SILVA quer ficar longe de carão e diz que enjoou de nude: "recebi tanto"

Lucio Silva de Souza, ou simplesmente SILVA, é o convidado do podcast esta semana, encerrando nossa primeira temporada. O músico acaba de lançar um disco em que canta clássicos de Marisa Monte. Inclusive, ele contou com exclusividade que o lançamento do show no Rio de Janeiro, programado para 2017, terá a participação da musa. O cantor ainda apresentou duas músicas em versões acústicas: “12 de Maio” e “Feliz e Ponto”.

Por conta da produção do disco e divulgação do álbum, além de ensaios do novo show, o artista que ainda mora em Vitória (ES) esteve em SP durante algumas semanas e se viu incomodado pelo carão e o clima blasé. “Gosto dessa coisa tão rara, que é estar no meio de amigos, às 4 da manhã… tenho saído muito em SP e odeio carão. Não tenho paciência”.

img_0170Respondendo se preferia Black Tie ou Nude, ele diz que começaria em um, terminaria no outro. “Eu enjoei de nude, recebi tantos esse ano… no Snap, recebi alguns incríveis, outros nem tanto. Acho legal essa coragem (de mandar foto). Eu demorei muito pra mandar. Viajando, você tem que manter o interesse. Nude é uma coisa que banaliza. Parece que com esse discurso você não manda porque não está com o corpo em dia. Mas até corpos incríveis enjoam”, diz ele. “Sinto falta dessa naturalidade. Às vezes, você bate o olho em alguém e ela é tão incrível, tem a auto-estima tão grande, que vale mais do que um corpo com 0% de gordura”.

Se tivesse de escolher algum artista para homenageá-lo, ele brinca, definiria Ludmilla. “Meu sonho. Sério, ela é mais legal que as outras cantoras porque tem uma parada assim (meio high/low). Do lado da minha casa em Vitória tem funk, escola de samba (Pega no Samba), que é um inferno. Igrejas evangélica e católica, terreiro. É uma bagunça. Quando ela lançou ’24 Horas’, aquilo tocava em todos os cantos. Até minha avó cantava. Ela tem uma parada do gueto, baita compositora e canta pra c… Ludmilla, sou seu fã”.

O cantor falou que detesta ter de responder suas influências musicais e ainda revelou que sua diva pop favorita é Amy Winehouse. Ele prefere Britney Spears a Christina Aguilera e demorou a aceitar e gostar de Ariana Grande. Se pudesse escolher um superpoder, gostaria de poder ler os pensamentos. “Entrar na mente e descobrir o que as pessoas pensam é mais legal (do que flutuar)”, analisa. Ainda que não seja um bom chef de cozinha, prepararia algo para Caetano Veloso.

Dentre todos os tipos de música, ele que tem formação erudita, odeia as de balada Gay. “Tribal é o pior gênero da música eletrônica que ja inventaram”, condena. E com quem ele tiraria uma selfie? Segundo ele, a gente vive para esperar um novo Michael Jackson. “A pessoa que mais se aproxima disso é a Beyoncé, e não tenho essa coisa de diva pop. Tenho admiração pelas pessoas cuja musica é f… Não sou fã da dancinha dela nem do figurino. E sim da sua música. Ela canta pra c…, sempre faz coisas interessantes! Os discos podem nem ser number 1, mas sempre interessantes. Se a visse ao vivo, ia pagar muito pau. Kanye West não ia falar porque acho ele escroto, apesar de ser fã”.

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O que esperar da música brasileira em 2014

primeiraAdeus ano-velho, feliz ano-novo… 2013 ainda nem foi embora direito, mas a gente já se antecipa pra esperar – e dividir com vocês – as expectativas que rondam 2014. Tudo o que a música brasileira promete pra esse novo ano! 2013 nos trouxe muita música boa (e você pode conferir algumas aqui), mas nem por isso devemos esperar qualquer estagnação nesse novo ano. Vários nomes do mundo da música prometem seus novos discos pra 2014 – alguns já estão em gravação, outros ainda vão começar a pré-produção – e algumas estreias muito bem-vindas também dão o ar da sua graça.

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Análise: The xx faz show sublime em evento disfarçado de festival

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Fotos de Ana Laura Leardini exclusivas para o Aos Cubos. Mais fotos no nosso tumblr.

O Popload Gig foi uma das melhores coisas que aconteceram nos últimos anos no circuito de shows alternativos em São Paulo. A “marca” encabeçada pelo jornalista Lúcio Ribeiro já trouxe shows maravilhosos como Feist, Andrew Bird e Wild Beasts e só em Novembro ainda trará Devendra Banhart e a hypeadíssima Solange “Irmã da Beyoncé” Knowles. Quando Lúcio comprou publicamente a briga para trazer a desejada e inédita banda britânica The xx para um show pequeno e fechado, e não para um grande espaço aberto de algum grande festival (o Planeta Terra?) que também brigava pela banda, se transformou automaticamente numa espécie de anti-heroi. Assim, um show que esgotaria facilmente os 7 mil ingressos de um Credicard Hall se fosse vendido pelo preço normal de shows (200 a inteira), teve 3800 pessoas num HSBC Brasil com capacidade para 4500 pessoas por um preço considerado abusivo por unanimidade (400 reais a inteira).

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