Arctic Monkeys lava a alma dos fãs em show de São Paulo

Se os boatos de hiato se confirmarem e os Arctic Monkeys derem mesmo uma pausa na carreira após a turnê “AM”, os fãs que assistiram à apresentação nesta sexta-feira (14.11), na Arena Anhembi, em São Paulo, terão história para contar durante um bom tempo.

[hr]

SITE_RGPor André Aloi, especial para o Site RG (Fotos: Stephan Solon /Move Concerts)
O texto abaixo é uma r
eproduçãoveja a publicação original

Com show geralmente engessado, o frontman abriu excessão, entendeu a mensagem do público, e no bis mandou ver em voz e violão um pequeno trecho de “Mardy Bum”, hit perdido do primeiro CD da banda (“Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”, de 2007).

Apesar das pouquíssimas palavras, vez ou outra, o vocalista Alex Turner tentou conversar com a plateia e, em português, soltou um “obrigado” aqui e acolá e, em um desses momentos, acrescentou “paulistas” à frase.

O show acabou por volta de 00h30 já de sábado (15.11), após quase uma hora e meia de apresentação. Desfilou infinidade de hits, do rock dançante às baladas mela-cueca. O palco era show de luzes e uma estrutura de LED reproduzia a imagem de batimentos cardíacos, que tinha as letras “AM” ao centro, quase imperceptível na capa do CD, mas em evidência nessa mega-estrutura.

Move - Artic-0071“Do I Wanna Know” deu a largada e “R U Mine” – ambas do mais recente trabalho “AM” (2013) – teve a honra de encerrar de forma apoteótica a apresentação (Confira o setlist!). Passaram por quase todos os singles. As faltas mais sentidas, talvez, tenham sido “Suck it And See” (nome do penúltimo CD), “When The Sun Goes Down” e “Fake Tales of San Francisco”, do de estreia.

Com quase 30 anos, Turner é exemplo de como a banda se consolidou. Se não haviam deixado claro no Lollapalooza (ainda no Jockey Club), em 2012, que eram banda de gente grande, no show desta sexta não precisavam provar mais nada. Com casa cheia, os ingressos estavam esgotados há algum tempo. Ele só precisava se preocupar em manter o cabelo – empastado de cera – ajeitado.

Essa foi a terceira passagem do grupo pelo Brasil. A primeira foi no Tim Festival, em 2007, bem no início da carreira. Nas três, o show veio acompanhado de chuva. Então, Alex, faça um favor: não demore a voltar.

[hr]

[hr]

Move - Hives-9747

The Hives

por Raphael Lima (colaborador)

Debaixo de uma garoa que começava e parava, The Hives entrou no palco, ao som de “Come on ,Come on”, seguida por outros  sucessos, como “Take Back the Toys”, ”Walk Idiot Walk”, e“Go right ahead” . Conversaram (e muito!)com o público, e num show de modéstia e simpatia, Pelle Almqvist (que dizia frases de efeito como : “do you Fu#% love me ?” “ Eu sou o babaca encantador que vocês odeiam amar!”), conquistou a todos.

Com o mesmo show que trouxeram ao Lollapallosa (com exceção de duas músicas novas: “Two Kinds of Trouble” e “I’m Alive”, que devem entrar no próximo álbum – ainda sem previsão de lançamento)  o quinteto sueco conduziu a noite com uma apresentação brilhante, com uma presença de palco única e um carisma indiscutível. Subiram o nível, e colocaram uma responsabilidade absurda em cima dos parceiros britânicos, já que o comentário geral pela pista era sobre a surpreendente performance na banda de abertura.

Leia mais

Em São Paulo, Jason Derulo mostra que como cantor é bom dançarino

Jason Derulo, conhecido pelo hit “Wiggle” (#wigglewigglewiggle) em parceria com Snoop Dogg, fez show em São Paulo na última quinta-feira (13). Antes mesmo da apresentação, a gente sabia que não ia lotar tanto. Nosso colaborador, Raphael Lima, acompanhou a apresentação e conta como foi acompanhar a apresentação para casa “meio” cheia.

Leia mais

Em 2015, Joss Stone fará shows em São Paulo, Brasília e Recife

Joss Stone volta ao Brasil, em março de 2015, para três apresentações. Os shows acontecem no Citibank Hall, em São Paulo, no dia 11; no Net Live Brasília, dia 13, no Distrito Federal; e no Chevrolet Hall, dia 15, em Recife. Os ingressos para a apresentação na capital paulista começam a ser vendidos em 24 de novembro. Para as outras capitais, as informações serão divulgadas em breve.

Leia mais

30 Seconds to Mars faz SP pular e suar em show apoteótico

[alert type=”info”] Fotos exclusivas, gentilmente cedidas por Rafael Koch Rossi e Midiorama[/alert]

15556791755_106742ea62_oA recepção calorosa e as altas temperaturas (todo mundo saiu de lá ensopado) foram a tônica do show do 30 Seconds do Mars, nesta quinta-feira (16), na capital paulista. “Que calor”, exclamou o frontman Jared Leto. “Bom estar de volta a São Paulo. (…) Parece que o ar-condicionado quebrou”, ironizou, pedindo para a produção levar mais água para o pessoal que se espremia na barricada, que divide o fosso em frente ao palco e o público.

Leia mais

SP: Paul McCartney tem pré-venda esgotada em 50 minutos

paul_destaque_divulgaAhhhh, acabou! Os ingressos de pré-venda para o show de Paul McCartney em São Paulo foram esgotados em 50 minutos. O lote exclusivo para fãs cadastrados começaram a ser vendidos às 6h desta quinta-feira (16 de outubro). A venda dos ingressos da turnê “Out There” para o público em geral inicia nesta sexta-feira (17), a partir das 7h. O show acontece no dia 25 de novembro, abrindo o Allianz Parque (Arena Palmeiras)

Leia mais

Sem chuva, Miley Cyrus faz festa sexista para público jovem em SP

Miley Cyrus se apresentou, nesta sexta-feira (26), na Arena Anhembi, em São Paulo para um público de matinê (com pais a tira-colo). Mas isso não a intimidou. A artista usou acessórios controversos: desde máscara de seios a uma almofada em formato fálico, até um enchimento que agigantava seu bumbum. Sem contar os movimentos sensuais com pouca roupa, os vários momentos de “twerk”, as já conhecidas mostradas de língua e uma mandada de dedo do meio em um dos vídeos no telão.

Leia mais

Em SP, Anitta mostra que melhor parte está fora do DVD

[alert type=”info”] Foto gentilmente cedida por Caio Duran, da AgNews[/alert]
O lançamento da turnê do DVD “Meu Lugar”, de Anitta, sábado (14), no Citibank Hall em São Paulo, mostra que a melhor parte está fora da gravação. Ao vivo, ela estende a faixa “Movimento da Sanfoninha” e mantém a essência de seu antigo show, com um medley funk.

A apresentação, que durou cerca de 1h30, contou com participações de Projota (“Cobertor” e “Mulher“), PH (“Eu Vou Ficar” remix) e uma fã chamada Patrícia, sorteada em uma promoção da Band FMx, para cantar “Quem Sabe”.


Entoando hinos do funk – seja aquele obsceno, ostentação ou melody – ela mostra a artista que existia antes do “banho” pop sofrido por imposição da gravadora, e até tentou se justificar o porque de a parte funk estar de fora do disco: “Hoje não tem gravação, a gente pode fazer o que quiser”. E mandou ver nos covers, requebrando o bumbum: “Escorrega no Escorregador”, “Essa Vai Especialmente Para Todas as Novinhas”, “Eu Adoro, Eu Me Amarro”, “Na Casa do Seu Zé”, “Bigode Grosso”, “Senta Gostoso Te Pago um Guaravitta”, “As Novinha tão Sensacional” e “Superpoder”.

Previsto para começar 22h, o atraso de 44 minutos foi mascarado com a exibição do making of do DVD nos telões, mas esquecido assim que a performer subiu ao palco com uma explosão de cores e luzes. O show leva o espectador ao céu e ao inferno, com elementos e objetos de cena que marcam cada lugar: nuvem para um e chifrinhos para outro, por exemplo. O destaque dessa turnê não é “Show das Poderosas”, mas “Blá Blá Blá” (vídeo abaixo), que ela volta no bis para cantar com a música “No Meio da Torcida“, feita especialmente para a Copa numa parceria com a Seda – patrocinadora da turnê.

Telões de LED, chuvas de pétalas de rosa, elementos circenses, algumas trocas de roupas são a fórmula lúdica que narram toda a história. Algumas referências saltam na apresentação, para mim: a bailarina da caixinha musical (“Dream Within’ a Dream“, turnê de 2001, de Britney Spears) e os ursos gigantes (apresentação de Miley Cyrus no VMA).

Mas não dá pra negar: o que se vê ao vivo é megaprodução, cujo palco deixa no chinelo até o de estrelas internacionais que já passaram pelo mesmo lugar. Dividido em três etapas: à esquerda fica a banda, do lado direito os backing vocals e no centro Anitta e seu encorpado time de bailarinos. O repertório tem músicas de seu álbum de estreia, como “Menina Má”, “Tá na Mira” e “Príncipe de Vento” e do mais recente, “Ritmo Perfeito”, como a faixa-título (vídeo abaixo), “Som do Coração” e “Beijar à Queima-roupa”.

O discurso adotado por ela para conversar com os fãs é o mesmo do eternizado na gravação. “Cadê meus fãs de determinado lugar, vocês são incríveis…”, e aproveitou para falar que está feliz com o resultado do trabalho. “Amo vocês muito. Nosso DVD tá lindo. Vejo todo dia na minha casa”, disse, agradecendo a presença de todos.

“A gente tem de tudo aqui”, disse, enumerando antagonismos: crianças e adolescentes, adultos e vovós, gordos e magros, heteros e homossexuais. “A gente pode fazer plástica. E não fazer”, brincou, referindo-se às críticas que recebeu por ter corrigido um desvio de septo e mudado a fisionomia. “A gente pode ser o que quiser, e se pararmos pra pensar a gente deixa de viver. Vamos curtir nossa festa. Seja você sem máscara nem nada”, retrucou.

A nova turnê de Anitta com toda essa enorme estrutura, com patrocínio da SEDA, continua mês que vem no Rio de Janeiro (10/07) e Porto Alegre (19/07).

Leia mais