“As pessoas romantizam as relações abusivas”, afirma Johnny Hooker

Johnny Hooker está prestes a lançar disco ainda sem nome (apesar de na internet já anunciar como “Corpo Fechado”), o que deve acontecer no início da próximo semestre. Com participações de Liniker e Gaby Amarantos, relacionamentos abusivos são a tônica do novo trabalho do cantor recifense. “Quero levantar a bandeira com esse (trabalho) porque as pessoas romantizam as relações abusivas, quero que elas procurem ajuda para renascer, enfrentar as depressões. Enfim, as barras que elas passam na vida. Este disco é sobre renascer, sobre o sol, meu lado mais leonino. É a vontade de renascer e brilhar e sair dali mais fortalecido”.

Ele é o convidado do podcast Aos Cubos neste 22º programa, décimo da segunda temporada, que estreou na terça-feira (06.06), nas plataformas Podcasts, da Apple, e Soundcloud. Ouça:

Liniker e Almério farão shows com Hooker no Rock in Rio na noite de Justin Timberlake e Alicia Keys (17 de setembro). Ele aproveitou a proximidade com a primeira artista para compor uma canção que fala sobre a coragem de amar sem temer (trocadinho que brinca também com o #ForaTemer). “Comecei a observar, nos cinemas, casais gays bem novinhos de mão dada, se beijando (lá no Rio)”, explica sobre esse blues chamado “Flutua” – cujo clipe estreará depois desse “tapa” no RiR. Rainha do tecnobrega, Gaby Amarantos participa em outra faixa com tempero do Pará.

O cantor está no processo de se recuperar da depressão, mas espera que o carinho dos fãs durante a turnê que se aproxima seja força motriz para tirá-lo deste estado. A frase que aprendeu com a avó: “firme e forte feito um touro” está tatuada em seu punho e o ajuda a erguer a cabeça. “Estava sofrendo muito e agora que estou percebendo o que fiz. Às vezes a vida é assim… Apesar de sofrer, fiz o que eu queria”, explica sobre o disco produzido por Leo D, que já trabalhou com Mombojó e Nação Zumbi e no disco anterior de Hooker.

O disco já está gravado, passa por mixagem e masterização, e deve chegar ao público de forma repentina em algum momento do segundo semestre. “Está bem diferente do primeiro, queria trazer para um lugar menos rock ‘n’ roll e agressivo, mas para um lugar do cancioneiro clássico. O primeiro é muito escorpiano, as fases de um relacionamento do luto à superação. Este é mais um renascimento, o que estou passando. Fala tanto do pessoal, como o macro, do momento que o País está passando. Digo que são canções para sobreviver ao fim do mundo”, adianta.

Hooker acredita que a cada dia que passa já deu a hora de subir os créditos, como se fosse o fim de um filme. O disco também reflete o momento que passou há pouco, de enfrentar o fim de um relacionamento que ele taxa como abusivo. “Querer que as pessoas falem sobre isso, denunciem e falem abertamente sobre isso, que não deixem o abusador impune”. Inclusive, o primeiro clipe do disco vai falar exatamente sobre o tema, com divulgação de grupos de ajuda, de incentivar a procura por ajuda, entre outros.

A pergunta mais recorrente que ele tem de responder na vida é se ele já fez macumba para alguém e as pessoas cismam em perguntar sobre Ney Matogrosso, como se fosse alguém íntimo (devido à semelhança entre os estilos). “Deve estar bem, aí, fazendo shows. As pessoas não aceitam que ele não foi uma influência direta do meu trabalho. Claro, ele é incrível e icônico, mas não é (referência). Tá ali no panteão dos ídolos, mas o que sempre ouvi Madonna e minha mãe sempre foi apaixonada por David Bowie, tinha todos os discos e um VHS de Ziggy. E música brasileira, Caetano (Veloso)”. Para ele, Caê é o maior compositor brasileiro vivo.

O cantor ainda fala sobre suas participações em diversos projetos audiovisuais, como o no filme “Berenice Procura”, de Flavia Lacerda, e o programa “Subversão”, com Zelia Duncan, cuja temporada está prevista para 2018.

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TOP OU FLOP
Neste quadro, a gente apresenta alguns temas variados. Qual sua opinião?

https://goo.gl/fcpoid – As indiretas de Anitta no Twitter deixaram os fãs preocupados. A suspeita é de que a cantora e Maluma tenham se desentendido… O que será que aconteceu? Usar as redes sociais para lavar a roupa suja: top ou flop?

https://goo.gl/4mtfhg – A fotógrafa Laura Sodsworth acaba de lançar o livro “In Manhood: the Bare Reality”, em que explora o conceito da masculinidade. para o projeto, ela fotografou 100 homens e seus pênis. Nudez masculina como tabu: top ou flop?

https://goo.gl/74tiwm – Ariana Grande arrecada mais de r$ 40 milhões com show beneficente em manchester. a renda foi doada para famílias das vítimas e para sobreviventes que sofreram com um ataque terrorista que deixou 22 mortos no início de maio. o show durou três horas e teve participação de Coldplay, Katy Perry, Miley Cyrus, Justin Bieber, Pharrel Williams e mais.

https://goo.gl/G8iZ18 – Ariana Grande ainda rende outro top ou flop: depois de inventar uma nova dupla chamada simone e maraira, a apresentadora do ‘mais você’ atacou novamente. na manhã desta segunda-feira, ela chamou a cantora de  Adriana Grande ao comentar o show #onelovemanchester.

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Plutão já foi Planeta: "Por estar na TV, acham que virou rico e famoso"

Natalia Noronha e Khalil, da banda Plutão Já foi Planeta, são os convidados desta semana do poscast Aos Cubos, no ar nesta terça (23.05), disponível nas plataformas digitais (Soundcloud e Podcasts, da Apple). A banda, que participou do reality “Superstar”, da Globo, no ano passado, lança seu disco “A Última Palavra Feche a Porta” pela Slap – selo indie da Som Livre, de um contrato que veio logo após a passagem pelo musical.

Segundo o baterista, realities em geral têm a capacidade de jogar algo para cima ou o inverso. “É muito fácil disso acontecer, seja um BBB ou qualquer outro. Atinge algumas pessoas, mas você é esquecido ou apagado na sequência. É comum. Muita gente acha que, só por você ter chegado nesse ponto, sua vida está completamente linda, virou rico e famoso. Não é bem assim. Você sai e tem que continuar trabalhando. Rolou uma posição bacana, mas não o suficiente para relaxar. (…) A gente deu um duraço, se f… se deu bem. Mas tem que trabalhar muito ainda”, conclui Khalil.

Participar do reality somou muito e deixou um saldo positivo, segundo a vocalista. “A gente precisava de um upgrade. O programa foi exatamente isso. Chegamos a muitas pessoas muito rápido, o que reverteu em shows e acessos nas redes sociais”, explica. “Logo, a gente pegou um timing legal e lançou disco quando estava com mais gente conhecendo”. Álbum este que ganhou participações de Liniker e Maria Gadú.

Como surgiu a banda e influências são as coisas que eles mais detestam responder, mas “por que o nome?” e “o que vocês vão fazer caso Plutão volte a ser um planeta do sistema solar?” são as perguntas mais recorrentes respondidas pelo quinteto de Natal, que acaba de se mudar para São Paulo – muito em partes para colocar o disco na rua (ensaiar, fazer shows e mais), como dizem no meio musical. Os dois falaram ainda sobre os tempos de adolescência, a saudade de casa, além de trabalho. Eles participaram dos quadros Perguntas Esdrúxulas, Rapidinhas (temático) e, claro, Caderno de Perguntas. Play!


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As Bahias e a Cozinha Mineira fala sobre disco novo e festa das lyndas!

As Bahias e a Cozinha Mineira é a banda convidada do podcast dessa semana. Raquel Virgínia, Assucena Assucena e Rafael Acerbi falaram sobre o processo criativo de seu novo disco, “BIXA”, e – de uma forma leve e sem neuras – todo o lance de aceitação trans. Quem participou, por telefone, foi a também cantora MC Linn da Quebrada, que fez uma pergunta bem capciosa para as vocalistas: “qual foi a transa mais esquisita/estranha delas?” (por volta de 49 minutos). Play!

img_9533Essas duas divas brasileiras falaram de uma forma superdidática sobre aceitação trans, o que elas detestam responder (no quadro Perguntas Esdrúxulas), e como deve ser a abordagem das pessoas que têm dúvidas. “Já perguntaram se mijo sentada ou em pé… Para que você quer saber?”, retrucou Assucena (próximo dos 16 minutos). “É uma novidade (para a sociedade). A gente invadiu lugares que as travestis geralmente não estão. Todas as curiosidades que as pessoas têm em relação a isso, tiram com a gente (ouça por volta dos 14 minutos)”.

No próximo domingo (18.12), elas armam a festa Feshação, com participação de Liniker e Tássia Reis, no Carioca Club, em São Paulo. “A gente quis colocar a galera LGBT para ocupar estes espaços populares porque, quem frequenta são (o público) de Racionais a Mumuzinho. Uma das coisas que a gente lutou foi para que, pelo menos, a pista, fosse uma coisa só (sem divisão de gênero)”, explica Raquel no minuto 55.”A gente quis promover um encontro não só nosso, mas também de uma geração que quer se reunir. É o Réveillon das lyndas”. No dia anterior, encontram Alice Caymmi, no palco do Teatro Rival, no Rio.

img_9536Aos 53 minutos, as cantoras falam do processo de concepção do segundo disco, que ainda não tem data para lançar. Elas estão postando fotos e mais fotos dentro do estúdio. “Nosso segundo disco foi, praticamente, concebido com o primeiro. Foi uma fase de efervescência composicional, deu pauta pra gente”, explica Assussena. “A gente é galcostiniana, que sempre transcendeu esse abismo do que é um e outro. Me sinto completamente corajosa para o terceiro, o quarto. Eu não tenho essa crise, não”, completa Raquel.

No Rapidinhas, por volta de 3 minutos, elas tiveram de mostrar se preferem Minas ou Bahia: “Oxente ou uai?”, “Igreja do Bonfim ou todas as igrejas de Ouro Preto” e ainda se preferem moqueca de peixe ou frango com quiabo. Aos 24 minutos, começa o Caderno de Perguntas… Uma delas lembrou que era afim de um boy no colégio e, durante uma aula de Educação Física, soltou um pum enquanto ele segurava sua perna para um exercício de abdominal… Apostas de quem foi?

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No dia da gravação, Luis Coutinho teve uma emergência familiar e não estava em São Paulo. Vocës vão ouvir que o Rafael teve de ir embora no meio do programa, pois tinha um compromisso. Mas, antes, gravou “Ó, Lua” pra gente. Play!

Um vídeo publicado por Aos Cubos (@aoscubos) em

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