Em SP, “O Rei Leão” estreia com previsão de estender temporada

Luis Gustavo Coutinho

Primeiro musical montado no Brasil em  parceria da T4F (Time 4 Fun) com a Disney Theatrical Group (DTG), “O Rei Leão” estreia só na quinta-feira (28), mas já tem planos de expansão da temporada – prevista para durar nove meses. A informação foi dada pelo presidente da T4F Musicais, Fernando Luiz Alterio, na manhã desta segunda-feira (25) na última etapa de divulgação da produção, em coletiva de imprensa para jornalistas de todo o país.

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Rei Leão

Está chegando! 28 de março estreia a adaptação brasileira do musical da Broadway “O Rei Leão”, um dos espetáculos mais esperados dos últimos anos. O elenco e a equipe do musical foram apresentados à imprensa no fim de Janeiro com algumas presenças ilustres, como a de Gilberto Gil, escolhido pra readaptar as letras do musical, e o diretor internacional de entretenimento da Disney, Felipe Gamba. Extremamente empolgado com a adaptação brasileira, Felipe disse que sempre foi obcecado por levar O Rei Leão para a América do Sul – ele é colombiano – e confessou que Julie Taymor, diretora original do musical, está especialmente feliz com o elenco brasileiro, fruto de uma seleção que durou meses e passou por vários cantos do país.

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Teatro: 'Música para cortar os pulsos' tenta encontrar fórmula do amor

Com o nome ‘Música para cortar os pulsos’, a primeira coisa que deve vir à cabeça quando se pensa no título dessa peça é que vai falar sobre música. Mas não é bem assim… O espetáculo até tem diálogos que remetem às célebres frases do cancioneiro popular atual, mas não é esse o eixo-central. Nesses “monólogos para corações juvenis”, como complementa o subtítulo, o autor Rafael Gomes tenta encontrar a fórmula do amor (e não é aquela busca oitentista de Leoni, que ganhou fama com Kid Abelha e Leo Jaime) para corações que se despedaçaram com três protagonistas.

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Gilberto Gil faz novas versões das músicas de 'O Rei Leão' para o teatro

Fotos gentilmente cedidas pela T4F

O musical da Broadway “O Rei Leão” só estreia no Brasil em março de 2013, mas jornalistas tiveram a oportunidade de conferir um sneak peak da produção, ainda que sem cenário, mas com os artistas originais e um coral nacional em uma coletiva de imprensa organizada pela T4F, nesta terça-feira (2), no Teatro Abril, em São Paulo. Participaram da conversa Thomas Schumacher (presidente do grupo Disney Theatrical) e Julie Taymor (direção, figurino, co-design de máscaras/fantoches e letras adicionais) do espetáculo, além de Gilberto Gil – responsável por adaptar as letras do musical ao português. Os representantes da Broadway participam, ainda esta semana, da rodada final de seleção dos atores que protagonizarão a montagem, que passou por fases eliminatórias em três capitais. O elenco, muito possivelmente sem rostos conhecidos pelo público, deve ser anunciado em janeiro.

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'A Família Addams': overdose de risos em quase 3h de espetáculo

No sábado (21), alguns blogueiros foram convidados pela montadora de carros Renault para conferir uma apresentação do musical “A Família Addams” (montagem da T4F) no Teatro Abril, em São Paulo. Como o nome sugere, é um programa para a família toda, por isso resolvi levar minha mãe, Regina – que (btw) ficou bem animada com a notícia. Nas quase três horas (1h30 do primeiro ato, 20 minutos de intervalo, e o segundo com pouco mais de 1h), não dá para parar de rir. Sério! Nem o elenco se aguenta. De vez em quando, alguns deles têm de botar a mão no rosto para se concentrar e voltar ao personagem.

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O sonho exuberante de 'Varekai', espetáculo do Cirque du Soleil

Fotos do flickr da produtora Time 4 Fun

Você com certeza já ouviu falar do Cirque Du Soleil e de como a companhia canadense de entretenimento revolucionou o conceito de circo. Mas só após entrar na tenda e assistir o espetáculo é possível ter a exata dimensão de quão revolucionário é o trabalho desses artistas e do tamanho da emoção que ele é capaz de causar no público. A equipe do Aos Cubos teve a honra de ser convidada, na última sexta (14), para visitar os bastidores do espetáculo itinerante “Varekai“, que está em São Paulo desde setembro e fica até final de novembro – e depois viaja por várias capitais brasileiras, e que instalou sua tenda magnificente no Parque Villa-Lobos.

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SP: Cirque du Soleil abre as portas de 'Varekai' e apresenta bastidores

O Cirque Du Soleil abriu a cortina de suas tendas, na sexta-feira (14) de chuva torrencial, para o Aos Cubos – e alguns outros blogs paulistanos – para assistirmos ao espetáculo “Varekai”, na capital. Dividimos a emoção neste, onde conto o tour pelo backstage que (eu, o Luis Gustavo e outros blogueiros) fizemos antes de nos deleitarmos com as mordomias do Tapis Rouge (tenda VIP com direito a alimentação e bebidas, mediante a compra de um pacote exclusivo) e, depois, assistir  à apresentação das 17h do espetáculo de luzes.

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Eu quero usar este esmalte!

DE SANTOS, no Festival Mirada

Fotos: Danilo Canguçu

Ao entrar na sala principal do Sesc Santos – durante o Festival Mirada, penso: ok. Mais um espetáculo pretensioso que não precisa da plateia em cima do palco; eles não conseguirão sustentar esta ideia. Estava certo? Talvez. “Savana Glacial” – espetáculo do grupo carioca Físico de Teatro – é sim pretensioso, mas é bom e é ruim; É teatro vivo: tem muitos acertos e poucos erros.

A cenografia, assinada por Mariana Ribas, ao meu ver, é muito eficiente: minimalista, metonímica e sobre rodas. Abajures, uma mesa móvel com cadeira: tudo branco. Claro que não é só isso (há elementos como flores), não é tudo branco (há um maravilhoso vermelho em cena) e não é um problema ser “pouco” – para mim, é uma solução de como o teatro deve ser: funcional, acessível e bom. Isso o grupo físico de teatro faz muito bem.

Vermelho e branco são as únicas cores presentes nos refletores idealizados por Renato Machado que são dosados e dialogam muito bem com o conjunto de elementos técnicos da montagem. Há marcações que se repetem, fixando nos espectadores aqueles ambientes sugeridos pelos desenhos de luz (um corredor, um quarto, a rua…) – isso é muito bom.

Não adianta ser ‘cabeça ou cult’ se, o principal — a mensagem — não encontra um receptor. Ou encontra e o ignora… Por fim, mas não menos importante, há luzes fluorescentes em cena. “Sim você pode me perguntar, e…?”. “E”, que elas são coloridas e criam perfeitamente as atmosferas das cenas (Valeu, Tudella – professor meu da Universidade Federal da Bahia) – tudo bem que o vermelho representa tensão, o azul um suspense e o verde nem lembro. É excelente, entretanto. Mais um ponto para o grupo carioca. Ah! tem também lustres belíssimos e assimétricos. Nada de novo, nada de mais… Legal e mais ou menos funcional. Charmoso, eu diria – não tirarei pontinhos.

Como os elementos que disse antes, a grandiosa dramaturgia gerada por Jô Bilac (que é apontado como O dramaturgo carioca da atualidade) também é assimétrica: o texto e as memórias das personagens vão e vêm; um texto não-linear. Às vezes, piadinhas “cult-contemporâneas-pós-alguma-coisa” se repetem demasiadamente, causando mini-enjoos.

Os três personagens (quatro, mas não quero virar um spoiler), porém, contracenam e se relacionam muito bem – é notável o destaque para a atriz Camila Gama, que interpreta “Ágata” (e achava eu que ela era apenas um rostinho bonito; pobre Danilo…). Renato Livera (“Michel”) e Andrezza Bittencourt (“Meg”) cumprem com suficiência os papéis das personagens – mais ou menos isso. Camila Gama, “Ágata”, roubou meu foco de atenção cada vez que pisou no palco – não só pela beleza natural mas pela capacidade de capturar a plateia na sua fala, sem grande esforço. Isso, pra mim, é que é atriz. Parabéns, querida!

Num momento de explosão cultural que o Brasil vem digerindo, é uma delícia engolir essa “bomba” chamada “Savana Glacial”. Interpretem “bomba” no melhor sentido da palavra: é impossível não sair destruído com a montagem deste novato grupo carioca. Interpretem “destruição” do jeito que vocês forem impactados por esta verdadeira obra de arte.

Ainda não entendeu o título? Procure assistir à peça.
Ainda volto para comentar mais sobre a direção do espetáculo.

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FICHA TÉCNICA

Idealização: Camila Gama e Renato Livera
Texto:
Jô Bilac
Direção:
Renato Carrera
Elenco:
Andreza Bittencourt, Camila Gama, Diogo Cardoso e Renato Livera.
Iluminação:
Renato Machado
Trilha sonora original:
Jamba
Direção de Movimento:
Lavínia Bizzotto
Cenário:
Mariana Ribas
Figurino:
Flávio Souza

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Todas as fotos estão disponíveis em: bit.ly/danilocangucu

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