Castello Branco diz: "amar não é um ato, mas manifestação de existência"

Lucas Domênico Castello Branco Gallo, ou apenas Castello Branco, é o convidado do podcast Aos Cubos, no ar nesta terça-feira (07.11). O cantor carioca relembrou dos tempos de monastério (comunidade isolada do restante do mundo), de não conversar coisas sérias sobre mensagem e que seu apelido entre amigos é Carlinha, uma drag bem longe de RuPaul’s Drag Race: mas boa em capinar, fazer aceiro e limpar o estábulo. Além da música, trabalhou com produção de eventos… E, por enquanto, acredita que não tem nada que os selos poderiam fazer por ele que ele não conseguisse conquistar solo.

Em outro momento, falou sobre amor (sem os estereótipos formados pela nossa sociedade): “Não acho que seja um ato, mas uma manifestação de existência. Uma frequência que você sintoniza”. Play!

Em atualização…

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Participam desta edição do podcast: André Aloi, Luis Bemti e Juh de Oliveira. Foto do destaque, na home: André Hawk/Divulgação.
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“Estou aberta a errar”, diz Lorelay Fox em papo com Maicon Santini

Lorelay Fox e Maicon Santini são os convidados do podcast Aos Cubos, lançado nesta terça-feira (12.09). A youtuber ‘conselheira’ do programa “Amor e Sexo”, da TV Globo, e dona do canal “Para Tudo” sempre se posiciona de forma coerente frente a assuntos polêmicos. “Quero estar aberto aos meus erros. Vejo vídeos do meu início e tem coisas que não falaria hoje em dia”, argumenta Danilo Dabague, que vive a drag queen cujo personagem recebe muitas mensagens de gente falando que seus vídeos servem de material de apoio em escolas. No entanto, estuda lançar um livro sobre a temática.

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Wanessa Camargo: "Posso cantar na boate e no rodeio e está tudo certo"

Wanessa Camargo nega quem diz que ela abandonou o pop para fazer sertanejo. Ela gosta mesmo é de fazer música, seja ela de bater o cabelo na boate ou para curtir uma moda de viola – ao estilo que cresceu ouvindo em casa, graças ao seu pai, Zezé Di Camargo, da dupla com Luciano. “Posso estar na boate e daqui a pouco no rodeio e está tudo certo. Onde me chamarem para tocar minha música, eu vou”, argumenta. Ela é a convidada do podcast Aos Cubos, no ar nesta terça-feira (05.09), onde também fala sobre seu trabalho como embaixadora do programa das Nações Unidas no combate à AIDS (Unaids, leia mais ao fim).

Com o trabalho de divulgação de 33″ (Som Livre) encerrado, a cantora deve lançar um novo single – de material inédito (ainda em escolha de repertório, sem ser um álbum) – até o fim do ano, que ainda não tem nome. “Meu trabalho sempre vai ter pop, eu também sou. Pop é popular. Hoje, essa linha de definição musical não existe. A linha está muito misturada. Tenho músicas no ’33’ que não são sertanejas. Mas, como tem que colocar em um rótulo/prateleira, está lá. Um trabalho pode ser várias coisas”.

Wanessa afirma que adoraria gravar com Rita Lee, Ana Carolina ou Marisa Monte. “Com a Sandy seria muito legal fazer alguma coisa um dia. Tem tanta mulher incrível. Adoro a Anitta (inclusive, em outro momento, ela falou sobre carreira internacional. Vale ouvir!). Eu gosto de todo mundo. Parceria você tem sempre a ganhar. Mas aquela que vai bater no coração, seria Madonna. Com essa, falaria: posso morrer amanhã”. Por falar nela, cantora lembrou a vez em que conheceu sua maior fonte de inspiração. “Gelei, ridícula. Só consegui falar ‘como você está?’. Ai que raiva. A gente ensaia tanta coisa pra falar pra pessoa, chega perto e trava”. Ela também disse que já sonhou que era amiga de Britney Spears e até ajudou a pseudo-amiga. “Calma, vai dar tudo certo”, brinca, lembrando da fase tensa da princesinha do pop, nos idos de 2007.

Parte da geração “Jovens Tardes” – se você é novinho, dá um Google nesse extinto programa da TV Globo -, ela adora ter feito parte dessa era na música. Mas, se pudesse escolher um squad internacional, adoraria ser do grupo de Alanis Morissette. “Não sei porque, mas sou louca nela. Shania Twain, essa galera. Amo a Mariah, mas não sei se faria parte da turma dela, não consigo imaginar. Talvez estivesse abanando ela, como um súdito”, ri. No entanto, compartilha da mesma opinião da vida: “por que eu vou comer sentada, se posso comer deitada?” Wanessa complementa: “Eu como muito deitada, tanto que estou tratando de refluxo. Você não sabe o quanto eu gosto de comer deitada”, gargalha Wanessa.

A cantora adoraria ter um programa na TV, desde que viesse acompanhado de música ao vivo. “Estou achando tão fraquinha a TV, falta qualidade e preparo para receber (performances ao vivo). Eu queria ver mais”, reforça. Wanessa mãe, em casa e na cozinha – e quais receitas sabe fazer – também são temas do nosso papo. Ela participou dos quadros “Perguntas Esdrúxulas, Caderno de Perguntas e Rapidinhas”, além de responder sobre vida pessoal, fama e carreira.

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Embaixadora da Unaids (próximo de 1h17)
Wanessa usa sua fama para levar conscientização e informação às pessoas sobre a Aids (síndrome de imunodeficiência adquirida), espaço pequeno em sua visão. “”Não são todas as mídias que tocam no assunto. A gente tem um desafio muito grande, que é conscientização e empoderamento para o jovem sobre sua vida sexual, de forma saudável e consciente”. A ideia é ainda quebrar os preconceitos e levar informação contra a discriminação contra os portadores do vírus HIV. “A pessoa que se trata direitinho consegue chegar à uma carga viral quase indetectável”, informa. O programa das Nações Unidas foi criado em 1996 e sua função é criar soluções e ajudar os países no combate à AIDS.

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Participam deste podcast: André AloiVictor Albuquerque e Luís Bemti
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"Está chegando o momento", afirma Tulipa Ruiz sobre disco novo

Tulipa Ruiz está separando material do que pretende gravar no quarto disco de inéditas, sucessor de Dancê” (2015). “Tá chegando o momento de mexer (nas anotações), já estou com coceira para começar a fazer”, explica. “Tô pensando nele,  gravo uma coisa esse ano, mas estou entendendo ainda o que vai ser. Sigo em turnê até o ano que vem, quando gravo disco com banda”. Ainda não há uma data, mas um novo single deve vir até o fim de 2017. A cantora é a convidada do podcast Aos Cubos de número 30, no ar nesta terça (29.08).

“Tudo o que vou sentindo, intuindo ou entendendo, recebendo das pessoas, vou armazenando e anotando. E só acesso quando vou fazer o disco. Não vou pensando no disco durante o processo, vou arquivando. Quando chega alguma coisa, não quero nem misturar. Na hora de fazer, pego todos esses símbolos e impressões e começo a fazer um novo disco”. No campo dos sonhos, Djavan é uma parceria que ela “amaria” fazer. “Tenho ouvido muito e é um artista que sempre volto e tem uma discografia atemporal. Seria uma honra”.

Depois de gravar “Prumo”, em italiano (que ficou “Cura di Te”), a cantora diz que tem vontade de fazer versões em outras línguas, mas não sabe se tem potencial de mercado. “Quando a gente foi para o Japão fez ‘Quando eu achar’ em japonês. Eu tenho ido muito ao México, engraçado que o Grammy abriu essa porta para o mercado latino, então, seria interessante gravar uma música em espanhol. E ‘Efêmera’ é uma música latina, a gravação ficou muito bem em espanhol (Efimera), a sonoridade teve muito a ver e a gente está lançando o disco (para esse mercado). Se eu não tivesse, não ia fazer”.

Além de Yoko Ono, que é citada em diferentes partes do programa, Tulipa enumera suas divas: Baby do Brasil, Ná Ozzetti, Gal Costa, Elza Soares… “São mulheres que sou apaixonada, reverencio muito e que moram na minha vitrola. Não tenho nenhuma história engraçada com elas, mas adoraria ter alguma experiência assim com alguma delas”, ri.

Ela falou ainda que o primeiro e o terceiro discos devem voltar a ser produzidos em vinil até o início de 2018. “O legal é que a gente tem lançado e ele tem esgotado porque as pessoas têm voltado a ouvir vinil”.

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Visto GG, você P
Durante o programa, também foi abordado padrões de beleza e relação com o corpo, já que há uma opressão pela magreza, seja ela na música ou na publicidade. “Para mim nunca foi uma questão no mercado ser uma pessoa grande, eu ser plus size”, comenta. “Nunca levantei essa bandeira e nunca sofri por conta disso. Onde eu circulo, sempre fui muito bem recebida. Mas é um saco você ir numa loja e não ter uma roupa para você, é um saco você não ter espaço nas revistas. É um saco a beleza ser uma coisa completamente fechada. E a gente está em um momento muito interessante de empoderamento e aceitação, de poder falar sobre isso”.

No programa, citamos a coluna de Flávia Durante, no UOL, em que ela desmistifica o universo plus size, já que tornou-se referência no assunto. Ela também é criadora do bazar Pop Plus, que promove encontros para que a moda para facilitar a compra de roupas em tamanhos maiores. “Eu vou e já comprei muitas coisas. Recomendo muito porque tem coisas muito lindas e difíceis de achar em lojas de rua ou de shopping”, acrescenta.

Participam deste podcast: André Aloi, Victor Albuquerque e Luís Bemti

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Fernanda Souza transfere programa pra SP e pensa em canal no YouTube

Vão se passar praticamente 8 meses entre o fim da segunda temporada de “Vai, Fernandinha”, no Multishow, até que os novos episódios do programa de Fernanda Souza fiquem prontos. A terceira está prevista para estrear apenas em abril de 2018 e será gravada em São Paulo, diferente das duas no Rio de Janeiro. A produção busca agora casa com o skyline paulistano, mas com uma difícil tarefa: não ser rota de aviões. Entre os convidados-desejo estão pessoas que não conseguiram agenda anteriormente, como Claudia Raia, Bruna Marquezine, Marília Gabriela, Taís Araújo e Lázaro Ramos.

Para continuar “dando conteúdo para as pessoas”, Fernanda  pensa em ter um canal no YouTube. A atriz e apresentadora é a convidada do 27º episódio do podcast Aos Cubos, que vai ao ar excepcionalmente nesta quarta (09.08). “Já tinha essa ideia (há um tempo), mas achei que fosse rolar televisão, e foquei porque TV exige uma demanda muito grande de energia, e aí concilio o canal, porque sabia que a televisão seria algo temporário, e o canal é pra vida inteira”, explica.

“Comecei a gravar alguns vídeos. Foi a primeira vez que gravei para o meu canal. É muito diferente porque, quando você está no do outro, enquanto ele conduz, você fica fazendo fuleragem. Quando é seu você tem que produzir, pensar, falar. Mas achei muito gostoso”, ri. Entre os convidados de seu novo projeto estão na mira: Maísa Silva, LubaTaciele Albolea, Felipe Neto, entre outros. Internacionalmente, ela tem o sonho de conversar com Britney Spears (a quem ela chama carinhosamente de Neyde) e Shakira.

Ela não adianta uma data para a estreia, pois se diz muito pragmática. “Eu sou uma pessoa que quando quer fazer as coisas, penso até queimar… não é superprodução, mas não é uma câmera minha, que ligo e boto um abajur. Venho de televisão, gosto de ver algo parecido com aquilo que cresci vendo e fazendo. Mas estou sentindo o que quero. Já estou fazendo alguns vídeos, edito com uma pessoa depois outra”. Em um dos quadros, Fernanda colocou a sobrinha Isabeli, de 5 anos, para cozinhar nuggets. “Quase deu tudo errado”, ri de seu desastre na cozinha.

Ainda no programa, Fernanda relembrou os tempos de “Chiquititas” (quando viveu a Mili, no SBT), contou sobre traumas de infância – como o fato de ela nunca ter conseguido aprender a falar inglês – e os desenhos animados favoritos de sua época. Também participou dos quadros “Perguntas Exdrúxulas”, “Caderno de Perguntas” e “Rapidinhas”, falando sobre não ser uma pessoa muito boa com tecnologia (ela descobriu o Sarahah com a gente, e se mandou um recado). De volta a São Paulo, onde mora atualmente, ela conta como resolveu a mudança com Thiago André, o Thiaguinho, seu marido.

Na capital paulista, ela está em cartaz com o espetáculo “Meu Passado Não Me Condena”, onde conta – por meio de histórias irreverentes – os bastidores da vida de atriz. Ah, e ela brinca: “não é biografia, não tenho idade pra isso”. A peça está em cartaz no Teatro das Artes, no shopping Eldorado, às sextas (21h30), sábados (21h) e domingos (20h) até 24 de setembro. Ingressos variam de R$ 80 a R$ 90, dependendo da data. Compre aqui o seu!

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Participam deste podcast: André Aloi e Victor Albuquerque
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"TV não é um indicador de sucesso", afirmam membros do Vanguart

Fernanda Kostchak e Helio Flanders, respectivamente violino e vocal da banda Vanguart, são os convidados do podcast Aos Cubos neste ultimo episódio que antecede as férias. A segunda temporada segue a partir de agosto, sempre às terças, às 15h33 (seja na plataforma Podcasts, da Apple, seja no Soundcloud e nos programas que indexam o .RSS do programa). O grupo acaba de lançar “Beijo Estranho” (produzido por Rafael Ramos, cuja capa é assinada por Juan Pablo Mapeto), primeiro depois de “Muito Mais Que o Amor”, de 2013, e tem muito a dizer.

“Viemos do independente e não conseguiríamos trabalhar de outra forma. Sempre fomos ativos nos projetos e sempre soubemos por onde tinhamos de ir (e até falando de mercado). Precisamos estar in loco, vendo e sentindo as coisas. Eu preciso sair para ver shows de bandas novas”, explica Flanders sobre sua visão da cena atual – e muito se reflete dessa década morando em SP. “O nosso público é maravilhoso porque já veio dessa desconstrução da mídia televisiva, internet e outras coisas. É um público que escreve, valoriza texto, fotografias, desenhos… Eles vão ficar muito felizes em nos ver na TV, mas não é um indicador de sucesso”, complementa Fernanda.

“Acho que é o melhor momento, estamos superflelizes com o álbum. É um marco na discografia, primeiro disco aos 30”, reforça Flanders. Eles afirmam que acompanham críticas, sejam elas de shows ou de disco. “Se desagradar, ou incomoda, servem (como lição, se você se identificar). Se aquilo incomodar é simplesmente para você saber que existe também essa opinião. Ninguém é obrigado (a nada), essa pessoa pensa dessa maneira e resolveu expressar. Não acredito que existam críticas venenosas. Pode até doer, mas não foi premeditad, pra te detonar”, afirma ela.

“Lembro de uma crítica maldosa, na época do primeiro disco. A gente, por habitar um lugar menor, as críticas são mais de release ou se aqueles que se debruçam sobre o trabalho. Existe uma fatia pequena ainda no jornalismo que é vaidosa e vai ao pitoresco e na polêmica e procurar coisas”, pontua Flanders. Eles falaram ainda sobre a segurança de compor em grupo (devido à intimidade que eles já têm), dos percalços para gravar um clipe e a turnê, que segue a todo o vapor. Depois da estreia em São Paulo, ganham o Brasil. Deve ter depeteco na capital paulista em agosto, mas Cuiabá está nos planos. Aguardem!

A entrevista encerra com a clássica pergunta: o que vocês gostariam de responder que não perguntamos. Hélio é rápido: “começaria tudo outra vez?”. E a resposta, em forma de música: “Começaria tudo outra vez. Se preciso fosse, meu amor. A chama em meu peito. Ainda queima, saiba”, exclama os versos de Gonzaguinha. Dê o play e até agosto!

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Participam deste podcast: André AloiVictor Albuquerque, Luís Bemti e Thyago Furtado.

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Jacintho lançará single inédito; Ekena prepara estreia com disco

Jacintho e Ekena (junto de Lima, de sua banda) são os entrevistados do podcast Aos Cubos, neste 24º programa, lançado terça-feira (20.06). Enquanto o artista se prepara para lançar mais um single, chamado “Cê Já Pode Morrer” (primeiro passo após seu EP de estreia, lançado em 2016), Ekena vai finalmente lançar o primeiro disco cheio, chamado “Nó”, que contou parte com financiamento coletivo (Catarse).

“(Esse single) faz parte do planejamento, depois de ter lançado o EP gravado ao vivo, cujo resultado deu origem também a quatro vídeos, disponíveis no YouTube. A música e o clipe devem sair em agosto”, adianta Jacintho. “Vai ser um preparo para o disco, que só sai se as pessoas desejarem”, brinca. O álbum ainda não tem nome, mas o artista afirma que é muito influenciado por coisas relacionadas à flora. “Talvez venha alguma coisa nesse âmbito”.

Ekena faz piada sobre o debut, dizendo que vai desatar nós. “Foi superlegal fazer este disco. A gente gravou em janeiro (de 2017), e faltava esse processo de mixagem e masterização. É um catadão das músicas desde 2010 até 2016, a última que escrevi foi ‘Todxs Putxs’. Resolvi fazer, talvez em ordem cronológica, contando uma história de desatar nós mesmo, como eles foram se soltando até formar uma linha reta”. O lançamento está previsto para o segundo semestre.

“A internet nos possibilitou coisas muito boas”, afirma Jacintho ao comentar a dificuldade que bandas do interior sofrem, disputando espaço com formações feitas nas capitais. E também localmente, uma vez que a cena está lotada de gente que opta por fazer cover. Jornalista de formação, ele trabalhou como editor de Cultura em uma rádio sócio-educativo, no interior. Ali teve acesso a artistas, produtores e shows. “Foi legal para ter uma série de referências, quando decidiu que queria ser artista e não jornalista”. Com sua ida para o Sul do País, e sua saída da Johnny Sue, Jacintho foi fazer uma incursão pelas artes visuais. Na volta, resolveu aportar em Leme (distante 190 km da capital paulista), e onde mora atualmente.

Os dois relembram os tempos juntos, em Araraquara, na chamada Casa dos Artistas, a vida romântica, suas aceitações enquanto artistas e os causos de interior. Ah, e também falam da época em que Ekena era uma Caramelow (da banda de Liniker). “Eu não imaginava algumas coisas ou as via distantes. As pessoas têm que olhar para um outro ângulo, tem várias pessoas acontecendo, várias bandas incríveis nascendo (no sentido de estar sendo vistas agora), e acho que a gente tem de cavocar”, pontua Ekena.

 

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Milkshake: "Moda não está aqui para te oprimir", diz Dudu Bertholini

Festival que celebra a diversidade, o Milkshake acontece nesta sexta-feira (14.06), em São Paulo. O local escolhido é uma área de eventos que engloba um quarteirão na Barra Funda. Para falar sobre a ideia do evento que acontece no fim de semana da Parada LGBT paulistana, conversamos com o diretor criativo das performances, Dudu Bertholini, e um dos organizadores da B.Fun, Beto Cintra, que traz o festival holandês pela primeira vez ao País. No quadro Rapidinhas, quem participa é a cantora Kelly Key.

Segundo Bertholini, o festival é super bubble plastic colorido com foco no público LGBTQ, mas que abraça contradições e todas as cores possíveis. “A moda tem que servir para você ser livre, ser a melhor versão de você mesmo e não atender a padrões que você não é. A moda não está aqui para te oprimir, mas pra te libertar”, defende. “Um festival como o Milkshake celebra a todos: grandes nomes até os mais novos. Eu amo essa democracia. Se o Brasil e São Paulo têm algo a oferecer é essa diversidade. A gente traz um guide holandês para dar um tempero nosso”.

Para ele, o maior desafio foi fazer o styling de um palco – que vai performar das 18h até as 5 da madrugada. “O mais legal do Milkshake é que ele é um festival pautado em montação. A maior decoração são os performers ao vivo. Eu amo isso do festival porque ele privilegia os estilos individuais e diversidade”. Ele criou 30 figurinos exclusivos, onde 20 drags e mais o balé do Amor & Sexo vão performar. “A gente está vestindo 45 pessoas para decorar um palco por 12 horas. Vai ser fantástico”, comemora.

Antes de celebrar, o Milkshake tem um statement de inclusão de diversidade, mesclar os grupos da cena gay, que pouco se misturam tanto na noite. Nas palavras de Beto Cintra, as festas são muito nichadas e existe muito preconceito dentro do próprio universo LGBTQ. “Era um jeito de trazer todo mundo junto na mesma ideia, a gente ficou muito empolgado com a história”. Sobre a mudança de local (antes, aconteceria em Interlagos), ele afirma que era uma ideia antes do autódromo. “Era (o lugar) onde a gente conseguiria trazer para mais perto do metrô e com a mesma capacidade”, reforça, explicando que a organização teve muitas reclamações devido à distância da antiga venue.

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LINE-UP
Principais atrações do palco Live, que tem como convidada de honra Fernanda Lima (e o balé do Amor & Sexo), são: Jaloo (18h), Lia Clark (19h), Dream Team do Passinho (20h), Batekoo + Linn da Quebrada (21h), Hercules & Love Affair (22h30), Banda Uó (23h45), Karol Conká (1h15), Boss in Drama (2h15), Pabllo Vittar (2h30) e Bloco da Preta (4h). As festas no Trio Elétrico Stage começam às 16h, com Domingo Ela Não Vai. Passam por lá ainda Minhoqueens (17h), Agrada Gregos (18h), Meu Santo É Pop (19h), com destaque ainda para concurso de bate cabelo com Ellen milgrau (da MTV). Ingressos a partir de R$ 100, no site EventBrite.

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TOP OU FLOP
Neste quadro, a gente apresenta alguns temas variados. Qual sua opinião?

https://goo.gl/fbrsel – Rômulo Neto disse que Anitta ‘não é o perfil para casar’.

https://goo.gl/gpuaqp – Em menos de 24h, a Globo exibiu dois momentos diferentes em que o apresentador Pedro Bial deu uma sarrada no ar.

https://goo.gl/7d21jm – Por falar em Ana Maria (sócia do top ou flop, né?), ela apareceu na TV com um novo penteado. Como a internet não perdoa, todo mundo comparou o corte com o do cantor Supla. O que aconteceu uns dias depois? Ela chamou o papito pra participar do seu programa

https://goo.gl/a1xx62 – Taylor Swift vendeu mais de 100 milhões de músicas e ganhou uma certificação do RIAA (associação da indústria da música nos Estados Unidos). Em comemoração, disponibilizou o seu catálogo em todos os serviços de streaming.

Vamos falar de coisa boa?
Doritos lançou uma campanha junto a Casa1, que é uma casa que fica no centro de são paulo, que abriga jovens homossexuais que são expulsos ou precisam sair de casa. quem fizer uma doação mínima de um Vanessão, ou seja, vinte reais, recebe em casa uma unidade de Doritos Rainbow e uma bandeira do ogulho LGBT original. Só acessar kickante.com.br/campanhas/doritos-rainbow

Quer deixar um top ou um flop pra alguma coisa que a gente não perguntou? Comente!

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Foto de abertura do site Got U. Foi clicada na festa Avec Elegance, em abril.

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"Enxergo a cena injusta", diz Thyago Furtado em papo com Phillip Nutt

Phillip Nutt e Thyago Furtado são os convidados do podcast desta terça-feira (30.05), quando falam sobre suas incursões pela música brasileira, por vezes cantando em inglês, enquanto o mercado consome as faixas de amor vindas exclusivamente do sertanejo e, das batidas, do funk. “Enxergo a cena como injusta porque a gente está em um período que dá a possibilidade de fazer música, independente de uma gravadora”, afirma Furtado.

Furtado vê essa onda de segmentação como uma parte ruim de se fazer parte do jogo. ‘”Música pra mim é arte. Existe diferença entre você compor e fazer batida. Pensar na música como um todo é um trabalho totalmente diferente. É como se você tivesse seu trabalho jogado fora porque o mundo não espera. Ouço das pessoas, falando que tenho de ficar orgulhoso porque é um material muito legal. Mas até quando posso segurar porque é a vez do funk?”, explica, dizendo que dá muito mais trabalho quando você não faz a música do momento.

Nutt parabenizou a iniciativa da Universal Music ao assinar contrato com a cantora Mahmundi. “Existe um comodismo das majors porque determinado gênero funciona. Achei do c… quando vi que assinaram com ela (Marcela Vale) porque faz um pop diferente do de Anitta, Iza, Ludmilla. Tem espaço pra todo mundo. O som da Mahmundi, as letras, a meodia e a harmonia podem muito bem conversar com as classes C e B. Falta aquela vontade de botar fé no que é novo”, analisa.

Depois do lançamento de seu primeiro EP, “Paranoia”, lançado em setembro de 2016, Thyago se debruça na produção de um álbum cheio. “Até para ter um repertório e não ficar nessa de: ah, tenho cinco músicas e cantar dos outros. A ideia é poder formatar um show que tenha mais a ver comigo enquanto artista “, desabafa. “O que quero fazer agora é puxar para o folk e menos eletrônico. Quero fazer o que chamo de músicas de inverno porque funciono melhor melancolicamente falando do que feliz”.

Com singles soltos já lançados (entre eles “Ponderar” e o remix de “Essa Tal Liberdade”, com Zebu), Nutt também sonha com o primeiro disco de inéditas ou um EP. “Cogitei alguns formatos, mas acho que com esse lance das plataformas digitais, com o single você pode ver muito mais que caminho deve ir”, explica. “Ouço de tudo, desde O Grande Encontro até Bruno Mars, e ponho jazz antes de dormir. Tenho muita influência e muita coisa. Acabo colocando isso na minha música (…) Pessoas podem achar que as músicas são diferentes, tenho muitas referências e gosto de experimentar e fazer música de diferentes formas”. Eles participaram ainda dos quadros Perguntas Esdrúxulas, Rapidinhas (temático) e, claro, Caderno de Perguntas.Play!


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Plutão já foi Planeta: "Por estar na TV, acham que virou rico e famoso"

Natalia Noronha e Khalil, da banda Plutão Já foi Planeta, são os convidados desta semana do poscast Aos Cubos, no ar nesta terça (23.05), disponível nas plataformas digitais (Soundcloud e Podcasts, da Apple). A banda, que participou do reality “Superstar”, da Globo, no ano passado, lança seu disco “A Última Palavra Feche a Porta” pela Slap – selo indie da Som Livre, de um contrato que veio logo após a passagem pelo musical.

Segundo o baterista, realities em geral têm a capacidade de jogar algo para cima ou o inverso. “É muito fácil disso acontecer, seja um BBB ou qualquer outro. Atinge algumas pessoas, mas você é esquecido ou apagado na sequência. É comum. Muita gente acha que, só por você ter chegado nesse ponto, sua vida está completamente linda, virou rico e famoso. Não é bem assim. Você sai e tem que continuar trabalhando. Rolou uma posição bacana, mas não o suficiente para relaxar. (…) A gente deu um duraço, se f… se deu bem. Mas tem que trabalhar muito ainda”, conclui Khalil.

Participar do reality somou muito e deixou um saldo positivo, segundo a vocalista. “A gente precisava de um upgrade. O programa foi exatamente isso. Chegamos a muitas pessoas muito rápido, o que reverteu em shows e acessos nas redes sociais”, explica. “Logo, a gente pegou um timing legal e lançou disco quando estava com mais gente conhecendo”. Álbum este que ganhou participações de Liniker e Maria Gadú.

Como surgiu a banda e influências são as coisas que eles mais detestam responder, mas “por que o nome?” e “o que vocês vão fazer caso Plutão volte a ser um planeta do sistema solar?” são as perguntas mais recorrentes respondidas pelo quinteto de Natal, que acaba de se mudar para São Paulo – muito em partes para colocar o disco na rua (ensaiar, fazer shows e mais), como dizem no meio musical. Os dois falaram ainda sobre os tempos de adolescência, a saudade de casa, além de trabalho. Eles participaram dos quadros Perguntas Esdrúxulas, Rapidinhas (temático) e, claro, Caderno de Perguntas. Play!


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