Pela primeira vez no Brasil, Thomas Dybdahl faz show intimista no SESC Pompeia

Fotos exclusivas por Ana Laura Leardini. Acompanhe nosso tumblr para mais coberturas fotográficas.

O aclamado cantor norueguês Thomas Dybdahl tem 34 anos e 6 discos, tendo os quatro últimos atingido o primeiro lugar na sua terra natal. Em sua primeira apresentação em solo brasileiro e pouco conhecido por aqui, Thomas aliou o talento de anos de estrada a uma atitude de principiante. Visivelmente nervoso, ele não deixou dúvidas sobre a tensão que o acompanhou no palco do SESC Pompéia quando disse: “É realmente assustador tocar num lugar onde você nunca esteve antes, você não sabe se as pessoas conhecem sua música e nem a razão de elas estarem ali”. E não era pra menos: sozinho com seus dois violões e uma gaita na frente do palco da Choperia, Thomas teve que encarar olho no olho algo em torno de 100 pessoas que prestigiavam o Festival Dias Nórdicos, evento que divulga a música escandinava para países latinos e aconteceu pela primeira vez no Brasil. Mas apesar do nervosismo, Thomas se saiu muito bem na missão.

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O set foi acústico e teve apenas 7 músicas, uma delas ao piano (“It’s always been you”) num dos momentos mais tocantes da pequena apresentação. A voz delicada mas imponente de Thomas e o grande domínio do violão seguraram bem a atenção do público, considerando que a Choperia é uma imensa fonte de dispersão. Mais de duas vezes ele agradeceu a reação do pequeno grupo atencioso próximo ao palco dizendo “Vocês estão sendo realmente legais comigo”. A atitude humilde foi boa companhia pra peças musicais como a belíssima “A Love Story” e a ‘swingada’ “Love is Here to Stay”. Sobrou espaço até pra uma música nova, “Under the Wheel”, que Thomas apresentou como “uma música que talvez tenha ficado definitivamente pronta hoje”.

07Depois do show, enquanto o público aguardava as outras duas atrações (o grupo finlandês Zebra and Snake e o duo de música eletrônica dinamarquês Rangleklods), fui surpreendido pela presença de Thomas na porta do SESC Pompeia, e conversamos por uns 20 minutos sobre diversos assuntos, sendo depois acompanhados por uma mineira que havia viajado dez horas de ônibus apenas para o show de Thomas. Ele disse adorar o disco “Clube da Esquina” e o trabalho de Edu Lobo, e recomendou alguns artistas noruegueses: (entre eles Susanne Sundfør e Highasakite). Ficou muito curioso sobre como cada uma das pessoas ali presentes descobriu a música dele e disse ter ficado surpreso com o quanto São Paulo é grande. No dia seguinte ele partia para a edição argentina do festival que ocorreu em Buenos Aires deixando de presente para alguns fãs sortudos em São Paulo um show intimista e uma ótima conversa.

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