“Não sabia se iam achar que estava perdida”, diz Iza sobre pluralidade de novo álbum

Logo após o Rock in Rio 2017, quando subiu ao palco com Cee Lo Green, a cantora Iza viu sua carreira mudar drasticamente. Para o lado positivo, claro. Em poucas semanas, lançou o clipe de “Pesadão”, com Marcelo Falcão (O Rappa), e foi catapultada – em um caminho sem volta – ao estrelato. A cada passo, uma conquista. Recentemente, lançou o clipe de “Ginga”, com participação de Rincon Sapiência, e agora junta todas suas facetas no primeiro álbum “Dona de Mim” (lançado pela Warner Music). A cantora é a convidada do episódio 56, do podcast Aos Cubos, divulgado nesta quarta (09.05).

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"Acredito no poder de cura do amor", afirma Ana Muller

Ana Muller é a convidada do podcast Aos Cubos, que foi ao ar nesta terça-feira (09.05). Na segunda temporada, este é o 18º programa. A artista dedicou o EP às pessoas com problemas psiquiátricos e em depressão, hoje serve de exemplo para quem passa pelos mesmos problemas. “Cheguei a pesar 36 kg, estava doente. Meus fãs acompanharam de perto, então nada mais justo. Aos poucos, as doenças precisam ser faladas para ser compreendidas”, avalia.

“Acredito no poder do amor, ele tem um poder de cura fanstástico. Amor romântico, de amigo, de família. A falta desse amor é que causa a depressão, em especial a do amor próprio”, exemplifica, dizendo que desconhece outros artistas que falem abertamente sobre o tema. “Não sei se me considero corajosa. Sempre fui uma pessoa que já chega com os dois pés na porta. Não nasci para ficar me escondendo”, comenta sobre falar abertamente sobre orientação sexual.

Antes da internet, Ana afirma que “não lacrava” em nada. “Essa parada de fã é muito estranha porque sempre fui impopular, a pessoa esquisita, que ficava lá atrás, no fundo e não ter muitas amizades ou estar naquela turma descolada. Eu era justamente o contrário”, recorda.

Como na música, Ana diz que já teve alucinações. “Pra mim, é elucidação. Já tive algumas, por exemplo, pelo uso da ayahuasca (santo Daima), em que fui para uma dimensão completamente diferente”, exemplifica. Ela toma o chá há oito meses e comenta que a primeira vez foi perturbador. “Comigo foi muito forte porque tenho 25 anos e durante 24 tive uma depressão muito profunda, que tratamentos, remédios, psicólogos e terapia não resolviam”.

Ela explica que teve períodos de melhora, mas já havia decidido acabar com a própria vida. Esta seria sua última chance. “Me reencontrei. Em 1h30, me descontruí e descobri coisas a meu respeito que 24 anos de remédio e terapia não resolveram. Sua cabeça vira um turbilhão. Você começa entender e vem um sentimento de paz e gratidão. Minha vida mudou completamente”. Depois da experiência, Ana compôs uma música chamada “Mundo Novo” que fala sobre esse despertar: “de a gente reclamar muito do mundo e não fazer nada para mudar”.

Desorganização e fome são coisas que tiram Ana do sério. E se diz muito metódica “Quando vou ver, penso: que coisa insuportável. Eu tenho métodos. Se não seguir aquilo, vai me dando uma aflição. Às vezes, a gente vai fazer um show, vou para o hotel, e tenho que organizar as coisas. Vou tirando a roupa e dobrando, coloco em cima da pia, sabe? É muita mania que eu tenho”, ri. “Se ficar com fome, a minha fisionomia muda e é incontrolável e tudo pra mim tá ruim”, afirma, dizendo que entre suas comidas favoritas estão frango com quiabo e fígado acebolado.

Ana é capixaba, mora em Vitória (ES), tem mais de 13 milhões de views e 170 mil fãs nas redes sociais. A cantora responde com sinceridade ao Caderno de Perguntas e Perguntas Esdrúxulas, lembra casos da adolescência, e – claro – fala de coisas sérias no último bloco, direcionado ao trabalho. Play!

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TOP OU FLOP
Assuntos interessantes e que deram o que falar na semana:

https://goo.gl/4xAwtH – Dia em que Simone e Simária viraram Simone e Maraira (Simária, corrige o Louro) no programa da Ana Maria Braga.
https://goo.gl/fXYnOF – Belchior (o fato dele ser genial inocenta ele ter abandonado as filhas e deixado de pagar pensão alimentícia? Dá pra separar a Obra do Artista?)
https://goo.gl/K0NLpM – Passagem do Maluma pelo Brasil
https://goo.gl/wbqzei – Estreia de Tieta no Canal Viva (Você é a pessoa mais nova da mesa, quais foram as novelas que te marcaram?)
https://goo.gl/nEIGZb – Famosos que gostam de compartilhar fotos de momento de intimidade com o companheiro


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“Sou da mistura pós-punk com Ben Jor”, diz Céu, que prepara novo CD

De Ilhabela*

Passaram-se 10 anos desde o primeiro sucesso de Céu. Com três discos autorais (“CéU”, de 2005, “Vagarosa”, 2009, e “Caravana Sereia Bloom”, de 2012), a cantora revela que prepara novo material para 2016. “Estou escrevendo, mas é um processo bem embrionário, que não posso nem denominar. Mas estou bem empolgada. Com certeza, lanço alguma coisa ano que vem”.

Em seu player, tem tocado “bastante” sons dos idos de 70, da era pós-punk, o que pode dar o tom do próximo CD. “Estou numa fase interminável de The Cure, que não passa nunca, mas tenho curtido vários sons diferentes. Tem uma galera que chama Digital Dance, que acho f**a. Brasil é meu cerne, nunca deixo de ouvir. De álbum brasileiro novo, diria o da Tulipa Ruiz (“Dancê”, 2015), que acho lindo, adoro ela. Velho, ‘Força Bruta’ (1970), de Jorge Ben, da época que ele nem era Ben Jor”. Eu sou da mistura de pós punk com Jorge Ben”, brinca.

Depois de uma turnê internacional, com datas nos Estados Unidos, Europa, África do Sul, ela retorna ao País mais experiente. E busca também a expertise de artistas libertários, como Caetano Veloso e David Bowie, para entender seu público, sua música e como as pessoas a consomem. “Acho que arte é muito ligada à liberdade e tenho muito respeito por isso. Há muitos artistas que contaram essa história. Essa experiência é o que estudo, é minha cartilha”, aponta.

Sobre o “DVD Céu Ao Vivo”, lançado este ano, seu primeiro registro nos palcos, Céu diz que não se imaginava comemorando os 10 anos de carreira. “Para mim era só a possibilidade de lançar um DVD, que nunca tinha feito. Veio na melhor hora possível. Acho que tinha repertório suficiente. Já estava com certa maturidade e coroou um momento bem bonito”.

Apesar de se mostrar bem à vontade no palco, diz que sempre foi muito na dela. “Palco nunca foi um foco. Trabalhei isso e me sinto muito à vontade. Mas eu tive que trabalhar”, ri. A conquistar, explica, faltam muitas coisas, mas não é do tipo que se planeja tanto. “Ao mesmo tempo, me guio muito pela intuição. Deixo as coisas acontecerem”. Então, os próximos 10 anos são uma incógnita. De certo, a doçura e presença de palco da cantora, que exalam a cada beat de seu repertório.

VENTO FESTIVAL
Em meio às férias escolares da pequena Rosa, sua filha, e da bagunça em casa, deu uma esticada até o litoral norte de São Paulo, neste sábado (18.07), para se apresentar no Vento Festival, evento gratuito, organizado pela prefeitura em parceria com uma produtora. “Fazia muitos anos que não vinha. Passei minha adolescência aqui, foi meu primeiro show, então foi superespecial”, resumiu. Seus avós tinham casa em São Sebastião, então sempre passava as férias de fim de ano por lá.

*O repórter viajou a convite da Recheio Digital, produtora responsável pelo festival.

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Adele: moda plus size com elegância

#MODA

Já tem algum tempo que a cantora britânica Adele vem conquistando o gosto musical e a simpatia de muita gente. Desde o lançamento do single Rolling the Deep – primeiro single do álbum 21 – ela alcançou o topo das paradas musicais e o seu estilo de se vestir chamou muito a minha atenção.

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