dos quadros “Rapidinhas” e “Caderno de Perguntas”. No primeiro, responde quais são suas redes sociais preferidas, com quem gostaria de tirar uma selfie e revela o que faz quando está sozinho (tira meleca do nariz, bate p*nheta ou todas as anteriores?).

Também fala que está ficando craque na cozinha. O que será que ele gosta de preparar? Questionado sobre se ele prefere Pethit ou Tiago Iorc, brincou: “as pessoas não confundem, mas no Twitter sempre vejo uns comentários, dizendo que descobriram tal dia que eu e ele não somos a mesma pessoa. Sempre me pergunto: em que ano vocês estão?”.

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Nesta edição, a gente anuncia que Victor Albuquerque (à esquerda de Pethit) entra para o elenco fixo… E o Luis Coutinho (editor do blog, membro da banda Falso Coral e que está à direita de Pethit) faz um jam com o cantor, tocando “Romeo” na viola caipira”. Play!

 

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NOTA DE ESCLARECIMENTO! (risos)
Enquanto rolou a conversa, Pethit disse que se sentiu num cativeiro. Queremos esclarecer que oferecemos tudo do bom e do melhor pra ele, tá? É só piadinha! Ele ainda participou do mistério do salgadinho, já que na mesa fica rolando aquele copo da bebida de rótulo vermelho (versão Zero) e aquele salgadinho triangular com cor alaranjada. “Quando eles patrocinarem, eu digo o nome”, brinca o cantor.

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Jaloo e Mahmundi são os convidados na estreia do Podcast Aos Cubos!

Bem-vindos! A partir de hoje, o Aos Cubos vira uma outra plataforma. A gente vai continuar falando de cultura, mas agora em áudio. Viramos um podcast! Fico feliz em anunciar isso… Nossos primeiros convidados são amigos e hoje moram em São Paulo. Ela é do Rio, ele de Castanhal, no Pará. Além da música, a vida  uniu essas duas delícias: Jaloo e Mahmundi, que na certidão de nascimento são, respectivamente, Jaime Melo e Marcela Vale.

Quem divide a bancada comigo é Victor Albuquerque (que já está escalado para o elenco fixo!) e o Luis Coutinho, um dos editores do blog, que tem uma banda chamada Falso Coral. Entre outros assuntos, abordamos a maldição do segundo álbum, aponta qual deles é #arianator (fã de Ariana Grande)… Levantamos polêmicas sobre o nome de um museu de São Paulo… E qual foi a lição que a Mahmundi aprendeu com o pai da Juliana Paes.

img_4715-1Nesta primeira edição, a gente falou bastante… Vamos encurtar para as próximas! Só pra vocês entenderem a dinâmica deste primeiro programa: no primeiro bloco, a gente fala de música, no segundo tem o quadro Caderno de Perguntas, que eles respondem coisas bobas, inspirados por aquela febre dos anos 90/00!

No terceiro bloco, Jaloo se vinga do Disclosure, e diz se ouve ou não a música dos irmãos-gatos. Eles ainda participam do quadro “Como assim, você nunca?”, que aponta lugares de São Paulo e eles têm de dizer se já foram ou não. E terminamos com as rapidinhas: coisas do tipo Xuxa, Mara ou Angélica… Play!

PS: A gente fala um monte de marca, mas o podcast não é patrocinado! Muito menos a foto ao lado, tá? Era só o que a gente tava servindo pra curar a ressaca da Mahmundi! <3

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Em algum momento, falei sobre uma plataforma que traduz músicas para x línguas em diferentes países. O nome é Lyric Find. Procure saber!

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"Gemer só de prazer", afirma Elza Soares, que lança vinil

Elza Soares está com a agenda cheia. No fim do mês, sobe ao palco do Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiro, para o lançamento da versão em vinil de “A Mulher do Fim do Mundo”. Serão três shows, nos dias 27, 28 e 29 de outubro. Em um deles, Liniker participará da faixa “Benedita”, originalmente cantada pelo cantor Rubi.

Com duas indicações ao Grammy Latino, a cantora septuagenária deve aterrissar em Las Vegas para receber os possíveis gramofones em 18 de novembro. Ela faz mistério ainda sobre uma suposta apresentação: “Ainda não sei, cara. Fico até emocionada”. Mas se pintasse o convite, iria na hora. “Cantaria ‘Maria da Vila Matilde’. Essa música faz parte da liberdade às mulheres, do sufoco ao sofrer calada dentro de casa. Tudo a ver com gritar. Gemer, só de prazer”.

“A Mulher do Fim do Mundo” concorre ao prêmio deMelhor Álbum de Música Popular Brasileira na premiação, e a faixa “Maria da Vila Matilde” pode receber o título deMelhor Canção em Língua Portuguesa. “Coisa maravilhosa. foi muito bom”, explica ela sobre as indicações. “Quando estava em estúdio, pensava em fazer um disco com minhas músicas de luta, não esperava um sucesso tão grande como está sendo”.

A canceriana de 79 anos também está com o passaporte carimbado para uma série de apresentações no exterior: Alemanha (10.11), o festival Le Guess Who?, em Utrecht, nos Países Baixos (em 12.11), e Londres (13.11). “Quando artista vem lá de fora pra cá, não muda nada. Então, não tinha porque mudar (o setlist)”, afirma.

Também já está tudo arranjado para que ela grave um DVD dessa turnê, na comunidade de Centre Ville, em Santo André. “É muito bom você escolher uma comunidade pobre, que precisa. Quando você chega lá com a música, é muito bom”. O show vai levar 15 artistas para o maior palco de todos que já pisou, com diferentes participações especiais .

Como sempre foi uma artista à frente de seu tempo, Elza acredita na força da mulher e na igualdade de gêneros há tempos. Dos artistas novos, sem querer puxar sardinha para um lado, mas depois de muito pressionada, solta: “Tenho medo de escolher e cometer uma gafe. Todo mundo busca um caminho. Uns com mais força, é absurdo. Gosto da Karol Conka, acho ela uma gracinha”, pontua.

SHOW EM SP
Nos três shows de São Paulo, no fim do mês, um deles terá a participação de Liniker, que já é grande coisa por toda sua representatividade. Sobre as questões de gênero, levantadas pelo artista no início da carreira – ao usar roupas femininas, batom e um discurso desconstruído -, Elza acho natural. “Cada um faz o que quer da vida, ninguém tem que se meter, a vida é sua”. Ela diz que ouviu algumas vezes sua música e ficou apaixonada, então surgiu o convite. “Foi uma escolha bem feliz”.

Com direção-geral de Guilherme Kastrup, o espetáculo traz a cantora sentada em um trono metálico em meio a um cenário cercado por mil sacos plásticos de lixo, na concepção de Anna Turra, que assina o cenário, a luz e as projeções. Elza contracena com o naipe de metais doBixiga 70, além dos cantores Rodrigo Campos e Rubi. A banda é composta por Kiko Dinucci, Marcelo Cabral, Rodrigo Campos, Guilherme Kastrup eDaLua.


SERVIÇO
ELZA SOARES – LANÇAMENTO DO VINIL “A MULHER DO FIM DO MUNDO”
Dias 27, 28 e 29 de outubro (quinta-feira a sábado), às 21h, no Teatro Paulo Autran (1.010 lugares)
Duração: 90 minutos; Classificação: Não recomendado para menores de 10 anos.
Ingressos: R$ 60,00 (inteira). R$ 30,00 (meia entrada). R$ 18,00 (credencial plena do Sesc).
Ingressos à venda online, em www.sescsp.org.br, a partir de 18/10, às 19h, e nas bilheterias das unidades do SescSP a partir de 19/10, às 17h30.

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Laura Marling e sua divina timidez transformam Cine Joia em catedral

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Fotos de Ana Laura Leardini, exclusivas para o Aos Cubos.

Ao vivo, Laura Marling às vezes é uma criatura divina e outras vezes deixa transparecer que é apenas uma inglesa muito tímida de 26 anos. Celestial e humana, Laura é acima de tudo uma musicista fenomenal. Na última vez que veio ao Brasil, 5 anos atrás, Laura tinha 21 anos, dois discos e um prêmio na bagagem de Melhor Artista Britânica no Brit Awards. Hoje, já no quinto disco, faz obras-primas em sequência e definitivamente não precisa provar mais nada a ninguém.

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SP: Magic! não decepciona em pocket recheado de covers e um megahit

O quarteto mezzo-surfista mezzo-regueiro Magic! tinha dois jeitos de comandar o show para um público reduzido e apático, que foi convidado para uma ação da Coca-Cola e do serviço de streaming VEVO. A apresentação aconteceu na terça-feira (03.05), no Terraço do shopping JK Iguatemi, em São Paulo, e transmitida ao vivo para todo o mundo pela plataforma.

O primeiro era conduzir a galera com algumas faixas desconhecidas e tentar conquistar a plateia com seu mais novo single “Lay You Down”, até o monumental sucesso “Rude”. O segundo era o quarteto – vindo do gélido Canadá – fazer um pocket recheado de covers, cujo ápice seria o até agora one hit wonder, mas antes passar pelos conhecidos “No Way No” e “Don’t Kill The Magic”.

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Antes do clímax, o frontman Nasri conquistou a plateia – que em grande parte não sabia as músicas – com faixas como “Girls Just Wanna Have Fun”, de Cyndi Lauper, “Is This Love” de Bob Marley e “Hotline Bling”, do Drake.

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“Oi, tudo bem?”, “quero que cantem comigo”, disse o vocalista nas primeiras palavras com o público – que enrolou no português. Em outro momento, comentou que é apaixonado pelo Brasil, pelo espírito do brasileiro, a forma como nosso povo recebe as pessoas de fora, e que a partir de agora virá para cá todos os anos. Mas isso não é novidade: eles vieram já vieram no fim de 2015, quando se apresentaram no Rock in Rio. E ainda para concertos em janeiro de 2016: São Paulo, Florianópolis, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Brasília e Curitiba.

Desde então, o quarteto tem apenas um foco: que o segundo álbum, ou pelo menos uma faixa, chegue ao topo das paradas e gere tamanha comoção como “Rude”, que foi cantado em coro pela plateia. Se quem chegou à apresentação querendo só ouvir o refrão grudento de “Why you gotta be so rude? Don’t you know I’m human, too?” saiu, no mínimo, curioso para saber o que será lançado ainda este ano.

A plateia – formada não só pos paulistanos, mas também cariocas, e outras pessoas vindas de Fortaleza, Florianópolis, Porto Alegre e até mesmo Argentina (como perguntou o vocalista) – tinha alguns fãs (de verdade) no gargarejo. E Nasri fazia questão de tentar agradar: ia de um lado a outro do palco, se jogava para a galera, na grade. E, por fim, ainda fez selfie com a gente. Eu tô ali no meio!

UPDATE IMPORTANTE (Dia 06.05, às 12h46):
Alguns fãs foram às minhas redes sociais explicar que não estavam debochando de Nasri, quando gritavam “Vai Safadão” (como havia relatado aqui). Na verdade, quando a banda esteve no Brasil para shows solo, no início do ano, o hit “Aquele 1%” (de Wesley Safadão) foi apresentado à banda por alguns fãs. Eles disseram que só queriam fazê-los lembrar do ocorrido. Era só uma brincadeira!

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VEJA O SETLIST

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OPINIÃO
A gente adora iniciativas como essa, da VEVO e da marca de refrigerantes. Mas em outra ação promocional – como quando trouxeram a Demi Lovato, em 2015 -, houve uma porção maior de fãs. E, talvez por isso, tenha sido tão mais divertido. Algumas pessoas estavam ali (no Magic!) só pelo fato de estar, não necessariamente animadas com o show ou com a banda. No caso da cantora, talvez tenha tido um envolvimento maior da gravadora (Universal Music) em lotar de fãs!

Concordo que ações como esta sejam democráticas, sim. Mas deixam de lado os que realmente se importam com o artista, quem compra música e gera renda pra ele. Lembro de quando assisti a um mini-show da Ellie Goulding, no anfiteatro da MIX FM, de São Paulo, em, 2014 (tem vídeo aqui!). Para se inscrever, e tentar concorrer a uma vaga, você precisava levar o CD. E assim, você garantia que o fã tivesse acesso.

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Veja quem também passou por lá!

Tiago Iorc
Tiago Iorc
Pedro Lucas, o PeLu do Restart
Grupo Troia
Sofia Oliveira
Sofia Oliveira
Gabi Luthai
Gabi Luthai
Breno & Caio Cesar
Breno & Caio Cesar
Fátima Pissarra
Keila Marcondi

 

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Entre inglês e português com Thiago Pethit, David Fonseca e Falso Coral

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O extraordinário português David Fonseca conseguiu em sua terra natal um feito que parece improvável aqui no Brasil: cantando rock alternativo em inglês se tornou um dos artistas mais populares de Portugal, inclusive atingindo algumas vezes o primeiro lugar das paradas de lá.

Em outubro de 2015, David lançou seu primeiro álbum solo em português, o excelente “Futuro Eu”, e declarou à revista Estante: “Durante dez anos perguntaram-me porque cantava sempre em inglês. Agora perguntam-me sistematicamente porque canto em português. As entrevistas começam quase sempre com esta pergunta e sinto sempre um bocadinho da minha alma a abandonar o meu corpo enquanto a minha boca responde.”

Pois é. Apesar da aparente “cabeça aberta” do público português, o fardo de ter que se justificar ao cantar em inglês cobre de maneira igual os lusófonos dos dois lados do oceano. Problema que parece não atingir por exemplo os artistas escandinavos que cantam em inglês e dominaram o mundo fazendo isso (The Cardigans, The Raveonettes, Björk, ABBA, Lykke Li, etc.). Juntando declarações de vários artistas e bandas brasileiras recentes que fizeram excelentes trabalhos cantando em inglês (Cambriana, Inky, Far From Alaska, Rosie and Me…) o ponto principal da questão parece ser “compor sem forçar a barra”. Ou seja, compor em inglês porque suas influências te fizeram compor assim, e não pra tentar atingir outro público ou menosprezar o público nacional, como muita gente pensa.

E se você ainda não conhece os goianos do Cambriana, “The Sad Facts” já passou os 185 mil views:

Apesar de existir muita gente que realmente compõe em inglês achando que se tornará automaticamente acessível a qualquer público ou porque acredita não se identificar com a cena nacional, basta pensar no quanto os goianos do Boogarins estão se dando bem no rock alternativo internacional cantando em português. Recentemente, abriram parte da turnê norte-americana do Andrew Bird cantando hits como “6000 dias” e “Lucifernandis”. Complexo, certo?

Dentro desse contexto mas sem escolher nenhum dos dois lados, alguns artistas têm contribuído para um trânsito interessante entre as duas línguas, e talvez ajudado a naturalizar esse fato que não deveria ser uma questão tão importante. E realmente impressiona tanta “problematização” já que esse intercâmbio linguístico está longe de ser novidade. Toda hora é hora de revisitar o álbum de exílio de Caetano Veloso, de 1971, e sua transmutação de “better” para “Bethânia”.

O paulistano Thiago Pethit transformou em marca registrada os refrãos em inglês como ápices de versos em português e vice-versa. Já no terceiro álbum, o deliciosamente híbrido “Rock’n’Roll Sugar Darling”, aperfeiçoou a técnica com maestria. Os trechos em inglês são ao mesmo tempo projeções dos artistas que influenciaram Pethit e elementos super grudentos para suas músicas, no melhor sentido da palavra. Essas intervenções em inglês não parecem afetar a acessibilidade das canções para brasileiros ou estrangeiros, mas seu clipe mais recente, “1992”, estreou pela revista inglesa Hero Mag e o título neutro e o refrão em inglês com certeza fisgaram alguns novos fãs para Pethit.

Uma das empreitadas mais recentes entre os que transitam entre as duas línguas é a do grupo mineiro-paulistano Falso Coral. No EP de estreia “Folia”, duas músicas em inglês e três em português dividem espaço harmonicamente. O grande twist do grupo é que o instrumento principal desse som é a viola caipira de dez cordas. Fazer música contemporânea e em inglês tendo como base um instrumento barroco e tão brasileiro poderia ser interpretado apenas como experimentação, mas é a prova que, imersos num turbilhão de influências, os músicos se tornam canal do que quer que estejam ouvindo.

Voltando para David Fonseca e as perguntas sobre seu som em português, ele conclui: “Tento sempre responder da forma mais genuína possível, mas não há uma resposta exata para esta pergunta. Eu também não sei. A única coisa que quero é fazer canções que aproximem o meu mundo abstrato do mundo real, todo o resto são pormenores e particularidades que só interessam ao seu inventor.” Em várias outras entrevistas sobre o seu mais recente álbum, David conta como foi orgânico o surgimento dos primeiros versos em português que se tornariam o “Futuro Eu”. A maestria com que se moveu de uma língua para outra e os bons resultados em ambos os casos, fazem parecer que de fato a língua é só um detalhe na música. Parece absurdo, mas a ideia toma forma quando pensamos bastante nela.

Na mais extrema das hipóteses, sempre temos os islandeses do Sigur Rós que às vezes usam uma língua inexistente, o hopelandic, para cantar suas músicas. É a maior prova que independente da língua, todo mundo se entende se a música for boa.

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Samantha Schmütz estreia musical na TV: "Sem medo do que vão falar”

Samantha - Pop - Páprica Fotografia 2Quem acompanha com atenção a carreira de Samantha Schmütz sabe que ela nunca fez questão de esconder sua inclinação para a música. Em “Samantha Canta”, nome do novo programa do canal BIS, que estreia nesta quarta-feira (13.04), às 23h30, ela solta a voz sem fazer rir. Em três episódios, vai da Soul Music (uma ode aos artistas da Motown) ao Pop atual, além de prestar uma homenagem à Elis Regina, com participação do rapper Criolo. “Eu acho que o medo paralisa as pessoas. Eu não tenho medo nenhum do que as pessoas vão falar”, frisa.

Além de estar no ar na pele de Dorinha, na novela das 19h, “Totalmente Demais”, na TV Globo, ela volta a embarcar na nova temporada de “Vai Que Cola” (Multishow), que começa a ser gravada em maio, deve lançar um álbum até o fim do ano e está trabalhando para voltar aos palcos com um novo show ainda este semestre. Seu novo filme “Tô Ryca” (cuja estreia está programada para agosto) tem um cover inédito de “Don’t Stop Me Now”, do Queen, que ela gravou com exclusividade. Junto com o marido, Michael Cannet, também acaba de lançar a animação “Juninho Play e Família”, baseada em seu personagem de maior sucesso, que está disponível em seu canal no YouTube. Haja fôlego!

A artista acredita que o programa musical tenha ficado bem bonito. “Pode ter segunda, terceira temporadas. Amei. Foi feito com amor e qualidade. Eu supergosto de me ver e ouvir. Acho importante para você ver de fora, de um outro ponto de vista. Quando você está fazendo, está sob a ótica de dentro”, explica, dizendo que está aberta a propostas do canal pago para fazer um show baseado no repertório do programa do canal pago. “Quero achar o lugar legal pra fazer meu show. Não acho que seja teatro. Tipo, um lugar que seja para dançar e pra beber”, especula. Também está sendo estudada a possibilidade de as faixas entrarem em plataformas digitais.

Se não acontecer, ela mesma tem ideia de lançar um single autoral ainda este semestre, parte de um EP ou disco, com lançamento até o fim do ano. Por isso, explica referências: “Eu gosto muito de Black Music, Michael Jackson, que também tem uma coisa pop, Amy Winehouse, Nina Simone, Elis…”, enumera. Se há alguém vivo entre seu gosto, entre risos, citou: “Tem o Criolo, um artista que admiro muito. Faz música que tem conteúdo, letra para ser ouvida e não só balançar o corpo”. Ela disse que sempre foi fã dele, começou a ir em shows, e foram se aproximando por causa da Ivete Sangalo (quando fizeram série de shows em homenagem a Tim Maia). “Ele já conhecia meu trabalho da TV, e acho que ele curte o que faço, então tive essa ideia. Tinha muita vontade de trabalhar com ele porque é o exemplo de artista e o que me representa. Foi um sonho realizado”.

Foto: Divulgação

Ela tem uma banda, a Brasov, montada para seu extinto programa “Não Tá Fácil Pra Ninguém”, do Multishow: “foi um casamento super legal e a gente acabou seguindo em frente”. São eles que vão acompanhá-la nos shows. Mas ela também já fez parte de outras bandas – incluindo Mulheres Cantam Beatles (de Niterói), foi backing vocal do Serjão Loroza, já fez um trabalho com Donatinho (filho de João Donato) etc. “Já cantei em bar em violão e voz, andei bastante na música, mas uma coisa mais underground”, revela. Para o programa do BIS, músicos de São Paulo foram chamados para as gravações.

A atriz, humorista e cantora é também… compositora! “Eu já componho há muito tempo. Sempre fui muito ligada à arte, dança, cinema, TV, música. Não toco nenhum instrumento, mas componho. Nunca me senti preparada para colocar essas músicas para o público. Ainda estou aprimorando elas”, explica. “Tem várias: umas que falam de amor, outras da dificuldade do País e da situação política, que já vem de muito tempo. Tem uma – chamada ‘Índios no Asfalto’ – que fiz nos anos 2000, por causa dos 500 anos”. Em sua opinião, para o ator ser completo, tem que saber cantar e dançar.

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NA TV
Samantha gosta de ver filmes e seriados. O último para a “coleção” foi Vynil, da HBO, produzido por Mick Jagger. “Hoje, por exemplo, estava vendo o filme do James Bown. Gosto de filmebiografias, histórias de vitória, superação, pessoas que correm risco em nome da sua carreira”. Indo mais a fundo, ela diz que a pergunta é muito difícil, quando pedimos para ela apontar mais coisas.

Como no País não há um humor mais político, estilo dos americanos Jimmy Fallon e James Corden, ela afirma que não tem vontade de seguir essa linha. “Danilo Gentili já faz o ‘The Noite’, Fabio Porchat vai fazer um na Record…. Não tenho talento para isso. Tem mais a cara de (Marcelo) Adnet, Gregório (Duvivier). Eu sou mais da interpretação, artista… Menos pessoa física. Mas eu admiro e sempre assisto”, completa.

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siterg Por André Aloi, especial para o Site RG
O texto acima é uma r
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Coldplay faz show com explosão de cores e pop psicodélico, em SP

Coldplay apresentou a turnê “A Head Full Of Dreams” para um Allianz Parque lotado, nesta quinta (07.04), em SP. Pulseiras distribuídas para o público piscavam as cores da capa do mais novo disco, e – do início ao fim – o público era surpreendido por explosões de papel picado na passarela estendida do palco, a impressão era igual a dos pozinhos de festivais das cores.

Lá se iam quase duas horas em cena, quando dois caras subiram ao palco para fazer o pedido de casamento às suas respectivas namoradas no meio de “Sky Full Of Stars”. Chris Martin pediu para a banda parar a música e mandou os quatro subirem ao palco. Explicou que havia visto placas com os pedidos, na plateia. Depois de dizerem o “Sim”, ele deu um abraço coletivo neles, e prosseguiu com a música. Essa imagem mostra o quão acessível é o vocalista “bom moço”, simpático, e cidadão do mundo (e preocupado com questões sociais).

Coldplay_Camila_Cara_014Nas primeiras palavras trocadas com o público, falou: “Boa noite, pessoal. Boa noite, paulistas”, riu, ao terminar a faixa-abre e que pega emprestado o nome da tour e do novo álbum. “Que alegria estar no Brasil. Vosso país é lindo”, completou, no fim de “Yellow”. “Muito obrigado, boa noite”. Emendou “Every Tear Drop ia a Watertall”. Em vários outros momentos, desculpou-se por ter gastado seu português todo em “Yellow”. Em outro momento, disse que uma das coisas que mais gosta, quando está em turnê, é visitar o País. “Melhor sentimento, porque vocês são fofos. Obrigado a todos, é ótimo estar aqui”.

Democráticos, Chris Martin (vocalista), Guy Berryman (baixo), Jonny Buckland (guitarra) e Will Champion (bateria) tocaram – além do palco principal, em outras duas extensões, montados bem no meio do estadio, na separação das pistas VIP e comum, e outro no canto esquerdo, próximo à arquibancada. Numa dessas passagens de um para outro, pegou um macaco de pelúcia jogado pela plateia, e ficou com a bandeira do Brasil pendurada na calça durante toda a produção.

Nos telões, muitas cores e edições de imagem que convidavam o público a uma viagem psicodélica, ainda que o som deles seja água com açúcar. O espetáculo teve ares monumentais, como a apresentação deles no Super Bowl, quando foram atração do show do intervalo. Formado por muitos casais, alguns de mais idade e alguns na epítome da adolescência, o público entoava em coro os refrãos mais famosos, como “Viva La Vida”, “The Scientist” e “In My Place” – uma fase mais, digamos, “Coldplay de raiz”. Na época em que suas músicas eram menos afetadas por essas cores e psicodelia que em nada combinam com as faixas ensolaradas e explosões pop dos mais recentes álbuns.

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Antes do bis, “Speed of Sound” foi anunciada como a escolha do público paulista. No telão, foram exibidas mensagens de fãs com as bandeiras do México, Argentina, Chile, e encerrando com a mensagem de duas fãs brasileiras. Os vídeos foram gravados em Lima, capital do Peru, em recente passagem por lá (5 de abril). A dos brasileiros, logo que os portões abriram nesta quinta. No domingo (10.04), a banda se apresenta no Rio de Janeiro, no Estádio do Maracanã.

Este pode não ter sido o show mais autoral – talvez nem mais o animado – da banda, que tem infinitas passagens pelo Brasil (a última foi há cinco anos, no Rock in Rio 2011). Quem reclamou da pirotecnia e artefatos que deram corpo à apresentação ofuscou, no fundo, os artistas. De repente, eles não queiram mais mostrar suas verves mais criativas. Mas mostra a força que o Coldplay, como poucas as bandas, ainda consegue lotar estádios.

Fotos: Camila Cara/Divulgação

Jonny Buckland na guitarra
Jonny Buckland na guitarra
Guy Berryman, baixista
Guy Berryman, baixista
Will Champion, baterista
Will Champion, baterista

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siterg Por André Aloi, especial para o Site RG
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