Criolo e Iveste Sangalo celebram Tim Maia em SP

Ivete Sangalo e Criolo puxaram o coro de uma enchurrada de hits de Tim Maia (1942 – 1998), no projeto Nivea Viva , na praça Heróis da FEB, neste domingo (28.06), em São Paulo. O projeto gratuito, que celebra nomes da música brasleira ano a ano, reuniu 180 mil pessoas em sua última parada depois de passar por Porto Alegre e Recife, em abril, Fortaleza, em maio, e mais recentemente em Brasília (14.06) e Rio (21.06).“Passamos por outras lindas capitais, cantando, e me emociona desde a primeira porque contamos a história de vida dele, suas poesias e canções. Essa cidade é especial porque Tim, quando foi para os Estados Unidos, foi com a mala cheia de aventura e desembarcou aqui com ela cheia de sonhos”, relembrou Ivete, agradecendo pela linda tarde.

Por volta das 16h35, a cantora subiu ao palco com um longo vestido azul, entoando os primeiros versos de “Não Quero Dinheiro”, um dos clássicos daquele que foi o principal tradutor da Soul Music americana ao nosso idioma, o síndico Tim Maia. “Alô São Paulo, é hoje, hein?”, disparou.

Depois de aproximadamente 20 minutos com Ivete sozinha comandando a festa, Criolo subiu ao palco mais tímido, para cantar “Primavera”. Em nova versão, “Chocolate” ganhou uma pegada samba-rock com todo o molejo do cantor. “Muito amor, muito amor”, comentou.

Os dois se revezavam no palco, cantando juntos um clássico ou outro. Entre as músicas do setlist, “Gostava Tanto de Você”, “Azul da Cor do Mar”, “Que Beleza”, “Bom Senso”, “Réu Confesso”, “Telefone”, “Não Vou Ficar”, “O que Me Importa”, “Sossego”, “Do Leme Ao Pontal”, “Você e Eu, Eu e Você”, “Ela Partiu”, “Eu Amo Você”, “Coroné Antonio Bento”, “Não Quero Dinheiro”, “Canário do Reino”, “A Festa de Santo Reis”, “Leva”, “Lábios de Mel”, “Descobridor dos Sete Mares”, “Acende o Farol”. No bis, voltaram para “Não Quero Dinheiro”, “Vale Tudo”, “Sossego” e Do Leme ao Pontal”.

EM SALVADOR
Ivete comentou que o show de Salvador, que teria acontecido em maio, teve de ser cancelado por causa das chuvas. A produção estuda um meio de levar o projeto à capital baiana.

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João Rock: Pitty dispara hits em festival marcado por atrasos

Única mulher a pisar nos palcos como headliner do festival João Rock, em Ribeirão Preto (distante 314 km de São Paulo), neste sábado (13.06), Pitty ganhou o público com sua setlist nostálgica. A plateia puxou o coro em diferentes momentos, em especial nas faixas do CD de estreia, “Admirável Chip Novo” (2003).

Segundo a organização, 45 mil pessoas compareceram à 14ª edição evento, que durou cerca de 12 horas devido aos atrasos no início dos shows, que deixaram o público cansado.

O festival também foi marcado por encontros inusitados, como Pitty com Planet Hemp para dividir os vocais com Marcelo D2 e cantar “Mantenha o Respeito”, e Gabriel O Pensador ao lado de Detonautas, entoando os versos de “Cachimbo da Paz.

Depois de acompanhar a maratona de apresentações com Samanah, Criolo, Frejat, Skank, Capital Inicial, Pitty, CPM 22, Planet Hemp e Detonautas, boa parte da plateia tinha dispersado quando o Raimundos subiu ao palco principal por volta das 4h40 da madrugada de domingo (14.06), encerrando o festival pra lá das 5h.

No palco universitário, apresentaram-se: Gabriel, o Pensador, Brothers of Brazil, Dead Fish, Móveis Coloniais de Acaju, Urbana Legion e Mato Seco. Jayme Matarazzo, Sthefany Brito e Kayky Britto foram os convidados do camarote de uma marca de cervejas.

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ESTRUTURA

Com 230 mil metros quadrados, foram montados dois palcos no Parque Permanente de Exposições de Ribeirão, além de dois camarotes com vista para o principal. Além dos shows, entre as atrações de entretenimento: saltos livre e de bung jump, um quadrilátero para treinar slackline, uma minirrampa de skate, além de uma pista de motocross, por onde passaram os irmãos Gian e Paolo Bergamini, conhecidos por sua atuação Freestyle.

Na Praça de alimentação, os fãs de música tinham à disposição barracas em que vendia-se milho, pastel, crepe, salgado, baguete de frango, pizza e hotdogs, além de uma rede de fast-food carioca. A novidade foi um espaço com food trucks, servindo tacos e paletas mexicanas, batatas fritas, salmão na brasa e comida japonesa.

*O repórter viajou a convite da produção do festival

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Studio SP encerra atividades com show histórico

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Por mais que a longevidade de casas noturnas seja uma raridade e mesmo podendo escrever páginas e páginas sobre o que causou o fechamento do Studio SP e de como a casa fará falta para o cenário da música independente brasileira, não falarei sobre isso. Além do incrível encontro de artistas que promoveu em seu pequeno palco na noite de despedida (quinta, dia 2) a noite já começou especial pelo público que reuniu ali: uma amostra diversificada de não-privilegiados resultado de uma confusão sobre o horário em que os ingressos seriam vendidos.

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Criolo toca no Roskilde Festival, um dos mais importantes do mundo

Mais um passo importantíssimo na carreira do músico paulistano Criolo e mais um motivo de orgulho para a música nacional. Seguindo o sucesso do excelente “Nó na Orelha”, lançado no ano passado, Criolo foi escalado para se apresentar no Roskilde Festival, que acontece na Dinamarca no começo de Julho, e é um dos seis maiores festivais da Europa. Esse ano o Roskilde tem na headline nomes como The Cure, Jack White, Bon Iver e Bruce Springsteen, e dividindo a festa com Criolo como “atrações menores” estão figuraças do porte de Friendly Fires, The Vaccines e A$AP Rocky.

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Planeta Terra: público monopolizado provoca edição mais morna de todas

Fotos: Ana Laura Ferraz  para o Aos Cubos (exceto quando indicado)

Esse Festival Planeta Terra foi do The Strokes. Ponto. Isso já estava decidido meses atrás e ia continuar assim mesmo que o show deles não tivesse sido de fato o melhor do festival. A maioria arrebatadora do público que esgotou os ingressos em tempo recorde, estava lá ou para ver o Strokes ou eram fãs de Oasis querendo ver o Beady Eye, banda que reúne todos os ex-integrantes do finado grupo britânico menos Noel Gallagher, e que, como já era sabido, não tocou nada do Oasis. O line-up fraco do palco menor e as atrações nitidamente “tapa-buraco” se juntaram à apatia do público completamente desinteressado do palco principal que ignorou como um exército de terracota os poucos momentos bons que aconteceram ali. O Planeta Terra, que ganhou por mérito o posto de melhor festival brasileiro e  talvez o de melhor organização, infelizmente caiu nas armadilhas que ele mesmo construiu.

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