Rock in Rio 4 poderá ter Lady Gaga, Shakira, Radiohead…você decide!

Depois de uma temporada europeia, que passou por Madri (Espanha) e Lisboa (Portugal), e dez anos (o último foi em 2001) sem dar as caras por aqui, o Rock in Rio está de volta ao Brasil. Falta quase um ano até lá, e por isso você pode escolher, na comunidade oficial, quem os organizadores devem trazer para tocar no Brasil.

Estão lá, para votar, entre os shows que não podem faltar: Lady Gaga, AC/DC, Placebo, Britney Spears, Iron Maiden, Shakira, Black Eyed Peas, Eminem, Blink 182, Rihanna, Foo Fighters, Justin Bieber, Pearl Jam, Paul Mccartney, Guns N Roses, Slipknot, Ke$ha, Paramore, Maroon 5 ou você quer outro?

Em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (16), organizador do Rock in Rio 4, Roberto Medina anunciou que o evento será realizado em 2011, durante dois finais de semana consecutivos, lá pro segundo semestre: dias 23, 24, 25 e 30 de setembro e 1º e 2 de outubro. Os ingressos, por dia, custarão R$ 180 (com direito a meia-entrada).

De certo, sabe-se que a quarta edição brasileira terá 108 atrações. E se depender do organizador do evento, Roberto Medina, Lady Gaga, Shakira e Radiohead estarão entre as atrações. “Isso é apenas um desejo, um sonho”, disse Medina em entrevista ao Fantástico, da Rede Globo, neste domingo (15). E, na coletiva, completou: “Também (quero) o Iron Maiden, Radiohead e Guns N´Roses”.

“Ô ô ô ô, ô ô ô ô, ô ô ô ô,
Rock in Rio
(Tema Oficial)

Foram divulgados ainda música e vídeo oficiais do Rock in Rio 4, gravados por os artistas brasileiros. Entre eles, Ivete Sangalo, Jota Quest, dinho Ouro Preto (Capital Inicial), Pitty, Toni Garrido, Pitty etc. (Confira fotos do making of numa galeria do festival).

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=z8YCFp9Btfo&feature=player_embedded]

Parque Olímpico Cidade do Rock

O terreno em Jacarepaguá – localizado em frente ao RioCentro, na zona oeste da cidade, tem 150 mil metros quadrados. É uma área menor do que a que recebeu os shows em 2001. O espaço – já batizado de Parque Olímpico Cidade do Rock – terá capacidade para 130 mil pessoas.

Clique para ver no GoogleMaps

Veja também o mapa da disposição dos palcos, áreas etc.

Encube-os: site oficial, Twitter, Facebook, Flickr, YouTube, Orkut.

Leia mais

Em madrugada fria, Ne-Yo esquenta SP

Era 00h20, já madrugada de sexta (13) para sábado (14 ), quando começaram os testes de luz para o primeiro show, na capital paulista, de três que o rapper Ne-Yo – de nome verdadeiro Shafefr Smith, de 30 anos – faria no Brasil (estavam por vir Rio de Janeiro e Minas Gerais nas noites seguintes). Confira o setlist.

Um grande telão de LED (Diodo Emissor de Luz) compunha o fundo do palco que, ainda nos testes, alimentava a ansiedade da plateia reproduzindo imagens iguais às de um eletrocardiograma, como se estivesse monitorando a pulsação do coração de quem foi acompanhar, sob uma noite madrugada de frio cortante, a apresentação do cantor num sambódromo gelado.

Uma homenagem ao rei do Pop, Michael Jackson, antecedeu a aparição do ‘rapper’: “Numa era em que a música está morrendo, temos de fazer tudo para mantê-la viva. Descanse em paz MJ”, disse Ne-Yo. Exatamente à 0h30 – meia hora de atraso – as luzes se apagaram, imitando um curto-circuíto. Para histeria dos fãs, aparece o cantor sob canhão de luz, de terno e gravata brancos, camisa e chapéu pretos, para as estrofes do hit ‘Because of You’.

Antes da segunda música, Stay, ele dá boas vindas aos fãs paulistas e pede para ser acompanhado com palmas. A cada grito, em Nobody, ele desliza pelo palco com passos semelhantes aos do rei do Pop. Termina a música deitado no chão e se recompõe para mais, demonstrando acanhamento com cara de quem não acreditava na histeria dos gritos. Mas vergonha não está no dicionário do cantor, que começa a se exibir com o pedestal do microfone no pescoço.

O público balbuciava o refrão de Single, e ganhou um agrado das dançarinas do cantor: foram arremessadas dúzias de rosas vermelhas no mar de gente. Ganhou a noite quem conseguiu pegar a única jogada pelo cantor. Nos primeiros acordes da música seguinte, mais um gesto de carinho, que silenciou a multidão. Fez um coraçãozinho com as mãos antes de cantar Sexy Love e ao pronunciar a estrofe inicial, puxada na versão ao vivo por “My love…”, e então título.Ne-Yo

Um ar de cabaré tomou conta do show, quando em Champagne Life (atual single, do álbum Libra Scale, que será lançado em setembro) propôs um brinde (com a bebida que dá nome à música) a São Paulo: “Esta taça é para vocês”,disse, quando recebeu uma camiseta “I ♥ SP” das mãos de uma fã que estava na frente do palco (à esquerda). Em Mad, o cantor pensou que o público não estivesse preparado, mas no refrão aprovou o coro sinalizando com um positivo para a galera. Por fim, disse: “te amo”, carregado no sotaque americano.

A plateia foi ao delírio logo nas primeiras notas de So Sick sem saber que, lá pelo meio, a música ganharia arranjos reggaetown. Sem dúvida foram surpreendidos porque soou como a música mais diferente da versão de estúdio. Como já havia dado certo na anterior, Ne-Yo bancou novamente o regente do coro durante o refrão. Pediu para a galera o acompanhar com os braços para cima e, ao final, emendou mais uma declaração de ‘te amo’ antes de Do You.

Dono de um vozeirão, Ne-Yo cantou sozinho Knock You Down (canção que divide vocais com Kanye West e Keri Hilson) – sem suporte de vídeo ou do clipe com aparição dos companheiros de single ou de um playback com as vozes deles. E, na sequência, Beautiful Monster (outro single que ainda está nas paradas) teve um trecho a capela.

Terminado o show de voz, insinuou que tiraria a roupa: abriu a camisa, dobrou as mangas. Ficou com ar de amante latino para cantar outro sucesso: Miss Independent, que teve um solo de dança – as imagens exibidas no telão, durante a performance, ficaram focadas nos pés do cantor, que deslizava em cada passo. Soltou mais um “te amo”, desta vez mandando beijos para cada canto da plateia.

Um solo da banda e o público gritando o nome do cantor anunciaria o fim do espetáculo? Ainda não era a hora. Voltou novamente sob um feixe de luz e explicou: “acho que estou esquecendo de uma música”, e era Closer, cantada em coro por quem estava lá. Na dancinha, que incluiu perfomance com uma bengala, destaque para o espacate estilo James Brown encenado por Ne-Yo. Estava, de fato, encerrada a apresentação: ele recebeu dois presentes. O primeiro, uma carta gigantesca – daquelas com declaração de fã, e um sapo de pelúcia.

Ali era definitivamente o fim, que não quis ser encarado de forma natural pelo público: afinal, Ne-Yo não repetiu uma só música. Nenhum hit sequer – não faltavam opções. Apenas uma hora cravada tinha passado desde que o coração havia acelerado para espantar o frio na capital paulista.

Agradecimentos: Taiz Dering, do Mosh (Portal MTV).
atualizado em 17/08, às 17h02.

Leia mais

Elegante e monocromático, Hurts é eletrônico para viver no repeat

Theo Hutchcraft e Adam Anderson formam duo electro de música Anos 80

“Don’t let go / Never give up, it’s such a wonderful life.” (Wonderful Life)

O ar europeu entrega os caras por detrás do Hurts: Theo Hutchcraft (vocal) e Adam Anderson (teclados) – tidos pela BBC como ‘som próspero‘ para 2010 – são britânicos, de Manchester. O estilo musical da dupla carrega referências dos anos 80, como ‘Tears For Fears’, ‘Smiths’ e também ‘Pet Shop Boys’ – tecladinho eletrônico retrô e letras emocionalmente sinceras. O refrão acima, de Wonderful Life, é o próximo single e début de Hurts nas paradas de sucesso.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=N6wEh19B_C0]

“And you see nothing but the red lights / You let your body burn like never before.” (Better Than Love)

Com lançamento previsto para o início de setembro, o CD de estreia Hapiness conta com participação da estrela pop Kylie Minogue (na música ‘Devotion’). Pelas críticas, o CD vai ser daqueles que, daqui dez anos, a gente ainda vai estar escutando.

Apesar de vários clipes publicados no canal de vídeos da banda, incluindo a primeira versão de Wonderful Life, Better Than Love é o único single lançado.

Ao se registrar no site da banda, você recebe uma cópia digital da música “Better Than Love” – veja o vídeo.

Quer mais? Assista também Blood, Tears & Gold e “Pellerin“.

Encube-os: MySpace, Facebook, Twitter, informationhurts.com (disponível em português) e YouTube.


PS = Banda indicada pela @taft.

Leia mais

Caro Emerald: banquete musical de jazz a tango

“You know ‘zacly what I came here for
Back it up and do it again.”
(Back it up)



Não é um lançamento retirado do forno, mas eu não conhecia. Com o álbum “Deleted Scenes from de Cutting Room Floor” (2009) — que acaba de atingir a marca de 100.000 cópias vendidas na Holanda — a cantora Caro Emerald usa como ingrediente sonoridades dos anos 40 e 50, jazz, tango, mambo, música pop e balada oferecendo um banquete retrô moderno e viciante.

“Monday, tuesday, wednesday, thurdsday / are impossible you see / but when it gets to friday / what’cha get is absolutely me.” (Absolutely me)

Seu single hit, “Back it up”, atingiu o topo das paradas que esteve. A música, que foi recebida por Vince Degiorgio, resultou num clipe low-budget mais ou menos.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=RbK5yyn89IQ]
Confira também o clipe do segundo single, “A Night Like This” – dessa vez bancado pela gravadora.

Encube-a: @caroemerald, www.caroemerald.comYouTube.

Leia mais

Copa do mundo termina, ficam as músicas

Termina a Copa do Mundo na África do Sul – Holanda e Espanha se enfrentam na final. E você está enganado se acha que o único barulho que você vai lembrar dessa Copa é o das ensurdecedoras vuvuzelas (incorporadas no YouTube) ou as variadas entonações para a engraçada ‘Jabulaaaaaaani’, gravada por Cid Moreira (popularizada pelo programa Central da Copa, da Rede Globo).

Apesar de ter uma trilha oficial – acredite que uma de Claudia Leitte está entre elas, inegavelmente, duas fizeram mais sucesso: vai dizer que você não ficou com aquele refrão de ‘Waka Waka’ da Shakira? Ou cantarola, de vez em quando, o tema da Coca-cola do início de ‘Wavin’ Flag’, do K’naan?

As versões pra sacodir a bandeira foram gravadas em diferentes idiomas: húngaro, chinês, árabe, grego, indiano, entre outros. Por isso vamos destrinchá-las. Se prepara porque Skank com o canadense na brasileira ‘Comemorar’ é a mais ‘normal’. Ouviu a versão sertaneja de Jorge e Matheus: ‘O Brasil Inteiro Vai Comemorar’? Me-do!

A versão húngara tem repórteres e âncoras da TV pública (Magyar Televízió) – “Nálunk van a labda”, que significa: ‘Nós temos a bola’:

A indiana é interpretada por Justin Timberlake Jasim:

Tem também a árabe, por Nancy Ajram:

http://www.youtube.com/watch?v=S30sqm2gw4Q

Chinesa, de Jacky Cheung & Jane Zhang:

http://www.youtube.com/watch?v=ruK4I8YxDCM

Versão francesa, pelo rapper Fefé:

http://www.youtube.com/watch?v=qlE7m0ADsss

Da Grécia: Professional Sinnerz com Komis:

Haiti: Mikaben

http://www.youtube.com/watch?v=TIiWKTrgtg8

Indonésia – “Espírito de voar”

http://www.youtube.com/watch?v=VGB3gsI-A8Y

Tailândia: Tatoo Color nos vocais:

A gente chegou a uma conclusão: a música oficial Wavin’ Flag serve pra qualquer sentimento ou ocasião. Vai desde a propaganda da Coca-cola daquele refrigerante de rótulo vermelho até ajudar vítimas de uma catástrofe natural, como o ‘Young Artists For Haiti’:

Leia mais

Glastonbury dos ‘covers’ memoráveis e parceria

Foto: Glastonbury Festival (www.glastonburyfestivals.co.uk)

O maior evento musical a céu aberto do mundo, o Glastonbury, terminou no último domingo (27). Achamos um post bem bacana no site da New Music Express (NME) falando de alguns ‘covers’ e parcerias que ocorreram durante o festival, que rolou na cidade de Pilton (Inglaterra), e aí vai a tradução:

“Foram os momentos mais emocionantes da festa, que fechou sua edição de número 40”, escreveu o jornalista Luke Lewis, que cobre o festival para site da revista inglesa NME. O momento mais ‘WTF’, com o perdão da palavra – grifo nosso, ‘Que porra é essa?’ foi pra Shakira e sua versão de ‘Islands’, do The XX.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=YtCsM9SeKP4]

O U2 teve de ser substituído pelo Gorillaz por problemas de saúde envolvendo o vocalista Bono. Mas no show do Muse, o guitarrista The Edge fez ponta no cover de ‘Where The Streets Have No Name’.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=GUkw8sJoY7k]

Keane também pagou homenagem, cover de ‘With Or Without You’.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=BClAvTosFSo]

Florence And The Machine mandou ver no cover de ‘The Chain’, do Fleetwood Mac (banda britânica de rock dos anos 1960)

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=iGr6mkzTSLQ]

Pet Shop Boys reescreveu ‘Viva La Vida’, do Coldplay, e propôs uma versão eletrônica (oi?). [Como retiraram o vídeo que publicamos, mostramos a mesma versão, mas num show no London O2 Arena]

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=uXRse–ysXk]

Não achamos vídeo do Glasto, mas La Roux fez – como na sua turnê – cover de ‘Under My Thumb’, dos Rolling Stones. E Rolf Harris de ‘Stairway To Heaven’, mas pelo que se sabe, este último faz esse cover há quase duas décadas. Por isso, catamos o vídeo de 2009:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=Drb2E-2hArI]

Por fim, a parceria do Scissor Sister com Kylie Minogue para ‘Any Which Way’:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=NnGNQ8DAGrE]

*atualizado em 07/07/2010

Leia mais

Transgressões musicais

O ator Wagner Moura, além de jornalista formado pela Faculdade de Comunicação da UFBa, canta. Sua banda – espirituosamente chamada de Sua Mãe – é composta por ex-colegas da faculdade. Em maio último, lançaram o primeiro CD, intitulado The Very Best Of The Greatest Hits Of Sua Mãe, com shows em Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro.

O curioso dessa banda não é só ter Capitão Nascimento como vocalista: a Sua Mãe mistura The Smiths com Reginaldo Rossi, The Cure com Odair José, Radiohead com Wando. E dá certo. O som é pop, acessível, e a voz é marcante – o que é um ponto comum em todas essas referências dos anos 1980 e início dos 1990 e da música brega (a qual Wagner prefere chamar de “música superpopular brasileira”).

O apelo kitsch à emoção, aos sentimentos, também é característico de todos eles, como podemos perceber tanto em “seja meu amigo / me bata, me prenda / faça tudo comigo / mas não me deixe ficar sem ela” de Rossi quanto no “you’re so very special / I wish I was special / but I’m a creep” do Radiohead.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=5LQEXNqfip0]

Outros artistas também propõem essa experiência de perda de preconceitos. O carioca João Brasil, formado na Berklee College of Music e atualmente cursa mestrado em música em Londres, cria músicas para dançar através de mashups (misturas mediadas pelas tecnologias digitais) de música.

A partir de uma base de funk carioca, por exemplo, ele mistura Rolling Stones, Mc Sapão, Michael Jackson, Daft Punk, Nirvana, Tati Quebra-Barraco e muitos outros. O baiano Tom Zé, por sua vez, usa elementos da música erudita para estudar gêneros como o samba, o pagode e a bossa nova.

É possível afirmar que a música provoca experiências fundadoras no homem? Aristóteles, em seu sistema trágico coercitivo, propunha que a Tragédia grega funcionasse como uma forma de moralização da sociedade. O público, ao acompanhar a trajetória de um personagem com uma falha moral, catarticamente se enriqueceria com essa experiência, de modo a não agir senão segundo a forma costumeira, prevista pelas leis, sob o risco de ter o mesmo fim trágico de um Édipo, cego e sem a sua amada.

Proponho aqui observar uma vivência análoga na música popular, não de modo coercitivo – obviamente este tipo de música de Tom Zé, João Brasil e Wagner Moura está muito mais para transgressor do que para conformador – mas como uma forma de sensibilização artística para um questionamento das padronizações culturais.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=pt5h_g1MRu8]

No limite, a questão trata da interação entre obra e espírito, e pergunta o quanto dela é cognitiva e o quanto é estética – proposta que se aproxima, em certos aspectos, da arte conceitual. Suscita a dúvida se, a partir da compreensão da intenção e do contexto da obra – no caso de um funk carioca, por exemplo, se entendido como expressão rítmica e performática do corpo e da situação social dos morros cariocas; podemos passar a apreciá-lo ou se há um limite estético nisso.

Mas, sobretudo, quero dizer: será que uma postura amigável no ouvir bandas como Sua Mãe podem provocar uma nova compreensão do brega, que é um gênero tão estigmatizado mas pouco pensado como experiência estética? Será a intolerância a certos estilos musicais uma reprodução num universo micro dos choques identitários entre indivíduos formados em campos sociais, culturais, econômicos e políticos diversos?

É necessário perceber que, além de conceitual ou formalista, a percepção da arte tem um viés social. Pierre Bourdieu nos esclarece muito dessa questão ao chamar atenção para a dimensão social do gosto, isto é, que muito da nossa fruição estética e cognitiva está relacionado com o jogo social de aparências, de posições de poder e de distinção cultural, e que devemos perceber essa relação para poder questioná-la sempre que quisermos.

Trata-se de reavaliar preconceitos que são herdados sem nenhuma contestação, de pluralizar identidades ao invés de apenas reforçar as já dadas, de saber por que se legitima socialmente a bossa nova e não o pagode, o rock inglês e não a música superpopular brasileira.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=hubD31XaHqU]

Leia mais

Pogo: música eletrônica a partir de fragmentos sonoros

Não… Não estou falando daquele brinquedo idiota que serve de material pra uma vida saudável, uma videocassetada ou até mesmo um instrumento para uma obra artística.

Muito menos nos preocuparemos em escrever sobre aquelas rodinhas suicidas dos shows de punk-rock ou de um crepe de festa fantasiado de cachorro-quente que a wikipedia me mostrou.

Não, meninas e meninos, esse post é sobre o DJ Pogo. Se você o conhece, obrigado pela visita; se não, comece a se sentir feliz com a descoberta.

Sem revelar seu nome real, Pogo é um cabo-verdense de 22 anos que mora em Perth, capital da Australia, e começou seus experimentos na mixagem com o jogo “Music 2000” do Playstation. Pouco tempo depois, o rapaz descobriu o poder dos samples e teve como ferramenta de trabalho os softwares de edição: Adobe Audition e o FLStudio.

O reconhecimento veio na web a partir de 2007, quando seu trabalho Alice saiu do seu iPod para o YouTube. E, se não tivese sido tirado do ar por direitos autorais da Disney, já teria ultrapassado a antiga marca de 3 milhões de acessos – ano passado, com Up, ele fez freelance para Pixar e, esse ano, com Toy Story 3.

O material bruto dos seus experimentos são pedacinhos sonoros de filmes, músicas ou do cotidiano, que são rigorosamente selecionados, escutados e, quando necessário, modificados – “adiantar ou atrasar um compasso pode mandá-lo à mediocridade ou a perfeição”, diz em seu site oficial.

Enquanto a construção quase homeopatica das faixas podem durar dias ou semanas, os vídeos, entretanto são feitos numa media de dois dias. Alguns resultados estão logo abaixo.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=TQuqeLBTetA]

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=cBN-CAhOYQ0]

* * *

Pogo recomenda:

Experimente mais Pogo no seu canal oficial e não oficial do youtube e conheça-o melhor em seu site.

Leia mais

Um ano sem Michael Jackson em cópia, passinhos e homenagens

Todo mundo já sabe que, há um ano, Michael Jackson deixou um vazio no mundo pop. Ele encerrou um reinado para ficar eternizado, e um legado para as gerações seguintes.

Para o resto da vida, você vai se lembrar onde estava e o que fazia no anúncio de sua morte.

Nesse post, reunimos quem copiou o artista e quis homenageá-lo, fazendo versões para suas músicas e clipes.

  • ‘Baby’, de Justin Bieber, é cópia de ‘The Way You Make Me Feel’

Aquela velha história da conquista ‘pop’: o cara tá afim da mina, sai atrás dela, ela não quer nada, esnoba, ele canta e dança, ela cai na lábia… Veja o vídeo comparando os dois clipes na montagem do Portal R7:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=NaeRYCvUC1U]

  • Phill Collins e a paródia de ‘Black or White’ no clipe do Genesis

Em Black or White – que tem a participação do então ator-mirim Macaulay Culkin, Michael protagoniza dancinha ao lado de pessoas de diferentes etnias. Ele faz um solo desengonçado que não chega aos pés do momento #vergonhaalheia de Phill Collins e sua paródia no vídeo abaixo. A partir do minuto 4:16, Collins incorpora o astro e manda ver:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=uBhCiu3qLy0]
  • Pomplamoose deixa ‘Beat it’ mais indie

Esqueça a megaprodução do Rei do Pop. Imagine um clipe ‘bem feitinho’, produzido em casa, e ainda assim surpreendente. A banda Pomplamoose, da vocalista Nataly Dawn (mescla de Dido com La Roux) conseguiu deixar ‘Beat It’ numa versão mais lenta pra indie nenhum botar defeito.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=meT2eqgDjiM]

  • Presos e Garner  fazem coreografia que revolucionou o videoclipe

Só no upload original, o vídeo de ‘Thriller’ que reúne 1.500 presos filipinos – e seus uniformes laranjas – já foi visto por 42 milhões de pessoas ao redor do mundo. Baita homenagem! Mas há uma cena de filme que me marcou mais do que ver essa galera toda reunida.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=hMnk7lh9M3o&feature=player_embedded]

Há uma cena em “De repente 30” em que a personagem de Jennifer Garner chama um povo pra dançar, e muita gente fica com vergonha porque sabe a coreografia. (Ê geração Anos 80!)

E faz pensar: foi com base nesses passos que  artistas pop da atualidade, como os Justins Bieber e Timberlake, Britney Spears, Madonna e Lady GaGa se inspiram e trazem, em cada clipe, novas danças – que depois viram diferentes virais pela internet e motivo de premiação em canal brasileiro.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=hhbYxXg7p-A&feature=related]

Leia mais