SP: sob histeria de fãs, Nick Jonas mescla hits em show comportado

DE SÃO PAULO

Nick Jonas foi pontual ao abrir a turnê, às 21h, com The Administration em São Paulo, nesta quarta-feira (21) sob histeria e delírio ensurdecedor de 3,5 mil fãs, que choravam copiosamente, emocionados, ao ver ou rever o rapaz  (o rapaz já se apresentou com os irmãos no Morumbi – em maio de 2009 – e no Pacaembu – em novembro do mesmo ano). O bom moço subiu ao palco de terno preto, gravata da mesma cor, e um cabelo arrumadinho, penteado para o lado, e nas mãos uma bandeira do Brasil. Na bagagem, ele trouxe hits, mesclou os sucessos que fez com os irmãos Joe e Kevin, adicionando uma pitada de Coldplay, Beatles e Bruno Mars, e ainda apresentou uma nova música chamada “Collide”.

As primeiras palavras disparadas ao público, foram: “obrigado por estarem aqui esta noite. Vocês vão cantar comigo?”, e logo abriu com “Last Time Around”, de seu primeiro disco solo. O público – formado, em sua maioria, por meninas que não completaram a maioridade, poucos garotos e pais que acompanhavam os filhos – empunhavam varinhas de LED, bexigas vermelhas câmeras fotográficas ou celulares. Também seguravam rosas vermelhas, mas para um momento especial, que viria a acontecer mais tarde durante a apresentação.

A cada música, uma troca de guitarra ou violão e, quando o silêncio ameaçava pairar sobre a Via Funchal, o estridente coro: “Nick, eu te amo” surgia e só esmaecia quando os acordes anunciavam a próxima canção. Foi assim com “State of Emergency”, “Inseparable” e até “SOS”, um clássico dos Jonas Brothers, que ganhou uma versão acústica, com direito a Nick ensaiando uns passos de salsa, dignos de amante latino – a prova de que ele está mais maduro e distante da imagem de pureza, quando carregava o anel da castidade e nem imaginava namorar a cantora australiana Delta Goodrem, de 28 anos, oito a  mais que ele.

Na pausa, Nick queria ver as placas que formalizavam pedidos de casamento, apenas música ou então marcavam a presença das fãs com os inscritos “stayers” – autodenominação das aficionadas de Nick, assim como os de Rihanna são os navy e, de Lady Gaga, monsters. Juntou ali: “A Little Bit Longer” com “Yellow”, do Coldplay, e “Conspiracy Theory”.

Mais para o final da apresentação, que demorou cerca de 1h30, “Rose Garden” contou com uma homenagem das fãs para o artista, que jogaram rosas vermelhas (algumas amarelas) no palco, transformando o cenário em um verdadeiro “jardim de rosas”, como sugere o nome da música. “Gotta Find You” e “Introducing Me” foram cantadas ao violão e arrancaram da plateia coraçõezinhos com a mão. Nesta última, chamou o irmão pequeno Frankie, que foi aplaudido pelas fãs, ganhou coro com seu nome. E, ao voltar para o backstage, ganhou um beijo na cabeça do irmão.

Na sequência, fez covers de The Beatles com “I Saw Her Standing There” e Bruno Mars, com “Just The Way You Are”. Arrancou palmas da plateia em “Still in Love With You”, seguiu com “BB Good”, quando mostrou o baixista Carmo com uma camiseta verde, com estampa da bandeira do Brasil. E então, anunciou; “tudo bem se eu cantar uma nova música para vocês?” e pediu ajuda com “Oh oh oh”, mostrando como deveria ser cantado o refrão de “Collide”. Emendou “Fly With Me”, “Lovebug” e “Stronger”, quando o clichê de despedida se formou e, em seguida voltou para cantar “Stay” e “Who I Am” no bis.

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O fim do espetáculo era um misto de alegria e tristeza para as fãs, que queriam uma palheta, baqueta ou o setlist como memória palpável. Gritaria, choradeira e escândalos por quererem entrar no camarim eram sentidos na fila do gargarejo de – querendo ou não – crianças querendo seu brinquedo – no caso, um abraço com Nick – sem que tivessem participado de alguma promoção nem ter desembolsado uma quantia absurda para o Meet&Greet.

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Veja o vídeo de “Who I Am”

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Setlist:

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