Ke$ha faz show de luzes com festa e trilha para video-game em SP

Ke$ha foi praticamente pontual ao subir ao palco da Via Funchal por volta das 22h10 na quarta-feira (28) – um dia antes de se apresentar no Rock in Rio – para um show de 1h15. A apresentação reuniu hits, cenas de “sacrifício humano” em que ela fingiu arrancar o coração de um homem e beber seu sangue e muito glitter “on the floor” como ela mesma brada em uma de suas músicas.

Os problemas de áudio na apresentação remetiam à trilhas sonoras de video-game sem a qualidade que se pede para um “ao vivo”, mas nem isso deve ser interpretado como algo ruim porque a apresentação foi alucinante, guardadas as devidas proporções de Auto-tune. Uma infinidade de cores e luzes piscantes faziam com que os olhos da plateia brilhassem sem que pudessem ter tempo para pensar: “não há um grande cenário”.

O som estava baixo, mas isso também não fez com que a apresentação perdesse o encanto. Para ganhar o público, a cantora falou inúmeras vezes: “São Paulo, vocês são loucos pra car…”. Com um óculos de LED (Diodo Emissor de Luz), Ke$ha entrou para cantar a primeira música, “Sleazy”, com luzes apagadas e foco no centro do palco para um quadrangular de LED fincado no chão (que emanava diferentes cores). De headphone e um colan preto (com detalhes em dourado pelo corpo e pela roupa), a cantora gritou, ao entrar: “não consigo ouvir vocês” e seguiu com “Take it Off”. Nessa música, os dançarinos tiraram o paletó e ficaram descamisados.

Quando ela subiu em um tablado à frente do palco, levou o público ao delírio ao dizer: “Meu nome é Ke$ha e quero todo mundo descontrolado esta noite”. Emendou “Fuck Him (He’s a DJ)” e pediu para todo mundo gritar com ela (“façam barulho, por…”, esbravejava em inglês). Foi nessa cena que destruiu uma guitarra e distribuiu pedaços para a galera que se amontoava na fila do gargarejo. Em “Blow” – com luzes brancas -, Ke$ha estava armada e, dela, saiu uma chuva de papel picado.

A primeira troca de roupa foi para colocar uma bandana preta com estrelas brancas, camiseta puída (com a estampa da bandeira americana) por cima do colan e empunhar uma guitarra em forma de metralhadora. Voltou, pedindo para que os fãs festejassem para que ela pudesse saber como é a energia tupiniquim, ao som de “Blah Blah Blah” (parceria com o grupo 3Oh!3, que na versão ao vivo não tem dueto com os moços), cujas cores do palco eram azul e rosa. No refrão, as cerca de 3 mil pessoas que estavam na Via Funchal puseram os braços pra cima e acompanharam a cantora, batendo palmas.

O comecinho de “Party at a Rich Dude’s House” teve Ke$ha batucando um tambor e espalhando glitter pelo chão, deu tapinha no bumbum e encerrou com um beijo assoprado para a plateia. Ainda nessa performance, chacoalhou uma cerveja e deu um banho nos fãs que estavam colados à grade e ainda deixou o pé do microfone (que tinha na ponta uma mão feminina aberta) cair, mas deu uma pirueta (estrela) de um lado a outro do palco para amenizar a gafe.

Em “Backstabber”, cujas cores do cenário eram verde, os brasileiros começaram a gritar: “Ke$ha, eu te amo” e ela retrucou: “O que isso significa?”, então os fãs começaram a falar em inglês. No fim da performance, a cantora fingiu um desmaio após ser apunhalada por trás, como sugere o nome da música. “Cannibal” (com o palco em vermelho) teve sacrifício humano com um dos dançarinos sendo preso em uma cruz em formato de “X”. Enquanto Ke$ha se requebrava, suas dançarinas fingiam arrancar os órgãos do rapaz. No fim da música, ela se lambuzou em sangue cenográfico e fingiu devorar um coração.

A cantora anunciou “The Harold Song” como sendo uma composição sobre seu primeiro amor. Apenas um facho de luz iluminava a cantora e  violão em um únicos momentos que pôde-se ouvir a voz de Ke$ha sem nenhum adereço, sintetizador com lip-sync (dublagem). Eu disse “parecia” porque as desafinadas e falta de fôlego em algumas músicas entregavam o ao vivo dela. Seguiu com “Animal” com luzes brancas e detalhes em azul, e então houve uma pausa para o Band Jam.

Ke$ha ressurgiu destruindo uma faixa dourada (que dizia, em preto: “Vocês gostaram da minha barba?”) e cantando “Your love is My Drug” (cores: rosa, azul e amarelo). A camiseta preta tinha, desenhado, um esqueleto. Nessa canção, os dançarinos brincavam com fitas azuis e vermelhas, imitando passos de ginastas artística. E Ke$ha soltou mais uma vez: “Eu amei vocês pra car…, São Paulo”. Dedicou “Dinosaur” para todas as mulheres que já se apaixonaram por um cafajeste, e tocou um instrumento de percussão, enquanto os dançarinos jogavam bexigas na plateia. Ainda nessa música, os bailarinos brindaram com uma cerveja e, quando a plateia achou que eles fossem despejar o líquido na cantora, mas dentro das garrafas tinha papel picado.

Antes de encerrar a primeira parte do show, a loira cantou “Tik Tok” com direito a um sample de “Jailbreak”, do AC/DC. No meio da música, pegou a câmera de um fotógrafo posicionado à frente do palco e começou a clicar os fãs e plateia. As cores no palco passavam por laranja, vermelho e azul. Enquanto isso, o quadrado do palco passava pelas cores roxo, verde, azul, vermelho, amarelo e vermelho. Por fim, a já tradicional chuva de papel picado. Pausa para o bis. A plateia, enganada, criava expectativa ao gritar o nome da cantora repetidas vezes, acompanhado de palmas.

A cantora voltou para encerrar com “We R Who We R”, de roupa laranja e um capacete de penas. A luz negra fazia com que o corpo da cantora e a vestimenta dos bailarinos, estilo militar, brilhassem no escuro. Ela, então, falou: “São Paulo, espero que essa música inspire vocês”, e um cara gordo, do staff de Ke$ha, com óculos escuros (estilo wayfarer verde), camiseta regata e gorro e barba de Papai Noel surgiu no palco e começou a pedir animação da plateia ao cantar o clássico dos Beastie Boys:  “(You Gotta) Fight For Your Right (To Party)”.  A festa encerrou às 23h22 com a cantora encapuzada com uma máscara de unicórnio, os dançarinos tacando rolos de papel higiênico pelos ares e Ke$ha distribuindo o resto dos pedaços da guitarra que havia quebrado momentos antes.

Divulgação/Stephan Solon

Divulgação/Stephan Solon

Divulgação/Stephan Solon