Presente da Caco de Telha: Black Eyed Peas em Salvador

ESPECIAL DE SALVADOR

Na última terça-feira (19), era quase de noite quando parti para o show do Black Eyed Peas – uma das bandas que contribuíram na minha formação – em Salvador. Ao chegar no Parque de Exposições, achei que o local estava vazio – esperava-se quarenta mil espectadores – mas, aos poucos, o público foi chegando – totalizou-se, porém, em 25 mil pessoas.

Quando o BEP tomou conta do palco, a energia de todos se elevou exponencialmente: era Let’s Get Started, o primeiro de muitos hits que seriam executados naquela noite. Câmeras fotográficas e filmadoras disputavam espaço nas três primeiras músicas do show, as únicas em que eram permitidos registros profissionais. Eu, que não portava minha Nikon – tinha sido credenciado apenas como “jornalismo” – imaginei como deve ter sido intenso registrar tanto fervor em fotografias aquele espetáculo que já começou pegando fogo.

Rock That Body, a segunda (e talvez a que mais gostei de ver ao vivo) música da superprodução, contou com a ajuda das dançarinas do grupo, da iluminação com trezentos refletores, cento e sessenta e oito peças de video screen e oito projetores de vídeo. Não tinha como piscar os olhos diante de um espetáculo deste tamanho. Nós, público, enlouquecidos com tanta luz e efeitos visuais, contribuíamos gritando forte cada sílaba das letras. Essa “solidariedade” foi contínua em cada hit que se tocava: Meet Me Halfway, Don’t Phunk With My HeartImma BeMy HumpsHey Mama

Os soteropolitanos, que tiravam forças não sei de onde, vibraram muito quando o BEP cantou “Mas que nada”  – música em que a banda se uniu ao brasileiro Sérgio Mendes. Mais uma vez, se ouvia um grande bloco vocal cantando cada vogal do refrão – e quem não sabia, embromava brasileiramente. Seguido de tanta explosão espetacular, o público pôde descansar com os solos de cada membro da banda: Apl.de.ap, Taboo, Will.I.Am e Fergie. Os dois últimos, entretanto, não deixaram os espectadores descansarem nem um minuto.

Will agitou todos elevado a seis metros da multidão com seus mash-ups de grandes nomes da música – de Michael Jackson à Carlinhos Brown. O cantor-dj elogiou constantemente o trabalho e a pessoa que é Brown, um artista baiano reconhecido internacionalmente. Me pergunto, então, o porquê da sua antiga banda (a Timbalada) ter aberto o show da banda gringa e não o superstar – também conhecido pelas pancadas que levou (e rebateu) de latinhas de cerveja no último Rock in Rio – que volta em 2012, por sinal.

Fergie, visivelmente a estrela-detentora do foco performático da banda, trouxe a alegria para a audiência com seus singles da carreira-solo: FergaliciousGlamourousBig Girls Don’t Cry – que alegrou principalmente os casais presentes. Eu, que estava só, tive um rápido momento depressivo. As bocas que se beijavam na última canção passaram a cantar em uníssono Pump It, que tirou, mais uma vez, os pés de milhares de fãs do chão. A partir deste momento, uma briga vocal foi firmada: quem cantava mais alto? Todas as caixas de som ou todos admiradores da banda presentes do Parque de Exposições? Deve ter sido empate mais que técnico, um empate emocional, eu diria.

Os telões ajudavam quem sabia inglês e não sabia a letra de Don’t Lie – mesmo que com um atraso de segundos na projeção das palavras. Shut Up fez com que ninguém ficasse calado. Where’s The Love? tocou os corações apaixonados. Boom Boom Pow deixou todos vidrados na coreografia executada precisamente por quase uma dúzia de dançarinas. Mas, faltava o maior hit de todos. Não deu tempo de perceber que faltava I Gotta Feeling, quando o quarteto lembrou que a energia de todos ainda poderia ser maior – e foi. Regados por uma “chuva” de papel picado – não tão inesquecível como a “chuva” de borboletas coloridas do show do Coldplay em março deste ano, confesso – o público entrou em transe coletivo, sem nenhum esforço grande.

Depoimento: Quem me conhece sabe que sou um rapaz eclético e exigente. No trânsito da minha infância para a juventude, ouvi intensamente a música pop – principalmente a internacional. Britney Spears, Spice Girls, Backstreet Boys, Nsync etc; contribuíram positivamente na minha formação de homem e gay que me tornei. Neste período, conheci, também, o Black Eyed Peas. Com a grudante “Where is the love?” a banda conquistou o mundo. Hoje, o BEP figura como uma das bandas mais tocadas na cortada Pangéia. Admiradores da terra ‘brasilis’, o quarteto presenteou o país com nove shows desbravando o Brasil. Para surpresa da nação, Salvador foi uma das cidades elencadas.

Correndo atrás de uma credencial, André Aloi e eu entramos em contato com a Caco de Telha, empresa responsável pela vinda dos astros em Soterópolis. Graças a Caroline Fantinel, do marketing institucional da Caco, nossa vontade de cobrir o show no aos cubos foi possível. E-mails e ligações tornaram as palavras deste post possíveis – assim como as promoções que levaram sortudos para curtir toda a energia musical do megaevento. Muito obrigadoCaco de Telha!

Credenciado e ansioso para o show, fui até meu amigo cabelereiro Deo Carvalho que se responsabilizou pelo corte do meu cabelo, barba e manutenção do astral de um menino de vinte anos. Nunca pensei que fosse ficar tão bonito; Deo arrasa. Foi uma tarde simplesmente Deoliciosa! Depois de curtir o show, molhado de suor e cerveja que derramaram em toda a minha pessoa, fui até a sala de imprensa realizado. Postei rapidamente alguma coisa no Twitter do @aoscubos que nem lembro, conversei com Carol e pessoas da Caco e outros veículos que ainda sobreviviam na sala. Saí de lá extremamente cansado e feliz.

***

Se você leu até o fim, obrigado, querido leitor. Se toda a minha emoção gerada no show fez com que ficasse sem voz no dia seguinte, imagine as palavras que deixei de escrever… Viver aos cubos é elevar o mundo a esta potência!

3 thoughts on “Presente da Caco de Telha: Black Eyed Peas em Salvador

  1. Que lindo que foi.
    Não sabia q vc gostava tanto da banda assim Dan.
    Não gosto mto não, mas o show deles deve ser realmente eletrizante.
    Fergie de perto deve ser foda tmb hein uiii!!!

    Beijos

  2. uhauahauhauhauahua morrendo de rir ao perceber que o seu lado musical gay foi totalmente influenciado pelo meu dirty pop da adolescência!
    *falando do show: não há nem o q falar! o estádio do morumbi lotado de cabo a rabo responde a minha pergunta? fantasticamente fantástico!
    bjos

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