Pabllo Vittar: “Quantas vezes a gente não se apaixonou e teve que ficar escondido?”

Pabllo Vittar estreia a turnê do recém-lançado álbum “Não Para Não” (Sony Music), neste fim de semana (dias 1 e 2 de novembro), no Cine Joia, em São Paulo. A cantora foi entrevistada no podcast Aos Cubos de número 75, que faz um resumo dos dois anos de programa, com ranking de audiência e escolha dos apresentadores André Aloi, Juh de Oliveira e Victor Albuquerque. Está disponível nas plataformas digitais, como Spotify, Deezer, SoundCloud e iTunes, além dos agregadores de podcasts.

Uma das faixas do novo álbum, “Disk Me”, fala de um amor não-assumido. “Quantas vezes a gente não se apaixonou por alguém que a gente tinha que sair escondido por parte dele? Amar não é errado, sempre quis fazer as coisas sempre às claras. Já fui motel escondido, para a casa de boy escondido”, confessa. “Mas quando você começa a se amar e ver o quão você é especial e única, começa a dar valor a você e não se submete a esses rolês. Se amar primeiro. Quando era nova, me chamou, eu tava indo. Hoje é diferente”, compara.

A cantora ainda falou que queria falar de amor nesse disco, como esse sentimento é volátil, em especial na comunidade LGBT+. “A gente sabe o quão é dificil se relacionar no meio gay. Quis trazer as diferentes que o amor tem. Às vezes, a gente tá bem, às vezes a gente leva um pé na bunda, em outras a gente é o c… da história, e por vezes está se metendo numa fria”, exemplificou, falando que esses sentimentos deveriam estar nas composições. Uma semana de começar a fazer o disco, ela teve uma conversa aberta com os compositores: “falei de tudo, desde os boys que peguei no colégio até nananã… ‘Buzina’ eu compus no Rio de Janeiro, louquíssima, e estava com a base pronta (mas não essa finalizará). E comecei a escrever, imaginando eu e minhas amigas dentro de uma nave espacial. Não fala de amor, mas fala de uma pira muito louca”.

“Estava no meio da ‘Vai Passar Mal’ tour, fazendo show igual a uma doida, mas fui buscar referências para o álbum, trazendo essa sonoridade que já é bem minha, e outras refecem da minha infância e adolescência no Pará, onde ouvia muito tecnobrega, companhia do Calipso, Carimbó e Pinduca, desde a minha infância no Maranhão, que é meu estado de origem”, resume o storytelling do álbum, conduzido pela Brabbo Music (com DJ Gorky, Maffalda, Pablo Bispo e Zebu à frente do projeto) e que demorou um ano pra ficar pronto. “Ouvia forró, swingueira, pagodão. Quis trazer todos esses ritmos estão muito marcantes no nosso Nordeste, dar aquela pitada e misturar nesse álbum, que estou muito orgulhosa com os resultados”.

“No momento, estou muito viciada no album. Ouço ‘Seu Crime’ no looping. Eu amo a viradinha do forró, não vou mentir”, comemora ela, falando que a receptividade foi ótima por parte do público, que tão logo saiu o disco as pessoas já estavam cantando na balada. Pabllo também recebeu muitos memes relacionados às músicas. “Pode falar bem ou mal de mim, que vou rir”, diz, comentando que nenhum a tirou do sério. “Se tem uma coisa que me ofenda, eu vou rir de novo porque não estou nem aí”, argumentou.

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