Em SP, MECA acerta com line-up atual e boa infra

Fotos gentilmente cedidas pelo I Hate Flash [hr]

Quando a palavra festival é citada para o paulistano, vem logo a ideia do passar perrengue. É o estacionamento superlotado com preço inflacionado. Se chove, lamaçal… Sem contar as longas filas para comprar bebida.

Mas o MECAfestival – agora sim com status – foi a prova que não é preciso sentir calafrios ao ouvir que uma maratona está por vir. A segunda edição aterrissou em São Paulo no último sábado (24.01), no Hangar 001, um espaço coberto no Campo de Marte com um line-up atual e acertivo, com nomes que estão despontando na cena internacional da música.

Apesar de não estar lotado, era nítida a identidade do público com as bandas e o próprio MECA, o que fortalece a experiência de festival e reforça a marca, que só tem a se consolidar e expandir nos próximos anos. Atualmente, o MECA tem edições em Maquiné (RS), Rio de Janeiro (RJ) e na capital paulista. Este ano, teve uma versão pocket no Inhotim, um parque a céu aberto, localizado em Brumadinho (distante 36 km de Belo Horizonte, MG).

Meca_285

O evento disponibilizou estacionamento oficial no próprio local. Quem quis ir de táxi, pôde usar um voucher de R$ 50, oferecido pela produtora em parceria com o Uber – serviço de táxi, que atende os passageiros com carros de luxo -, para usar na ida ou na volta. Sem citar a proximidade com o metrô.

Apesar do open bar de cerveja, não houve nenhuma fila descomunal para pegar a bebida, que parou de servir pouco antes da meia-noite. Ah, a saber: e quem quis se ver livre do álcool, pagou outras bebidas, como água, refrigerante e energético. O festival é patrocinado, entre outras marcas, por uma cervejaria.

Meca_SP_215

ESTRUTURA
Por falar em fila, o problema mais perceptível, estrutural talvez, foram os banheiros, que formavam filas quilométricas para usar os químicos durante os intervalos de show. O mesmo problema aconteceu na praça de alimentação, formada por food trucks de pasta, ceviche, hambúrguer, sorvete e paleta, e até de café. Mas quem não precisou fazer o pit stop, foi curtir uma das três tendas onde estavam rolando festas conhecidas na cidade com DJs comandando as pick-ups.

Ou, então, aproveitaram para se refrescar com o “open” de sorvete, servido na tenda da loja de roupas Youcom. Ali, também, uma artista pintava o corpo das pessoas e, uma outra, atualizava o make da mulherada. Este último também era o foco de outro estande. Em outro espaço de ativação, uma barbearia dava um “tapa” no rosto dos homens. Em um quarto lugar, era possível viajar em um espaço cibernético de realidade virtual.

Meca_214

SHOWS
La Roux, com seu conhecido topete ruivo, fez um show que contagiou até quem não sabia cantar as músicas. Apesar da dúvida levantada por apresentações anteriores sobre um possível uso de playback, Elly Jackson fez um show ao mesmo tempo conciso e marcante, dividindo o tempo no set para músicas do primeiro CD e do mais recente.

AlunaGeorge (que esqueceu o produtor e instrumentista George Reid no país de origem) mostrou toda sua potência vocal em um show pop eletrônico arrebatador. Os ingleses do Citizens! se apresentaram em clima de bailinho. Ganharam a plateia na conversa, talvez os que mais tiveram conectados com o público durante todo o festival.

Ainda apresentaram-se Aldo, The Band, Wannabe Jalva, Mahmundi, Glass n’ Glue e Serge Erege. A banda Years&Years, uma das grandes apostas para 2015 e que saiu até na lista da “BBC”, teve de cancelar sua vinda para o festival para ficar no Reino Unido, finalizando o CD. Uma pena!

Meca_128

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *