Demi Lovato se nega a falar sobre Miley Cyrus e Selena Gomez, em SP

Demi Lovato participou de uma coletiva de imprensa, nesta terça-feira (22), no Citibank Hall, em São Paulo. Na conversa, a cantora de 21 anos se negou a responder a uma pergunta envolvendo Miley Cyrus e Selena Gomez mesmo antes que a tradutora pudesse direcionar a pergunta, que não tinha nada demais. Uma repórter questionou de quem ela seria fã se fosse adolescente hoje em dia, apesar de ser amiga das duas.

[dropcap]”S[/dropcap]eja lá o que você tenha perguntado, eu não vou responder. E não quero nem saber o que  perguntou”, disse com bom humor, mas de forma taxativa. “Isso pode tomar grandes proporções sobre quem é quem. Queria deixar claro que não entendi o que  disse. Honestamente, eu vim aqui falar sobre a minha música. De forma respeitosa, vou negar sua pergunta”. Dê o play para ouvir:

Apesar do momento de tensão instaurado momentaneamente, Demi respondeu sobre tudo numa boa antes e depois: falou sobre a emoção de estar de volta ao Brasil, o que esperar da série de apresentações, que tem Ed Sheeran como grande inspiração dessa turnê. Para você não se matar de ler, resolvemos dividir a entrevista em duas partes. Abaixo, leia a íntegra sobre música, seu novo livro e o que ela acha sobre o carinho dos fãs brasileiros.

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O que tem de especial nesses oito shows para os fãs brasileiros?

DEMI LOVATO: O que vou oferecer aos meus fãs brasileiros é basicamente o que já venho fazendo na turnê americana. Não há truques nem coisas diferentes no palco. Mas eu tento dar 110% a cada show e sinto que cada um fica melhor que o anterior. É isso!

Suas músicas são muito emocionantes e falam de sua vida pessoal, além da sua relação com os fãs  – que é muito próxima dos ‘lovatics’. Comente três momentos mais emocionantes da turnê “The Neon Lights”.

DL: O primeiro que vem à minha cabeça é quando canto “Warrior”, porque falo de coisas pelas quais passei. E meus fãs podem se identificar com isso. Outro momento que penso é “Nightingale”. Eu me perco nessa música e as emoções vêm à tona porque todos na plateia cantam. É um momento muito bonito. O outro é Neon Lights quando os fãs abrem um aplicativo que fica piscando a luz do celular, e é como se toda plateia participasse do show. 

Você disse que Ed Sheeran foi uma inspiração na preparação dessa tour. Você tem parceria de colaboração?

DL: Adoraria! Tenho muito respeito por ele enquanto artista. Se depender de mim, (essa parceria está) 100%. Mas preciso perguntar a ele (risos).

Esse pacote de CD + DVD é um tipo de presente para os fãs brasileiros. E o que os fãs daqui se diferenciam do restante do mundo.

DL: Sem dúvida, eu gosto de pensar como um presente para eles. Eu diria que os brasileiros são os mais apaixonados, e os mais intensos. Gostaria de usar a palavra “malucos”, mas de uma forma boa, não ruim. São os únicos que cantam e gritam meu nome (em frente ao hotel). Hoje eles gritaram  meu nome às oito da manhã, em frente ao hotel. E isso é muito bacana! 

Você já veio ao Brasil várias vezes. É diferente cada vez? Você sente que amadureceu desde a primeira vinda?

DL: Toda vez que venho, sinto que mudei como pessoa. Como venho aqui, mais ou menos, uma vez por ano ou pouco mais que isso, acho que quando não estou aqui eu vou mudando. E, quando chego, sinto que museu. A sensação que tenho é que a base de fãs continua a crescer, e eles se tornam cada vez mais apaixonados. Toda vez que venho, nossa relação fica melhor, e me sinto mais em casa. 

Antes de entrar para a coletiva, cantora posou para fotógrafos
Antes de entrar na sala da coletiva de imprensa, cantora posou para fotógrafos

Mais de uma centena de fãs está acampando aqui (na frente do Citibank Hall). Gostaria de saber o que acha disso e se acamparia por algum artista.

DL: Eu nunca acampei por causa de uma celebridade, mas o fiz em frente à uma loja da Apple, no lançamento do primeiro iPhone. Eu acho que era a vigésima pessoa na fila, e fiquei 24 horas acampada. E foi divertido, acho que é divertido fazer isso. Queria dizer que é uma honra saber que as pessoas estão animadas com meu show, a ponto de acampar por mais de um mês em frente ao hotel, não poderia ficar mais animada e valorizada.

Quando vou pra casa e conto à família, aos amigos, ou mesmo no Twitter. Puta merda! Essa gente está esperando por mim. Isso é o que meus fãs no Brasil fazem por mim. As pessoas não entendem o porquê de eu voltar tanto para a América Latina, especialmente o Brasil. Você tem que experimentar isso… É maravilhoso!

Quais são as inspirações para o novo disco, há algum sento projetado ou há inspirações? E quando vem?

DL: Sinto que a gente vive em uma sociedade que as coisas acontecem tão rápido e a gente passa muito tempo pensando no futuro. E eu gosto de pensar no agora. Eu estou animada simplesmente para dizer: ‘olá, eu tenho um show hoje à noite’, espero que  se divirtam e vou pôr meu coração e alma nele. O que acontecer daqui a alguns meses ou ano que vem, vai ser do jeito que tem que ser. E eu não gosto de jogar zica nas coisas pra frente. Só que que o agora está muito bom!

Você veio tantas vezes ao Brasil, acha que o Brasil influenciou na sua música. Já mencionou vida pessoa, mas na carreira também?

DL: Quando venho aqui, consigo sentir o impacto que minha música tem na vida das pessoas. Não consigo parar de repetir a paixão que esses lovatics têm são demais: eles são minha inspiração para fazer música e continuar lutando contra qualquer coisa que possa me impedir , e me fazem uma pessoa melhor a cada dia.

Seu livro “Stay “Strong”é um best-seller no Brasil, vendeu mais de 100 mil cópias (um número significativo). Qual momento da sua vida mais se orgulha por conta de mudanças?

DL: Em primeiro lugar, gostaria de agradecer aos fãs brasileiros . É incrível eles terem abraçado esse livro com tanta força. Eu fico muito animada com isso! Essa questão da mudança começou quando me perguntei quais intenções Deus tinha para a minha vida. Talvez eu não tenha querido fazer aquilo naquele momento, mas o que aconteceu é que joguei meus braços para cima e aceitei  a saúde e a recuperação da minha vida. Aquilo mudou minha vida para sempre… Você abre mão do seu ego, e quando consegue ouvir as coisas de fora, e absorver melhor.

Tem vontade de voltar a atuar, uma vez que atuou em ‘Glee’ recentemente?

DL: Em algum momento vou acabar voltando a atuar. Gostaria que fosse em um papel certo.Trabalhar em “Glee” foi muito divertido, mas acabou que o personagem acabou se perdendo, e não chegou a lugar algum. Talvez um papel que me fizesse crescer como atriz, mas nesse momento eu estou tão concentrada em fazer música que é como eu falei antes. Se algum momento eu voltar a atuar, vai acontecer. E não vou me preocupar com isso agora porque estou muito focada em minha música e na minha paixão por ela.

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