Em SP, Anitta mostra que melhor parte está fora do DVD

[alert type=”info”] Foto gentilmente cedida por Caio Duran, da AgNews[/alert]
O lançamento da turnê do DVD “Meu Lugar”, de Anitta, sábado (14), no Citibank Hall em São Paulo, mostra que a melhor parte está fora da gravação. Ao vivo, ela estende a faixa “Movimento da Sanfoninha” e mantém a essência de seu antigo show, com um medley funk.

A apresentação, que durou cerca de 1h30, contou com participações de Projota (“Cobertor” e “Mulher“), PH (“Eu Vou Ficar” remix) e uma fã chamada Patrícia, sorteada em uma promoção da Band FMx, para cantar “Quem Sabe”.


Entoando hinos do funk – seja aquele obsceno, ostentação ou melody – ela mostra a artista que existia antes do “banho” pop sofrido por imposição da gravadora, e até tentou se justificar o porque de a parte funk estar de fora do disco: “Hoje não tem gravação, a gente pode fazer o que quiser”. E mandou ver nos covers, requebrando o bumbum: “Escorrega no Escorregador”, “Essa Vai Especialmente Para Todas as Novinhas”, “Eu Adoro, Eu Me Amarro”, “Na Casa do Seu Zé”, “Bigode Grosso”, “Senta Gostoso Te Pago um Guaravitta”, “As Novinha tão Sensacional” e “Superpoder”.

Previsto para começar 22h, o atraso de 44 minutos foi mascarado com a exibição do making of do DVD nos telões, mas esquecido assim que a performer subiu ao palco com uma explosão de cores e luzes. O show leva o espectador ao céu e ao inferno, com elementos e objetos de cena que marcam cada lugar: nuvem para um e chifrinhos para outro, por exemplo. O destaque dessa turnê não é “Show das Poderosas”, mas “Blá Blá Blá” (vídeo abaixo), que ela volta no bis para cantar com a música “No Meio da Torcida“, feita especialmente para a Copa numa parceria com a Seda – patrocinadora da turnê.

Telões de LED, chuvas de pétalas de rosa, elementos circenses, algumas trocas de roupas são a fórmula lúdica que narram toda a história. Algumas referências saltam na apresentação, para mim: a bailarina da caixinha musical (“Dream Within’ a Dream“, turnê de 2001, de Britney Spears) e os ursos gigantes (apresentação de Miley Cyrus no VMA).

Mas não dá pra negar: o que se vê ao vivo é megaprodução, cujo palco deixa no chinelo até o de estrelas internacionais que já passaram pelo mesmo lugar. Dividido em três etapas: à esquerda fica a banda, do lado direito os backing vocals e no centro Anitta e seu encorpado time de bailarinos. O repertório tem músicas de seu álbum de estreia, como “Menina Má”, “Tá na Mira” e “Príncipe de Vento” e do mais recente, “Ritmo Perfeito”, como a faixa-título (vídeo abaixo), “Som do Coração” e “Beijar à Queima-roupa”.

O discurso adotado por ela para conversar com os fãs é o mesmo do eternizado na gravação. “Cadê meus fãs de determinado lugar, vocês são incríveis…”, e aproveitou para falar que está feliz com o resultado do trabalho. “Amo vocês muito. Nosso DVD tá lindo. Vejo todo dia na minha casa”, disse, agradecendo a presença de todos.

“A gente tem de tudo aqui”, disse, enumerando antagonismos: crianças e adolescentes, adultos e vovós, gordos e magros, heteros e homossexuais. “A gente pode fazer plástica. E não fazer”, brincou, referindo-se às críticas que recebeu por ter corrigido um desvio de septo e mudado a fisionomia. “A gente pode ser o que quiser, e se pararmos pra pensar a gente deixa de viver. Vamos curtir nossa festa. Seja você sem máscara nem nada”, retrucou.

A nova turnê de Anitta com toda essa enorme estrutura, com patrocínio da SEDA, continua mês que vem no Rio de Janeiro (10/07) e Porto Alegre (19/07).

Talvez você também goste...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *