“Estou aberta a errar”, diz Lorelay Fox em papo com Maicon Santini

Lorelay Fox e Maicon Santini são os convidados do podcast Aos Cubos, lançado nesta terça-feira (12.09). A youtuber ‘conselheira’ do programa “Amor e Sexo”, da TV Globo, e dona do canal “Para Tudo” sempre se posiciona de forma coerente frente a assuntos polêmicos. “Quero estar aberto aos meus erros. Vejo vídeos do meu início e tem coisas que não falaria hoje em dia”, argumenta Danilo Dabague, que vive a drag queen cujo personagem recebe muitas mensagens de gente falando que seus vídeos servem de material de apoio em escolas. No entanto, estuda lançar um livro sobre a temática.

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Wanessa Camargo: "Posso cantar na boate e no rodeio e está tudo certo"

Wanessa Camargo nega quem diz que ela abandonou o pop para fazer sertanejo. Ela gosta mesmo é de fazer música, seja ela de bater o cabelo na boate ou para curtir uma moda de viola – ao estilo que cresceu ouvindo em casa, graças ao seu pai, Zezé Di Camargo, da dupla com Luciano. “Posso estar na boate e daqui a pouco no rodeio e está tudo certo. Onde me chamarem para tocar minha música, eu vou”, argumenta. Ela é a convidada do podcast Aos Cubos, no ar nesta terça-feira (05.09), onde também fala sobre seu trabalho como embaixadora do programa das Nações Unidas no combate à AIDS (Unaids, leia mais ao fim).

Com o trabalho de divulgação de 33″ (Som Livre) encerrado, a cantora deve lançar um novo single – de material inédito (ainda em escolha de repertório, sem ser um álbum) – até o fim do ano, que ainda não tem nome. “Meu trabalho sempre vai ter pop, eu também sou. Pop é popular. Hoje, essa linha de definição musical não existe. A linha está muito misturada. Tenho músicas no ’33’ que não são sertanejas. Mas, como tem que colocar em um rótulo/prateleira, está lá. Um trabalho pode ser várias coisas”.

Wanessa afirma que adoraria gravar com Rita Lee, Ana Carolina ou Marisa Monte. “Com a Sandy seria muito legal fazer alguma coisa um dia. Tem tanta mulher incrível. Adoro a Anitta (inclusive, em outro momento, ela falou sobre carreira internacional. Vale ouvir!). Eu gosto de todo mundo. Parceria você tem sempre a ganhar. Mas aquela que vai bater no coração, seria Madonna. Com essa, falaria: posso morrer amanhã”. Por falar nela, cantora lembrou a vez em que conheceu sua maior fonte de inspiração. “Gelei, ridícula. Só consegui falar ‘como você está?’. Ai que raiva. A gente ensaia tanta coisa pra falar pra pessoa, chega perto e trava”. Ela também disse que já sonhou que era amiga de Britney Spears e até ajudou a pseudo-amiga. “Calma, vai dar tudo certo”, brinca, lembrando da fase tensa da princesinha do pop, nos idos de 2007.

Parte da geração “Jovens Tardes” – se você é novinho, dá um Google nesse extinto programa da TV Globo -, ela adora ter feito parte dessa era na música. Mas, se pudesse escolher um squad internacional, adoraria ser do grupo de Alanis Morissette. “Não sei porque, mas sou louca nela. Shania Twain, essa galera. Amo a Mariah, mas não sei se faria parte da turma dela, não consigo imaginar. Talvez estivesse abanando ela, como um súdito”, ri. No entanto, compartilha da mesma opinião da vida: “por que eu vou comer sentada, se posso comer deitada?” Wanessa complementa: “Eu como muito deitada, tanto que estou tratando de refluxo. Você não sabe o quanto eu gosto de comer deitada”, gargalha Wanessa.

A cantora adoraria ter um programa na TV, desde que viesse acompanhado de música ao vivo. “Estou achando tão fraquinha a TV, falta qualidade e preparo para receber (performances ao vivo). Eu queria ver mais”, reforça. Wanessa mãe, em casa e na cozinha – e quais receitas sabe fazer – também são temas do nosso papo. Ela participou dos quadros “Perguntas Esdrúxulas, Caderno de Perguntas e Rapidinhas”, além de responder sobre vida pessoal, fama e carreira.

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Embaixadora da Unaids (próximo de 1h17)
Wanessa usa sua fama para levar conscientização e informação às pessoas sobre a Aids (síndrome de imunodeficiência adquirida), espaço pequeno em sua visão. “”Não são todas as mídias que tocam no assunto. A gente tem um desafio muito grande, que é conscientização e empoderamento para o jovem sobre sua vida sexual, de forma saudável e consciente”. A ideia é ainda quebrar os preconceitos e levar informação contra a discriminação contra os portadores do vírus HIV. “A pessoa que se trata direitinho consegue chegar à uma carga viral quase indetectável”, informa. O programa das Nações Unidas foi criado em 1996 e sua função é criar soluções e ajudar os países no combate à AIDS.

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"Está chegando o momento", afirma Tulipa Ruiz sobre disco novo

Tulipa Ruiz está separando material do que pretende gravar no quarto disco de inéditas, sucessor de Dancê” (2015). “Tá chegando o momento de mexer (nas anotações), já estou com coceira para começar a fazer”, explica. “Tô pensando nele,  gravo uma coisa esse ano, mas estou entendendo ainda o que vai ser. Sigo em turnê até o ano que vem, quando gravo disco com banda”. Ainda não há uma data, mas um novo single deve vir até o fim de 2017. A cantora é a convidada do podcast Aos Cubos de número 30, no ar nesta terça (29.08).

“Tudo o que vou sentindo, intuindo ou entendendo, recebendo das pessoas, vou armazenando e anotando. E só acesso quando vou fazer o disco. Não vou pensando no disco durante o processo, vou arquivando. Quando chega alguma coisa, não quero nem misturar. Na hora de fazer, pego todos esses símbolos e impressões e começo a fazer um novo disco”. No campo dos sonhos, Djavan é uma parceria que ela “amaria” fazer. “Tenho ouvido muito e é um artista que sempre volto e tem uma discografia atemporal. Seria uma honra”.

Depois de gravar “Prumo”, em italiano (que ficou “Cura di Te”), a cantora diz que tem vontade de fazer versões em outras línguas, mas não sabe se tem potencial de mercado. “Quando a gente foi para o Japão fez ‘Quando eu achar’ em japonês. Eu tenho ido muito ao México, engraçado que o Grammy abriu essa porta para o mercado latino, então, seria interessante gravar uma música em espanhol. E ‘Efêmera’ é uma música latina, a gravação ficou muito bem em espanhol (Efimera), a sonoridade teve muito a ver e a gente está lançando o disco (para esse mercado). Se eu não tivesse, não ia fazer”.

Além de Yoko Ono, que é citada em diferentes partes do programa, Tulipa enumera suas divas: Baby do Brasil, Ná Ozzetti, Gal Costa, Elza Soares… “São mulheres que sou apaixonada, reverencio muito e que moram na minha vitrola. Não tenho nenhuma história engraçada com elas, mas adoraria ter alguma experiência assim com alguma delas”, ri.

Ela falou ainda que o primeiro e o terceiro discos devem voltar a ser produzidos em vinil até o início de 2018. “O legal é que a gente tem lançado e ele tem esgotado porque as pessoas têm voltado a ouvir vinil”.

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Visto GG, você P
Durante o programa, também foi abordado padrões de beleza e relação com o corpo, já que há uma opressão pela magreza, seja ela na música ou na publicidade. “Para mim nunca foi uma questão no mercado ser uma pessoa grande, eu ser plus size”, comenta. “Nunca levantei essa bandeira e nunca sofri por conta disso. Onde eu circulo, sempre fui muito bem recebida. Mas é um saco você ir numa loja e não ter uma roupa para você, é um saco você não ter espaço nas revistas. É um saco a beleza ser uma coisa completamente fechada. E a gente está em um momento muito interessante de empoderamento e aceitação, de poder falar sobre isso”.

No programa, citamos a coluna de Flávia Durante, no UOL, em que ela desmistifica o universo plus size, já que tornou-se referência no assunto. Ela também é criadora do bazar Pop Plus, que promove encontros para que a moda para facilitar a compra de roupas em tamanhos maiores. “Eu vou e já comprei muitas coisas. Recomendo muito porque tem coisas muito lindas e difíceis de achar em lojas de rua ou de shopping”, acrescenta.

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"Até tu, Brutus?"; veja referências do novo clipe de Taylor Swift

Taylor Swift lançou seu novo clipe neste domingo (27.08), “Look What You Made Me Do” – single de retorno para o seu sexto disco “Reputation”, que sai em 10 de novembro. As teorias da conspiração já começam a circular pela internet do que estaria por trás de Taylor clonar ela mesma e enterrar seus “eus” passado. No clipe, a loira ressurge da tumba, participa de um roubo, se vê como rainha em um ninho de cobras, tem um predador natural de estimação (ao que parece, um inofensivo leopardo) e se balança em uma gaiola… Vamos ao que interessa?

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O clipe começa com a cantora enterrando sua reputação… Tudo leva a crer que a referência seja um mural criado pelo artista Lushsux em Melbourne, na Austrália, que anunciava a morte de Taytay depois da exposição da briga dela com Kanye West por Kim Kardashian. Aqui, também surge o pseudônimo que ela usou para escrever o feat. de Calvin Harris com Rihanna: Nils Lorens Sjöberg.

No take seguinte, a cantora está imersa em uma banheira de joias (seriam elas fruto do rouba sofrido por Kim Kardashian durante a semana de moda de Paris, em 2016?).

O cofre fica em uma empresa chamada “Stream.Co”… Seria uma indireta para a roubalheira dos servidos de streamings… No passado, Taylor comprou uma briga tremenda ao liberar suas músicas apenas no serviço de streaming da Apple. Só liberou suas músicas para os outros serviços este ano, justamente na semana de lançamento do “Witness”, de Katy Perry.

E essa máscara da quadrilha que está assaltando o banco… Parece familiar, não?

No mundo pop, Taylor é conhecida como “cobra”. O animal peçonhento faz referência às suas briguinhas, como a com Katy Perry (por causa de dançarinos), Kim Kardashian e Kanye West (por aquela ceninha no VMA de 2009, quando Kanye interrompeu Taylor durante o discurso de melhor vídeo feminino porque ele acreditava que Beyoncé deveria levar o prêmio; e depois porque ela sabia da referência a ela na música “Famous”, do rapper); mais tarde, Taylor também entrou em uma disputa para que “This Is What You Came For”, parceria de seu ex-namorado, Calvin Harris, e Rihanna levasse os créditos por ter escrito e gravado backing vocals. Sem contar as infinitas músicas endereçadas aos ex-namorados…

A frase “Et tu Brute” é uma expressão tirada da peça “Júlio César” (“The Tragedie of Julius Caesar”, do inglês), datada de 1559. Essas teriam sido as palavras de atribuídas a Julio César quando descobriu que Brutus havia conspirado contra o ditador romano. Por falar em traição, talvez por isso ela tenha usado as motos de “Judas”, de Lady Gaga, neste take…

Essa é auto-explicativa, né? O mundo não perdoa o fato de Katy Perry ter um record na Billboard: cinco singles consecutivos na parada americana, mesmo número de Michael Jackson, e não ter conseguido levar nenhum gramofone dourado para casa. No entanto, ela teve 13 indicações (número que aparece no pescoço do pequeno leopardo no banco de passageiro) e, por incrível que pareça, é o número da sorte de Taylor. A premiação também é um marco na carreira delas: única foto em que elas aparecem juntas.

FYI: Sobrou até para Kylie Jenner, que acabou se envolvendo em um grave acidente de carro em Calabasas, Los Angeles, após ter ganhado um carro do namorado. 

Como Taylor não dá ponto sem nó… Não é à toa que ela aparece de laranja (cor que destoava da coleção de Yeezus para a Adidas, em 2016, sempre em tons neutros e crus), com uma tatoo de cobra na perna direita, falando mal de um suposto palco (“your tilted stage”). Mas pode ter aqui outra referência: o circo da mídia… O clipe “Circus”, de Britney Spears, ou “Can’t Be Tamed”, de Miley Cyrus podem aparecer entre as ideias da loira.

Quem não queria ter um grupinho (squad) para chamar de seu? Taylor tem seu próprio e ironiza o fato de todas elas serem modelos, padrões a serem seguidos. Como numa fábrica de larga escala, as modeletes plásticas seguem instruções de Taytay. Na vida real, esse squad é composto por pessoas como a cantora Lorde e as modelos Karlie Kloss, Martha Hunt, Emma Stone, Hailee Steinfeld, Amanda Seyfried, Gigi Hadid, entre outras.

Até Tom Hiddleston, ex-namorado de Taylor, entrou na “brincadeira” do novo clipe. Houve um feriado de 4 de Julho em que o ator apareceu na praia ao lado da cantora e alguns amigos com uma camiseta com os mesmos inscritos. Logo, pipocaram na internet que Taylor preparava sua revanche na separação de Calvin Harris. Mais tarde descobriu-se que se tratava de uma coincidência, pois as iniciais eram do poeta T. S. Eliot, do qual o Loki, de “Os Vingadores” é fã. Ah, e a formação dos garotos do Stiletto (arte de dançar no salto alto) faz referência a “Formation”, de Beyoncé.

No topo da cadeia alimentar do Pop, Taylor criou uma superpersonagem a fim de conseguir enterrar todas as versões dela mesma. Aqui, todas se digladiam para tentar alcançar a Taylor que vem aí com uma reputação inabalável, que não brinca em serviço e pode até ressurgir do lado invertido para acabar com as fofoquinhas do que falam dela.

Essa cena é impagável: uma fútil Taylor fica a par, pelo celular, dos boletos gerados (uma resposta à música “Swish Swish”, de Katy Perry, que fala: ela guarda os recibos). Do lado dela, à esquerda, a Taylor de início de carreira, lá no Country, a da direita é a “garota interrompida” por Kanye West no VMA de 2009.

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"Gravadora é um bicho antigo", afirma Ayrton Montarroyos

Finalista do “The Voice”, na Rede Globo, o cantor Ayrton Montarroyos lançou oficialmente seu primeiro disco homônimo sem o auxílio de uma gravadora. Conseguiu um patrocínio master e se jogou no estúdio com o produtor Thiago Marques Luiz. “Gravadora é um bicho antigo, que acha que entende de alguma coisa, superorgulhosa, egocentrista, fala pra gente de música como se música popular vendesse 2 milhões de cópias, como Maria Bethânia ou Roberto Carlos. Os artistas que mais fazem vendem 50 mil cópias”, compara.

Ele afirma que, para Anitta, a gravadora deve servir bem. Mas ele preferiu não selar um acordo para não ficar amarrado. “Agora vou ficar tentando dar um tiro certo para ter um selinho, uma logomarca… Se tivessem me pego, falado que ia ganhar R$ 20 mil por mês e tantos shows por semana, eu toparia lindo. Alguns colegas têm esse tipo de contrato. Mas, para meter o dedo no que estou fazendo, aí não”, pondera.

Ayton pegou umas faixas que tinha produzido em um álbum (que não foi lançado) em 2013, refez os arranjos e foi montando o novo. “O disco veio na hora que tinha que vir. Muita gente acha que deveria ter aproveitado o ‘boom’ da Globo e do programa, mas eu acho que seria muito pequeno pensar em mim e não na obra”, explica em entrevista ao podcast Aos Cubos, que foi ao ar nesta quarta-feira (15.08). “Eu aproveitei o tempo certo. Se fosse agora, dificilmente teria o patrocínio que consegui”.

O cantor lembrou os antigos carnavais, falou de crenças, do mercado e participou dos quadros Rapidinhas, Caderno de Perguntas e Perguntas Esdrúxulas. Play!

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Fernanda Souza transfere programa pra SP e pensa em canal no YouTube

Vão se passar praticamente 8 meses entre o fim da segunda temporada de “Vai, Fernandinha”, no Multishow, até que os novos episódios do programa de Fernanda Souza fiquem prontos. A terceira está prevista para estrear apenas em abril de 2018 e será gravada em São Paulo, diferente das duas no Rio de Janeiro. A produção busca agora casa com o skyline paulistano, mas com uma difícil tarefa: não ser rota de aviões. Entre os convidados-desejo estão pessoas que não conseguiram agenda anteriormente, como Claudia Raia, Bruna Marquezine, Marília Gabriela, Taís Araújo e Lázaro Ramos.

Para continuar “dando conteúdo para as pessoas”, Fernanda  pensa em ter um canal no YouTube. A atriz e apresentadora é a convidada do 27º episódio do podcast Aos Cubos, que vai ao ar excepcionalmente nesta quarta (09.08). “Já tinha essa ideia (há um tempo), mas achei que fosse rolar televisão, e foquei porque TV exige uma demanda muito grande de energia, e aí concilio o canal, porque sabia que a televisão seria algo temporário, e o canal é pra vida inteira”, explica.

“Comecei a gravar alguns vídeos. Foi a primeira vez que gravei para o meu canal. É muito diferente porque, quando você está no do outro, enquanto ele conduz, você fica fazendo fuleragem. Quando é seu você tem que produzir, pensar, falar. Mas achei muito gostoso”, ri. Entre os convidados de seu novo projeto estão na mira: Maísa Silva, LubaTaciele Albolea, Felipe Neto, entre outros. Internacionalmente, ela tem o sonho de conversar com Britney Spears (a quem ela chama carinhosamente de Neyde) e Shakira.

Ela não adianta uma data para a estreia, pois se diz muito pragmática. “Eu sou uma pessoa que quando quer fazer as coisas, penso até queimar… não é superprodução, mas não é uma câmera minha, que ligo e boto um abajur. Venho de televisão, gosto de ver algo parecido com aquilo que cresci vendo e fazendo. Mas estou sentindo o que quero. Já estou fazendo alguns vídeos, edito com uma pessoa depois outra”. Em um dos quadros, Fernanda colocou a sobrinha Isabeli, de 5 anos, para cozinhar nuggets. “Quase deu tudo errado”, ri de seu desastre na cozinha.

Ainda no programa, Fernanda relembrou os tempos de “Chiquititas” (quando viveu a Mili, no SBT), contou sobre traumas de infância – como o fato de ela nunca ter conseguido aprender a falar inglês – e os desenhos animados favoritos de sua época. Também participou dos quadros “Perguntas Exdrúxulas”, “Caderno de Perguntas” e “Rapidinhas”, falando sobre não ser uma pessoa muito boa com tecnologia (ela descobriu o Sarahah com a gente, e se mandou um recado). De volta a São Paulo, onde mora atualmente, ela conta como resolveu a mudança com Thiago André, o Thiaguinho, seu marido.

Na capital paulista, ela está em cartaz com o espetáculo “Meu Passado Não Me Condena”, onde conta – por meio de histórias irreverentes – os bastidores da vida de atriz. Ah, e ela brinca: “não é biografia, não tenho idade pra isso”. A peça está em cartaz no Teatro das Artes, no shopping Eldorado, às sextas (21h30), sábados (21h) e domingos (20h) até 24 de setembro. Ingressos variam de R$ 80 a R$ 90, dependendo da data. Compre aqui o seu!

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"TV não é um indicador de sucesso", afirmam membros do Vanguart

Fernanda Kostchak e Helio Flanders, respectivamente violino e vocal da banda Vanguart, são os convidados do podcast Aos Cubos neste ultimo episódio que antecede as férias. A segunda temporada segue a partir de agosto, sempre às terças, às 15h33 (seja na plataforma Podcasts, da Apple, seja no Soundcloud e nos programas que indexam o .RSS do programa). O grupo acaba de lançar “Beijo Estranho” (produzido por Rafael Ramos, cuja capa é assinada por Juan Pablo Mapeto), primeiro depois de “Muito Mais Que o Amor”, de 2013, e tem muito a dizer.

“Viemos do independente e não conseguiríamos trabalhar de outra forma. Sempre fomos ativos nos projetos e sempre soubemos por onde tinhamos de ir (e até falando de mercado). Precisamos estar in loco, vendo e sentindo as coisas. Eu preciso sair para ver shows de bandas novas”, explica Flanders sobre sua visão da cena atual – e muito se reflete dessa década morando em SP. “O nosso público é maravilhoso porque já veio dessa desconstrução da mídia televisiva, internet e outras coisas. É um público que escreve, valoriza texto, fotografias, desenhos… Eles vão ficar muito felizes em nos ver na TV, mas não é um indicador de sucesso”, complementa Fernanda.

“Acho que é o melhor momento, estamos superflelizes com o álbum. É um marco na discografia, primeiro disco aos 30”, reforça Flanders. Eles afirmam que acompanham críticas, sejam elas de shows ou de disco. “Se desagradar, ou incomoda, servem (como lição, se você se identificar). Se aquilo incomodar é simplesmente para você saber que existe também essa opinião. Ninguém é obrigado (a nada), essa pessoa pensa dessa maneira e resolveu expressar. Não acredito que existam críticas venenosas. Pode até doer, mas não foi premeditad, pra te detonar”, afirma ela.

“Lembro de uma crítica maldosa, na época do primeiro disco. A gente, por habitar um lugar menor, as críticas são mais de release ou se aqueles que se debruçam sobre o trabalho. Existe uma fatia pequena ainda no jornalismo que é vaidosa e vai ao pitoresco e na polêmica e procurar coisas”, pontua Flanders. Eles falaram ainda sobre a segurança de compor em grupo (devido à intimidade que eles já têm), dos percalços para gravar um clipe e a turnê, que segue a todo o vapor. Depois da estreia em São Paulo, ganham o Brasil. Deve ter depeteco na capital paulista em agosto, mas Cuiabá está nos planos. Aguardem!

A entrevista encerra com a clássica pergunta: o que vocês gostariam de responder que não perguntamos. Hélio é rápido: “começaria tudo outra vez?”. E a resposta, em forma de música: “Começaria tudo outra vez. Se preciso fosse, meu amor. A chama em meu peito. Ainda queima, saiba”, exclama os versos de Gonzaguinha. Dê o play e até agosto!

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Participam deste podcast: André AloiVictor Albuquerque, Luís Bemti e Thyago Furtado.

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Jacintho lançará single inédito; Ekena prepara estreia com disco

Jacintho e Ekena (junto de Lima, de sua banda) são os entrevistados do podcast Aos Cubos, neste 24º programa, lançado terça-feira (20.06). Enquanto o artista se prepara para lançar mais um single, chamado “Cê Já Pode Morrer” (primeiro passo após seu EP de estreia, lançado em 2016), Ekena vai finalmente lançar o primeiro disco cheio, chamado “Nó”, que contou parte com financiamento coletivo (Catarse).

“(Esse single) faz parte do planejamento, depois de ter lançado o EP gravado ao vivo, cujo resultado deu origem também a quatro vídeos, disponíveis no YouTube. A música e o clipe devem sair em agosto”, adianta Jacintho. “Vai ser um preparo para o disco, que só sai se as pessoas desejarem”, brinca. O álbum ainda não tem nome, mas o artista afirma que é muito influenciado por coisas relacionadas à flora. “Talvez venha alguma coisa nesse âmbito”.

Ekena faz piada sobre o debut, dizendo que vai desatar nós. “Foi superlegal fazer este disco. A gente gravou em janeiro (de 2017), e faltava esse processo de mixagem e masterização. É um catadão das músicas desde 2010 até 2016, a última que escrevi foi ‘Todxs Putxs’. Resolvi fazer, talvez em ordem cronológica, contando uma história de desatar nós mesmo, como eles foram se soltando até formar uma linha reta”. O lançamento está previsto para o segundo semestre.

“A internet nos possibilitou coisas muito boas”, afirma Jacintho ao comentar a dificuldade que bandas do interior sofrem, disputando espaço com formações feitas nas capitais. E também localmente, uma vez que a cena está lotada de gente que opta por fazer cover. Jornalista de formação, ele trabalhou como editor de Cultura em uma rádio sócio-educativo, no interior. Ali teve acesso a artistas, produtores e shows. “Foi legal para ter uma série de referências, quando decidiu que queria ser artista e não jornalista”. Com sua ida para o Sul do País, e sua saída da Johnny Sue, Jacintho foi fazer uma incursão pelas artes visuais. Na volta, resolveu aportar em Leme (distante 190 km da capital paulista), e onde mora atualmente.

Os dois relembram os tempos juntos, em Araraquara, na chamada Casa dos Artistas, a vida romântica, suas aceitações enquanto artistas e os causos de interior. Ah, e também falam da época em que Ekena era uma Caramelow (da banda de Liniker). “Eu não imaginava algumas coisas ou as via distantes. As pessoas têm que olhar para um outro ângulo, tem várias pessoas acontecendo, várias bandas incríveis nascendo (no sentido de estar sendo vistas agora), e acho que a gente tem de cavocar”, pontua Ekena.

 

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Entre erros e acertos, Milkshake deixa legado como Parada "indoor"

O festival Milkshake, que teve sua primeira edição nesta sexta-feira (16.06), em São Paulo, foi o que muitos chamariam de festa da democracia – uma parada “indoor”, cheia de atrações escolhidas a dedo para agradar prioritariamente o público LGBT. Nunca havia presenciado tamanha diversidade dentro de um único evento, com públicos tão diferentes convivendo em harmonia. De um lado, o mais pop do meio gay (que se apropriou do palco Live após a performance de Hercules and Love Affair) aos amantes de música eletrônica, que ocuparam a pista principal e o clubinho da Audio, além de uma outra pista. Erraram ao fechar cedo a pista onde aconteceu um Carnaval fora de época. Foram mais de 10 mil pessoas e 44 atrações, segundo a organização.

Karol Conka e todo seu rap de militância para fazer dançarDepois dos shows energéticos de Banda Uó e Karol Conká, a outra principal atração da noite, Pabllo Vittar foi a única unanimidade. Anunciado por Fernanda Lima, seu show percorreu o EP de estreia, primeiro disco de inéditas e até o recente single com Major Lazer e Anitta. Nesse momento, os outros palcos estavam mais vazios. O que o público queria mesmo era fazer o bumbum tremer quando o grave batesse. Na sequência da drag do “Amor e Sexo”, outro destaque foi o bloco da Preta (Gil), que não conseguiu segurar o público (eu incluso), já exausto por estar no espaço de eventos da Barra Funda há horas em pé (as apresentações começaram às 16h).

Quem chegou cedo não enfrentou dificuldade para conseguir os cartões de consumação pré-pagos. Por volta das 22h, havia muita fila para recarregar e a falta de cartão era sentida em muitos caixas ambulantes. Poucos ainda tinham cartões virgens para aquisições (que custavam R$ 6, retornáveis no fim), tanto na praça de alimentação (com food trucks) como na pista onde mais cedo havia ocorrido a passagem dos trios elétricos do Carnaval fora de época. Muita gente foi embora com sua comanda, devido à falta de informação. Apenas um lugar os recebia e devolvia o que havia sobrado, incluindo o valor do empréstimo. Fui a três lugares até informarem que era no caixa do último palco – bem distante da saída..

Bloco da Preta iniciou a apresentação por volta das 4h de sábado (17.06)

Aliás, erro grande deixar a pista do Carnaval morrer no início da noite. Quem não quis ver as apresentações ao vivo não tinha para onde correr. Ou sentava no chão, ia para a praça de alimentação, fumódromos ou se escovara em algum lugar ou corredores. Enquanto isso, os camarotes superiores do palco na Audio estavam vazios. Faltaram áreas de descanso e chill out – já que não tinha a grama pra se jogar. E os seguranças não permitiam pausa nem para foto nas passagens de uma pista para outra.

Ponto positivo vai para a pontualidade das apresentações (pelo menos no Live Stage, onde permaneci a maior parte do tempo). Peguei a programação e estavam bem pontuais. No entanto, quando cheguei para o show do Hercules… não sabia que eram eles que já estavam performando. Nenhum telão, neon, LED ou placa informava quem estava em cena, algo corrigido nos seguintes. Também senti falta de totens de info ou mapa dos palcos. Olhando pra cima, você observava placas de direcionamento. E só!

Lily Scott, uma das DJs que animou o público entre um artista e outro

Haviam espaços e palcos escondidos… se você não foi com o line-up ou estrutura decorados, possivelmente passou incólume a estes lugares. Durante os shows, senti falta daqueles caras, passando pelo público, vendendo cerveja – apesar de a fila nos bares ser bem curtinha, ao contrário dos banheiros. Mais por comodidade mesmo.

Confesso que na última semana fiquei com medo de não lotar. Mas pelo tempo que tiveram de colocar o evento em pé, já com vendas e escolha de line-up, o Milkshake já deixa um legado para os próximos anos. Quem sabe, dividindo as atrações em dois dias, a gente aguentaria ficar mais tempo em pé (ou fazendo check-in no chão). Fico pensando: eles gastaram ótimas “armas” gays no line-up desse ano, agora quem mais tem a força para completar os postos de headliners do ano que vem? Em resumo, o evento foi uma festa. Reforço a celebração e harmonia entre os públicos tão diferentes, mas que soube conviver perfeitamente.

Rihanna no Rock in Rio inspired? Davi Sabbag, Candy Mel e Mateus Carrilho

Outro destaque que merece aplausos foi o espaço para performers anônimos e famosos, além do suporte à cultura drag. Ouvi de um amigo que a estrutura parecia do RuPaul’s Dragcon – evento da Mamma Ru a fim de fazer com que os fãs de seu reality tenham a chance de encontrar e interagir com renomadas celebridades e ícones da criatividade, em um ambiente amistoso e acessível.

Elenquei aqui os pontos críticos para mim. Vocês podem discordar. A área de comentários está aí para isso. O público pode ter lotado o espaço de eventos, mas não encheria o Autódromo de Interlagos – fora de mão e distante demais entre um palco e outro. Que venha a edição 2018!

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Fotos gentilmente cedidas pela assessoria da Audio Club. Cliques de Leandro Godoi

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