SP: Cirque du Soleil abre as portas de 'Varekai' e apresenta bastidores

O Cirque Du Soleil abriu a cortina de suas tendas, na sexta-feira (14) de chuva torrencial, para o Aos Cubos – e alguns outros blogs paulistanos – para assistirmos ao espetáculo “Varekai”, na capital. Dividimos a emoção neste, onde conto o tour pelo backstage que (eu, o Luis Gustavo e outros blogueiros) fizemos antes de nos deleitarmos com as mordomias do Tapis Rouge (tenda VIP com direito a alimentação e bebidas, mediante a compra de um pacote exclusivo) e, depois, assistir  à apresentação das 17h do espetáculo de luzes.

Leia: O sonho exuberante de ‘Varekai’, espetáculo do Cirque

A produção nos levou para conhecer um pouco da estrutura montada no parque Villa-Lobos e os bastidores. A primeira parada foi no refeitório (dois contêineres abertos formam a estrutura básica com acessórios de cozinha industrial), que funciona das 8h à 0h30. Servidas em modo de buffet, as refeições são controladas pelo método chamado “les CONS (palhaços) de la nutrition” (cada letra simboliza uma cor, respectivamente, verde, amarelo, vermelho e azul). Como um semáforo no trânsito, os bailarinos podem comer sem restrição os alimentos categorizados no primeiro, atenção no segundo e devem se ater ainda mais aos de cor vermelha. Apesar de ninguém ter uma dieta específica,  são orientados sobre qual a melhor alimentação para os treinos.

CURIOSIDADE: seis ajudantes de cozinha da equipe são contratados no país em que visitam para ajudar a servir as mais de 250 refeições diárias, seis dias por semana. São eles, por exemplo, que preparam a feijoada na temporada brasileira – os canadenses viram coadjuvantes nessa hora.

Fotos – 1, 2 e 3: Cozinha, especificação dos pratos, e a tabela “les CONS”

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Em seguida, nossa “guia turística” pelo mundo do Cirque, Cinthia (que preferiu manter seu sobrenome preservado) nos levou à área onde a equipe da companhia lava suas roupas. É um outro contêiner, adaptado com máquinas de lavar roupa e secadoras, que ajuda a equipe a manter as roupas do dia a dia limpas. Até demos de cara com uma artista, minutos antes do espetáculo – já maquiada – secando algumas de suas peças.

Mais adiante, em uma área que fica atrás da entrada do palco, o Cirque mantém uma academia, os guarda-roupas, um espaço para aquecimento dos artistas e fisioterapia. O mesmo lugar ainda tem uma parte para guardar os objetos cênicos. Para se ter uma ideia, “Varekai” tem mais de 600 peças de vestuário entre roupas, sapatos, perucas, chapéus e acessórios. A equipe de figurinos, constituída por 6 pessoas, é encarregada de limpar, restaurar, engomar, retocar a pintura dos sapatos etc. Tudo tem que estar no devido lugar para que as trocas de cena sejam rápidas. E são eles os responsáveis por isso.

Na conversa lá na cozinha, a Cinthia nos falou que cada artista tem uma rotina diferente, seja de treino, ensaio, musculação, fisioterapia… Eles costumam chegar – quando não têm nada a fazer – cerca de duas horas antes do espetáculo. Até porque a maquiagem, feita pelos próprios artistas, leva entre 45 minutos a 1 hora e meia para ficar pronta.

Lavanderia, academia, espaço de treino/fisioterapia

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Roupas e acessórios

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O tour seguiu até outra tenda em que o grupo canadense mantém uma marcenaria para confecção de peças e conserto de outros objetos utilizados em “Varekai”. Até parafusos e porcas (como vocês vão ver nas fotos) são importados e tem aos montes para que nenhuma peça emperre por falta de manutenção.Por ali terminou nosso passeio pelos bastidores de “Varekai”, e respondendo à pergunta do início do post: não, os artistas não moram nas tendas. Essas, servem de escritório ou salas de apoio (contêineres).

Os bailarinos descansam em hotéis e dependem de um serviço de vans – que funciona durante todo o dia – para fazer o traslado “hotel >> tenda >> hotel”. Ah, e lá no parque ainda funciona uma escola para que os filhos ou artistas-mirins possam ter um aprendizado normal, uma vez que eles viajam o mundo com o espetáculo. E aqui no Brasil, além de São Paulo, o espetáculo segue para o Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.

São necessários oito dias para montar toda a estrutura das tendas e três para desmontar. São utilizados 68 caminhões para transportar as mil toneladas de equipamento de Varekai – que chegaram ao Brasil por navio. A viagem do Canadá até aqui pode durar cerca de um mês. E, durante a estadia em cada cidade, alguns destes caminhões são utilizados como armazéns e zona de workshops.  A capacidade do Grand Chapiteau (tenda principal) é de aproximadamente 2.600 pessoas. A Tenda Tapis Rouge (sala VIP) tem capacidade para 500 convidados.

Marcenaria e reparos

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Após o passeio pelos bastidores, fomos conhecer a estrutura aberta ao público. Nesta área, está exposto um mural feito pelo Circo Escola São Remo – Instituto Criança Cidadã, do Butantã (São Paulo). Depois da passagem do Cirque por São Paulo, essa obra vai ser leiloada e o dinheiro revertido para a instituição. E, claro, neste espaço tem banheiros, as lojinhas oficiais de souvenir e praça de alimentação. Duas coisas bacanas que nos falaram lá é que toda a estrutura de exposição, balcões das lanchonetes têm rodinhas nos pés para que – quando a estrutura for desmontada -, o que é do Cirque vai com a equipe (como os expositores), e o que é alugado (banheiros e balcões da praça) sejam deixados no local. Os banheiros, também, são alugados no país que passam para se adaptar à cultura. Em alguns lugares da Ásia, por exemplo, não existem vasos sanitários.

Painel que vai à leilão

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Tenda comum, com praça de alimentação e lojinhas de ‘Varekai’

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Para quem quiser levar uma lembrancinha do mundo “Varekai”, opções não faltam (para gostos e bolsos). De chaveiros (o mais simples custa R$ 25. Tem um outro mais elaborado por R$ 30 [que é lindo: ele tem os elementos do circo, como o nariz de palhaço]), passando por camisetas oficiais (R$ 70, preço médio do mesmo produto de um show de banda internacional, por exemplo) até os DVDs (que custam cerca de R$ 70 também) e CDs (R$ 30) de outros espetáculos, como “LOVE”, dos Beatles. Tem um caderninho também muito fofo por R$ 25. Bom, mas o mais interessante que nós “descobrimos” é que todo o produto comercializado no Brasil é comprado pela produtora e vem direto do Canadá. Eu, por exemplo, achava que os produtos eram de propriedade do Cirque Du Soleil… Ah,ah… e tem também uma caneca temática, com as cores do espetáculo, por R$ 30 (!!!). 🙂

Lojinhas e produtos de merchan

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Por fim, nossa última parada antes que ouvíssemos o chamado para o início do espetáculo: o Tapis Rouge ou tenda VIP. Nesse lounge climatizado que você aguarda “Varekai” começar, na maior mordomia, há um buffet especial, que serve desde minipizza de queijo gouda  a kafta com coalhada até penne ao funghi. De bebida, tem prosseco a uísque, passando por refrigerantes e sucos. E, no intervalo de 25 minutos entre um ato e outro do espetáculo, tem uma reserva especial de doces. É muito amor! Minha jornada encerra aqui, agora o Luís conta a experiência dele em ter visto “Varekai” tão de perto.

Tapis Rouge, tenda VIP

5 thoughts on “SP: Cirque du Soleil abre as portas de 'Varekai' e apresenta bastidores

  1. Olá!Muito legal a matéria!mas gostaria de corrigir um elemento…Sou educadora do ICC e notei que apenas o São Remo foi mencionado mas na verdade todas as unidades do ICC dentre outras ONGS de rede de circo mundial participaram da produção da obra que vai a leilão!Inicialmente seria apenas o São Remo a produzi-la mas os diretores resolveram incluir todas as unidades. O São Remo cedeu o espaço para sua execução.

    Sucesso!

    Att,

    Thaisa

  2. olá, estou procurando comprar um par de ingressos, vc saberia me dizer como faço para conseguir-los mais baratos? aonde posso ir, vc conseguiria um contato seguro para adquirir-los? grato aguardo resposta.

  3. eu vou no cirque du soleil neste domingo as 16 horas da tarde eu sou muto fa do cirque du soleil por isso que eu vou a primeira vez no tapis rouge que ganha um cordao do varekai e tambem brinde e tem refri a vontande e tem estacionamento exclusivo eu vou no dia 17 de junho de 2012

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