Quando artistas da música influenciam uma geração…

OPINIÃO

Ligue o rádio. O que toca? As chances de ser uma música vinda da América do Norte com batidas eletrônicas são de quase 100%. Se você for fã de músicas com raízes tupiniquins (sertanejo universitário, forró, calypso etc.) essa regra não lhe cabe. A maioria das rádios brasileiras, atualmente, segue uma linha ‘We Love America’. Certamente, até sua vó já deve ter noção de quem seja Lady Gaga.

A força da música americana é comprovada há séculos. Mas o que realmente define uma época dentro da música? Anos atrás todos eram ‘hippies’. Em uma outra época, todos eram ‘beatlemaníacos.’ Depois, todos tinham cabelo com permanente, calças de couro e ainda cantavam “Livin’ on a Prayer“. E hoje? O som é definido por poucos, mas muito poucos artistas.

Dois anos atrás a moda era black music. Madonna, Elton John, Fall Out Boy, Mariah Carey, Justin Timberlake e muitos outros grandes nomes do cenário musical caíram nas mãos de rappers como Akon e Timbaland. Gerando toda uma época de músicas com a pegada do Bronx.

Agora, a batida black foi substituída por outra: a eletrônica. Todos os grandes artistas resolveram ser amigos do DJ francês David Guetta e outros grandes produtores como RedOne, que lançaram grandes ao estilo de Gaga. Difícil saber quando termina uma música e começa outra. Até mesmo artistas que surgiram das raízes da música black, como Chris Brown hoje se modernizaram e copiaram o som dos mais novos.

Ser famoso e ter sucesso no meio musical, ultimamente, já não é mais suficiente. Os mais espertos unem-se, criando grandes hits como “4 Minutes“, os três maiores nomes juntos: Madona, Timberlake e Timbaland.

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Quais serão as novas táticas para chamar mais atenção em um universo onde é tão fácil se tornar uma estrela?

3 thoughts on “Quando artistas da música influenciam uma geração…

  1. Realmente tem sido mto mais facil virar artista e famoso ainda mais com essas “ajudas” de outros artistas… antigamente se reconhecia uma musica pelo som da guitarra da banda … Hj em dia raro muito raro…
    Tanto que muitas pessoas se dizem fãns de artistas antigos, muitos deles nem mais presentes entre nós!

  2. Oi

    Gostei da matéria. Na verdade, existem poucas músicas realmente boas nessa geração.
    Não posso dizer que não gosto de música eletrônica, mas também posso dizer que meu mp4 é uma mistura tão profunda, que algumas pessoas seriam incapazes de me definir pelo “meu som’.

    Escuto tango (Astor Piazzola, Pugliese, Carlos Di Sarli, Bajofondo, obviamente Gardel), escuto músicas árabes, gregas e indianas, escuto Cazuza, Ana Carolina, clássicas como Chopin, adoro a Lauryn Hill, Charlotte Church, Glenn Lewis, The Manhattan, Maná, Mariah, Michael Bolton, Cubanas como Buena Vista Social Club,salsas Elvis Crespo, mais antigas como The beach boys, Carly Simon, músicas dos desenhos da Disney, e aí sim, David Guetta…e ainda tem muito mais.

    Boa parte do que eu escuto minha amigas não conhecem, não gostam…
    Eu sinto falta das músicas mais românticas. Músicas eletrônicas são legais, mas onde foi parar aquela música que é capaz de perpetuar-se? As músicas são criadas e depois simplesmente “somem”.

    legal mesmo a matéria…

    beijos

  3. Na minha opinião uma tática que está muito em alta e chamando a atenção são as performances. Não basta você cantar, tem de saber atuar e chamar a atenção no palco, fora dele e nos clipes também. Um grande exemplo disso é a Lady Gaga, que deixou de ser cantora para se tornar um ícone.

    Outra que na minha opinião utiliza muito bem esta tática é a Ke$ha, com uma atitude e postura para chamar a atenção com um ‘look’ extremamente underground, usando e abusando do glitter, atire a primeira pedra o gay que não queria estar no clipe “Take It Off” e ficar atirando aquela “farinha colorida” e se sujando todo, e ainda por cima, ficando colorido. Não basta fazer boa música, tem de ser diferente.

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