Especial Lollapalooza 2018 – Com participações de Didi Wagner e Sabrina Parlatore, podemos dizer: “nossa MTV está viva!”

O programa de número 51 é parecido com as coberturas de eventos que fizemos anteriormente, como no Rock in Rio em 2017. Durante os três dias de Lollapalooza (dias 23, 24 e 25 de março), André Aloi e Victor Albuquerque conversaram com quem passou pelo Lolla Lounge e a pirâmide de Doritos (outro camarote do evento). Abaixo, algumas das sonoras que fizemos e as fotos que tiramos no evento. Play!

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Entre erros e acertos, Milkshake deixa legado como Parada "indoor"

O festival Milkshake, que teve sua primeira edição nesta sexta-feira (16.06), em São Paulo, foi o que muitos chamariam de festa da democracia – uma parada “indoor”, cheia de atrações escolhidas a dedo para agradar prioritariamente o público LGBT. Nunca havia presenciado tamanha diversidade dentro de um único evento, com públicos tão diferentes convivendo em harmonia. De um lado, o mais pop do meio gay (que se apropriou do palco Live após a performance de Hercules and Love Affair) aos amantes de música eletrônica, que ocuparam a pista principal e o clubinho da Audio, além de uma outra pista. Erraram ao fechar cedo a pista onde aconteceu um Carnaval fora de época. Foram mais de 10 mil pessoas e 44 atrações, segundo a organização.

Karol Conka e todo seu rap de militância para fazer dançarDepois dos shows energéticos de Banda Uó e Karol Conká, a outra principal atração da noite, Pabllo Vittar foi a única unanimidade. Anunciado por Fernanda Lima, seu show percorreu o EP de estreia, primeiro disco de inéditas e até o recente single com Major Lazer e Anitta. Nesse momento, os outros palcos estavam mais vazios. O que o público queria mesmo era fazer o bumbum tremer quando o grave batesse. Na sequência da drag do “Amor e Sexo”, outro destaque foi o bloco da Preta (Gil), que não conseguiu segurar o público (eu incluso), já exausto por estar no espaço de eventos da Barra Funda há horas em pé (as apresentações começaram às 16h).

Quem chegou cedo não enfrentou dificuldade para conseguir os cartões de consumação pré-pagos. Por volta das 22h, havia muita fila para recarregar e a falta de cartão era sentida em muitos caixas ambulantes. Poucos ainda tinham cartões virgens para aquisições (que custavam R$ 6, retornáveis no fim), tanto na praça de alimentação (com food trucks) como na pista onde mais cedo havia ocorrido a passagem dos trios elétricos do Carnaval fora de época. Muita gente foi embora com sua comanda, devido à falta de informação. Apenas um lugar os recebia e devolvia o que havia sobrado, incluindo o valor do empréstimo. Fui a três lugares até informarem que era no caixa do último palco – bem distante da saída..

Bloco da Preta iniciou a apresentação por volta das 4h de sábado (17.06)

Aliás, erro grande deixar a pista do Carnaval morrer no início da noite. Quem não quis ver as apresentações ao vivo não tinha para onde correr. Ou sentava no chão, ia para a praça de alimentação, fumódromos ou se escovara em algum lugar ou corredores. Enquanto isso, os camarotes superiores do palco na Audio estavam vazios. Faltaram áreas de descanso e chill out – já que não tinha a grama pra se jogar. E os seguranças não permitiam pausa nem para foto nas passagens de uma pista para outra.

Ponto positivo vai para a pontualidade das apresentações (pelo menos no Live Stage, onde permaneci a maior parte do tempo). Peguei a programação e estavam bem pontuais. No entanto, quando cheguei para o show do Hercules… não sabia que eram eles que já estavam performando. Nenhum telão, neon, LED ou placa informava quem estava em cena, algo corrigido nos seguintes. Também senti falta de totens de info ou mapa dos palcos. Olhando pra cima, você observava placas de direcionamento. E só!

Lily Scott, uma das DJs que animou o público entre um artista e outro

Haviam espaços e palcos escondidos… se você não foi com o line-up ou estrutura decorados, possivelmente passou incólume a estes lugares. Durante os shows, senti falta daqueles caras, passando pelo público, vendendo cerveja – apesar de a fila nos bares ser bem curtinha, ao contrário dos banheiros. Mais por comodidade mesmo.

Confesso que na última semana fiquei com medo de não lotar. Mas pelo tempo que tiveram de colocar o evento em pé, já com vendas e escolha de line-up, o Milkshake já deixa um legado para os próximos anos. Quem sabe, dividindo as atrações em dois dias, a gente aguentaria ficar mais tempo em pé (ou fazendo check-in no chão). Fico pensando: eles gastaram ótimas “armas” gays no line-up desse ano, agora quem mais tem a força para completar os postos de headliners do ano que vem? Em resumo, o evento foi uma festa. Reforço a celebração e harmonia entre os públicos tão diferentes, mas que soube conviver perfeitamente.

Rihanna no Rock in Rio inspired? Davi Sabbag, Candy Mel e Mateus Carrilho

Outro destaque que merece aplausos foi o espaço para performers anônimos e famosos, além do suporte à cultura drag. Ouvi de um amigo que a estrutura parecia do RuPaul’s Dragcon – evento da Mamma Ru a fim de fazer com que os fãs de seu reality tenham a chance de encontrar e interagir com renomadas celebridades e ícones da criatividade, em um ambiente amistoso e acessível.

Elenquei aqui os pontos críticos para mim. Vocês podem discordar. A área de comentários está aí para isso. O público pode ter lotado o espaço de eventos, mas não encheria o Autódromo de Interlagos – fora de mão e distante demais entre um palco e outro. Que venha a edição 2018!

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Fotos gentilmente cedidas pela assessoria da Audio Club. Cliques de Leandro Godoi

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Milkshake: "Moda não está aqui para te oprimir", diz Dudu Bertholini

Festival que celebra a diversidade, o Milkshake acontece nesta sexta-feira (14.06), em São Paulo. O local escolhido é uma área de eventos que engloba um quarteirão na Barra Funda. Para falar sobre a ideia do evento que acontece no fim de semana da Parada LGBT paulistana, conversamos com o diretor criativo das performances, Dudu Bertholini, e um dos organizadores da B.Fun, Beto Cintra, que traz o festival holandês pela primeira vez ao País. No quadro Rapidinhas, quem participa é a cantora Kelly Key.

Segundo Bertholini, o festival é super bubble plastic colorido com foco no público LGBTQ, mas que abraça contradições e todas as cores possíveis. “A moda tem que servir para você ser livre, ser a melhor versão de você mesmo e não atender a padrões que você não é. A moda não está aqui para te oprimir, mas pra te libertar”, defende. “Um festival como o Milkshake celebra a todos: grandes nomes até os mais novos. Eu amo essa democracia. Se o Brasil e São Paulo têm algo a oferecer é essa diversidade. A gente traz um guide holandês para dar um tempero nosso”.

Para ele, o maior desafio foi fazer o styling de um palco – que vai performar das 18h até as 5 da madrugada. “O mais legal do Milkshake é que ele é um festival pautado em montação. A maior decoração são os performers ao vivo. Eu amo isso do festival porque ele privilegia os estilos individuais e diversidade”. Ele criou 30 figurinos exclusivos, onde 20 drags e mais o balé do Amor & Sexo vão performar. “A gente está vestindo 45 pessoas para decorar um palco por 12 horas. Vai ser fantástico”, comemora.

Antes de celebrar, o Milkshake tem um statement de inclusão de diversidade, mesclar os grupos da cena gay, que pouco se misturam tanto na noite. Nas palavras de Beto Cintra, as festas são muito nichadas e existe muito preconceito dentro do próprio universo LGBTQ. “Era um jeito de trazer todo mundo junto na mesma ideia, a gente ficou muito empolgado com a história”. Sobre a mudança de local (antes, aconteceria em Interlagos), ele afirma que era uma ideia antes do autódromo. “Era (o lugar) onde a gente conseguiria trazer para mais perto do metrô e com a mesma capacidade”, reforça, explicando que a organização teve muitas reclamações devido à distância da antiga venue.

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LINE-UP
Principais atrações do palco Live, que tem como convidada de honra Fernanda Lima (e o balé do Amor & Sexo), são: Jaloo (18h), Lia Clark (19h), Dream Team do Passinho (20h), Batekoo + Linn da Quebrada (21h), Hercules & Love Affair (22h30), Banda Uó (23h45), Karol Conká (1h15), Boss in Drama (2h15), Pabllo Vittar (2h30) e Bloco da Preta (4h). As festas no Trio Elétrico Stage começam às 16h, com Domingo Ela Não Vai. Passam por lá ainda Minhoqueens (17h), Agrada Gregos (18h), Meu Santo É Pop (19h), com destaque ainda para concurso de bate cabelo com Ellen milgrau (da MTV). Ingressos a partir de R$ 100, no site EventBrite.

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TOP OU FLOP
Neste quadro, a gente apresenta alguns temas variados. Qual sua opinião?

https://goo.gl/fbrsel – Rômulo Neto disse que Anitta ‘não é o perfil para casar’.

https://goo.gl/gpuaqp – Em menos de 24h, a Globo exibiu dois momentos diferentes em que o apresentador Pedro Bial deu uma sarrada no ar.

https://goo.gl/7d21jm – Por falar em Ana Maria (sócia do top ou flop, né?), ela apareceu na TV com um novo penteado. Como a internet não perdoa, todo mundo comparou o corte com o do cantor Supla. O que aconteceu uns dias depois? Ela chamou o papito pra participar do seu programa

https://goo.gl/a1xx62 – Taylor Swift vendeu mais de 100 milhões de músicas e ganhou uma certificação do RIAA (associação da indústria da música nos Estados Unidos). Em comemoração, disponibilizou o seu catálogo em todos os serviços de streaming.

Vamos falar de coisa boa?
Doritos lançou uma campanha junto a Casa1, que é uma casa que fica no centro de são paulo, que abriga jovens homossexuais que são expulsos ou precisam sair de casa. quem fizer uma doação mínima de um Vanessão, ou seja, vinte reais, recebe em casa uma unidade de Doritos Rainbow e uma bandeira do ogulho LGBT original. Só acessar kickante.com.br/campanhas/doritos-rainbow

Quer deixar um top ou um flop pra alguma coisa que a gente não perguntou? Comente!

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Foto de abertura do site Got U. Foi clicada na festa Avec Elegance, em abril.

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Charmoso e com ótimas atrações, Primavera Fauna é um bom destino para fãs de música alternativa

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Fotos por Luís Gustavo Coutinho

O Movistar Primavera Fauna, apesar de novo, chega na sua quinta edição como um dos mais importantes festivais de música alternativa da América do Sul. A edição de 2015 aconteceu no sábado – 14 de Novembro – nos arredores de Santiago no Chile, incrustado entre montanhas e piscinas, e com line-up e clima ensolarado de darem inveja a qualquer grande festival.

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Primavera Fauna reúne num só dia principais atrações de Novembro

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Quando chega Novembro, os fãs de música alternativa e órfãos do Festival Planeta Terra sempre consideram dar um pulo em Santiago no Chile para conferir o Primavera Fauna. Esse ano não é diferente, e o festival que existe desde 2011 chegou com um line-up incrível que concentra em um só dia, 14 de Novembro, artistas e bandas que se apresentarão espalhados por São Paulo e Rio de Janeiro ao longo do mês, e alguns que nem vão por os pés no Brasil. É o caso do The Cardigans, Simian Mobile Disco, DIIV e o Wild Nothing, grupo queridinho de dream-pop ainda inédito por aqui.

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Vento Festival: 9 coisas que você não viu na imprensa sobre Ilhabela

No último fim de semana (de quinta a domingo pra ser exato), fui acompanhar a primeira edição do Vento Festival, em Ilhabela (litoral norte de São Paulo), com alguns dos principais veículos do País. Junto comigo, um time de jornalistas do jornal “Folha de S. Paulo”, revista Rolling Stone, além de portais, como IG e Vírgula.

Além de cobrir o festival todos os dias (eu voltei domingo de manhã, antes de terminar), a gente fez alguns “rolês” pela ilha, que acabaram não entrando nas principais matérias. Eu mesmo não consegui fazer um guia do que fizemos por lá! E é por isso que resumi aqui nesse post os hotspots…

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1) Eu fiquei hospedado no TW Guaimbé, um dos mais novos da cidade e com uma vista maravilhosa… Sem contar a praia particular. É sair do hotel com pé na areia… Apelidamos o hotel de os Hamptons de Ilhabela:

Uma foto publicada por André Aloi (@aaloi) em

[hr] 2) Ao chegar lá, fomos recepcionados com um coquetel no restaurante Capitano. O cardápio especial incluia sangria, finger foods, além de um drink especial, chamado Ilhabela!

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3) Na sexta, o almoço foi no restaurante Ilha Sul… Ninguém tirou foto pra contar história! Tava todo mundo compenetrado no arroz de polvo, no filé de badejo com lulas, nos deliciosos camarões. Mas o melhor: batata crocante com alho frito. (Foto:Reprodução/Internet)

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4) Depois do farto almoço, fomos às praias do sul, de van. Vimos o entardecer no deck em frente à ilha das cabras (foto). Encerramos o passeio na praia do Julião, com direito a mergulho nas gélidas águas! hahaha (sem foto, again).

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5) No sábado (18.07), fomos andar de barco, um flexboat para 45 lugares. O único desta galáxia (aka Brasil). Demos uma volta pela ilha, paramos pra dar um mergulho na praia da fome. Já me expus demais no Instagram! hahaha
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6) No meio do passeio de barco, regado a muito axé de Ivete Sangalo, Claudia Leitte (paz, Carnaval, futeb el… Melhor rima), os meninos ensaiaram uma dancinha… E olha que ninguém havia bebido! (no vídeo no começo deste post…)
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7) Mais comilança, agora na praia da Armação: ceviches misto, de peixe branco, lula e polvo; o tipo clássico, só com peixe branco, e o do dia, temperado com limão siciliano e maracujá. Também tem um taco de lula e de badejo à milanesa, temperados com maionese, guacamole e cebola roxa. Tem que provar!

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[hr] 8) Os artistas estavam tão à vontade que, depois do show no festival, faziam uma jam no Estaleiro, um barzinho que cabem 250 pessoas… Assistimos a um pocket show do Holger lá, no sábado (18.07). No primeiro dia, o Charlie e os Marretas também se apresentaram!

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[hr] 9) Pra finalizar, esse vídeo do amor, de Céu se declarando pra Tulipa. Apesar de ter saído na grande imprensa, a gnt reproduz porque foi muito amor! E a repórter demorou a conseguir esse flagra…

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Tulipa Ruiz, Céu, Singapura e mais se apresentam em festival de Ilhabela

Bota a cara no VENTO! É o que pede a produção do festival de mesmo nome, que ganha sua primeira edição em Ilhabela (litoral norte de São Paulo), a partir desta quinta-feira (16.07).

O evento, que acontece na Vila, no centro histórico da cidade, segue até domingo (19.07), reunindo expoentes do cenário nacional, aproveitando o inverno tropical à beira-mar.

Além de nomes conhecidos, como Tulipa Ruiz, Céu, Singapura, reúne uma turma boa da nova safra, como Charlie e os Marretas, O Terno, Guizado, Inky e uma infinidade de DJs. Do tropicalismo ao rock, da psicodelia ao jazz, ao todo são 12 bandas autorais, quatro DJs, além do open mic, que promete animar a galera entre o pôr do sol e o começar da madrugada (19h30 até 1h, mais ou menos). O mestre de cerimônias será o rapper Max B.O.

A idealização e organização é de Anna Penteado, do Núcleo Indahouse, a produção executiva de Bianca Lombardi e artística de Shirlei Vieira, da Recheio Digital. A direção, quem assina, é Tatiana Sobral, da Casco Ilhabela.

Para saber o que vai rolar por lá acompannhe a hashtag #botaacaranovento.

PROGRAMAÇÃO

QUINTA (16.07) MC Max B.O. apresentando 19h às 19h30 – DJ Dago (Neu Club) 19h30 às 20h50 – Open Mic: Caroço de Azeitona 20h50 às 21h – DJ Dago (Neu Club) 21h às 22h – Charlie e os Marretas 22h às 22h30 – DJ Dago (Neu Club) 22h30 às 00h – Tulipa Ruiz 00h à 01h – DJ Dago (Neu Club)

SEXTA (17.07) MC Max B.O. apresentando 20h às 20h40 – Norma Nascimento 20h40 às 21h10 – Singapura 21h10 às 22h10 – O Terno 22h10 às 22h40 – Singapura 22h40 à meia noite – Lira 00h à 01h – Singapura

SÁBADO (18.07) MC Max B.O. apresentando 20h às 21h – Holger 21h às 21h30 – DJ Mataga e Dip 21h30 às 22h30 – Saulo Duarte e a Unidade 22h30 às 23h – DJ Mataga e Dip 23h às 00h20 – Céu 00h20 às 01h0 – DJ Mataga e Dip

DOMINGO (19.07) 19 de Julho – domingo 15h às 16h – Fidura 16h às 16h30 – DJ Phill 16h30 às 17h30 – Piratas da Ilha 17h30 às 18h – DJ Phill 18h às 19h10 – Guizado 19h10 às 19h30 – DJ Phill 19h30 às 20h3 – Inky

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João Rock: Pitty dispara hits em festival marcado por atrasos

Única mulher a pisar nos palcos como headliner do festival João Rock, em Ribeirão Preto (distante 314 km de São Paulo), neste sábado (13.06), Pitty ganhou o público com sua setlist nostálgica. A plateia puxou o coro em diferentes momentos, em especial nas faixas do CD de estreia, “Admirável Chip Novo” (2003).

Segundo a organização, 45 mil pessoas compareceram à 14ª edição evento, que durou cerca de 12 horas devido aos atrasos no início dos shows, que deixaram o público cansado.

O festival também foi marcado por encontros inusitados, como Pitty com Planet Hemp para dividir os vocais com Marcelo D2 e cantar “Mantenha o Respeito”, e Gabriel O Pensador ao lado de Detonautas, entoando os versos de “Cachimbo da Paz.

Depois de acompanhar a maratona de apresentações com Samanah, Criolo, Frejat, Skank, Capital Inicial, Pitty, CPM 22, Planet Hemp e Detonautas, boa parte da plateia tinha dispersado quando o Raimundos subiu ao palco principal por volta das 4h40 da madrugada de domingo (14.06), encerrando o festival pra lá das 5h.

No palco universitário, apresentaram-se: Gabriel, o Pensador, Brothers of Brazil, Dead Fish, Móveis Coloniais de Acaju, Urbana Legion e Mato Seco. Jayme Matarazzo, Sthefany Brito e Kayky Britto foram os convidados do camarote de uma marca de cervejas.

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ESTRUTURA

Com 230 mil metros quadrados, foram montados dois palcos no Parque Permanente de Exposições de Ribeirão, além de dois camarotes com vista para o principal. Além dos shows, entre as atrações de entretenimento: saltos livre e de bung jump, um quadrilátero para treinar slackline, uma minirrampa de skate, além de uma pista de motocross, por onde passaram os irmãos Gian e Paolo Bergamini, conhecidos por sua atuação Freestyle.

Na Praça de alimentação, os fãs de música tinham à disposição barracas em que vendia-se milho, pastel, crepe, salgado, baguete de frango, pizza e hotdogs, além de uma rede de fast-food carioca. A novidade foi um espaço com food trucks, servindo tacos e paletas mexicanas, batatas fritas, salmão na brasa e comida japonesa.

*O repórter viajou a convite da produção do festival

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Com alma brasileira, Ben Harper se apresenta em São Paulo

Ben Harper e seu violão foram a principal atração do Samsung Blues Festival, que aconteceu nesta sexta-feira (19.06), no HSBC Brasil, em São Paulo. Com duração de quase duas horas, cantor conversou bastante com o público durante sua apresentação trocou várias vezes de instrumento, contou com o auxílio de um pedal steel (uma espécie de violão deitaxo), e ainda tocou ukulelê, o primo do cavaquinho. Charlie Musselwhite, que se apresentou antes de Harper, voltou ao palco para tocar com o músico.

“Meu irmão de outra mãe”, brincou Harper sobre o Brasil, lugar no mundo ele se encaixa melhor. Ele falou que o melhor de viajar, e passa cerca de 200 a 250 dias longe de casa, é poder conhecer diferentes lugares é que ele pode ficar imaginando se faria parte dali. “Você tem alma brasileira”, gritou um fã, que recebeu o agradecimento do astro da surf music e que se embrenha por outros ritmos, como o próprio blues, o rock e até mesmo o reggae.

O cantor, assim que subiu ao palco, disse que queria poder falar português para conversar melhor com o público. Com a ajuda de um papel, contou em um português enrolado que compôs “I’m Blessed to Be a Witness” no Brasil, com a ajuda de um cavaquinho. Dedicou a faixa-abre aos amigos Bob Burnquist, Vanessa da Mata, Jorge Ben Jor, Marisa Monte e Gilberto Gil.

No setlist, entre outros sucessos, passaram “Excuse Me Mister”, “Fight Out You” e “Walk Away”, “Forever” e “Burn one Down”. Cantou músicas novas, ao piano, do disco ainda sem nome que será lançado no próximo ano com sua banda, The Innocent Criminals. Uma delas terá participação do astro Charlie Musselwhite, que também dividiu o palco com o cantor americano.

Sem dizer o nome, cantou ao piano outra track com atmosfera anos 20 e um refrão que versava sobre perdas e recomeços, a falta a confiança depois de sobrer, mas a única coisa que ele não poderia fazer era se apaixonar. O show, que começou por volta das 23h, avançou a madrugada, e seguiu por quase até a 1h deste sábado.

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MECA Festival vai ganhar edições nos EUA e Inglaterra

francesca_wade_meca“Made in Brazil”, o MECA Festival quer expandir as fronteiras. Uma das sócias da marca, a produtora inglesa Francesca Wade, me concedeu uma entrevista, publicada no Site RG, dizendo que entre os planos de organizar o festival fora do País estão Nova York e Los Angeles, nos Estados Unidos, além de Londres, na Inglaterra, ainda em 2015.

Os hermanos da América Latina também podem ganhar sua versão do maior menor festival do mundo, que a produção adotou como slogan. Mas os outros continentes vêm primeiro, e podem tomar corpo ainda este ano. “A gente é muito ambicioso”, ri, Francesca, acrescentando: “a gente sonha muito, muito alto. Se a gente só for pensar no que é possível fazer, não chega lá”.

Outra novidade é que, ainda em 2015, novas edições do MECA Present (quando há apenas uma ou duas atrações no line-up) devem acontecer nas mesmas praças de onde já rolam o festival. Além disso, o grupo quer aumentar a “MECA Family”, uma espécie de rede social que aproxima betas e alfas com o intuito de expandir a marca. “O  público é superimportante. Trabalhamos muito pra atingir as pessoas certas”.

O festival indie, que acontece desde 2011 no sul do país – começou em Xangri-lá, no litoral do Rio Grande do Sul e agora toma conta de uma fazenda em Maquiné -, e que desde então só vem crescendo, já ganhou edições nas capitais fluminense e paulista. Mais recentemente em Inhotim, em Brumadinho (distante 60 km de Belo Horizonte), Minas Gerais.

A intenção do festival, segundo a produtora, é crescer em relevância, não em tamanho. “A gente tem um público estimado de 4 mil pessoas em São Paulo, outras 4 mil no Rio e 5 mil no Sul. Não queremos levar mais do que isso. Não queremos ser um festival de25 mil pessoas, mas vários de 4 a 5 mil”, enumera. Em Inhotim, por exemplo, o grupo conseguiu reunir cerca de 700 pessoas, mesmo anunciando em cima da hora. Tinha ônibus saindo do Rio e de São Paulo.

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FORMATO
O MECA não é só um festival de música, segundo a produtora. “Não se trata apenas de colocar uma banda no palco. É sobre a experiência dos músicos e do público, além das marcas envolvidas. São os três pilares superimportantes para nós”, frisa.

Francesca fala que, quando “vende” a ideia do festival lá fora, fala para os produtores que é para os grupos encararem como se eles viessem tirar férias, e no meio disso fazer algumas apresentações. “Está nevando aonde você mora, vem pra cá, tocar em vários lugares lindos”, convida, contando que o resultado do sucesso tem a ver com o lugar, bandas felizes e acerto de público. “Daí a mágica acontece. Porque as bandas fazem uma performance melhor no palco. Com isso, o público vai ficar mais feliz. Daí cada um completa o outro…”, conclui.

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TIPO EXPORTAÇÃO
Picada pelo ‘travel bug’ de sempre, Francesca vai passar um tempo em cada um dos destinos apontados a fim de entender o mercado de shows lá fora. “Eu nunca tinha ficado tanto tempo em um lugar. Com meus pais, o máximo que fiquei em uma mesma casa foram dois anos. Eu acredito que a gente consegue leiautar nossa vida… Passar 6 meses aqui, 3 meses ali… É uma coisa que quero investir. Eu tenho raízes comigo”.

FROM UK
Com o português na ponta da língua, mas que de vez em quando escapa uma palavra ou outra em seu idioma de origem, Francesca Wade, de 30 anos, nasceu em Kent, na Inglaterra. Apesar de ser o clichê inglês – prova disso foi sua pontualidade no horário que marcamos a conversa -, viveu a infância e a juventude na Escócia, no Egito e na Noruega. Seu pai trabalhava com petróleo e vivia viajando. Formou-se em Designer Gráfico pela Universidade de Brighton, sempre trabalhando em muitas coisas – mas nada relacionado à música.

Terminou a faculdade, voltou para Londres, foi para a Fabrica, onde acontece a United Colors of Benetton, na Itália. É uma espécie de residência para pessoas criativas, mescla entre agência e escola com clientes de verdade. Por lá, conheceu muitos brasileiros. Com todo o background e globetrotter de primeira, uma amiga sugeriu que ela viesse conhecer o Brasil.

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La Roux foi a grande atração de 2015 do festival

SANGUE BOM
Antes de estabelecer-se na capital paulista, Francesca morou por 2 anos no Rio de Janeiro. Com a empresa Todos, sócia com o marido brasileiro Rodrigo Santanna – com quem está junto há 3 anos -, toca, além do festival de música, outras duas ideias: Pause(uma bebida par relaxar, que funciona como o oposto de um energético. Está à venda nas lojas Wallmart, em SP) e Dr. Jones, uma linha de produtos estéticos tupiniquim voltado para o público masculino, como spray hidratante e loções para barbear.

De malas prontas para LA, vai passar um tempo indo e voltando. Em seu playlist, sua última descoberta é a banda Jungle, por onde também já passaramLondon Gramar e Chvrches. Seria um termômetro do que pode vir para uma dessas pequenas festas? Vamos aguardar…

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