Fernanda Souza transfere programa pra SP e pensa em canal no YouTube

Vão se passar praticamente 8 meses entre o fim da segunda temporada de “Vai, Fernandinha”, no Multishow, até que os novos episódios do programa de Fernanda Souza fiquem prontos. A terceira está prevista para estrear apenas em abril de 2018 e será gravada em São Paulo, diferente das duas no Rio de Janeiro. A produção busca agora casa com o skyline paulistano, mas com uma difícil tarefa: não ser rota de aviões. Entre os convidados-desejo estão pessoas que não conseguiram agenda anteriormente, como Claudia Raia, Bruna Marquezine, Marília Gabriela, Taís Araújo e Lázaro Ramos.

Para continuar “dando conteúdo para as pessoas”, Fernanda  pensa em ter um canal no YouTube. A atriz e apresentadora é a convidada do 27º episódio do podcast Aos Cubos, que vai ao ar excepcionalmente nesta quarta (09.08). “Já tinha essa ideia (há um tempo), mas achei que fosse rolar televisão, e foquei porque TV exige uma demanda muito grande de energia, e aí concilio o canal, porque sabia que a televisão seria algo temporário, e o canal é pra vida inteira”, explica.

“Comecei a gravar alguns vídeos. Foi a primeira vez que gravei para o meu canal. É muito diferente porque, quando você está no do outro, enquanto ele conduz, você fica fazendo fuleragem. Quando é seu você tem que produzir, pensar, falar. Mas achei muito gostoso”, ri. Entre os convidados de seu novo projeto estão na mira: Maísa Silva, LubaTaciele Albolea, Felipe Neto, entre outros. Internacionalmente, ela tem o sonho de conversar com Britney Spears (a quem ela chama carinhosamente de Neyde) e Shakira.

Ela não adianta uma data para a estreia, pois se diz muito pragmática. “Eu sou uma pessoa que quando quer fazer as coisas, penso até queimar… não é superprodução, mas não é uma câmera minha, que ligo e boto um abajur. Venho de televisão, gosto de ver algo parecido com aquilo que cresci vendo e fazendo. Mas estou sentindo o que quero. Já estou fazendo alguns vídeos, edito com uma pessoa depois outra”. Em um dos quadros, Fernanda colocou a sobrinha Isabeli, de 5 anos, para cozinhar nuggets. “Quase deu tudo errado”, ri de seu desastre na cozinha.

Ainda no programa, Fernanda relembrou os tempos de “Chiquititas” (quando viveu a Mili, no SBT), contou sobre traumas de infância – como o fato de ela nunca ter conseguido aprender a falar inglês – e os desenhos animados favoritos de sua época. Também participou dos quadros “Perguntas Exdrúxulas”, “Caderno de Perguntas” e “Rapidinhas”, falando sobre não ser uma pessoa muito boa com tecnologia (ela descobriu o Sarahah com a gente, e se mandou um recado). De volta a São Paulo, onde mora atualmente, ela conta como resolveu a mudança com Thiago André, o Thiaguinho, seu marido.

Na capital paulista, ela está em cartaz com o espetáculo “Meu Passado Não Me Condena”, onde conta – por meio de histórias irreverentes – os bastidores da vida de atriz. Ah, e ela brinca: “não é biografia, não tenho idade pra isso”. A peça está em cartaz no Teatro das Artes, no shopping Eldorado, às sextas (21h30), sábados (21h) e domingos (20h) até 24 de setembro. Ingressos variam de R$ 80 a R$ 90, dependendo da data. Compre aqui o seu!

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Participam deste podcast: André Aloi e Victor Albuquerque
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Com música na novela, Tiê brinca sobre fase: “Não vou virar a Anitta”

Tiê vive um momento novo em sua carreira. Depois de um EP e três CDs lançados, chegou a vez de ganhar um público maior. O clipe de sua música “A Noite (La Notte)”, parte do álbum “Esmeraldas” (2014), foi visto por mais de dois milhões e meio de pessoas no YouTube. Virou hit porque é o tema de Bruna Marquezine(Marizete) e Mauricio Destri (Benjamin), protagonistas da novela “I Love Paraisópolis”, da Rede Globo.

Ela acha graça desse sucesso todo. “Eu falo pro presidente (da Warner), Sérgio Affonso: eu não vou virar a Anitta. Não é nem o problema de usar shorts ou dançar. É que é outro tipo de música, os números são bem diferentes. O funk tem uma proporção muito grande”, brinca, falando que não vê problema nenhum em fazer parte da mesma gravadora que a funkeira carioca e sua outra companheira de selo, Ludmilla. “Não me coloque essa pressão. Até ia até adorar ser a próxima Anitta, fazer tudo isso de shows, mas acho difícil com o disco que tenho, é diferente mesmo. Adoraria se ela me chamasse pra um dueto”, diverte-se.

Tiê credita essa nova fase à força da TV aberta. “Tive sorte de a novela ir bem, de a Bruna ser uma gracinha e o personagem ser carismático”, acrescenta. A cantora que tem nome de passarinho e a atriz se conheceram nos bastidores do “Encontro”, também da emissora carioca. “Estava envergonhada, tocando no camarim pra cronometrar o tempo, ela entrou e falou: ‘você que é a Tiê’. Foi supersimpática, gentil, e falou que toda a produção sabe a música de cor, que quando eles se beijam (na trama), cantam à capela”, comemora.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Por causa do sucesso estrondoso, fez questão de visitar a comunidade que é retratada por Alcides NogueiraMario Teixeira no folhetim. “Adoro essa coisa de periferia, comunidade. Na visita (na sexta passada, 12.06) , fui na ONG que tinha contato, na rádio comunitária, na casa de pedra e almocei no restaurante do baiano. Fiz todo o circuito das artes, tirei foto com os bailarininhos e não conseguia voltar pra casa. Voltei de mototáxi”, explica, dizendo que foi uma das experiências mais loucas de sua vida. “Me senti um motoboy na cidade de São Paulo. Não é fácil essa vida porque os carros te odeiam e querem passar por cima de você”.

Prestes a sair em turnê de oito apresentações pelo Nordeste, no fim de julho e início de agosto, conta que adora fazer shows. “Não é todo artista que gosta. Passar som que é chato. Outro dia vi uma entrevista com o Renato Teixeira, que falou: eu só cobro pela passagem de som. Porque o show mesmo, eu faria de graça”, diz. “Adoro fazer show e olhar no olho do público, adoro dormir em hotel. Vivo bem em turnê”.

Quando não está na estrada ou em estúdio, se dedica à sua produtora Rosa Flamingo. Sem pensar em disco novo por ora, está debruçada no lançamento do CD de estreia de seu companheiro nas composições de “Esmeraldas”,André Whoong, que acontecerá em setembro. “Não dá pra separar a vida pessoal do trabalho. Aqui, pessoas física e jurídica são a mesma coisa”, ri. Ela menciona que além do CD de rock-canção do parceiro, tem ouvido bastante Justice pra dançar, Metronomy, Philip Glass e várias músicas infantis por causa das filhas Liz (5) eAmora (2). “Ando numa fase pouco MPBística”.

Por falar nas pequenas, depois de alguns shows infantis, nos idos de 2013, a paulista diz que pensa em gravar um projeto infantil com a filha mais velha. “Ela já tem vários começos de música, desenvolve bem as letras. Eu brinco que ela é meu Emicida porque vai fazendo umas rimas e repentes. Não vai ser um projeto para criança, mas com criança”, reforça. Mas isso deve acontecer só depois que terminar a divulgação de seu mais recente álbum, que em breve ganhará o clipe de “Isqueiro Azul”.

A cantora se apresenta na FNAC Pinheiros nesta quarta (17.06), no sábado (20.06) na Virada Cultural, às 14h, no palco do Largo São Francisco. No dia 26, faz show em Ilhamela, 29.06 participa de uma seminário no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. E, no dia 30, faz uma ponta no show de Jesse Harris no Bourbon Street, também em São Paulo.

VERSÃO BRASILEIRA
Quando gravou a música “A Noite”, versão de “La Notte”, da Arisa, Tiê não sabia que teria essa repercussão, apesar de saber de seu potencial. “Conheci essa música sendo número 1 na Itália. É uma versão. Quando falei aqui: gente, e se eu fizer a minha letra, trouxer para o meu ambiente, pro meu universo?”, indagou. “A gente teve contato com o autor, pedi permissão pra fazer a minha letra ele autorizou. Foi uma experiência interessante de pegar a música de alguém e por sua letra. O resultado foi excelente porque é uma música chiclete e as pessoas se emocionam”.

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