Depois de ficar 'presa' na Argentina, Avril Lavigne abre turnê em SP

DE SÃO PAULO

Ta aí, errei feio. Geralmente, quando vou a um show tenho um pré-julgamento de como será a noite. E o dessa quarta-feira (27) não foi diferente. Chego na gelada São Paulo às 18h e via muita gente. A maioria meninas com cabelos lisos, olhos bem marcantes e maquiados, tênis, roupas e mechas de cabelo ao estilo Avril Lavigne. Havia os que estavam sentados e esperando por esse show há dias. Outros, esperaram por anos. Desde 2005 que a canadense de maior sucesso não pisa em solo brasileiro. E quase não pisou novamente, afinal ficou presa com toda sua equipe no aeroporto da Argentina, mas essa história fica mais pra frente.

O que me chamou a atenção foi o número de pais e crianças presentes no Creditcard Hall. Dava pra ver a ansiedade de ambos para que tudo começasse. Uns para ver logo seu ídolo no palco, e outros para que todo aquele empurra-empurra acabasse. Os portões abriram por volta das 21h, e o show deveria começar meia hora depois. Lenda. Isso nunca aconteceria. A casa de shows tem uma capacidade de 7 mil pessoas. E lotou.

Às 22h do dia 27 de agosto, luzes se apagam e o público vai a loucura: olham para o telão, veem a imagem da estrela da noite. Nada demais, era apenas o comercial de seu perfume. Ainda esperaríamos mais alguns minutos. O cenário era teatral. Cortinas enormes de veludo, dando um ar romântico ao palco. 22h20: agora é oficial. Luzes se apagam e um vídeo ao som do cover de Joan Jett, Bad Reputation, mostra cenas da carreira de quase uma década de sucessos de Avril Lavigne.

Black Star, música de seu mais novo CD, Goodbye Lullaby, traz a cantora ao palco. Era belíssimo parar de olhar por alguns segundos a grande atração, e ver a casa iluminada com estrelas, pisca piscas, bexigas e, até mesmo, as máquinas fotográficas darem o colorido de uma noite tão especial. Confesso que esperava uma artista rabugenta e pouco expressiva. Mesmo gostando muito de se trabalho, sabemos que Avril não é a Miss Simpatia Canadense. Ainda mais com os “perrengues” que enfrentou para chegar a esse show (um suspense não mata ninguém, já revelo tudo).

Porém, aquela guria linda, loiríssima (sem mechas), bem pequena, magrinha e delicada me surpreendeu. No início da segunda canção, What The Hell, era só sorrisos, piruetas pelo palco e cantando muito bem. Seu microfone era um show à parte. Cheio de strass, sonho de qualquer garota, mesmo que não seja cantora. Era invejável. “Como é bom estar de volta ao Brasil!”, comemorava Avril, aos seus 26 anos de idade e corpinho de 16. Cantou seus maiores sucessos como Sk8er Boi, He Wasn’t, sua beside I Always Get What I Want, Alice versão estendida (extremamente longa), e seus novos hits como Smile, Stop Standing There, entre muitas outras mais. A voz de Avril pode chegar a ser muito fina, o que doía um pouco aos ouvidos. Mas você esquecia de quase tudo quando, sentada em cima do piano, cantou When You’re Gone.

Seus movimentos sobre o palco divertiam o público. Corria, pulava, participava ativamente na bateria, brincando com Rodney Howard (baterista), Jim McGorman (guitarrista, voz e piano) e todo o resto de sua banda, a qual agradeceu imensamente pela união e pediu muitos aplausos. “Eu tenho que dizer que esse show quase não aconteceu. Ficamos presos no aeroporto (na Argentina) por 9h e fizemos tudo o que podíamos para estar aqui agora”, contava Avril, emocionada. O que aconteceu, foi: os voos na Argentina foram cancelados por causa das cinzas do vulcão chileno Puyehue. Elas voltaram a se espalhar em direção à Província capital portenha Buenos Aires e também no Uruguai.

O público pedia uma música incansavelmente: Nobody’s Home. Avril pega o seu violão e solta a primeira nota. Pronto, a casa inteira se emociona e começa a cantar à capella. Eu posto o vídeo aqui para você entender melhor:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=E1_9HORgBpw&feature=related]

A cantora, além de muito simpática, ainda se aproximava do público. Mas aproximava mesmo. Descendo do palco e segurando suas mãos. Uma garota, que assistia o show diretamente da grade, teve a chance de cantar um trecho de Wish You Here Here com Avril, outra puxou um pouquinho e tem uma foto de rostinho colado com ela. Só conseguia ouvir “ai, que inveja” dos que não tiveram tal sorte. Cantou ainda Unwanted, um cover de Airplanes do B.O.B, My Happy Ending e terminou com I’m With You. Desmaios e mais desmaios de fãs que não aguentaram a emoção. E o bis? Às 23h45, todos da banda voltam ao palco, e Avril canta Keep Holding On, Hot, Push e claro, Complicated encerra a primeira noite de shows no país. “Obrigada, Brasil”, disse ela antes de sair de cena. Por nada Avril, volte sempre.

Confira foto do setlist, que acabou mudando:

E os artigos oficiais, que estavam à venda:


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