Portuguesa Mimicat se apresenta pela 1ª vez no Brasil

Mimicat, alter-ego da cantora portuguesa Marisa Mena, estreia nos palcos tupiniquins. Influenciada pelo jazz, blues, soul e R&B, faz show na Virada Cultural no sábado (21.06), depois de passar pelo Bourbon Street, na quinta (18.06), e no Café dos Prazeres sexta na (19.06). Ela conta que preparou uma surpresa: fará cover de “Chega de Saudades”, de João Gilberto.

“Estou animada para saber qual vai ser a recepção do público brasileiro à minha música e à minha pessoa. Estou entusiasmada pra tudo, pra conhecer São Paulo… Trabalhar é sempre um prazer, ainda vou aproveitar para passear um pouquinho”, explicou. Os shows devem ter participação de Marcos Passos e Jota R.

Mimicat vive um sentimento libertário em sua carreira. Separou de sua antiga banda, Casino Royale, e desde o fim do ano passado trabalha na divulgação de seu CD debut como cantora, “For You”. “Seguir solo foi uma libertação. Na banda, não compunha as melodias, só as letras. Havia uma democracia, tudo era em comum acordo, mas nem concordava. Quando as coisas tomaram um rumo que eu não gostei, foi inevitável”.

Com muitas músicas que havia criado sem poder gravá-las com seu antigo grupo, percebeu que precisava fazer algo com elas. “Não consegui me manter em um projeto em que só compunha as letras. Aconteceu porque tinha que acontecer, veio de forma natural. Quando tens um projeto, e quer mostrá-lo ao mundo, você quer que saia do seu jeito, como foi pensado”, diz ela, que nessa nova etapa vem fazendo o próprio gerenciamento da carreira.

Mimicat é apreciadora da música brasileira. Fã de Elis Regina e Maria Rita, também ouviu bastante TomJobim, João Gilberto, Chico Buarque etc. “Apesar de não ouvir com tanta frequência, houve uma altura da vida que ouvia mais, mas Maria Rita e Elis marcaram uma época, quando ouvia mais jazz”, relembrou.

Ouvindo bastante Lianna La Havas e Melody Gardot, contou que já está preparando o próximo single do próximo disco. “Fico tentada a ouvir mais vozes femininas, além de Jamie Cullum, John Legend e mais”, emendou, dizendo que as referências continuam sendo as décadas de 40, 50 e 60 fusão com gospel e sons mais modernos.

MAIS DOS SHOWS
Quem for às apresentações, vai ouvi-la cantar uma música de cada um dos convidados, além do cover que RG revelou no início do texto. “Vai ser uma música de uma forma especial”, disparou. “Vou com o setlist meio pronto, mas à medida que o concerto vai evoluindo, pode sofrer mudanças”, explicou, garantindo que não podem faltar “Somebody Else”, “Tell Me Why” e “Savior”.

“Acho que os brasileiros são um pouco parecidos com os portugueses, fazem questão de demonstrar afeto. Somos espalhafatosos, espero que no Brasil sejam iguais ou mais”, concluiu.

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Backstreet Boys dizem em SP que têm fôlego pra mais 22 anos

Depois de anos sem vir ao Brasil com a formação original, os Backstreet Boys se apresentaram, nesta sexta-feira (12.06), em São Paulo, no Citibank Hall. Sem crianças ou adolescentes na plateia, a mulherada (mais de 90% do público) deixou o namorado em casa e foi chorar por suas paixões de duas décadas atrás.

Entre coreografias que o quinteto aprendeu no fim da década de 90 e incursões pop, com praticamente todos os hits, disseram que têm fôlego pra mais 22 anos. É o mesmo período que estão reunidos – entre uma prisão aqui, recuperação de drogas ali, desistência de um ou outro no caminho…

O mais interativo com a plateia era AJ, que vinha à frente do palco e se “jogava” pra galera. Chegou até a pegar celular e câmera de fãs para um momento #selfie. Cativante, Brian fazia caras e bocas, tentava dar atenção às fãs da fila do gargarejo e do pit (vão entre o palco principal e a passarela estendida) e tentou buscar uma conexão com a plateia ao subir ao palco com uma camisa do time de futebol Corinthians. Em outro momento, ao ganhar um bichinho de pelúcia do Pato Donald, imitou a voz e tudo.

Nick, mais rechonchudo que nos áureos tempos de adolescência, quando não estava ao violão ou guitarra, passava o show tentando levantar as calças. Enquanto Howie D, o mais apagado da banda, compensou a falta de momentos solo com aparições em que remexeu e requebrou o derrièr.

Se eles têm fôlego pra mais 22 anos, não dá pra prever. Mas que eles têm um público cativo, que vai segui-los por um bom tempo, dava pra notar na apresentação desta sexta e que se repete no sábado e domingo (13 e 14.06) com ingressos esgotados

Se conseguirem aproveitar as próximas duas décadas de sucesso, vão parecer com o artista decadente, interpretado por Al Pacino em “Não Olhe Para Trás”.

Como eles voltam ao estúdio agora, durante o Verão americano, é capaz de vê-los por aqui novamente nos próximos dois anos. É a única coisa que dá pra apostar!

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Com camisa do Brasil, Ed Sheeran faz show em SP carregado de emoção

Parecia que não queria que o primeiro show no Brasil chegasse ao fim. O cantor inglês ficou realmente emocionado com o coro dos fãs brasileiros e com o clamor da plateia, que gritava incessantemente “Ed, eu te amo”. Chegou a dizer que os fãs brasileiros o receberam, até mesmo, melhor que os de seu país de origem.

Vestindo uma camisa oficial da CBF (com o número 10 grafado nas costas junto ao seu nome), e com uma bandeira do País presa ao pedestal, desfilou hits conhecidos do público, como “Thinking Out Loud” e “I See Fire” (trilha sonora de “O Hobbit“), nesta terça-feira (28.04), no Espaço das Américas, em São Paulo.

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Apesar de o setlist ser praticamente o mesmo por onde o ruivo tem passado, a primeira apresentação por aqui teve ainda “Give Me Love” e um cover de “Feeling Good”, de Nina Simone, além de “You Need Me, But I Don’t Need You”, com um rap direito a refrão de “Fancy”, de Iggy Azalea, no bis.

O que mais chamou a atenção nessas quase duas horas dele no palco é que não havia banda. O cara é o chamado “one man band”. Toda a parte instrumental comandada pelo próprio artista, que se divide entre violão e guitarra. Todos os arranjos são controlados por um pedal eletrônico, que dá “repeat” numa sequência de acordes, que ele faz na introdução das músicas, quando o cantor quer ir de um lado a outro do palco.

Tamanha a gritaria e euforia do público, que quando o cantor parava para conversar, era quase impossível ouvir o que ele tinha a dizer, apesar do público reagir sempre com gritos e aplausos. “É muito bom vir para o Brasil. Vim de muito longe e escutei que o Brasil é muito apaixonado por música. E vocês demonstram muito mais amor que meu próprio país”, derreteu-se em uma dessas conversas.

O cantor encerrou a apresentação com o hit “Sing” e deixou o público com gosto de quero mais. Sem se despedir, saiu de cena no ápice da emoção, quando a plateia cantava em coro do refrão. Ele volta para um show extra nesta quarta (29.04), também no Espaço das Américas, em São Paulo, e ainda passa pelo Rio de Janeiro na quinta (30.04) .

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Em SP, Adore Delano dispara hits e beija fã na boca em apresentação

No segundo show de Adore Delano, na festa “Priscilla“, no Cine Joia, na capital paulista, neste domingo (26.04), a drag que nasceu sob o nome de Danny Noriega, 25 anos, disparou, ao vivo, hits de seu álbum de estreia “Till Death Do Us Party”, lançado em 2014. “Vocês me fazem sentir a Lady Gaga com um pênis”, comentou sobre o assédio do público desde o desembarque no Brasil.

“Aqui está muito quente, será que é porque vocês são muito gostosos? (‘hot’, do inglês)”, brincou. Ao abrir o show, disse: “oi, migas”. Durante a performance, em que cantou sete músicas, a ex-participante do reality “RuPaul’s Drag Race”, em 2014, falou que suas maiores inspirações são Britney Spears e Courtney Love.

A apresentação da também ex-participante do “American Idol” (2008) durou menos de uma hora, teve cover à capela de “Tainted Love”, do Soft Cell. Ela cantou: “DTF”, “Party”, “Hello, I Love You”, “Tainted Love” (à capela), “I Adore U”, “My Adress is Hollywood” e “Jump The Gun”.

IMG_2908.JPGAdore ainda beijou um rapaz que subiu ao palco com um chapéu, alargador… Bem parecido com o ex-namorado australiano, Kristian Francuski. Quando Adore chamou o jovem Allan Lebre (veja o Instagram dele @allanishot!), de 18 anos, e lascou um beijo nele, não foi uma escolha aleatória.

O rapaz, que se diz muito fã da cantora, haviaa trocado mensagens via inbox, no Instagram. Ele não conseguiu ingresso para ir à apresentação dela na última sexta, também na festa “Priscilla”, desta vez na Blue Space.

Na troca de mensagens, Lebre disse a ela que queria conhecê-la e estava muito ansioso para o show. “Ela me reconheceu”, disse empolgado após a ficada com a artista. Durante os beijos e amassos com o rapaz no palco, Adore brincou: “Meu novo mamorado, vou casar com ele”. Depois que Lebre subiu ao palco, uma enxurrada de fãs queria seu momento íntimo com a drag, que foram dispersados pelos seguranças. Ela ainda deu selinho em duas garotas.

Entre as cidades que visitou, além de São Paulo, estão: Curitiba, Fortaleza e Rio de Janeiro. Adore ainda se apresenta em Recife, no Clube Metrópole, na próxima quinta-feira (30.04).

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Imagine Dragons faz público de São Paulo pular com desfile de hits

Fotos gentilmente cedidas por Rafael Rossi, da T4F

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Imagine Dragons fez um show eletrizante e, ao mesmo tempo, emocionado, na noite deste sábado (18.04), na Arena Anhembi, em São Paulo. As cerca de 21 mil pessoas capricharam no coro, nos pulos e gritos a cada declaração de amor do vocalista Dan Reynolds. O baixista Ben McKee até arriscou alguns passos de samba em homenagem ao País, encorajado pelo vocalista.

Foi a primeira turnê solo da banda por aqui, tendo em vista que eles já haviam se apresentado, com show memorável (seja por aqueles que conseguiram assistir à apresentação da grade ou por aqueles que não conseguiram ouvir nada porque ficaram longe demais do palco e o som não reverberava), no festival Lollapalooza de 2014. Por cerca de 1h30, a banda desfilou hits de seus dois CDs: “Night Visions”, de 2012, e o recém-lançado “Smoke+Mirrors”.

O pai de Reynolds havia morado no Brasil dois anos quando jovem, então, desde pequeno ele ouvia histórias do Brasil e era louco para tocar aqui. No ano passado, o sonho virou realidade e se apaixonou pelo público. Neste sábado, fazia questão de perguntar como o público estava, mandou beijo em vários momentos, sentiu-se em casa. “Este é o melhor lugar para tocar no mundo. Não sei o que fizemos, mas nos sentimos abençoados aqui”, derreteu-se. “Espero que tenham a melhor noite da vida de vocês. É isso”.


Em outro momento, disse que gostaria de se mudar para São Paulo. “A temperatura está ótima hoje. Estão aqui com seus amigos? Somos todos uma família, e é isso que o Brasil se parece”. Para Reynolds, ter uma banda é o melhor trabalho do mundo. “Queríamos agradecer quem está aqui, aos que dormiram na fila. Sei que todo mundo fala isso. Mas temos os melhores fãs, sem sombras de dúvidas”.

O setlist não mudou praticamente em nada ao da noite de quinta (16.08), quando se apresentaram no Rio de Janeiro. A não ser a ordem do bloco do medley, quando dividiram três antes de “Dreams” e outras três antes de “Radioactive”, que encerrou o show de forma apoteótica.

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Abriram a noite com o single “Shots”, do novo álbum, e passearam seus hits “Demons”, “It’s Time”, “On Top Of The World” e “I Bet My Life”. O bis não foi tão apoteótico como o hit mais famoso que antecedeu, mas fecharam com “The Fall”, do novo CD, em clima já de nostalgia. Sem surpresas, também fizeram cover de “Forever Young”, do grupo Alphavile, famosa nos anos 80.

O palco era um show à parte, com gigantes totens em LED e luzes que se cruzavam em meio às projeções, que hipnotizavam. Fecharam a apresentação, falando que ano que vem estão de volta.

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The Sonics faz único show no Brasil em março

The Sonics fará única apresentação, em 5 de março, na Audio Club, em São Paulo. O show dos americanos faz parte de ação promocional da marca de roupas Levi’s para comemorar a nova modelagem do clássico 501.Com ingressos a partir de R$ 70, a festa terá show de abertura do lendário Chucrobillyman, e discotecagem de João Gordo (Ratos de Porão).

O show terá como base o novo disco, anunciado no começo do ano, chamado “This is The Sonics”. Sem lançar nada novo desde 1967, o CD quebra um jejum de um disco autoral da banda depois de quase 50 anos.

INSPIRAÇÃO
Formado no início dos anos 60, o grupo é considerado um dos pais do grunge, e serviu como referência para bandas como o Nirvana, The Fall, Mudhoney, The White Stripes etc.

NO BRASIL
Pela primeira vez, vem com a mesma formação de 2007, quando se reuniu novamente para dois shows esgotados em Nova York. Sobem no palco, Jerry Roslie (voz principal e teclado), Rob Lind (sax, harpa e voz), Larry Parypa (guitarra e voz), Dusty Watson(bateria) e Freddie Dennis (baixo e vocal).

SERVIÇO
Levi’s® apresenta The Sonics na Audio Club
Abertura de Chucrobillyman e DJ set de João Gordo
Quinta-feira, 5 de março
Abertura da casa: 21 horas
The Sonics se apresenta 23h30
Ingressos: de R$ 70 (meia) a R$ 140 (inteira)
Vendas online no site do Audio ou Ticket 360.

 

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Anathema emociona mas não supera show histórico

Fotos retiradas do flickr de Yuri Murakami

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Quando a banda britânica Anathema fez seu segundo show em São Paulo em 2013, parte da catarse que dominou o público durante a noite histórica veio da longa espera que antecipou a apresentação: a banda que está na ativa desde 1990 tinha aparecido no Brasil apenas em 1994 quando participou de dois festivais e prometeu nunca mais voltar, e a história deles com São Paulo inclui até um show que foi cancelado em 2006 com a banda em cima do palco! Na ocasião a polícia militar fechou a casa de shows onde eles estavam prestes a se apresentar por falta de alvará.

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Kesha entrega explosão pop, com glitter e hits, em show de São Paulo

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Por André Aloi, especial para o Site RG (Fotos: Carol Cairo)
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De volta aos palcos depois de uma rehab (creditada à bulimia), a cantora Kesha mostrou ao público paulista o que sabe fazer de melhor: se divertir em cena. Com uma explosão de glitter, papel picado e de hits, ganhou o público desde sua pontual entrada, às 20h deste domingo (25.01), no Citibank Hall, em São Paulo.

Atendendo ao pedido da plateia, cantou pela primeira vez ao vivo seu mais recente trabalho, “Timber”, lançado ano passado, em parceria com o rapper Pitbull. Ela também entoou uma música que não está em nenhum de seus trabalhos lançados, chamada “Machine Gun Love”.

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Sem citar nomes, aproveitou o espaço para mandar um recado nada educado e um dedo do meio (com a unha meticulosamente pintada com glitter dourado) ao dono de sua gravadora, Lukasz Gottwald, mais conhecido como Dr. Luke – com quem trava uma batalha judicial para tomar as rédeas de sua carreira. “Essa música era para estar no álbum, mas alguém não deixou. Eu mandei ele se… Eu vou tocar pra vocês”.

Em meio a palavrões e perguntas clichês, como “vocês estão se divertindo?”, Kesha não está preocupada com o que vão dizer ao seu respeito. Bebeu cerveja e cuspiu o líquido nos fãs, deu estrela no palco, beijou na boca um músico (keytar) da banda, usou boné com a folha da maconha e até fez lap dance em um fã, que foi amarrado a uma cadeira.

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Após o momento de festa de “Tik Tok”, a cantora se jogou no meio dos fãs que acompanhavam o show na fila do gargarejo. Kesha perdeu seu microfone dourado e saiu de cena. Alguém da produção, que tentou achá-lo, subiu ao palco para dizer que se não encontrassem ela não voltaria e acabou sendo vaiado. Mas logo a loira retornou para encerrar o show curto – aproximadamente 1h20.

kesha_show_sao_paulo_3Kesha veio ao Brasil em 2011, quando se apresentou no Rock in Rio e teve um show em São Paulo, na extinta Via Funchal. Naquela apresentação, a cantora estava mais preocupada com outros aspectos, que não os vocais. Usou Auto-Tune, um liquidificador sonoro, a maior parte do tempo. No de ontem, ela estava mais solta e cantando sem distorções. Reflexo da rehab?

RETOMADA DA CARREIRA
Na ação contra Dr. Luke, Kesha pede liberdade pessoal, depois de sofrer por 10 anos como uma “vítima de manipulação mental, abuso emocional e sexual nas mãos do produtor”. Isso tudo foi reportado pelo site TMZ em outubro passado.

Ela não pode lançar nada novo sem o consentimento dele até a audiência, que deve ser realizada somente em 2016.

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