SP: Lollapalooza se consolida, mas enfrenta problemas de infraestrutura

DE SÃO PAULO
André Aloi

Sucesso de público com 170 mil pessoas em três dias, o festival Lollapalooza se consolida como data turística no calendário de eventos da capital paulista durante o feriado de Páscoa. Em 2014, o carro-chefe da Geo Eventos – empresa da Globo Comunicação – já está confirmado no mesmo local. Mais uma vez acontecerá em três dias (18, 19 e 20 de abril), causando saias justas em famílias cristãs. O line-up, que é montado com base no original de Chicago, nos EUA, deve ser conhecido entre outubro e novembro.

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Acumulando experiência na franquia deste festival, apesar de grandes acertos, como o local, line up e incentivo ao uso de transporte público (pois não há estacionamento credenciado nem informações para quem queira ir de carro no site, apesar de haver alguns estabelecimentos na Av. Francisco Morato, próximo ao Jockey), ainda há muito o que apertar os eixos no quesito organização. Quem passou pelo Jockey Clube este fim de semana não viu um evento tão impecável quanto a transmissão pela TV, pelo contrário: enfrentou filas e mais filas para ir ao banheiro ou comprar fichas, as chamadas pilapaloozas.

André Aloi

Mas não foi só isso. Ao invés de incentivar a compra única da moeda corrente do evento para os três dias, os organizadores impuseram para quem comprasse a ficha em tal dia, só poderia usá-la naquela data, fazendo com que aumentasse a ida das pessoas aos caixas, e assim inflacionando a metragem das filas e o nível de stress daqueles que perdiam seu tempo e algum trecho de show. Os restaurantes e ambulantes não recebiam dinheiro vivo, apenas os “tickets locais”.

André Aloi

Eu mesmo passei uma hora, durante o show do Cake, na fila para comprar as “benditas” fichas. Ainda bem que tinha telão! O caixa 13, para onde me dirigi, fechou todas as janelinhas de comunicação com o público, depois apenas um funcionário continuou a trabalhar, causando revolta em quem estava ali. Segundo o operador de caixa, os outros estavam sem ficha, e não tinham previsão de repor. As imensas filas de sexta fizeram com que a GEO soltasse um comunicado domingo, informando que a pedido do público, permitiriam que as fichas dos dias anteriores valessem para o domingo. Ponto pra eles, apesar da falta de agilidade para a tomada de decisão… O mais interessante era que não havia fila pra pegar a bebida nem comida, e ainda tinham vendedores ambulantes circulando pelos quatro cantos do Jockey.

André Aloi

O problema dos banheiros foi a péssima conservação para uso. Além da lama que se formou do lado de fora, formando uma espécie de pântano escatológico, algumas privadas estavam entupidas, aí ao invés de usar o vaso, os frequentadores do festival “tiravam água do joelho” em qualquer canto dos químicos ou do cercadinho montado para receber as cabines. Além de você esperar um tempão pra conseguir fazer as necessidades físicas, tinha de fazer malabarismo para tentar não pisar na lama fétida.

André Aloi

André AloiApesar da boa iniciativa da Heineken em tentar limpar o Jockey, distribuindo brindes a catadores de copos, como volta sem fila em sua roda-quase-gigante, faltou comunicação. Não vi anúncio nem nos telões, “folders” ou promotores. Se tinha, me perdoem, organizadores. Tirando isso, os outros patrocinadores pecaram por não oferecer nada além de wi-fi em seus estantes (Redecard) ou pontos de encontro (Chilli Beans e seus óculos, apesar de grandes, passavam despercebidos pela cor e pelo tamanho. Se um grande número de pessoas se juntava no entorno, perdia a referência).

Faltaram mais ‘chill outs’ com pontos de recarga para celular, e até mesmo antenas de rede de teles porque não era possível se comunicar lá via 3g, e via sms ou telefone era sorte. Muitas operadores apresentavam falha, e outras nem sinal tinham. A Sabesp estava lá distribuindo copos d’água gratuitamente, enquanto os desavisados (como eu), pagaram até R$5 (cinco reais) num copinho de poucos mililitros.

Lamapalooza – Por conta da chuva que caiu em São Paulo na sexta, um lamaçal se formou no Jockey. O barro vermelho e a água com cheiro de estrume de cavalo deram nome a outro festival, o Lamapalooza. Apesar do possível risco de queda e chatice por causa da sujeita, fotos dos tênis e sapatos enlameados caíram nas redes sociais, como Twitter, Facebook e Instagram. E como tudo que envolve o mundo dos indies e hipsters, já apareciam frases dos haters (inimigos nº 1 dos ditadores de tendência): “postar fotos dos tênis cheios de lamaamanhã (segundo dia) é tão coleção passada”.

André Aloi

Segurança – Quem assistiu aos shows da fila do gargarejo, elogiou a disposição das grades em frente aos palcos. O Luis Coutinho mesmo, que viu Two Door Cinema Club colado ao palco não ficou esmagado, apesar da multidão que acompanhou o show deles no segundo dia de festival. A diferença foi perceptível do ano passado pra cá.

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E vocês, o que acharam da organização? Quais pontos positivos e negativos? O que precisa melhorar? E mantido? OPINEM!

 

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