"Tem que orkutizar o topless", diz Titi Muller em papo com Didi Effe

Titi Muller e Didi Effe são os convidados do podcast Aos Cubos, disponível nesta terça-feira (16.05) nas plataformas digitais. Femininja assumida, a apresentadora do “Anota Aí”, do Multishow, afirma que foi uma delícia gravar em Portugal, cuja estreia está marcada para 2 de junho no canal pago.

“Tem mais é que orkutizar o topless. Fiz um manifesto, não sei o quanto disso vai entrar na edição. Por que brasileira vai para a Europa e a primeira coisa que faz é botar os peitos de fora? Porque aqui não pode”, comenta, dizendo que pode estar -12º de temperatura, mas as brasileiras não desistem.

As coisas mais ‘uou’ dessa nova temporada não são muito publicáveis, segundo ela. Enquanto Didi odeia falar sobre idade (apesar de revelar no Caderno de Perguntas), entre as coisas que Titi detesta responder estão os lugares que gostaria de ir. A apresentadora tem um jeito de driblar essa questão: “gostaria muito de ir em algum lugar do planeta terra em que uma mulher se sinta segura, andando na rua sozinha à noite. Nunca fui”.

No segundo semestre, Titi estará – ao lado de Fernanda Souza e Eduardo Sterblitch – no “Humoristinhas”, nova atração do Multishow. “Quando me falaram fiquei meio assim por se tratar de um programa de humoristas infantis. Nas últimas gravações, fiquei deslumbrada, encantada, arrebatada e muito otimista com o futuro dessa nação, que está na mão dessas crianças. Eles estão dando um tapa na nossa cara de empatia, noção de mundo e sororidade. É muito f*…”, avalia. Ela também contou sobre o livro que está escrevendo, que faz um paralelo entre viajar a trabalho e a passeio.

Didi estará à frente da transmissão ao vivo do Billboard Music Awards (ao lado de Fernanda Braz), no Facebook da TNT, este domingo (21.05). Começa às 20h30, e promete performances de Miley Cyrus, Cher, Celine Dion, Ed Sheeran, Nicki Minaj, Imagine Dragons, Bruno Mars, Drake, Camila Cabello e John Legend.

[hr]

Quadros
Se pudessem escolher alguém para entrevistar, vivo ou morto, Didi iria de Madonna e David Bowie, enquanto Titi apontaria o microfone para Paul McCartney e John Lennon. Agora, se eles tivessem que perguntar algo sobre si, não passariam vontade. “Perco até o interesse”, brinca Didi. “Eu já falo tanto. Às vezes me perguntam abacaxi, eu respondo banana porque quero falar de banana. Quando me fazem uma pergunta que quero muito falar sobre, eu vejo e estou solando há uma hora e meia”, conclui Titi.

Os dois ainda lembraram os áureos tempos de MTV Brasil, onde começaram juntos nos idos de 2008. “Era muito anárquico, mas muito f… ter passado pelo final, foi muito triste. Foi como acompanhar a metástase de um amigo querido”, explica Titi. “Mas ao mesmo tempo muito orgulho de ter apagado a luz”, complementa Didi. “A gente segurou este caixão, vestido de Paquitas”, arremata ela.

Os dois falaram ainda sobre os tempos de adolescência, os micos na hora H e muito mais. Além de falar de trabalho, eles participaram dos quadros Top ou Flop (cujos assuntos estão elencados abaixo), Perguntas Esdrúxulas, Rapidinhas e, claro, Caderno de Perguntas.


TOP OU FLOP
Neste quadro, a gente apresenta alguns temas variados. Qual sua opinião?

https://goo.gl/Qmt0UC – MTV põe fim à premiação por gênero e os prêmios de melhor atuação ficaram para o sexo feminino, com vitória de Emma Watson (por Bela, da live action “A Bela e a Fera”) na categoria filme e Millie Bobby Brown (Eleven de “Stranger Things”) na categoria série.

https://goo.gl/wfpaBT – Saiu a programação da Virada Cultural 2017. Entre os shows confirmados, artistas que já passaram pelo podcast (alô, alô Jaloo, As Bahias e a Cozinha Mineira, Baleia e Luiza Lian!). No palco, entre as avenidas Ipiranga com a São João, confirmou Gretchen, Molejo e É o Tchan!

https://goo.gl/imXPMo – Funerais com temática de super-heróis têm se tornado tendência nos EUA e Inglaterra. (Pessoas vestidas de Batman, Tartarugas Ninjas, Star Wars, Mickey Mouse e outros personagens). O clima solene e tristonho está perdendo espaço para um espírito mais ‘divertido’, mas sempre respeitoso, claro!).

Essa semana foi lançado o documentário “A Imagem Da Música”, que conta a história da MTB Brasil desde seu nascimento, auge e decadência. Tem entrevistas com músicos, ex-vjs e até nomes de artistas gringos, como Aerosmith, David Bowie e Robert Plant.

Por fim, a volta de Miley Cyrus, lançamento dos discos de Harry Styles e Paramore. e o novo clipe da Katy Perry.


Quer falar com a gente? Já sabe! Escreve para podcast@aoscubos.com

SIGA NAS REDES SOCIAIS: iTunes.RSSFacebook, Twitter e Instagram!

Leia mais

"Acredito no poder de cura do amor", afirma Ana Muller

Ana Muller é a convidada do podcast Aos Cubos, que foi ao ar nesta terça-feira (09.05). Na segunda temporada, este é o 18º programa. A artista dedicou o EP às pessoas com problemas psiquiátricos e em depressão, hoje serve de exemplo para quem passa pelos mesmos problemas. “Cheguei a pesar 36 kg, estava doente. Meus fãs acompanharam de perto, então nada mais justo. Aos poucos, as doenças precisam ser faladas para ser compreendidas”, avalia.

“Acredito no poder do amor, ele tem um poder de cura fanstástico. Amor romântico, de amigo, de família. A falta desse amor é que causa a depressão, em especial a do amor próprio”, exemplifica, dizendo que desconhece outros artistas que falem abertamente sobre o tema. “Não sei se me considero corajosa. Sempre fui uma pessoa que já chega com os dois pés na porta. Não nasci para ficar me escondendo”, comenta sobre falar abertamente sobre orientação sexual.

Antes da internet, Ana afirma que “não lacrava” em nada. “Essa parada de fã é muito estranha porque sempre fui impopular, a pessoa esquisita, que ficava lá atrás, no fundo e não ter muitas amizades ou estar naquela turma descolada. Eu era justamente o contrário”, recorda.

Como na música, Ana diz que já teve alucinações. “Pra mim, é elucidação. Já tive algumas, por exemplo, pelo uso da ayahuasca (santo Daima), em que fui para uma dimensão completamente diferente”, exemplifica. Ela toma o chá há oito meses e comenta que a primeira vez foi perturbador. “Comigo foi muito forte porque tenho 25 anos e durante 24 tive uma depressão muito profunda, que tratamentos, remédios, psicólogos e terapia não resolviam”.

Ela explica que teve períodos de melhora, mas já havia decidido acabar com a própria vida. Esta seria sua última chance. “Me reencontrei. Em 1h30, me descontruí e descobri coisas a meu respeito que 24 anos de remédio e terapia não resolveram. Sua cabeça vira um turbilhão. Você começa entender e vem um sentimento de paz e gratidão. Minha vida mudou completamente”. Depois da experiência, Ana compôs uma música chamada “Mundo Novo” que fala sobre esse despertar: “de a gente reclamar muito do mundo e não fazer nada para mudar”.

Desorganização e fome são coisas que tiram Ana do sério. E se diz muito metódica “Quando vou ver, penso: que coisa insuportável. Eu tenho métodos. Se não seguir aquilo, vai me dando uma aflição. Às vezes, a gente vai fazer um show, vou para o hotel, e tenho que organizar as coisas. Vou tirando a roupa e dobrando, coloco em cima da pia, sabe? É muita mania que eu tenho”, ri. “Se ficar com fome, a minha fisionomia muda e é incontrolável e tudo pra mim tá ruim”, afirma, dizendo que entre suas comidas favoritas estão frango com quiabo e fígado acebolado.

Ana é capixaba, mora em Vitória (ES), tem mais de 13 milhões de views e 170 mil fãs nas redes sociais. A cantora responde com sinceridade ao Caderno de Perguntas e Perguntas Esdrúxulas, lembra casos da adolescência, e – claro – fala de coisas sérias no último bloco, direcionado ao trabalho. Play!

[hr]

TOP OU FLOP
Assuntos interessantes e que deram o que falar na semana:

https://goo.gl/4xAwtH – Dia em que Simone e Simária viraram Simone e Maraira (Simária, corrige o Louro) no programa da Ana Maria Braga.
https://goo.gl/fXYnOF – Belchior (o fato dele ser genial inocenta ele ter abandonado as filhas e deixado de pagar pensão alimentícia? Dá pra separar a Obra do Artista?)
https://goo.gl/K0NLpM – Passagem do Maluma pelo Brasil
https://goo.gl/wbqzei – Estreia de Tieta no Canal Viva (Você é a pessoa mais nova da mesa, quais foram as novelas que te marcaram?)
https://goo.gl/nEIGZb – Famosos que gostam de compartilhar fotos de momento de intimidade com o companheiro


Quer falar com a gente? Já sabe! Escreve para podcast@aoscubos.com

SIGA NAS REDES SOCIAIS: iTunes.RSSFacebook, Twitter e Instagram!

Leia mais

Rico Dalasam apresenta novo single e é desafiado em quiz sobre pagode

Rico Dalasam é o convidado dessa semana no nosso podcast. Ele apresentou o novo single “P.R.O.C.U.R.E”, música que estreia nos próximas semanas. A faixa não faz parte do recém-lançado “Orgunga”, seu primeiro disco cheio. No início de 2017, ele volta a trabalhar o álbum, com “MiliMili” (produzida por MahalPita), a próxima de trabalho. No nosso “trote”, a gente ligou para a Lellêzinha, do Dream Team do Passinho, que falou sobre a participação do grupo no “Vai que Cola” e sobre um possível feat. com o cantor.

img_7147O primeiro rapper assumidamente gay ainda participou do quadros “Rapidinhas”, quando falou sobre sua paixão por Chiquititas e da vontade que tem de voltar a atuar como cabeleireiro – ele quer montar um salão em Taboão da Serra, sua cidade-natal. No “Caderno de Perguntas”, o artista foi prolixo: falou de política a situações constrangedoras, como mandar o print errado para um grupo no Whatsapp e postar foto dele em um Instagram secreto, que falava só de unha. “Passar vergonha faz muito parte da construção, como caráter e história de vida. Você só mostra como sua vida é normal”, explica, cujos dilemas e problemas podem fazer com que ele se aproxime dos fãs.

ESTAMOS NO APP PODCAST, APPLE!!!

Ele ainda estreou nosso novo quadro: “Quiz Musical”. Como ele se diz um expert no assunto, fizemos um teste do Buzzfeed, com clássicos do gênero. Será que ele é mesmo um entendido? Por fim, emprestou sua voz para um cover de “Passarinho”, do Curumim, ao lado de Luis Coutinho, da banda Falso Coral, que sempre comanda nossos jams.

O artista ainda brincou, dizendo para qual artista ele pediria uma ordem de restrição. “Se fosse nos Estados Unidos, o Kanye West ia por fogo em alguém próximo dee. Aqui nao funciona, mas eu pediria para alguém que tenho um certo asco e não teria perto: “Joelma (ex-Calypso). Foi traída pela Lua, mas ela traiu a gente”, disse. Ele não contextualizou, mas a gente explica. Em 2013, a cantora deu entrevista à revista Época, dizendo: “Tenho muitos fãs gays, mas a Bíblia diz que o casamento gay não é correto e sou contra”.

Na conversa, ele ainda falou sobre qual música cantava errado na adolescência (na versão dele, cantava: “eu vou ficar nos prédio, eu vou ficar nos prédio” [sic]. Adivinhou?). E também com qual artista fez questão de fazer selfie quando conheceu, na semana passada, no Prêmio Multishow. Dica: “a saudade bateu foi que bem maré”.

img_7156

[hr]

Quer falar com a gente? podcast@aoscubos.com
SIGA NAS REDES SOCIAIS: iTunes.RSSFacebook, Twitter e Instagram!

Leia mais

Jaloo e Mahmundi são os convidados na estreia do Podcast Aos Cubos!

Bem-vindos! A partir de hoje, o Aos Cubos vira uma outra plataforma. A gente vai continuar falando de cultura, mas agora em áudio. Viramos um podcast! Fico feliz em anunciar isso… Nossos primeiros convidados são amigos e hoje moram em São Paulo. Ela é do Rio, ele de Castanhal, no Pará. Além da música, a vida  uniu essas duas delícias: Jaloo e Mahmundi, que na certidão de nascimento são, respectivamente, Jaime Melo e Marcela Vale.

Quem divide a bancada comigo é Victor Albuquerque (que já está escalado para o elenco fixo!) e o Luis Coutinho, um dos editores do blog, que tem uma banda chamada Falso Coral. Entre outros assuntos, abordamos a maldição do segundo álbum, aponta qual deles é #arianator (fã de Ariana Grande)… Levantamos polêmicas sobre o nome de um museu de São Paulo… E qual foi a lição que a Mahmundi aprendeu com o pai da Juliana Paes.

img_4715-1Nesta primeira edição, a gente falou bastante… Vamos encurtar para as próximas! Só pra vocês entenderem a dinâmica deste primeiro programa: no primeiro bloco, a gente fala de música, no segundo tem o quadro Caderno de Perguntas, que eles respondem coisas bobas, inspirados por aquela febre dos anos 90/00!

No terceiro bloco, Jaloo se vinga do Disclosure, e diz se ouve ou não a música dos irmãos-gatos. Eles ainda participam do quadro “Como assim, você nunca?”, que aponta lugares de São Paulo e eles têm de dizer se já foram ou não. E terminamos com as rapidinhas: coisas do tipo Xuxa, Mara ou Angélica… Play!

PS: A gente fala um monte de marca, mas o podcast não é patrocinado! Muito menos a foto ao lado, tá? Era só o que a gente tava servindo pra curar a ressaca da Mahmundi! <3

Um vídeo publicado por Aos Cubos (@aoscubos) em

[hr]

Em algum momento, falei sobre uma plataforma que traduz músicas para x línguas em diferentes países. O nome é Lyric Find. Procure saber!

[hr]
img_4722-1

Leia mais

Rico Dalasam sobre álbum de estreia: “é otimista, pra frente”

Rico Dalasam – primeiro artista brasileiro de queer rap – está debruçado sobre seu primeiro disco, sucessor do EP “Modo Diverso”. O álbum está em fase de produção, mas o rapper já gravou algumas coisas. No entanto, não dá pra falar com quem fará parcerias. “A gente corre pra caramba e esquece de celebrar os avanços, o que já foi pior e hoje está melhor. O disco é otimista, pra frente, cheio de esperança nas coisas que a gente está fazendo, em nossas buscas”, explica.

Para o CD, ele acredita ter construído um espaço. E a ideia é aumentá-lo. “A gente passou o ano inteiro com a hashtag #ofervoéprotesto. E gente viu que, através dele, consegue trazer mudanças. É um jeito diferente de criar políticas. E o disco quer ir para esse lado, de continuar construindo lições novas por meio da celebração. Não sei fazer do jeito triste, pesado. Tem que ser leve e fazer voar”, acrescenta.

Há uma música chamada “Norte”, que ele ainda não sabe se vai abrir o disco, mas fala sobre conseguir avançar e tornar um sonho possível e feliz. “É a direção que a gente escolheu nessa saga. Percebeu que era possível e quer voar mais alto”, analisa. Tem uma outra que fala sobre o medo de arriscar: “se soubesse que seria tão incrível, teria apostado e mergulhado nisso antes. Às vezes, há um medo e depois que acontece, vê que perdeu tempo. Não só para a música, mas para outras situações. Se pudesse mandar um recado pro passado, diria: vai”.

Rico confessa que fez o EP “cheio de medo”, pois não sabia o que iria acontecer. “Enquanto gravava as músicas, via os os índices de homicídio de pessoas que morrem por causa da homofobia nas periferias crescer. E o quanto esses casos se encontravam com as pessoas negras. Não tem como falar que não estava com medo. Era algo muito pessoal”, desabafa.

Segundo ele, o primeiro trabalho existiu muito para o apresentar. “Qual a minha visão sobre mim e o que está à minha volta. E ele teve um papel muito eficaz, chegou para muita gente. Agora, o disco, vem para celebrar os melhores orgulhos. No rap, as pessoas não esperam que a gente faça música para celebrar. A minha ideia é fazer um disco que quebre esse paradigma”, finaliza.

Se fosse ano passado, ele diz que estaria muito nervoso para a estreia do “Fervo do Dalasam”, na Choperia do Sesc Pompeia. “Não tinha um público que ia ver, talvez só pessoas dispostas a criar uma crítica sobre ou análise. Muita gente ia e não se entregava. Ia só para ver se era aquilo que leu. Hoje, já tem pessoas que se amarram e gostam. Então, estou muito mais preocupado em construir um show lindo e, na hora, curtir com as pessoas. Quem tiver de braços cruzados, que seja contagiado”. É o que espera.

Leia mais

Sinara é o rock 'roots' dos filhos e neto de Gilberto Gil

Sinara significa o som da força da música. Neste caso, vinda dos instrumentos de cinco membros. Boa parte da formação da banda são os filhos e neto de Gilberto Gil, que carregam o sobrenome da família tradicional na música brasileira e agora têm um novo legado. João (guitarra) e José (bateria) – filhos do cantor com Flora-, tocam ao lado do sobrinho, Francisco (guitarra e voz), filho de Preta, e dos amigos Luthuli Ayodele (voz), Magno Brito (Baixo) e o agregado Pedro Malcher (teclado), que só aparece quando tem show. Todos têm entre 20 e 25 anos.

O nome da grupo, que tem dois anos e meio de estrada e só agora lança seu primeiro material (apesar de as músicas terem mais de quatro anos), é uma mescla de sinistro + maneiro. “Não é uma ideologia ou filosofia, mas uma grande combinação. A cada momento, vai mudando”, explica o vocalista Luthuli. O EP de estreia, um som ‘roots’ com um pé no reggae rock, chama-se “Sol” (lançado pela Sony Music) – nome também dado à filha de Francisco com a modelo Laura Fernandes. “Muda tudo (com o nascimento de um bebê). Além do trabalho, sou casado e ela me apoia bastante. Tô aprendendo a lidar”, comenta.

“Antes do reggae, tem um som rock. O batera é bem brabo”, brinca Luthuli, cujo nome vem de uma homenagem ao líder político e Nobel da Paz, Albert Lutuli. “A gente acredita na mistura, uma transformação. O que a gente sente, põe na música. Esse é só o primeiro EP. Temos composição para uns 10 álbuns. Vamos trabalhar esse, depois decidir se vem mais um EP ou álbum”. Desse disco, se preparam para lançar “Marchando”, mas divulgado só tem o clipe de “Floresta”. Assista:

Luthuli e Francisco se conhecem antes mesmo da escola. O pai do vocalista, Maurício Fagundes, conhecido como Sosa, era presidente da casa de Cultura da Rocinha, no Rio, e Flora sempre esteve envolvida com movimentos sociais. “Depois calhou de eu cair na mesma sala do Fran, o que aflorou essa amizade. Quando a gente era pequeno, formou nossa primeira banda, a Minin Black. Significava pequenos negros, mas queria um toque descolado, daí o nome”, lembra Luchulli. “Naquela época, a gente só tocava uma música, que era ‘Exagerado’ (Barão Vermelho, da época com Cazuza). Era algo mais brincando, mas hoje nossa banda é o reflexo daquela época”.

A banda surgiu por causa das letras de Luthuli. “Quando mostrei pro Francisco algumas das linhas composições, ele falou: vamos juntar uma galera pra fazer com a gente. Passamos por um processo de seleção, chamamos alguns amigos, e acabou não dando certo. Se a gente quer elevar algo pro profissional, a amizade não dá certo. tem que separar”. Inconscientemente e acidentalmente, os familiares do Fran (como eles chamam o guitarrista e vocalista) também eram todos amigos. Nessa segunda formação, deu certo!

Já com a banda formada, chegou o momento de contar para seus pais que queriam viver de música e teriam de aprender a a lidar com esse fato. “Querendo ou não, criaram um monstro. Poderia ser negativo, mas pra gente foi positivo”, lembra Luthuli. “Eles estavam esperando a hora que eu ia falar isso. Então, a Sinara foi boa para esse momento. Espero que seja para sempre. (…) Mostramos pra eles quando estava pronto, com identidade formada. Eles adoraram. E estou muito feliz por a gente fazer um movimento, estar junto e subir no palco”, ressalta Francisco, que é filho do ator Otavio Muller.

Sobre a pressão de vir de uma família de músicos, Francisco diz que não sente a pressão. “Se existe, não atinge. Seguimos nossos passos em paralelo a toda essa questão. Na nossa visão é família. É uma galera que apoia, e isso é o mais importante. Se isso é um motivo para as pessoas nos ouvirem, que bom. Mas se isso gera coisas negativas e tal, a gente não ‘tá’ nem aí”, pontua.

Como todos na banda trabalham, estudam ou os dois, dizem que a música é prioridade. “Nossas escolhas são sempre naturais. Vai levando conforme a necessidade, precisa trabalhar. Quando não precisar, segue com a banda. É a nossa intenção”, garante Fran. Para 2016, o que a banda quer é subir nos palcos e cantar sua música. Com repertório formato de 12 a 15 músicas autorais, também fazem de três a quatro covers.

Leia mais

Sobre Emicida, rap, sonhos e mudanças.

Eu não gosto de rap. Assim, sendo sincera ao extremo, o estilo jamais me agradou. Tentei ouvir pequena, mas nem os mais famosos como Gabriel, o Pensador, jamais me empolgaram. Crescida, tentei entender o fascínio causado nos meus amigos pelos Racionais e, mais tarde, Criolo. Mas nada, nenhum deles conseguia sequer tocar na superfície do meu gosto. Apesar de nascida e criada na periferia, e de entender muito bem a realidade de todos aqueles discos, eles não conseguiam me convencer. Era uma música cuja importância e qualidade eu reconhecia, mas o prazer em ouvir, não.

Meu primeiro contato com o trabalho do Emicida veio em 2013, por ocasião do lançamento de seu “O Glorioso retorno de quem nunca esteve aqui”. Na época eu já escrevia sobre música – brasileira, essencialmente – e o álbum estava recebendo uma crítica extremamente positiva por parte de muitos jornalistas cujo trabalho admirava. Decidi enfrentar meu preconceito e ouvir. Não adiantou nada, na terceira música eu desisti e concluí: rap não é pra mim.

De lá pra cá, dois anos e muita água debaixo da ponte depois, Emicida encerrou a turnê de sucesso do seu disco, viajou pra África, se juntou a músicos consagrados. Eu, claro, não sabia nada disso, já que não acompanhava a carreira e o trabalho dele. Até que, numa noite, eu tive um sonho. Sim, caro leitor, um sonho: sonhei que me encontrava com o rapper, dizia que não gostava de rap até então, que havia ouvido seu disco anterior e não havia me tocado, mas que o trabalho novo, ah, o trabalho novo estava incrível, merecia todos os elogios. Acordei achando engraçado, sonho curioso até. Abri o facebook e descobri que ali, naquela data, o seu novo disco estava disponível para audição nas plataformas virtuais. Disco que eu não sabia da existência até então. Ou melhor, sabia: eu descobri no sonho.

Guardei a audição do álbum para um momento cuja minha concentração pertencesse toda a ele. Nada de ouvir no metrô, na rua, em pedaços. Não: achei que a mensagem do cosmos que havia chegado a mim merecia atenção especial, exclusiva, dedicada.

E foi assim que “Sobre crianças, quadris, pesadelos e lições de casa…”(2015) entrou na minha vida. Pela porta da frente, vi a mistura de ritmos, do rap com samba, o flerte com a musica mais pop, as participações especiais, tudo, e concluí que a menina do sonho tinha razão: o disco era realmente incrível.

A viagem de Emicida à África é marca tocante, que perpassa cada canção do álbum, da sofrida e confessional “Mãe”, que abre o disco e remete ao estilo mais primitivo do rap nascido em São Paulo, dos anos 90, à animada “Mufete”, que passeia entre o samba e a música afro, com texturas diversas na melodia. As religiões africanas e seus orixás se entremeiam nas canções, citadas como exemplo de manifestação da opressão branca e como realidade do negro. Nada nas letras é forçado, é imposto como “tema de negro”: a vitalidade das canções vêm da vivência real do rapper, de sua experiência social, humana, racial. “Favela ainda é senzala”, ele canta, em “Boa Esperança”, que ganhou clipe polêmico antes da estreia oficial do disco. E a ideia de que a favela, a senzala, a África-Mãe, o Brasil, filho bastardo pra sua cor e classe, se mostra até na levada quase pop de “Passarinhos”, com participação de Vanessa da Mata e escolhida como primeira música de trabalho.

A respeito de polêmica, Emicida enfrentou uma com a faixa “Trepadeira” de O Glorioso Retorno… Na letra, ele fala de uma mulher faz sexo e diz que “(…) biscate/ Merece era uma surra de espada de São Jorge”. Rechaçado e criticado pelo movimento feminista, ele apresenta agora a faixa “Mandume”, que lembra: “Se os homem é de tirar chapéu, nóiz (mulheres) é de arrancar cabeça”, que ganha participação (entre outras) da rapper Drik Barbosa.

Ainda no que remete às suas raízes, a canção “Chapa” tem uma das letras mais bonitas do disco. Expõe com lirismo a saudade do amigo, a preocupação, traz à tona e ao ouvinte o sentimento de perda, de necessidade, de impossibilidade de ação. Caetano Veloso empresta sua voz à faixa “Baiana”, que revela sensualidade, exaltando as raízes africanas da Bahia, na personagem da mulher baiana cantada pelo músico. Mistura perfeita da busca incessante do disco com a cor local tão forte que Emicida carrega consigo.

Fechando o disco, a faixa “Salve Black” une uma letra forte e carregada de referências pessoais a um ritmo brasileiro, e lembra a famosa frase do músico “A rua é nóiz”.

Eu não gosto de rap. Mas, depois de “Sobre crianças, quadris, pesadelos e lições de casa…” eu não gostava. Obrigada, Emicida. A rua é nóiz.

Leia mais

UNBOXING: Anitta lança single promocional de "Deixa Ele Sofrer"

A gente recebeu no QG do Aos Cubos o novo single da Anitta, chamado “Deixa ele sofrer”. O promo vem com a ficha técnica da música, além da letra. A cantora lançou o clipe na semana passada e já tem mais de quatro milhões de views no YouTube.

Um vídeo publicado por Aos Cubos (@aoscubos) em

O single é uma prévia do que vem por aí no terceiro álbum de Anitta, que será lançado em setembro deste ano, cujas fotos do encarte foram clicadas por Giovani Bianco, o mesmo diretor criativo do CD “Rebel Heart”, de Madonna.

Em nota, a cantora falou que este próximo disco tem um estilo mais abrangente do que fez até então: “batidas, ritmo, andamento e linguagem. Algumas características de hip hop e pop serão percebidas de forma sutil”. “Deixa ele sofrer” foi escrita por Anitta em conjunto com seus produtores Umberto Tavares e Jefferson Junior.

interna-deixa-ele-sofrer-2

interna-deixa-ele-sofrer-3 captura-single-anitta-deixa-ele-sofrer imagem-interna-single-anitta-deixa-ele-sofrer

[hr]

CLIPE
Gravado em São Paulo, a cantora contracena com o ator André Bankoff em um plano sequência que percorre ambientes retrôs como os da “Barbearia Corleone” e da lanchonete “Zé do Hamburguer”, e modernos como os do grafitado “Beco do Batman”, no bairro de Vila Madalena.

O roteiro do clipe, produzido em parceria com a Tang, foi idealizado pela própria cantora. A direção da gravação é assinada por ela e por Gustavo Camacho, também diretor do clipe “Eres”, da cantora colombiana Shakira. Juliana Zanon, da 2Do Productions é responsável pela produção e tem em seu currículo trabalhos em novelas, shows e programas de TV.

Leia mais

Vento Festival: 9 coisas que você não viu na imprensa sobre Ilhabela

No último fim de semana (de quinta a domingo pra ser exato), fui acompanhar a primeira edição do Vento Festival, em Ilhabela (litoral norte de São Paulo), com alguns dos principais veículos do País. Junto comigo, um time de jornalistas do jornal “Folha de S. Paulo”, revista Rolling Stone, além de portais, como IG e Vírgula.

Além de cobrir o festival todos os dias (eu voltei domingo de manhã, antes de terminar), a gente fez alguns “rolês” pela ilha, que acabaram não entrando nas principais matérias. Eu mesmo não consegui fazer um guia do que fizemos por lá! E é por isso que resumi aqui nesse post os hotspots…

[hr]

1) Eu fiquei hospedado no TW Guaimbé, um dos mais novos da cidade e com uma vista maravilhosa… Sem contar a praia particular. É sair do hotel com pé na areia… Apelidamos o hotel de os Hamptons de Ilhabela:

Uma foto publicada por André Aloi (@aaloi) em

[hr] 2) Ao chegar lá, fomos recepcionados com um coquetel no restaurante Capitano. O cardápio especial incluia sangria, finger foods, além de um drink especial, chamado Ilhabela!

Uma foto publicada por André Aloi (@aaloi) em

[hr]

3) Na sexta, o almoço foi no restaurante Ilha Sul… Ninguém tirou foto pra contar história! Tava todo mundo compenetrado no arroz de polvo, no filé de badejo com lulas, nos deliciosos camarões. Mas o melhor: batata crocante com alho frito. (Foto:Reprodução/Internet)

FOTOS ILHA SUL MY 029 (1)

[hr]

4) Depois do farto almoço, fomos às praias do sul, de van. Vimos o entardecer no deck em frente à ilha das cabras (foto). Encerramos o passeio na praia do Julião, com direito a mergulho nas gélidas águas! hahaha (sem foto, again).

IMG_9476
[hr]
5) No sábado (18.07), fomos andar de barco, um flexboat para 45 lugares. O único desta galáxia (aka Brasil). Demos uma volta pela ilha, paramos pra dar um mergulho na praia da fome. Já me expus demais no Instagram! hahaha
[hr]
6) No meio do passeio de barco, regado a muito axé de Ivete Sangalo, Claudia Leitte (paz, Carnaval, futeb el… Melhor rima), os meninos ensaiaram uma dancinha… E olha que ninguém havia bebido! (no vídeo no começo deste post…)
[hr]
7) Mais comilança, agora na praia da Armação: ceviches misto, de peixe branco, lula e polvo; o tipo clássico, só com peixe branco, e o do dia, temperado com limão siciliano e maracujá. Também tem um taco de lula e de badejo à milanesa, temperados com maionese, guacamole e cebola roxa. Tem que provar!

Uma foto publicada por André Aloi (@aaloi) em

[hr] 8) Os artistas estavam tão à vontade que, depois do show no festival, faziam uma jam no Estaleiro, um barzinho que cabem 250 pessoas… Assistimos a um pocket show do Holger lá, no sábado (18.07). No primeiro dia, o Charlie e os Marretas também se apresentaram!

Uma foto publicada por André Aloi (@aaloi) em

[hr] 9) Pra finalizar, esse vídeo do amor, de Céu se declarando pra Tulipa. Apesar de ter saído na grande imprensa, a gnt reproduz porque foi muito amor! E a repórter demorou a conseguir esse flagra…

Leia mais

Tulipa Ruiz, Céu, Singapura e mais se apresentam em festival de Ilhabela

Bota a cara no VENTO! É o que pede a produção do festival de mesmo nome, que ganha sua primeira edição em Ilhabela (litoral norte de São Paulo), a partir desta quinta-feira (16.07).

O evento, que acontece na Vila, no centro histórico da cidade, segue até domingo (19.07), reunindo expoentes do cenário nacional, aproveitando o inverno tropical à beira-mar.

Além de nomes conhecidos, como Tulipa Ruiz, Céu, Singapura, reúne uma turma boa da nova safra, como Charlie e os Marretas, O Terno, Guizado, Inky e uma infinidade de DJs. Do tropicalismo ao rock, da psicodelia ao jazz, ao todo são 12 bandas autorais, quatro DJs, além do open mic, que promete animar a galera entre o pôr do sol e o começar da madrugada (19h30 até 1h, mais ou menos). O mestre de cerimônias será o rapper Max B.O.

A idealização e organização é de Anna Penteado, do Núcleo Indahouse, a produção executiva de Bianca Lombardi e artística de Shirlei Vieira, da Recheio Digital. A direção, quem assina, é Tatiana Sobral, da Casco Ilhabela.

Para saber o que vai rolar por lá acompannhe a hashtag #botaacaranovento.

PROGRAMAÇÃO

QUINTA (16.07) MC Max B.O. apresentando 19h às 19h30 – DJ Dago (Neu Club) 19h30 às 20h50 – Open Mic: Caroço de Azeitona 20h50 às 21h – DJ Dago (Neu Club) 21h às 22h – Charlie e os Marretas 22h às 22h30 – DJ Dago (Neu Club) 22h30 às 00h – Tulipa Ruiz 00h à 01h – DJ Dago (Neu Club)

SEXTA (17.07) MC Max B.O. apresentando 20h às 20h40 – Norma Nascimento 20h40 às 21h10 – Singapura 21h10 às 22h10 – O Terno 22h10 às 22h40 – Singapura 22h40 à meia noite – Lira 00h à 01h – Singapura

SÁBADO (18.07) MC Max B.O. apresentando 20h às 21h – Holger 21h às 21h30 – DJ Mataga e Dip 21h30 às 22h30 – Saulo Duarte e a Unidade 22h30 às 23h – DJ Mataga e Dip 23h às 00h20 – Céu 00h20 às 01h0 – DJ Mataga e Dip

DOMINGO (19.07) 19 de Julho – domingo 15h às 16h – Fidura 16h às 16h30 – DJ Phill 16h30 às 17h30 – Piratas da Ilha 17h30 às 18h – DJ Phill 18h às 19h10 – Guizado 19h10 às 19h30 – DJ Phill 19h30 às 20h3 – Inky

Leia mais