Especial Carnaval: "Sexo sem amor não tem graça", afirma Pabllo Vittar

Enquanto a segunda temporada não chega, a gente traz Pabllo Vittar, a cantora drag que ficou conhecida como a vocalista do programa “Amor e Sexo”, da TV Globo, para falar sobre Carnaval (inclusive, ela foi musa do bloco Pop do K7, em SP no último fim de semana). Junto dela, o DJ e produtor Rodrigo Gorky faz uma participação especial, falando sobre seus próximos trabalhos ao lado da própria Pabllo (o PV 2), além de Alice CaymmiDeise Tigrona e Luiza Possi.

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Entre amor ou sexo, como diz o programa que ela faz parte, na Globo, ela diz que prefere o segundo. “Sexo sem amor não tem graça. Tem que ter os dois. Eu sou (do signo) de escorpião, se não tiver amor pra mim nem rola”, defende. “Amor não precisa ser aquele que você vai transar hoje e vai casar. O amor está no carinho, no afeto, no jeito que faz o sexo”. Ela concorda que pode haver sexo sem compromisso, mas ainda carregado de amor. Ela adora um daddy (como diz a tatoo em sua perna), mas não desperdiçaria a chance com Shawn Mendes. E olha que ela deixou os apps para 2016, hein?

Nas Rapidinhas, surgiu uma pergunta: Globeleza com roupa ou sem roupa? “Como ela quiser”, brinca. Se ela fosse dona de um bloco de Carnaval, chamaria “Vadia Todo Dia”. Por volta dos 15 minutos… pois é, não tem nome melhor! (Como diz a letra: “Eu não espero o Carnaval chegar pra ser vadia, sou todo dia, sou todo dia”, no feat. com Rico Dalasam). Na sequência, falou que passa mal mesmo é por um crush que ela prefere não revelar.

Por volta de 5m20s, ela ainda respondeu se antigamente preferia os programas da MTV “Fica Comigo” (com a chefa global Fernanda Lima) ou “Beija Sapo” (de Daniela Cicarelli). Se tivesse que escolher entre uma maratona no Netflix ou um open bar, faria um acompanhado do outro. Aproveitou para dar uma dica: está viciada na série de animação “Rick and Morty”, disponível na plataforma de streaming.

Sobre Carnaval, ela comentou se prefere bloquinhos de SP ou os blocos cariocas. O que será que ela respondeu? Lembrando que a gravação foi bem antes de ela participar do bloco Pop do K7, no último fim de semana, em SP. Ainda fala sobre sua experiência no Carnaval de Salvador, no ano passado. Pabllo também teve de escolher entre catuaba e cerveja. Qual bebida combina melhor com essa festa popular? E o melhor: qual filme de diva ela prefere: “Crossroads – Amigas para Sempre”, de Britney Spears, ou “Glitter – O Brilho de Uma Estrela”, de Mariah Carey. No minuto 10!

Entre outros assuntos, a cantora disse que escreveu música para o boy (seria ela a Taylor Swift brasileira?), com qual objetivo levaria uma drag de RuPaul para uma ilha deserta e como gosta de dormir (enrolada como uma serpente. Entenda!). Comentou ainda sobre os haters, o disco novo, o amor pelo Diplo e o desejo de retomar seu Vlog no YouTube.

Até a segunda temporada, que estreia em março!


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Rico Dalasam sobre álbum de estreia: “é otimista, pra frente”

Rico Dalasam – primeiro artista brasileiro de queer rap – está debruçado sobre seu primeiro disco, sucessor do EP “Modo Diverso”. O álbum está em fase de produção, mas o rapper já gravou algumas coisas. No entanto, não dá pra falar com quem fará parcerias. “A gente corre pra caramba e esquece de celebrar os avanços, o que já foi pior e hoje está melhor. O disco é otimista, pra frente, cheio de esperança nas coisas que a gente está fazendo, em nossas buscas”, explica.

Para o CD, ele acredita ter construído um espaço. E a ideia é aumentá-lo. “A gente passou o ano inteiro com a hashtag #ofervoéprotesto. E gente viu que, através dele, consegue trazer mudanças. É um jeito diferente de criar políticas. E o disco quer ir para esse lado, de continuar construindo lições novas por meio da celebração. Não sei fazer do jeito triste, pesado. Tem que ser leve e fazer voar”, acrescenta.

Há uma música chamada “Norte”, que ele ainda não sabe se vai abrir o disco, mas fala sobre conseguir avançar e tornar um sonho possível e feliz. “É a direção que a gente escolheu nessa saga. Percebeu que era possível e quer voar mais alto”, analisa. Tem uma outra que fala sobre o medo de arriscar: “se soubesse que seria tão incrível, teria apostado e mergulhado nisso antes. Às vezes, há um medo e depois que acontece, vê que perdeu tempo. Não só para a música, mas para outras situações. Se pudesse mandar um recado pro passado, diria: vai”.

Rico confessa que fez o EP “cheio de medo”, pois não sabia o que iria acontecer. “Enquanto gravava as músicas, via os os índices de homicídio de pessoas que morrem por causa da homofobia nas periferias crescer. E o quanto esses casos se encontravam com as pessoas negras. Não tem como falar que não estava com medo. Era algo muito pessoal”, desabafa.

Segundo ele, o primeiro trabalho existiu muito para o apresentar. “Qual a minha visão sobre mim e o que está à minha volta. E ele teve um papel muito eficaz, chegou para muita gente. Agora, o disco, vem para celebrar os melhores orgulhos. No rap, as pessoas não esperam que a gente faça música para celebrar. A minha ideia é fazer um disco que quebre esse paradigma”, finaliza.

Se fosse ano passado, ele diz que estaria muito nervoso para a estreia do “Fervo do Dalasam”, na Choperia do Sesc Pompeia. “Não tinha um público que ia ver, talvez só pessoas dispostas a criar uma crítica sobre ou análise. Muita gente ia e não se entregava. Ia só para ver se era aquilo que leu. Hoje, já tem pessoas que se amarram e gostam. Então, estou muito mais preocupado em construir um show lindo e, na hora, curtir com as pessoas. Quem tiver de braços cruzados, que seja contagiado”. É o que espera.

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Rico Dalasam estreia show com participação de Thiago Pethit

Se o ano passado serviu para Rico Dalasam fazer o Brasil conhecer o movimento queer rap, em 2016 ele promete mais. Com um CD previsto para maio, ainda sem nome, o artista faz um esquenta para a novidade, recebendo convidados especiais em seu novo show. A estreia do “Fervo do Dalasam” será nesta sexta-feira (15.01), no palco da Choperia do Sesc Pompeia, na capital paulista.

A primeira participação especial é de Thiago Pethit. Dá pra adiantar que eles vão se reunir em dois momentos no palco. Uma delas é na faixa “Deixa”, do próprio Rico, e outra é “Quero Ser Seu Cão”, do roqueiro. “Vamos criar algumas coisas e não vai ficar plenamente rock nem rap. Isso, as pessoas só poderão ver ao vivo. A ideia é aprontar, não fazer o original”.

Segundo o rapper, Pethit é fervido numa outra ponta. “Desde o ano passado, quando ele lançou seu disco (“Rock’n’Roll Sugar Darling”), achei incrível como ele é no palco. A partir dai, começou nossa conversa, sempre tentando criar essa data. Nunca rolava, porque ele estava em turnê. Pra mim também foi cheio de coisa”, comenta. “Essa semana, nos ensaios, estamos criando uma forma de minha música encontrar com a dele”.

Enquanto o disco não sai, ele propõe um encontro com pessoas que, em suas palavras, gosta muito. “Tem coisas novas, mas não é o disco ainda. Quero encontrar pessoas, todo mês gente nova. Com banda, o show fica mais encorpado”, adianta. Em 2015, segundo ele, tocou muito em festa, clubs, festivais… “Agora, tá mais com cara de palco, festival”.

Cansado de responder sobre isso, mas uma pergunta que vem sempre à tona é: há preconceito no movimento? “É uma dúvida recorrente de quem não acompanha a cena. Fui criando um caminho inédito e meu. Nesse primeiro instante, minha voz teve um papel enorme de romper e criar um imaginário de que era possível, a ponto de outros artistas explorarem isso, não só no rap. E também as minorias das quais faço parte”.

E ele não encara como estigma ser taxado como o “rapper gay”. “A gente queria ser essa representatividade. É um marco. A gente não quer ser desprezado. Porque, de alguma forma, gerou uma mudança. Isso tornou o rap maior e tornou possível alguém – das minorias das quais eu venho – viver nas coisas e se sentir inspirado e colocar sua arte na rua. Foi uma carga de esperança”, pontua.

O show, com 12 faixas, todas autorais, vai ser ainda uma prévia do novo disco, que o rapper manda avisar: “prepare seus melhores orgulhos, estejam afiados”. Ao invés de apenas um DJ, uma banda também acompanhará a apresentação, com guitarra, teclado e percussão. Rico Dalasam interpreta músicas do EP de estreia Modo Diverso (2015), além de outras composições próprias inéditas.

SERVIÇO
Rico Dalasam recebe Thiago Pethit @ Sesc Pompeia
Data: Sexta-feira (15.01), às 21h30
Endereço: Sesc Pompeia. Rua Clélia, 93, Pompeia
Ingressos: R$ 6,00 a R$ 20,00

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