Padre fã de Ivete Sangalo divide palco com cantora em show de SP

Uma cena no mínimo inusitada aconteceu na sexta-feira (29.09), no show de Ivete Sangalo no Espaço das Américas, em São Paulo. Um padre, cujos fiéis levaram um cartaz para anunciar a presença dele no show, foi chamado ao palco depois de a cantora ler o aviso. “Você é o farol de Deus para a humanidade”, disse Pe. Anderson à cantora. “Que Deus te abençoe, seus filhos, você transmite Deus para o mundo. Eu te amo, fui em todas as gravações de seus DVDs, só não nos Estados Unidos, que não tive dinheiro. É o 15º show que venho”, elogiou.

“O padre tá molhado de suor”, brincou Ivete. “Bata uma foto ai com ele para ficar bem lindo e ele guardar, mostrar lá na paróquia, avisar ao povo que sou uma mulher direita”, disse ela, agradecendo as orações do pároco, que voltou para beijar e abraçar Ivete. “Tá apegado”, brincou ela, no segundo aperto. No palco, algumas presenças VIP, como Gominho e Viviane Araújo, que subiram ao palco para dançar com a baiana e Isabella Fiorentino, que só apareceu em um post nas redes sociais de Veveta.

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Ed Sheeran põe estádio no bolso com show one-man-band, em São Paulo

(Imagens gentilmente cedidas por Francisco Cepeda)

Se você viu o curta “One Man Band”, da Pixar, entende a premissa de um show de Ed Sheeran. É só ele e o violão no palco (uma só vez entra em cena uma guitarra psicodélica). Mas a grande estrela é um pedal que reproduz em loop trechos gravados (seja da viola ou da boca). Na animação da Pixar, o músico tem de se firmar perante um novo homem-orquestra, e se sente ameaçado para conseguir as gorjetas da cidade medieval. Mas, no caso de Edinho (como os fãs chamam carinhosamente o britânico), a hegemonia está longe do fim.

Ainda que, antes de começar, a arquibancada gritasse “fecha o buraco”, apontando para a pista premium, o ruivo de 26 anos fez show para um Allianz Parque lotado neste domingo (28.05), em única apresentação na capital paulista. A pontualidade foi britânica: faltava um minuto para o início previsto do show e ele já estava a postos com “Castle on the Hill” – do recém lançado “÷” (Divide), que teve 57 milhões de reproduções em um único dia no Spotify, no lançamento, em março de 2017.

No palco, Ed se sente à vontade para cantar, tocar, batucar e ainda conversar com o público. A timidez é nítida, mas o carisma sobressai. “Sei que amanhã é segunda-feira, mas vamos fingir que hoje é sexta e curtir até ficar rouco? Mas não vale de gritar, tem que cantar”, propôs. E colocou lenha na rixa Brasil x Argentina: “Eles cantaram muito alto (em menção à faixa que leva esse nome). Estão preparados para sair daqui sem voz?”, brincou. O público se dividiu entre gritos e vaias na cutucada direcionada à rusga com os hermanos. “É muito legal vir de onde vim e ver uma plateia animada como essa e que sabe cantar as letras. Eu amo o Brasil”, disse em outro momento.

Enquanto o atual single “Galway Girl” foi uma das mais cantadas, as músicas melosas – sem surpresa – foram as que mais funcionaram com o público. Ele ficou nitidamente envergonhado quando começou a tocar “Give Me Love” e as pessoas tomaram as rédeas do vocal. Ainda que o rubor fosse quase imperceptível pela sua ruivez, os trejeitos o entregaram. Não à toa! A faixa foi trilha sonora de “Malhação” (2013) e embalou muitas cenas de Martin (Hugo Bonemer) e Micaela (Lais Pinho) nas tardes da Globo.

Na aguardada “Thinking out Loud” foi o único momento que Ed trocou o inseparável violão (que a cada música vinha com alguma referência aos álbuns: desenhos dos símbolos de dividir e de multiplicar) por uma guitarra colorida. “Bloodstream” surpreendeu pelo momento de catarse, mas o clichê de “Photograph” encantou: o público empinou seus celulares com o braço e os casais se admiravam embasbacados, prontos para se beijar.

Claro que o bis teria que vir com a música mais executada no Spotify em 2016: “Shape Of You”. Mas ela é mais um adorno em um setlist recheado de sucessos que você nem imagina que conhece, como a inacabável “You Need Me, I Don’t Need You” – a última do setlist, cujo destaque vai para a céltica Nancy Mulligan, que fica na cabeça.

Se você não conseguiu acompanhar nem pelos Stories no Instagram dos amigos, logo Edinho volta. Pelo menos, prometeu. No bis, trocou a camiseta escrito Hoax (boato, em inglês) pela camisa da seleço brasileira de futebol, da CBF, e estava envolto na bandeira do Brasil. Isso de amar o Brasil não deve ser historinha de gringo… O lance é esperar!

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Rico Dalasam estreia show com participação de Thiago Pethit

Se o ano passado serviu para Rico Dalasam fazer o Brasil conhecer o movimento queer rap, em 2016 ele promete mais. Com um CD previsto para maio, ainda sem nome, o artista faz um esquenta para a novidade, recebendo convidados especiais em seu novo show. A estreia do “Fervo do Dalasam” será nesta sexta-feira (15.01), no palco da Choperia do Sesc Pompeia, na capital paulista.

A primeira participação especial é de Thiago Pethit. Dá pra adiantar que eles vão se reunir em dois momentos no palco. Uma delas é na faixa “Deixa”, do próprio Rico, e outra é “Quero Ser Seu Cão”, do roqueiro. “Vamos criar algumas coisas e não vai ficar plenamente rock nem rap. Isso, as pessoas só poderão ver ao vivo. A ideia é aprontar, não fazer o original”.

Segundo o rapper, Pethit é fervido numa outra ponta. “Desde o ano passado, quando ele lançou seu disco (“Rock’n’Roll Sugar Darling”), achei incrível como ele é no palco. A partir dai, começou nossa conversa, sempre tentando criar essa data. Nunca rolava, porque ele estava em turnê. Pra mim também foi cheio de coisa”, comenta. “Essa semana, nos ensaios, estamos criando uma forma de minha música encontrar com a dele”.

Enquanto o disco não sai, ele propõe um encontro com pessoas que, em suas palavras, gosta muito. “Tem coisas novas, mas não é o disco ainda. Quero encontrar pessoas, todo mês gente nova. Com banda, o show fica mais encorpado”, adianta. Em 2015, segundo ele, tocou muito em festa, clubs, festivais… “Agora, tá mais com cara de palco, festival”.

Cansado de responder sobre isso, mas uma pergunta que vem sempre à tona é: há preconceito no movimento? “É uma dúvida recorrente de quem não acompanha a cena. Fui criando um caminho inédito e meu. Nesse primeiro instante, minha voz teve um papel enorme de romper e criar um imaginário de que era possível, a ponto de outros artistas explorarem isso, não só no rap. E também as minorias das quais faço parte”.

E ele não encara como estigma ser taxado como o “rapper gay”. “A gente queria ser essa representatividade. É um marco. A gente não quer ser desprezado. Porque, de alguma forma, gerou uma mudança. Isso tornou o rap maior e tornou possível alguém – das minorias das quais eu venho – viver nas coisas e se sentir inspirado e colocar sua arte na rua. Foi uma carga de esperança”, pontua.

O show, com 12 faixas, todas autorais, vai ser ainda uma prévia do novo disco, que o rapper manda avisar: “prepare seus melhores orgulhos, estejam afiados”. Ao invés de apenas um DJ, uma banda também acompanhará a apresentação, com guitarra, teclado e percussão. Rico Dalasam interpreta músicas do EP de estreia Modo Diverso (2015), além de outras composições próprias inéditas.

SERVIÇO
Rico Dalasam recebe Thiago Pethit @ Sesc Pompeia
Data: Sexta-feira (15.01), às 21h30
Endereço: Sesc Pompeia. Rua Clélia, 93, Pompeia
Ingressos: R$ 6,00 a R$ 20,00

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Popload: a refrescada do Iggy Pop, Emicida e Sondre Lerche; fotos!

Aconteceu nesta sexta-feira (17.10), em São Paulo, mais uma edição do já consagrado Popload Festival – conhecido como o paraíso artificial dos hipsters. A gente acompanhou alguns dos shows, e mostra um pouco do trabalho do fotógrafo Anderson Carvalho, que fez esses cliques exclusivos pra gente.

Leia também: Segunda edição do Popload Festival encontra caminho com line-up afiado

O que dá pra dizer sobre a noite de ontem é que o Sondre Lerche mitou ao cantar “San Vicent”, de Milton Nascimento, enquanto Emicida metralhou seus hits. E o Iggy Pop? Ganhou a galera nas duas vezes (pelo menos que eu vi) em que se jogou na plateia. O momento mais épico foi vê-lo cantando “I Wanna Be Your Dog” na segunda música. Scroll!

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IGGY POP
Foto: Anderson Carvalho

Foto: Anderson Carvalho

Foto: Anderson Carvalho

Foto: Anderson Carvalho

Foto: Anderson Carvalho

Foto: Anderson Carvalho

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EMICIDA

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SONDRE LERCHE

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Com show energético, OneRepublic passa por SP e promete voltar

Depois de se apresentar no primeiro dia de Rock in Rio, o OneRepublic foi a atração do Live Music Rocks, da Move Concerts, neste domingo (20.09), no Espaço das Américas, em São Paulo. O show energético teve desfile de hits, momento acústico, ode ao Brasil, covers e muito falsete.

A banda está na última etapa da turnê “Native” (de CD homônimo, lançado em 2013). “Estamos finalizando um novo álbum, que vai ser lançado em 2016, então é possível que muitas das músicas que vocês estão ouvindo aqui, fiquem de fora da próxima vez que viermos aqui”, desculpou-se Ryan Tedder. Inclusive, a banda fez uma “session” num estúdio em São Paulo antes do show.

O setlist tentou contemplar boa parte dos hits da banda, encerrando a apresentação (de 1h30 mais ou menos) de forma apoteótica com o remix de Alesso para “I Lose Myself Tonight”. Mas “Counting Stars” e “Apologize” foram as mais cantadas pela plateia. Entre os destaques, também estiveram “I Lived”, “Stop and Stare” e “Secrets”. Os covers de “What a Wonderful World”, de Louis Armstrong, e “Seven Nation Army”, do White Stripes, também despertaram coros. Dono de um vozeirão, o vocalista abusou das firulas vocais (e dá-lhe falsetes) pra mostrar do que é capaz. Destacaram-se também os momentos: Tedder ao piano e quando se juntou à banda para uma apresentação mais intimista, num palco de apoio no meio do público, com som mais acústico e novas versões de “Come Home” e “Good Life” (faixa em que a banda prestou homenagem ao País, mostrando imagens de pontos históricos paulistanos, como o MASP, a Estação da Luz e o Museu da Língua Portuguesa).

Em uma das conversas com o público, Ryan disse em um português enrolado: “vocês são f*da”. Falou também que iria pedir para seus empresários colocarem sempre a América do Sul na rota das próximas turnê, alegando que demorou muito tempo para desembarcarem por aqui. Em suas palavras, o público era maravilhoso. “Uma das melhores cidades de toda a turnê”, elogiou. Continuando o ato clichê, ganhou uma bandeira do Brasil, teceu elogios às cores e a pendurou num piano.

Ao cantar “I Need To KNow”, Tedder pegou uma câmera para filmar a plateia. A cena era digna de videoclipe. Como essa faixa já tem um, será que vem algum material novo por ai, mostrando os bastidores da tour?

Tedder, em outro momento de conversa, disse “eu te amo” e também agradeceu à gravadora (Universal Music Brasil) pela parceria (algo raro para artistas de seu patamar, uma vez que os artistas c*gam para seus representantes locais). E que jamais vai esquecer dos fãs brasileiros por causa daqueles que os acompanharam desde a chegada ao aeroporto, no hotel ou até mesmo quem usou as redes sociais para pedir música. 

A plateia também cantou “Parabéns a você” pra Zach. E Ryan quis esclarecer a história da música, cujo nascimento, ele diz, surgiu de duas professoras americanas e tinha outro significado. Veja o setlist:

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SP: Da Tropicália à música inédita, Caetano e Gil reverenciam o Brasil

Caetano Veloso e Gilberto Gil são duas figuras importantes para a música brasileira, fundadores do movimento Tropicália lá nos idos de 60. Desde então, dispararam hits que fizeram sucesso nas últimas décadas na MPB. Até hoje, conseguem ser atemporais e pertinentes. A apresentação de quase duas horas, começou por volta das 22h, com quase 40 minutos de atraso – talvez pelo intenso trânsito da capital paulista em dia de chuva e protesto.

Mesclando passado e presente, apresentaram uma faixa inédita no show que abriu a temporada “Dois Amigos, Um Século de História”, nesta quinta (20.08), no Citibank Hall, em São Paulo – depois de uma temporada na Europa. Nos versos da faixa, ainda sem título, conclamaram “as camélias do Quilombo do Leblon”. A letra remete aos tempos da abolição da escravatura, no Rio de Janeiro, sinônimo claro de resistência à época.

OUÇA

Expoentes da Bahia, mostrando em cena sua baianidade nagô, celebraram seus 50 anos de carreira com uma ode aos estados brasileiros. O palco, além dos banquinhos e violões, tinha um varal com as bandeiras de todos os estados penduradas e um pano colorido com figuras geométricas ao fundo (com até uma estrela de David projetada em luz, assim como a bandeira do Brasil).

Estavam tão em casa que, de surpresa, fizeram o bis do bis. Voltaram duas vezes depois de sair do palco. Na primeira, tentaram terminar o show, dançando na frente do público, puxando o refrão: êta, êta, êta… É a lua, é o sol, é a luz de tieta, êta, êta”. Voltaram mais uma vez para mandar beijos e cantar “Leãozinho” e “Three Little Birds”, com todo o refrão cadenciado de Caetano e direito às onomatopeias de Gil.

Nas primeiras palavras trocadas com o público, Caetano brincou: “Bom estar de volta por São Paulo, com garoa e tudo”, brincou. Gil concordou e riu. Eles nem haviam cantado “Sampa” ainda. No repertório, que visitou, entre outras faixa, as conhecidas “Drão”, “Expresso 2222”, “Filhos de Ghandi”, “Domingo no Parque” e “A Luz de Tieta”.

Além de canções próprias, homenagearam João Gilberto (“É Luxo Só”), Simón Díaz (“Tonada de Luna”, em espanhol) e Tony Dallara (“Come Prima”, em italiano). O pé de Caetano, quando não estava firmando o violão, acompanhava o compasso, batendo-o no chão, com as melodias.

Em cena, nenhum sobressai ao outro. Os dois gigantes conseguem manter sóbrio o diálogo e a parceria, mesmo sendo duas lendas da música nacional. Longe de ter briga de ego. Sem rixas, eles são Paul McCartney e Mick Jagger dos brasileiros, parafraseando a comparação nos jornais lá de fora sobre a turnê. Caetano até que arrisca um passo ou outro, mas nada demais. É só o suingue da Bahia.

Em um dos momentos mais tenebrosos – com luz baixa e batucada no violão sem dedilhar, Gil entoa os versos de “Não Tenho Medo de Morrer”. Mas logo o momento muda porque os dois seguem com fé… até porque á fé não costuma “faiá”. Até domingo, se apresentam no Citibank Hall, na capital paulista, com ingressos esgotados. A apresentação chega ao Rio de Janeiro, nos dias 16 e 17 de outubro, dessa vez no Citibank Hall fluminense.

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Bullet for My Valentine faz show em São Paulo e apresenta faixa inédita

Por Juliano Araújo

A banda de metal core Bullet for My Valentine fez show em São Paulo, neste sábado (11.07), com um setlist bem variado. Os galeses apresentaram músicas de todos os discos, incluindo uma faixa inédita. Os integrantes pareciam contentes e se impressionaram com o público, que cantou quase todas as músicas em coro.

Matt Tuck disse que nunca mais irá demorar tanto para voltar ao Brasil. A última vez que eles estiveram no País foi em 2013. Eles estão por aqui divulgando seu quinto disco de estúdio, “Venon”, que será lançado no dia 14 de Agosto.

O segundo show da banda em São Paulo foi em uma casa menor, na Via Marques, mas o público fiel compareceu em peso. Hoje a banda se apresenta no Circo Voador (RJ) e depois segue para Argentina, Chile e Colombia fechando a turnê latino-americana.[hr]

Fotos gentilmente cedidas por Marcos Cesar Bullino/A Ilha do Metal

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Portuguesa Mimicat se apresenta pela 1ª vez no Brasil

Mimicat, alter-ego da cantora portuguesa Marisa Mena, estreia nos palcos tupiniquins. Influenciada pelo jazz, blues, soul e R&B, faz show na Virada Cultural no sábado (21.06), depois de passar pelo Bourbon Street, na quinta (18.06), e no Café dos Prazeres sexta na (19.06). Ela conta que preparou uma surpresa: fará cover de “Chega de Saudades”, de João Gilberto.

“Estou animada para saber qual vai ser a recepção do público brasileiro à minha música e à minha pessoa. Estou entusiasmada pra tudo, pra conhecer São Paulo… Trabalhar é sempre um prazer, ainda vou aproveitar para passear um pouquinho”, explicou. Os shows devem ter participação de Marcos Passos e Jota R.

Mimicat vive um sentimento libertário em sua carreira. Separou de sua antiga banda, Casino Royale, e desde o fim do ano passado trabalha na divulgação de seu CD debut como cantora, “For You”. “Seguir solo foi uma libertação. Na banda, não compunha as melodias, só as letras. Havia uma democracia, tudo era em comum acordo, mas nem concordava. Quando as coisas tomaram um rumo que eu não gostei, foi inevitável”.

Com muitas músicas que havia criado sem poder gravá-las com seu antigo grupo, percebeu que precisava fazer algo com elas. “Não consegui me manter em um projeto em que só compunha as letras. Aconteceu porque tinha que acontecer, veio de forma natural. Quando tens um projeto, e quer mostrá-lo ao mundo, você quer que saia do seu jeito, como foi pensado”, diz ela, que nessa nova etapa vem fazendo o próprio gerenciamento da carreira.

Mimicat é apreciadora da música brasileira. Fã de Elis Regina e Maria Rita, também ouviu bastante TomJobim, João Gilberto, Chico Buarque etc. “Apesar de não ouvir com tanta frequência, houve uma altura da vida que ouvia mais, mas Maria Rita e Elis marcaram uma época, quando ouvia mais jazz”, relembrou.

Ouvindo bastante Lianna La Havas e Melody Gardot, contou que já está preparando o próximo single do próximo disco. “Fico tentada a ouvir mais vozes femininas, além de Jamie Cullum, John Legend e mais”, emendou, dizendo que as referências continuam sendo as décadas de 40, 50 e 60 fusão com gospel e sons mais modernos.

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Quem for às apresentações, vai ouvi-la cantar uma música de cada um dos convidados, além do cover que RG revelou no início do texto. “Vai ser uma música de uma forma especial”, disparou. “Vou com o setlist meio pronto, mas à medida que o concerto vai evoluindo, pode sofrer mudanças”, explicou, garantindo que não podem faltar “Somebody Else”, “Tell Me Why” e “Savior”.

“Acho que os brasileiros são um pouco parecidos com os portugueses, fazem questão de demonstrar afeto. Somos espalhafatosos, espero que no Brasil sejam iguais ou mais”, concluiu.

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Backstreet Boys dizem em SP que têm fôlego pra mais 22 anos

Depois de anos sem vir ao Brasil com a formação original, os Backstreet Boys se apresentaram, nesta sexta-feira (12.06), em São Paulo, no Citibank Hall. Sem crianças ou adolescentes na plateia, a mulherada (mais de 90% do público) deixou o namorado em casa e foi chorar por suas paixões de duas décadas atrás.

Entre coreografias que o quinteto aprendeu no fim da década de 90 e incursões pop, com praticamente todos os hits, disseram que têm fôlego pra mais 22 anos. É o mesmo período que estão reunidos – entre uma prisão aqui, recuperação de drogas ali, desistência de um ou outro no caminho…

O mais interativo com a plateia era AJ, que vinha à frente do palco e se “jogava” pra galera. Chegou até a pegar celular e câmera de fãs para um momento #selfie. Cativante, Brian fazia caras e bocas, tentava dar atenção às fãs da fila do gargarejo e do pit (vão entre o palco principal e a passarela estendida) e tentou buscar uma conexão com a plateia ao subir ao palco com uma camisa do time de futebol Corinthians. Em outro momento, ao ganhar um bichinho de pelúcia do Pato Donald, imitou a voz e tudo.

Nick, mais rechonchudo que nos áureos tempos de adolescência, quando não estava ao violão ou guitarra, passava o show tentando levantar as calças. Enquanto Howie D, o mais apagado da banda, compensou a falta de momentos solo com aparições em que remexeu e requebrou o derrièr.

Se eles têm fôlego pra mais 22 anos, não dá pra prever. Mas que eles têm um público cativo, que vai segui-los por um bom tempo, dava pra notar na apresentação desta sexta e que se repete no sábado e domingo (13 e 14.06) com ingressos esgotados

Se conseguirem aproveitar as próximas duas décadas de sucesso, vão parecer com o artista decadente, interpretado por Al Pacino em “Não Olhe Para Trás”.

Como eles voltam ao estúdio agora, durante o Verão americano, é capaz de vê-los por aqui novamente nos próximos dois anos. É a única coisa que dá pra apostar!

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