Shakira quebra jejum de Brasil com era dourada, rebolado e muitos hits

Shakira quebrou o jejum de sete anos de palcos brasileiros com show neste domingo (21.10), no Allianz Parque, na capital. Sem surpresas, abriu com seu maior hit “Estoy aquí”, emendando no mesmo remix “¿Dónde estás corazón?” – ambas de seus anos iniciais de carreira, do debut “Pies descalzos”, de 1996. Versátil, a cantora mostrou todo seu rebolado, gastou seu portunhol, dançou, cantou, tocou declado e violão.

O som de seu microfone (pelo menos do show em São Paulo) parecia baixo, fato que se estendeu ao longo da apresentação. Mas, aos 41 anos e após enfrentar problemas nas cordas vocais – que a fizeram postergar a turnê por duas vezes -, Shakira ainda exala frescor e originalidade em um universo de cantoras novas, querendo parecer imitações do passado.

A cantora colombiana aproveitou o encontro para pôr o papo em dia, já que não falava com o público do Brasil cara a cara desde sua apresentação de 2011, no extinto festival Pop. A chuva até parecia que ia surgir em algum momento, mas não deu as caras no estádio lotado de adolescentes, pais com filhos e um público mais velho, que acompanhou os primeiros anos de sucesso da cantora, nos idos da década de 90. Assim, ela mostra que conseguiu se reinventar nas décadas subsequentes ao seu surgimento (Anos 2000, quando apostou no mercado americano, cantanto em inglês, e agora na década de 2010, voltando às origens latinas na onda do efeito “Despacito”.

“Meu Deus, São Paulo. Vocês são incríveis. Eu tinha tanta saudades de vocês. É tão lindo estar com vocês de novo aqui, tão perto de mim. Brigada por estarem aqui”, disse a cantora em um dos momentos da apresentação. Sozinha no palco, sem corpo de baile, tem como seus aliados a incrível banda, seu eterno rebolado e a ágil edição de câmera dos telões. “Através dos obstáculos, vi que tinha amigos de verdade”, diz ela, que há pouco por passou por problemas nas cordas vocais.

Ela não faz um show apenas para o público, mas sua apresentação conversa com as câmeras que rodeiam o palco. Ainda faz piadas com o nome das musicas: “tem uma musica que é inevitável cantar”, referindo-se à Inevitable. Interação é outra marca de sua presença no palco. “Quando disser ‘puro puro’, vocês respondem ‘Chantaje’.” Explosões e show pirotécnico, aliado ao telão. “Paulistas, obrigada por tanto”, comemorou.

Se nos idos da década de 1990, Shakira tinha de se deslocar às pequenas cidades do interior do Brasil (em uma delas, fez 16 shows) e se apresentar em programas apelativos dominicais na TV. Agora, não precisa de tanto para dar “sold out” no Allianz. Sucessos na carreira, muitas colaborações aparecem no telão. É o caso de Rihanna, em “Can’t Remember to Forget You”, que ganhou uma versão mais reggae ao vivo e, ao fim, teve Shakira na bateria. Dos outros featurings, Alejandro Sanz e Maluma gravaram participações.

Em “La La La (Brazil 2014), o feat. com Carlinhos Brown, o público levantou bexigas verde e amarela. A apresentação estava no fim, quando voltou para o palco cantar o Bis: “Toneladas”, “Hips Don’t Lie”e “La Bicicleta”. No palco, Shakira faz um apanhado de seus maiores hits, evidencia o mais recente disco, “El Dorado”, onde a cor de ouro e as batidas do Oriente Médio ecoam. A única conta que ela não acertou com o Brasil foi cantar hits, como “Ojos Así”, “Gipsy” e “Ciega, Sordomuda”. Fica para uma próxima!

Shakira Setlist Allianz Parque, São Paulo, Brazil 2018, El Dorado World Tour

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