Gustavo Galo apresenta seu primeiro trabalho solo: “ASA”

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Recheado de referências, participações, parcerias e, ainda assim, extremamente original, autêntico, refletindo a personalidade de seu protagonista. Esse é “ASA”, primeiro disco da carreira solo de Gustavo Galo, integrante da Trupe Chá de Boldo. Aliás, o termo “carreira solo” é dispensado pelo músico: segundo ele, “é triste demais”. Mas é incontestável que Galo está totalmente presente em “ASA”. Depois de dois discos de sucesso junto à Trupe, ele mergulhou dentro de sua individualidade, trazendo à tona um álbum denso, delicado, marcante.

A produção de Gustavo Ruiz e Tatá Aeroplano é decisiva para o sucesso do disco: com Tatá, a originalidade criativa de Galo encontrou respaldo e foi ainda mais atiçada, e a experiência de Gustavo (um dos responsáveis pelo sucesso de nomes como Tulipa Ruiz) foi decisiva pra dar harmonia e transformar o conjunto de canções em um todo, único, completo. As composições, que passeiam pelos nomes de Peri Pane, arrudA, Marcelo Segreto, Walter Franco, Tatá Aeroplano e o próprio Galo, ganharam uniformidade sob a direção dos dois produtores.

E o resultado é um dos discos mais brilhantes da sua geração. O jovem músico paulistano consegue apropriar-se inteiramente de cada canção, imprimindo nelas sua marca. Seja na regravação de Walter Franco, seja nas músicas assinadas por ele mesmo, Gustavo Galo constrói a própria identidade ao longo do disco. E não o faz sozinho: a banda que formou para acompanhá-lo nos shows e na gravação do CD é fundamental para essa experiência. Zé Pi, Meno del Picchia, Peri Pane, Pedro Gongom e Tomas Oliveira souberam, juntamente ao músico e os produtores, criar belos arranjos para as 11 faixas do disco. Eles valorizam a interpretação de Galo sem, com isso, perder a beleza do instrumental. No ápice do disco, a regravação de “Cama” da banda Cérebro Eletrônico, vemos essa valorização no seu limite: apenas a voz e o violão, intercalados em alguns poucos instantes por um trompete que acentua a intensidade do momento.

Além deles, Galo também teve a companhia de outros amigos, que colocaram seus talentos à serviço de “ASA”: em “Tomara” é lindo ouvir o coro final, com Mauricio Pereira e Alzira E; em “Nosso Amor é Uma Droga”, o cantor pernambucano Lira divide os vocais com Galo e em “Asa” é a voz de Ava Rocha que sobressai. Além deles, Juliana Perdigão, Flávio Guaraná, Maico Lopes, Lucinha Turnbull, entre outros, também aparecem nas faixas, com participações pontuais em momentos precisos.

O álbum passeia entre interioridade e exterioridade: o artista que se lança para fora, para o mundo, e o homem que se volta para dentro, para si, para sua própria vida. Pra aprimorar essa dualidade, o disco ganhou projeto gráfico precioso de Barao di Sarno e Paloma Mecozzi, misturando fotos do pássaro Tiê-Sangue, memória afetiva dos primeiros contatos de Galo com a música, a imagens do corpo do próprio Galo, onde as músicas ímpares, mais íntimas, foram escritas e fotografadas.  

O disco pode ser baixado em http://www.gustavogalo.com/, e seu lançamento ocorre na terça-feira (25), no SESC Vila Mariana, às 21h (R$4,80 à R$24). “ASA” é fruto de um trabalho de muitos nomes, todos convergindo para um mesmo ponto: revelar ao mundo, sem meias palavras, quem é Gustavo Galo.

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