"Enxergo a cena injusta", diz Thyago Furtado em papo com Phillip Nutt

Phillip Nutt e Thyago Furtado são os convidados do podcast desta terça-feira (30.05), quando falam sobre suas incursões pela música brasileira, por vezes cantando em inglês, enquanto o mercado consome as faixas de amor vindas exclusivamente do sertanejo e, das batidas, do funk. “Enxergo a cena como injusta porque a gente está em um período que dá a possibilidade de fazer música, independente de uma gravadora”, afirma Furtado.

Furtado vê essa onda de segmentação como uma parte ruim de se fazer parte do jogo. ‘”Música pra mim é arte. Existe diferença entre você compor e fazer batida. Pensar na música como um todo é um trabalho totalmente diferente. É como se você tivesse seu trabalho jogado fora porque o mundo não espera. Ouço das pessoas, falando que tenho de ficar orgulhoso porque é um material muito legal. Mas até quando posso segurar porque é a vez do funk?”, explica, dizendo que dá muito mais trabalho quando você não faz a música do momento.

Nutt parabenizou a iniciativa da Universal Music ao assinar contrato com a cantora Mahmundi. “Existe um comodismo das majors porque determinado gênero funciona. Achei do c… quando vi que assinaram com ela (Marcela Vale) porque faz um pop diferente do de Anitta, Iza, Ludmilla. Tem espaço pra todo mundo. O som da Mahmundi, as letras, a meodia e a harmonia podem muito bem conversar com as classes C e B. Falta aquela vontade de botar fé no que é novo”, analisa.

Depois do lançamento de seu primeiro EP, “Paranoia”, lançado em setembro de 2016, Thyago se debruça na produção de um álbum cheio. “Até para ter um repertório e não ficar nessa de: ah, tenho cinco músicas e cantar dos outros. A ideia é poder formatar um show que tenha mais a ver comigo enquanto artista “, desabafa. “O que quero fazer agora é puxar para o folk e menos eletrônico. Quero fazer o que chamo de músicas de inverno porque funciono melhor melancolicamente falando do que feliz”.

Com singles soltos já lançados (entre eles “Ponderar” e o remix de “Essa Tal Liberdade”, com Zebu), Nutt também sonha com o primeiro disco de inéditas ou um EP. “Cogitei alguns formatos, mas acho que com esse lance das plataformas digitais, com o single você pode ver muito mais que caminho deve ir”, explica. “Ouço de tudo, desde O Grande Encontro até Bruno Mars, e ponho jazz antes de dormir. Tenho muita influência e muita coisa. Acabo colocando isso na minha música (…) Pessoas podem achar que as músicas são diferentes, tenho muitas referências e gosto de experimentar e fazer música de diferentes formas”. Eles participaram ainda dos quadros Perguntas Esdrúxulas, Rapidinhas (temático) e, claro, Caderno de Perguntas.Play!


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Plutão já foi Planeta: "Por estar na TV, acham que virou rico e famoso"

Natalia Noronha e Khalil, da banda Plutão Já foi Planeta, são os convidados desta semana do poscast Aos Cubos, no ar nesta terça (23.05), disponível nas plataformas digitais (Soundcloud e Podcasts, da Apple). A banda, que participou do reality “Superstar”, da Globo, no ano passado, lança seu disco “A Última Palavra Feche a Porta” pela Slap – selo indie da Som Livre, de um contrato que veio logo após a passagem pelo musical.

Segundo o baterista, realities em geral têm a capacidade de jogar algo para cima ou o inverso. “É muito fácil disso acontecer, seja um BBB ou qualquer outro. Atinge algumas pessoas, mas você é esquecido ou apagado na sequência. É comum. Muita gente acha que, só por você ter chegado nesse ponto, sua vida está completamente linda, virou rico e famoso. Não é bem assim. Você sai e tem que continuar trabalhando. Rolou uma posição bacana, mas não o suficiente para relaxar. (…) A gente deu um duraço, se f… se deu bem. Mas tem que trabalhar muito ainda”, conclui Khalil.

Participar do reality somou muito e deixou um saldo positivo, segundo a vocalista. “A gente precisava de um upgrade. O programa foi exatamente isso. Chegamos a muitas pessoas muito rápido, o que reverteu em shows e acessos nas redes sociais”, explica. “Logo, a gente pegou um timing legal e lançou disco quando estava com mais gente conhecendo”. Álbum este que ganhou participações de Liniker e Maria Gadú.

Como surgiu a banda e influências são as coisas que eles mais detestam responder, mas “por que o nome?” e “o que vocês vão fazer caso Plutão volte a ser um planeta do sistema solar?” são as perguntas mais recorrentes respondidas pelo quinteto de Natal, que acaba de se mudar para São Paulo – muito em partes para colocar o disco na rua (ensaiar, fazer shows e mais), como dizem no meio musical. Os dois falaram ainda sobre os tempos de adolescência, a saudade de casa, além de trabalho. Eles participaram dos quadros Perguntas Esdrúxulas, Rapidinhas (temático) e, claro, Caderno de Perguntas. Play!


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"Tem que orkutizar o topless", diz Titi Muller em papo com Didi Effe

Titi Muller e Didi Effe são os convidados do podcast Aos Cubos, disponível nesta terça-feira (16.05) nas plataformas digitais. Femininja assumida, a apresentadora do “Anota Aí”, do Multishow, afirma que foi uma delícia gravar em Portugal, cuja estreia está marcada para 2 de junho no canal pago.

“Tem mais é que orkutizar o topless. Fiz um manifesto, não sei o quanto disso vai entrar na edição. Por que brasileira vai para a Europa e a primeira coisa que faz é botar os peitos de fora? Porque aqui não pode”, comenta, dizendo que pode estar -12º de temperatura, mas as brasileiras não desistem.

As coisas mais ‘uou’ dessa nova temporada não são muito publicáveis, segundo ela. Enquanto Didi odeia falar sobre idade (apesar de revelar no Caderno de Perguntas), entre as coisas que Titi detesta responder estão os lugares que gostaria de ir. A apresentadora tem um jeito de driblar essa questão: “gostaria muito de ir em algum lugar do planeta terra em que uma mulher se sinta segura, andando na rua sozinha à noite. Nunca fui”.

No segundo semestre, Titi estará – ao lado de Fernanda Souza e Eduardo Sterblitch – no “Humoristinhas”, nova atração do Multishow. “Quando me falaram fiquei meio assim por se tratar de um programa de humoristas infantis. Nas últimas gravações, fiquei deslumbrada, encantada, arrebatada e muito otimista com o futuro dessa nação, que está na mão dessas crianças. Eles estão dando um tapa na nossa cara de empatia, noção de mundo e sororidade. É muito f*…”, avalia. Ela também contou sobre o livro que está escrevendo, que faz um paralelo entre viajar a trabalho e a passeio.

Didi estará à frente da transmissão ao vivo do Billboard Music Awards (ao lado de Fernanda Braz), no Facebook da TNT, este domingo (21.05). Começa às 20h30, e promete performances de Miley Cyrus, Cher, Celine Dion, Ed Sheeran, Nicki Minaj, Imagine Dragons, Bruno Mars, Drake, Camila Cabello e John Legend.

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Quadros
Se pudessem escolher alguém para entrevistar, vivo ou morto, Didi iria de Madonna e David Bowie, enquanto Titi apontaria o microfone para Paul McCartney e John Lennon. Agora, se eles tivessem que perguntar algo sobre si, não passariam vontade. “Perco até o interesse”, brinca Didi. “Eu já falo tanto. Às vezes me perguntam abacaxi, eu respondo banana porque quero falar de banana. Quando me fazem uma pergunta que quero muito falar sobre, eu vejo e estou solando há uma hora e meia”, conclui Titi.

Os dois ainda lembraram os áureos tempos de MTV Brasil, onde começaram juntos nos idos de 2008. “Era muito anárquico, mas muito f… ter passado pelo final, foi muito triste. Foi como acompanhar a metástase de um amigo querido”, explica Titi. “Mas ao mesmo tempo muito orgulho de ter apagado a luz”, complementa Didi. “A gente segurou este caixão, vestido de Paquitas”, arremata ela.

Os dois falaram ainda sobre os tempos de adolescência, os micos na hora H e muito mais. Além de falar de trabalho, eles participaram dos quadros Top ou Flop (cujos assuntos estão elencados abaixo), Perguntas Esdrúxulas, Rapidinhas e, claro, Caderno de Perguntas.


TOP OU FLOP
Neste quadro, a gente apresenta alguns temas variados. Qual sua opinião?

https://goo.gl/Qmt0UC – MTV põe fim à premiação por gênero e os prêmios de melhor atuação ficaram para o sexo feminino, com vitória de Emma Watson (por Bela, da live action “A Bela e a Fera”) na categoria filme e Millie Bobby Brown (Eleven de “Stranger Things”) na categoria série.

https://goo.gl/wfpaBT – Saiu a programação da Virada Cultural 2017. Entre os shows confirmados, artistas que já passaram pelo podcast (alô, alô Jaloo, As Bahias e a Cozinha Mineira, Baleia e Luiza Lian!). No palco, entre as avenidas Ipiranga com a São João, confirmou Gretchen, Molejo e É o Tchan!

https://goo.gl/imXPMo – Funerais com temática de super-heróis têm se tornado tendência nos EUA e Inglaterra. (Pessoas vestidas de Batman, Tartarugas Ninjas, Star Wars, Mickey Mouse e outros personagens). O clima solene e tristonho está perdendo espaço para um espírito mais ‘divertido’, mas sempre respeitoso, claro!).

Essa semana foi lançado o documentário “A Imagem Da Música”, que conta a história da MTB Brasil desde seu nascimento, auge e decadência. Tem entrevistas com músicos, ex-vjs e até nomes de artistas gringos, como Aerosmith, David Bowie e Robert Plant.

Por fim, a volta de Miley Cyrus, lançamento dos discos de Harry Styles e Paramore. e o novo clipe da Katy Perry.


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"Acredito no poder de cura do amor", afirma Ana Muller

Ana Muller é a convidada do podcast Aos Cubos, que foi ao ar nesta terça-feira (09.05). Na segunda temporada, este é o 18º programa. A artista dedicou o EP às pessoas com problemas psiquiátricos e em depressão, hoje serve de exemplo para quem passa pelos mesmos problemas. “Cheguei a pesar 36 kg, estava doente. Meus fãs acompanharam de perto, então nada mais justo. Aos poucos, as doenças precisam ser faladas para ser compreendidas”, avalia.

“Acredito no poder do amor, ele tem um poder de cura fanstástico. Amor romântico, de amigo, de família. A falta desse amor é que causa a depressão, em especial a do amor próprio”, exemplifica, dizendo que desconhece outros artistas que falem abertamente sobre o tema. “Não sei se me considero corajosa. Sempre fui uma pessoa que já chega com os dois pés na porta. Não nasci para ficar me escondendo”, comenta sobre falar abertamente sobre orientação sexual.

Antes da internet, Ana afirma que “não lacrava” em nada. “Essa parada de fã é muito estranha porque sempre fui impopular, a pessoa esquisita, que ficava lá atrás, no fundo e não ter muitas amizades ou estar naquela turma descolada. Eu era justamente o contrário”, recorda.

Como na música, Ana diz que já teve alucinações. “Pra mim, é elucidação. Já tive algumas, por exemplo, pelo uso da ayahuasca (santo Daima), em que fui para uma dimensão completamente diferente”, exemplifica. Ela toma o chá há oito meses e comenta que a primeira vez foi perturbador. “Comigo foi muito forte porque tenho 25 anos e durante 24 tive uma depressão muito profunda, que tratamentos, remédios, psicólogos e terapia não resolviam”.

Ela explica que teve períodos de melhora, mas já havia decidido acabar com a própria vida. Esta seria sua última chance. “Me reencontrei. Em 1h30, me descontruí e descobri coisas a meu respeito que 24 anos de remédio e terapia não resolveram. Sua cabeça vira um turbilhão. Você começa entender e vem um sentimento de paz e gratidão. Minha vida mudou completamente”. Depois da experiência, Ana compôs uma música chamada “Mundo Novo” que fala sobre esse despertar: “de a gente reclamar muito do mundo e não fazer nada para mudar”.

Desorganização e fome são coisas que tiram Ana do sério. E se diz muito metódica “Quando vou ver, penso: que coisa insuportável. Eu tenho métodos. Se não seguir aquilo, vai me dando uma aflição. Às vezes, a gente vai fazer um show, vou para o hotel, e tenho que organizar as coisas. Vou tirando a roupa e dobrando, coloco em cima da pia, sabe? É muita mania que eu tenho”, ri. “Se ficar com fome, a minha fisionomia muda e é incontrolável e tudo pra mim tá ruim”, afirma, dizendo que entre suas comidas favoritas estão frango com quiabo e fígado acebolado.

Ana é capixaba, mora em Vitória (ES), tem mais de 13 milhões de views e 170 mil fãs nas redes sociais. A cantora responde com sinceridade ao Caderno de Perguntas e Perguntas Esdrúxulas, lembra casos da adolescência, e – claro – fala de coisas sérias no último bloco, direcionado ao trabalho. Play!

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TOP OU FLOP
Assuntos interessantes e que deram o que falar na semana:

https://goo.gl/4xAwtH – Dia em que Simone e Simária viraram Simone e Maraira (Simária, corrige o Louro) no programa da Ana Maria Braga.
https://goo.gl/fXYnOF – Belchior (o fato dele ser genial inocenta ele ter abandonado as filhas e deixado de pagar pensão alimentícia? Dá pra separar a Obra do Artista?)
https://goo.gl/K0NLpM – Passagem do Maluma pelo Brasil
https://goo.gl/wbqzei – Estreia de Tieta no Canal Viva (Você é a pessoa mais nova da mesa, quais foram as novelas que te marcaram?)
https://goo.gl/nEIGZb – Famosos que gostam de compartilhar fotos de momento de intimidade com o companheiro


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"Me tornei uma pessoa mais visual com o tempo", afirma Jana Rosa

Jana Rosa e a amiga, Mel Harden, são as convidadas do podcast Aos Cubos (17º episódio, da segunda temporada), que foi ao ar excepcionalmente nesta quarta-feira (03.05). “Me tornei uma pessoa mais visual com o tempo e menos das letras. Não leio nada, nem uma legenda. Agora, fico vendo o stories como se fosse uma TV, meu cérebro tá um lixo, não lembro de nada”, analisa. “Antes lia pelo menos um livro por mês, agora nem sei”.

A antiga apresentadora da MTV escreveu dois livros com Camila Fremder (“Como ter Uma Vida Normal Sendo Louca” e “Enfim, 30”). Ela não tem planos de escrever outro por agora, mas vai encorajar a parceira de confidências a canalizar seu lado mãe para as páginas de um novo. “Ela tem várias histórias maravilhosas, já implorei pra ela escrever sozinha”, ri.

Mel é uma das melhores amigas de Jana, trabalha com Marketing de Moda, e está com um novo projeto: fotografar tudo o que come. O portfólio está no Instagram: @apenaslanches. “Outro dia comi um pastel de hot Dog. Tinha tudo… batata palha e purê. Quanto pior, melhor”, brinca.

As duas ainda falam sobre os crushes da adolescência, como foi o primeiro beijo e de suas paixões pela música pop. Jana, por exemplo, era fanática pelo Hanson.

As duas participam dos quadros Top ou Flop, Caderno de Perguntas, Perguntas Esdrúxulas, e Rapidinhas (temático galãs e TV). Jana comenta ainda sobre sua incursão no mundo dos podcasts, com o de sua loja (Agora Que Sou Rica) e o Festas que Não Fui, e sua vontade de levar o Copan Fashion Show para as passarelas. Mas é só brincadeira interna, dos moradores do prédio na região central da capital.


TOP OU FLOP
Temas que dão o que falar…

https://goo.gl/lla7wn – Uma menina estava sofrendo no seu quarto e o irmão passou uma cartinha por debaixo da porta, falando que adolescência vai até os 22 anos e TPM não tem cura. Na internet ganhou o nome de: Menstruation

https://goo.gl/zvoeev – A Disney anunciou que 2019 terá o novo filme “O Rei Leão”, “Vingadores 4”, “Toy Story 4”, “Frozen 2”, “Star Wars Episódio IX. Remakes e sequências: top ou flop?

https://goo.gl/chb55n – O “Kissenger” permite a troca de beijos com o crush via internet, por meio de uma “almofadinha” que reproduz os movimentos da boca.

https://goo.gl/myyr20 – Um café no Japão, chamado “Naturalia”, pretende ser uma zona livre de maquiagem e outras intervenções estéticas. Eles não contratam mulheres maquiadas, fumantes ou que já trabalharam anteriormente em boates e cabarés. E aí?

Quer deixar um top ou um flop pra alguma coisa que a gente não perguntou? podcast@aoscubos.com!

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Filipe Catto prepara show voz e violão; Bruna Caram quer cinema

Filipe Catto e Bruna Caram são os entrevistados do podcast Aos Cubos desta terça-feira (18.04), no 15º episódio (no ar pela segunda temporada). O cantor revelou que está trabalhando em um show de dois violões, chamado “Over”, que vai estrear ainda este ano. Já Bruna vai correr o Brasil com seu recém-lançado “Multialma” e adoraria se dedicar ao cinema – uma vez que começou o ano nas telinhas, na minissérie “Dois Irmãos”, da Globo.

“Finalmente vou fazer um show que há muito tempo queria fazer. Pedro Sá comanda um dos violões. Não é nem intimista, é absolutamente virtuoso. Tem uma coisa camerística que eu gosto. Estava com saudade do silêncio. Cheio de espaço, ele é tão delicado, chic, que se torna agressivamente over. As letras ficam arranhando a cara da galera”, ri. O repertório ainda está sendo montado, mas vai ser uma seleção de best of e coisas que gosta de cantar em versão minimal.

Já Bruna, que gravou a minissérie global há dois anos, está trabalhando o disco desde o início do ano, quando começou a turnê e tem outros projetos na manga. “Estou escrevendo um próximo livro, ‘Pequena Poesia Passional’, e meu sonho ideal seria ficar na estrada até o meio do ano e pegar um papel no cinema. Gostaria muito mais do que fazer um papel na televisão, mas estou super aberta”, comemora Bruna.

Tanto Bruna quanto Catto preparam-se para lançar clipes. O dele, para “Do Fundo do Coração”, sai no fim do mês. O dela, para “Par” (parceria com Chico César), lança nesta quinta (20.04), com direção de Yuri Pinto (editor de “Dois Irmão” e colaboração de várias pessoas da série. Foi gravado em Paquetá, no Rio de Janeiro. “História de amor romântica, assistam”, explica Bruna.

Logo que começou o programa, Catto teve a ideia de desafiar André Aloi, Victor Albuquerque, Luis Coutinho e Bruna no STOP!, com assuntos que puxou na hora: Meme, filme ruim ou novela, subcelebridade e diva gay. Pra saber quem ganhou, dê o play! Eles ainda participaram dos quadros Perguntas Esdrúxulas, Caderno de Perguntas e Rapidinhas… Também falaram sobre coisas sérias – algumas nem tanto assim.

Entre outros temas, a conversa girou em torno de Sertajo, cena indie, Patrícia Marx, Backstreet Boys, RuPaul’s Drag Race, Gretchen, Família Dinossauros e o vídeo de Maria Bethânia, falando sobre sua adoração por cadernos. Ah, e para Catto, Xuxa e Britney são mitos. Cher não conta, né? Afinal, ele vai comemorar seu aniversário de 30 anos no show da diva mór, em Las Vegas, ainda este ano.

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TOP OU FLOP
Se interessou pelos assuntos do programa desta semana? Veja a lista:

  • https://goo.gl/s7if9i – Campeonato de Pole Dance, na China, quer virar esporte olímpico.
  • https://goo.gl/mkvecl – Metro: lista do Fachin virou line-up do Coachella.
  • https://goo.gl/P0RsxK – Estreia do programa da Tata Werneck no Multishow.
  • https://goo.gl/kkp9rz – 25 expressões da cisma dos brasileiros com cu.
    Site dos menes, menes das coisas com sentimento (ex vinho seco).
  • https://goo.gl/y8gaev – A Matel vai deixar de produzir a amiga cadeirante da Barbie!

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FORTALECIMENTO DA MPB
Entre as perguntas enviadas para discussão, está: “Como a MPB pode se fortalecer?”.
“A MPB precisa fazer isso no seu próprio nicho. A gente não tem que disputar com Mayara e Maraísa. Mas se fortalecer porque falta, para os artistas da nossa geração, ter consciência de que só um trabalho coletivo vai ter penetração no grande mercado. O mercado não vai comprar um artista da MPB. Vai comprar ideia de uma nova cena, renovação”, diz Catto. “Lindo isso. A gente está começando a se unir mais e conscientizar. Essa geração que a gente venera, dos anos 70, era muito unida”, concorda Bruna. Ouça por volta de 1h45!

Filipe diz não se incomodar com antigas comparações com Ney Matogrosso. “É uma questão muito externa. E acho que me compararem com ele é a mesma coisa que compararem a (Maria) Bethânia com a Cássia só porque as duas têm voz grossa. É um elogio que me dão. Estou c… para essa comparação. Adoro o Ney, pra mim é alguém que gosto de estar perto e me interessa enquanto pessoa e artista, mas ele é um alien, um Bowie, uma Cher. Está acima de tudo”. (1h37)


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"Não me chamem de diva, mas de militante", afirma Mulher Pepita

Mulher Pepita é a convidada de estreia da segunda temporada do podcast Aos Cubos, que vai ao ar nesta terça-feira (04.04). A cantora de funk carioca falou sobre diferentes assuntos, de sexo a namoro até como se enxerga na cena da música atual. “Eu acho que a bandeira não é só um arco-íris, ela tem que ser respeitada. Se respeitam de time e país, por que a minha não podem respeitar? Não sou só uma perna, uma bunda, sou muito mais que isso”.

Para a cantora, a parada Gay tem que pisar de verdade, não ser apenas um Carnaval. “Tem que pisar e deixar a sua marca de verdade”, argumenta. “Eu até aceito um hetero me julgar, mas uma gay é uma vergonha. Me dá uma liberdade para falar o que preciso. Não quero ser chamada de diva. Me chama de militante porque um dia vou te chamar de meu soldado”, define seu lema.

Pepita também anunciou que está gravando um single com Valesca Popozuda, que será lançado em breve. Sem dizer o assunto que vai abordar na música, arrematou: “Vai ser uma surpresa, vocês vão gostar. Vai ser uma música muito bacana”. Para ela, a faixa já pode ser considerada hit pop. “Tudo o que sai da boca da Mulher Pepita vira hino”, acredita.

Pepita não é adepta de ouvir música no celular. “Eu gosto de caixa grande, colocar o som no talo. Quando o vizinho fala: ih, vai começar”. Mas quando está em casa, gosta de ouvir Valesca Popozuda, Maiara & Maraisa, Elis Regina, Jorge Vercilo, Maria Gadu. Mas nada de esperar um banquinho e violão de sua parte. Pepita convidou uma drag, que participou recentemente de “A Fazenda”, para gravar uma nova música. Será que ela vai topar? O nome é “Sou Mulher Evoluída”. Uma dica: “ela ficou linda, mas não mudou o nome”.

Por falar no reality da TV Record, ela afirma que participaria numa boa. Já pensou? Fábrica de memes! “Eu sou muito pé no chão. Esse é o momento da Mulher Pepita… Sabe-se lá se daqui um ano eu vou ter uma história para contar. Fui militante, falei sobre isso e aquilo. Consegui fazer pessoas rirem, algumas mais feliz. Seria uma coisa muito bacana”. As pessoas confundem a origem de seu nome no funk. Ela foi dançarina e daí veio o nome: por causa do funk do Mc Ricardinho. “As pessoas acham que eu caí no funk em dois dias. Tenho história como dançarina do Didô, Cris e Copinho há bastante tempo”, pontua.

Ela comentou ainda a origem de seu famoso “RANNNNNN” e esclareceu que o correto, na música com Lia Clark (“Chifrudo”), é p.. no c* do mudo. “Aquele que não fala. Toma p… no cu e fica quietinho e fica muito feliz”, ri. “É p… no c* onde quiser. Da inveja, do recalque, dos inimigos e do preconceito. A Igreja glorifica de pé”, ironiza. A gente estreia ainda o novo quadro, chamado “Top ou Flop”, com assuntos da semana. Play!

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AGRADECIMENTO
Como na primeira temporada, surgiu de forma natural a conversa regada a muito Doritos, a partir deste episódio, nesta segunda temporada, a marca de salgadinhos da Pepsico mandou um monte de pacote pra gente não ter que se preocupar. Pode acabar o assunto, mas não o Doritos! Olha como a gente tá se sentindo:

Alô alô Thiago Pethit… Em algum programa a gente vai te ligar e você vai ter que falar o nome da marca, hein? hehehe

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Especial Carnaval: "Sexo sem amor não tem graça", afirma Pabllo Vittar

Enquanto a segunda temporada não chega, a gente traz Pabllo Vittar, a cantora drag que ficou conhecida como a vocalista do programa “Amor e Sexo”, da TV Globo, para falar sobre Carnaval (inclusive, ela foi musa do bloco Pop do K7, em SP no último fim de semana). Junto dela, o DJ e produtor Rodrigo Gorky faz uma participação especial, falando sobre seus próximos trabalhos ao lado da própria Pabllo (o PV 2), além de Alice CaymmiDeise Tigrona e Luiza Possi.

QUEM VOCÊ QUER QUE A GENTE CHAME PARA A 2ª TEMPORADA? OPINE!

Entre amor ou sexo, como diz o programa que ela faz parte, na Globo, ela diz que prefere o segundo. “Sexo sem amor não tem graça. Tem que ter os dois. Eu sou (do signo) de escorpião, se não tiver amor pra mim nem rola”, defende. “Amor não precisa ser aquele que você vai transar hoje e vai casar. O amor está no carinho, no afeto, no jeito que faz o sexo”. Ela concorda que pode haver sexo sem compromisso, mas ainda carregado de amor. Ela adora um daddy (como diz a tatoo em sua perna), mas não desperdiçaria a chance com Shawn Mendes. E olha que ela deixou os apps para 2016, hein?

Nas Rapidinhas, surgiu uma pergunta: Globeleza com roupa ou sem roupa? “Como ela quiser”, brinca. Se ela fosse dona de um bloco de Carnaval, chamaria “Vadia Todo Dia”. Por volta dos 15 minutos… pois é, não tem nome melhor! (Como diz a letra: “Eu não espero o Carnaval chegar pra ser vadia, sou todo dia, sou todo dia”, no feat. com Rico Dalasam). Na sequência, falou que passa mal mesmo é por um crush que ela prefere não revelar.

Por volta de 5m20s, ela ainda respondeu se antigamente preferia os programas da MTV “Fica Comigo” (com a chefa global Fernanda Lima) ou “Beija Sapo” (de Daniela Cicarelli). Se tivesse que escolher entre uma maratona no Netflix ou um open bar, faria um acompanhado do outro. Aproveitou para dar uma dica: está viciada na série de animação “Rick and Morty”, disponível na plataforma de streaming.

Sobre Carnaval, ela comentou se prefere bloquinhos de SP ou os blocos cariocas. O que será que ela respondeu? Lembrando que a gravação foi bem antes de ela participar do bloco Pop do K7, no último fim de semana, em SP. Ainda fala sobre sua experiência no Carnaval de Salvador, no ano passado. Pabllo também teve de escolher entre catuaba e cerveja. Qual bebida combina melhor com essa festa popular? E o melhor: qual filme de diva ela prefere: “Crossroads – Amigas para Sempre”, de Britney Spears, ou “Glitter – O Brilho de Uma Estrela”, de Mariah Carey. No minuto 10!

Entre outros assuntos, a cantora disse que escreveu música para o boy (seria ela a Taylor Swift brasileira?), com qual objetivo levaria uma drag de RuPaul para uma ilha deserta e como gosta de dormir (enrolada como uma serpente. Entenda!). Comentou ainda sobre os haters, o disco novo, o amor pelo Diplo e o desejo de retomar seu Vlog no YouTube.

Até a segunda temporada, que estreia em março!


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SILVA quer ficar longe de carão e diz que enjoou de nude: "recebi tanto"

Lucio Silva de Souza, ou simplesmente SILVA, é o convidado do podcast esta semana, encerrando nossa primeira temporada. O músico acaba de lançar um disco em que canta clássicos de Marisa Monte. Inclusive, ele contou com exclusividade que o lançamento do show no Rio de Janeiro, programado para 2017, terá a participação da musa. O cantor ainda apresentou duas músicas em versões acústicas: “12 de Maio” e “Feliz e Ponto”.

Por conta da produção do disco e divulgação do álbum, além de ensaios do novo show, o artista que ainda mora em Vitória (ES) esteve em SP durante algumas semanas e se viu incomodado pelo carão e o clima blasé. “Gosto dessa coisa tão rara, que é estar no meio de amigos, às 4 da manhã… tenho saído muito em SP e odeio carão. Não tenho paciência”.

img_0170Respondendo se preferia Black Tie ou Nude, ele diz que começaria em um, terminaria no outro. “Eu enjoei de nude, recebi tantos esse ano… no Snap, recebi alguns incríveis, outros nem tanto. Acho legal essa coragem (de mandar foto). Eu demorei muito pra mandar. Viajando, você tem que manter o interesse. Nude é uma coisa que banaliza. Parece que com esse discurso você não manda porque não está com o corpo em dia. Mas até corpos incríveis enjoam”, diz ele. “Sinto falta dessa naturalidade. Às vezes, você bate o olho em alguém e ela é tão incrível, tem a auto-estima tão grande, que vale mais do que um corpo com 0% de gordura”.

Se tivesse de escolher algum artista para homenageá-lo, ele brinca, definiria Ludmilla. “Meu sonho. Sério, ela é mais legal que as outras cantoras porque tem uma parada assim (meio high/low). Do lado da minha casa em Vitória tem funk, escola de samba (Pega no Samba), que é um inferno. Igrejas evangélica e católica, terreiro. É uma bagunça. Quando ela lançou ’24 Horas’, aquilo tocava em todos os cantos. Até minha avó cantava. Ela tem uma parada do gueto, baita compositora e canta pra c… Ludmilla, sou seu fã”.

O cantor falou que detesta ter de responder suas influências musicais e ainda revelou que sua diva pop favorita é Amy Winehouse. Ele prefere Britney Spears a Christina Aguilera e demorou a aceitar e gostar de Ariana Grande. Se pudesse escolher um superpoder, gostaria de poder ler os pensamentos. “Entrar na mente e descobrir o que as pessoas pensam é mais legal (do que flutuar)”, analisa. Ainda que não seja um bom chef de cozinha, prepararia algo para Caetano Veloso.

Dentre todos os tipos de música, ele que tem formação erudita, odeia as de balada Gay. “Tribal é o pior gênero da música eletrônica que ja inventaram”, condena. E com quem ele tiraria uma selfie? Segundo ele, a gente vive para esperar um novo Michael Jackson. “A pessoa que mais se aproxima disso é a Beyoncé, e não tenho essa coisa de diva pop. Tenho admiração pelas pessoas cuja musica é f… Não sou fã da dancinha dela nem do figurino. E sim da sua música. Ela canta pra c…, sempre faz coisas interessantes! Os discos podem nem ser number 1, mas sempre interessantes. Se a visse ao vivo, ia pagar muito pau. Kanye West não ia falar porque acho ele escroto, apesar de ser fã”.

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As Bahias e a Cozinha Mineira fala sobre disco novo e festa das lyndas!

As Bahias e a Cozinha Mineira é a banda convidada do podcast dessa semana. Raquel Virgínia, Assucena Assucena e Rafael Acerbi falaram sobre o processo criativo de seu novo disco, “BIXA”, e – de uma forma leve e sem neuras – todo o lance de aceitação trans. Quem participou, por telefone, foi a também cantora MC Linn da Quebrada, que fez uma pergunta bem capciosa para as vocalistas: “qual foi a transa mais esquisita/estranha delas?” (por volta de 49 minutos). Play!

img_9533Essas duas divas brasileiras falaram de uma forma superdidática sobre aceitação trans, o que elas detestam responder (no quadro Perguntas Esdrúxulas), e como deve ser a abordagem das pessoas que têm dúvidas. “Já perguntaram se mijo sentada ou em pé… Para que você quer saber?”, retrucou Assucena (próximo dos 16 minutos). “É uma novidade (para a sociedade). A gente invadiu lugares que as travestis geralmente não estão. Todas as curiosidades que as pessoas têm em relação a isso, tiram com a gente (ouça por volta dos 14 minutos)”.

No próximo domingo (18.12), elas armam a festa Feshação, com participação de Liniker e Tássia Reis, no Carioca Club, em São Paulo. “A gente quis colocar a galera LGBT para ocupar estes espaços populares porque, quem frequenta são (o público) de Racionais a Mumuzinho. Uma das coisas que a gente lutou foi para que, pelo menos, a pista, fosse uma coisa só (sem divisão de gênero)”, explica Raquel no minuto 55.”A gente quis promover um encontro não só nosso, mas também de uma geração que quer se reunir. É o Réveillon das lyndas”. No dia anterior, encontram Alice Caymmi, no palco do Teatro Rival, no Rio.

img_9536Aos 53 minutos, as cantoras falam do processo de concepção do segundo disco, que ainda não tem data para lançar. Elas estão postando fotos e mais fotos dentro do estúdio. “Nosso segundo disco foi, praticamente, concebido com o primeiro. Foi uma fase de efervescência composicional, deu pauta pra gente”, explica Assussena. “A gente é galcostiniana, que sempre transcendeu esse abismo do que é um e outro. Me sinto completamente corajosa para o terceiro, o quarto. Eu não tenho essa crise, não”, completa Raquel.

No Rapidinhas, por volta de 3 minutos, elas tiveram de mostrar se preferem Minas ou Bahia: “Oxente ou uai?”, “Igreja do Bonfim ou todas as igrejas de Ouro Preto” e ainda se preferem moqueca de peixe ou frango com quiabo. Aos 24 minutos, começa o Caderno de Perguntas… Uma delas lembrou que era afim de um boy no colégio e, durante uma aula de Educação Física, soltou um pum enquanto ele segurava sua perna para um exercício de abdominal… Apostas de quem foi?

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No dia da gravação, Luis Coutinho teve uma emergência familiar e não estava em São Paulo. Vocës vão ouvir que o Rafael teve de ir embora no meio do programa, pois tinha um compromisso. Mas, antes, gravou “Ó, Lua” pra gente. Play!

Um vídeo publicado por Aos Cubos (@aoscubos) em

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