“Essa geração de mulheres está revolucionando o rap”, afirma Tássia Reis

Tássia Reis é a convidada do podcast número 43, que foi ao ar na última terça-feira (28.11). Workaholic, ela fala música (carreira solo e a parceria com o coletivo Rimas e Melodias), moda e mais com um forte discurso de empoderamento.”Essa geração de mulheres está revolucionando o rap. É muito louco… Os caras nem iam nos shows, estão começando e querendo entender um pouco. E estão indo porque a namorada gosta”, explica. Para ela, agora só falta tratar o gênero musical sem o “feminino” como complemento.

Ela diz que, nos shows, recebe pedidos recorrentes para tirar uma foto: “minha namorada é sua fã”. E sempre retruca: “ah, a sua namorada? Onde ela está? E você veio sozinho ao meu show?”. Aí questiona se só as namoradas são fãs, se eles também gostam da sua música: “eles têm um medo de dizer que curtem”. Talvez para as mulheres seja mais fácil a identificação. “É nítido”, explica, afirmando que assim que começa seu show as mulheres colam no palco.

No entanto, a cantora acredita que essa identificação deve acontecer igualmente para os caras: “eu fico pensando que, várias vezes, eu ouvi Racionais MCs e me encaixei… ‘Nego Drama’, por exemplo, tem a ver comigo”. Até porque, segundo ela, suas letras não estão falando, necessariamente, sobre como é ser mulher na sociedade. “Na letra de ‘Primavera’, está falando sobre ser criança, em ‘Se Avexe’ o tema central é um relacionamento abusivo”, resume.

Ela detesta ser comparadas a divas internacionais e quer ser reconhecida por sua música. Mas se pudesse ser comparada a algum personagem da ficção, nem titubeia ao responder: Olivia Pope (Kerry Washington), da série “Scandal”. “Já pensei em ser presidente do Brasil uma vez, mas vendo a série quis ser dos Estados Unidos”, ri. “Eu me acho foda, acho maravilhosa, alguém deve achar também. Se encontrar alguém, que bata essa sintonia, pois tem que segurar essa barra”, versa sobre relacionamentos.

Tassia contou de sua aventura sozinha em Nova York, quando esteve lá pela primeira vez esse ano. A cantora foi assistir aos shows de Kendrick Lamar e Afropunk. “Foi bem bafo, zerei duas coisinhas da vida”, comemora. “Me perdi no metrô, andei bastante”. Sonha, atualmente, conhecer em Mykonos. Ela ainda relembrou o início de sua carreira… “É uma sucessão de coisas bacanas, como Marcelo D2, Rashid, abri para os Racionais. Não sei se as pessoas julgam importante, mas, para mim, foi”.

Gaba-se por não ter uma gravadora por trás, ditando o que fazer ou modelo de negócio, tendo liberdade de escolha. Ao mesmo tempo, lamenta: “Também não tenho ninguém me dando dinheiro, droga”. Ela falou ainda sobre sua nova marca, a Xiu, sobre #DateRuim no melhor estilo mafioso… Se ficasse presa em uma ilha deserta e só pudesse comer uma única comida o resto de seus dias, ela escolheria lentilha, mas reclama que poderia ter uma fonte inesgotável de doce e drink. “Todo dia seria Ano Novo”, argumenta.


Participam desta edição do podcast: André Aloi, Victor Albuquerque, Luis Bemti e Juh de Oliveira. Edição: Cairo Braga. / Quer falar com a gente? Já sabe! Escreve para podcast@aoscubos.com 

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