SP: sem “Anaconda”, Nicki Minaj transforma palco em baile funk em estreia no Brasil

Nicki Minaj foi a principal atração de uma festa, nesta quarta (25.09), apenas para convidados a fim de anunciar uma parceria da Vivo com o Tidal – serviço de streaming do Jay-Z. Com três trocas de roupa e trejeitos de diva, Nicki fez seu debut nos palcos brasileiros com show da turnê “NickiHndrxx”, do seu recém-lançado álbum “Queen”. Ao entoar suas músicas, desfilou hits, como “Starships” e “Superbass”, que a fizeram famosa no mundo pop, as atuaisz “Chun-li”, “Barbie Girl” e “Ganja Burn”, além de suas parecias com 6ix9ine (“Fefe), Beyoncé (“Feeing Myself”) e Eminem com Labirinth (“Majesty”), esta última faixa que abriu o show.

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Ed Sheeran põe estádio no bolso com show one-man-band, em São Paulo

(Imagens gentilmente cedidas por Francisco Cepeda)

Se você viu o curta “One Man Band”, da Pixar, entende a premissa de um show de Ed Sheeran. É só ele e o violão no palco (uma só vez entra em cena uma guitarra psicodélica). Mas a grande estrela é um pedal que reproduz em loop trechos gravados (seja da viola ou da boca). Na animação da Pixar, o músico tem de se firmar perante um novo homem-orquestra, e se sente ameaçado para conseguir as gorjetas da cidade medieval. Mas, no caso de Edinho (como os fãs chamam carinhosamente o britânico), a hegemonia está longe do fim.

Ainda que, antes de começar, a arquibancada gritasse “fecha o buraco”, apontando para a pista premium, o ruivo de 26 anos fez show para um Allianz Parque lotado neste domingo (28.05), em única apresentação na capital paulista. A pontualidade foi britânica: faltava um minuto para o início previsto do show e ele já estava a postos com “Castle on the Hill” – do recém lançado “÷” (Divide), que teve 57 milhões de reproduções em um único dia no Spotify, no lançamento, em março de 2017.

No palco, Ed se sente à vontade para cantar, tocar, batucar e ainda conversar com o público. A timidez é nítida, mas o carisma sobressai. “Sei que amanhã é segunda-feira, mas vamos fingir que hoje é sexta e curtir até ficar rouco? Mas não vale de gritar, tem que cantar”, propôs. E colocou lenha na rixa Brasil x Argentina: “Eles cantaram muito alto (em menção à faixa que leva esse nome). Estão preparados para sair daqui sem voz?”, brincou. O público se dividiu entre gritos e vaias na cutucada direcionada à rusga com os hermanos. “É muito legal vir de onde vim e ver uma plateia animada como essa e que sabe cantar as letras. Eu amo o Brasil”, disse em outro momento.

Enquanto o atual single “Galway Girl” foi uma das mais cantadas, as músicas melosas – sem surpresa – foram as que mais funcionaram com o público. Ele ficou nitidamente envergonhado quando começou a tocar “Give Me Love” e as pessoas tomaram as rédeas do vocal. Ainda que o rubor fosse quase imperceptível pela sua ruivez, os trejeitos o entregaram. Não à toa! A faixa foi trilha sonora de “Malhação” (2013) e embalou muitas cenas de Martin (Hugo Bonemer) e Micaela (Lais Pinho) nas tardes da Globo.

Na aguardada “Thinking out Loud” foi o único momento que Ed trocou o inseparável violão (que a cada música vinha com alguma referência aos álbuns: desenhos dos símbolos de dividir e de multiplicar) por uma guitarra colorida. “Bloodstream” surpreendeu pelo momento de catarse, mas o clichê de “Photograph” encantou: o público empinou seus celulares com o braço e os casais se admiravam embasbacados, prontos para se beijar.

Claro que o bis teria que vir com a música mais executada no Spotify em 2016: “Shape Of You”. Mas ela é mais um adorno em um setlist recheado de sucessos que você nem imagina que conhece, como a inacabável “You Need Me, I Don’t Need You” – a última do setlist, cujo destaque vai para a céltica Nancy Mulligan, que fica na cabeça.

Se você não conseguiu acompanhar nem pelos Stories no Instagram dos amigos, logo Edinho volta. Pelo menos, prometeu. No bis, trocou a camiseta escrito Hoax (boato, em inglês) pela camisa da seleço brasileira de futebol, da CBF, e estava envolto na bandeira do Brasil. Isso de amar o Brasil não deve ser historinha de gringo… O lance é esperar!

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"Não quero sair do País por sair", afirma Cauã Reymond

Cauã Reymond acaba de voltar de férias! E está produzindo um filme, com Laís Bodansky (do renomado “Bicho de Sete Cabeças”), em que interpretará Dom Pedro I – ainda sem data de estreia. O ator diz já ter recebido alguns convites para trabalhar fora do Brasil, mas hoje em dia não se vê focado no mercado internacional, pois aqui está com gente do melhor calibre. “Fui amadurecendo e entendendo o que quero e o que não quero mais”, pontua.

Ir para os Estados Unidos ou algum outro país pra ficar, entrar numa série, “você fica envolvido muito tempo”, afirma ele, comentando que o contrato para um jovem ator lá fora prende – e muito. “Eu prefiro ver um desses meus projetos cruzando essa barreira do que sair do País por sair. Quero que um desses projetos chame a atenção. Se mais convites surgirem (para atuar), vou estar super aberto”.

Esses trabalhos a que se refere são como produtor ou como coprodutor. Cauã esteve por trás das câmeras em “Alemão” (de José Eduardo Belmonte, lançado em 2014), “Tim Maia” (de Mauro Lima, também do ano passado) e “Curva do Rio Sujo” (Felipe Bragança). Na TV Globo, emendou papeis como ator nas minisséries “Amores Roubados” e “O Caçador”, além da novela “A Regra do Jogo”. Também gravou a minissérie “Dois Irmãos”, que segue engavetada e não tem previsão de estreia.

Aqui no Brasil, ele explica que consegue manter uma vida tranquila e lida bem com o assédio no Rio de Janeiro, onde mora. “Eu paro e converso com os fãs. Se estou em uma ligação importante, deixo a pessoa saber. Acho que sou simpático por natureza, meu avô era assim. Isso foi muito importante na minha criação. Pra mim não é um grande desafio”.

Como começou jovem, se diz muito responsável com o que faz. “Sou criterioso com as pessoas com quem trabalho. O artista tem que ter uma relação legal com o público dele. Eu tento seguir meu instinto, sinto que sou muito bem assessorado. Levo meu trabalho muito a sério. Me preocupo, quero sempre apresentar um bom trabalho, e não só um trabalho em termos de dramaturgia”, avalia. “Tenho trabalhos que foram destaque, tanto de críticos, quanto de público. Como todas as carreiras, inclusive as mais geniais, sinto que eu venho conquistando um espaço sólido”.

E se pudesse dar um conselho para o Cauã de quando começou, na época de Mau Mau, da “Malhação”. Qual seria? “Continuar a levar a sério da mesma forma que faço hoje. Me sinto mais amadurecido, meu olhar através da experiência que conquistei é mais amplo. Consigo enxergar melhor as coisas. Mas tudo o que acontece hoje, eu já tinha desejava que acontecesse naquela época. Tentei subir degrau por degrau”.

Cauã acaba de voltar de férias com a namorada, a apresentadora Mariana Goldfarb. Estavam curtindo na África do Sul, segundo ele, e foi muito bom. “Eu surfei em Jeffreys Bay, que é conhecida como uma das maiores ondas,e foi onde teve o ataque àquele surfista (Mick Fanning) ano passado. Falaram para eu nunca entrar no mar sozinho, pois caso o tubarão me pegasse, teria 50% de chances para mim e pra outra pessoa. Dei sorte, peguei um mar bom. Fiz safáris e visitei parques nacionais”.


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NAS TELINHAS
Longe da TV desde “A Regra do Jogo”, Cauã Reymond voltará às telinhas no segundo semestre, na minissérie “Justiça”, provavelmente em agosto. Na trama, ele viverá par romântico com Marjorie Estiano. Dirigida por Mauro Mendonça Filho, mesmo diretor de “Amores Roubados”, será rodada em Recife (PE).

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siterg Por André Aloi, especial para o Site RG
O texto acima é uma r
eprodução; veja a publicação original

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MC Guimê é destaque na escola de Samba Rosas de Ouro, em SP

MC Guimê participa do Carnaval de São Paulo na madrugada desta sexta para sábado (dias 05 e 06.02). O cantor desfila pela escola Rosas de Ouro, que tem o enredo “Arte a Flor da Pele. A minha história vai marcar você”, do carnavalesco André Cezari.

A escola da Zona Norte paulistana entra na avenida às 2h30 e vai fazer uma viagem de mais de cinco mil anos na história da tatuagem que tem total ligação com o MC, que acaba de abrir um estúdio de tatuagem. Guimê tem 55% do corpo tatuado, e sua primeira tatuagem foi feita aos 15 anos em homenagem à sua mãe, no braço direito.

“Pra mim representa bastante a minha cara, meu estilo de vida, faço tatuagem desde cedo (…) eu queria mostrar o jeito que eu queria ser e graças a deus a música me permite isso, então a tatuagem é isso: mostrar que a gente pode se vestir do jeito que a gente gosta”.

A ideia é que o músico venha no último carro alegórico da agremiação, mas tanto sua equipe como a da escola de samba fazem mistério. Acompanhe o desfile pela TV Globo!

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SP: "Cartola está acima do bem e do mal", comenta Teresa Cristina

Teresa Cristina começou a cantar Cartola para um pocket show no encerramento de um projeto no Rio de Janeiro, em 2015. Foi tão emocionante, ficou com isso na cabeça, dizendo que queria se apresentar mais vezes. Levou o show para o Theatro Net, no Rio de Janeiro, com direito a duas sessões de ingressos esgotados e gravação para um canal no YouTube. Repetiu a dose nesta segunda (18.01) para ser exibida ao vivo no canal BIS.

Agora chegou a vez de São Paulo conferir de perto a artista portelense “traindo” sua escola-mãe e dando voz a clássicos eternizados por Cartola, que narrou em muitas de suas canções seu amor pela Mangueira. “Aquilo me deu um tesão tão grande. Falei: ‘nossa, que bacana. Uma ideia do nada, de bobeira’. Na vida, as coisas não são à toa. Deus não dorme”, brinca. Ela faz show nos dias 21 de janeiro (esgotados) e 21 de fevereiro (à venda).

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O show cantando Cartola foi uma surpresa, segundo a artista. “Gosto muito dele, sou fã. Mas era algo improvável, já que sou portelense. Tem gente que reclama, fala que eu virei Mangueira, outras acham legal. Eu, sinceramente, acredito que ele esteja tão acima do bem e do mal, que eu nem penso… Quando escolhi fazer, nem passou pela minha cabeça estar traindo a Portela de alguma maneira. Ele é um Jedi (lê-se jedái, fazendo menção aos personagens fictícios da franquia americana ‘Star Wars’)”, brinca.

Ela acredita que o artista está no mesmo patamar de Dorival Caymmi, Nélson Cavaquinho e Pixinguinha. “São compositores com uma assinatura muito forte. Você ouve e identifica, reconhece a obra dele até sem o nome. Poucos compositores têm essa assinatura nas canções”, reflete, dizendo que só há uma música que não se sente muito confortável em cantar. É “Sala de Recepção”, cujos versos dizem: “Temos orgulho de ser os primeiros campeões. E as outras escolas até choram invejando a tua posição. Minha Mangueira da sala de recepção”. Nesse momento, a plateia cai na gargalhada.

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A iniciativa de gravar a apresentação em DVD (para ser distribuído online por meio do YouTube) surgiu da nova empresária de Teresa, Paula Lavigne, que queria preencher o ócio da gravação de um novo CD de inéditas com uma apresentação especial. “Ela é muito esperta, pensa muito rápido. Chegou e falou: ‘já que esse show tá com essa bombação toda, vamos arriscar e gravar logo, direto. Achei meio loucura. Mas também gosto de coisa louca. Falei: ‘vamos’, mas meio assim. E que bom. Acho simpática a ideia de o DVD estar online”.

Ela acredita que o sucesso dessa fórmula se deu por causa da escolha do repertório, estava cantando bem (as músicas) e as coisas acabaram dando certo. “Eu fiz o primeiro show, estava bem nervosa. Quando chegou o segundo, falaram que talvez Caetano (Veloso) fosse. Todas as vezes que olhava pra plateia, não o via. Depois que vi o show filmado, sei o momento certinho que o enxerguei na plateia, estava cantando ‘as Rosas Não Falam’, talvez”, relembra. “Nos primeiros contatos, sempre se mostrou uma pessoa generosa, como quando me chamou para cantar com ele (“Festa modesta”)”, pontua.

Acompanhada do violão de Carlinhos Sete Cordas, a artista sobe ao palco do Theatro Net São Paulo nesta quinta-feira (21.01), com o show “Teresa canta Cartola: um poeta de Mangueira”. Os ingressos para esta apresentação se esgotaram. Uma nova data está à venda: 21 de fevereiro. Custam de R$ 60 (balcão,meia) a R$ 140 (inteira, plateia). Entre outras canções, ela canta “As Rosas Não Falam”, “O mundo é um moinho”, “Alvorada”, “Peito Vazio”, “O sol nascerá” e outros grandes sucessos do saudoso sambista.

SERVIÇO
Teresa Cristina @ Theatro Net SP
Rua Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia (dentro do shopping Vila Olímpia)
Teresa Cristina canta Cartola: um poeta de Mangueira
Dias 21 de janeiro e 21 de fevereiro
Ingressos à venda: de R$ 60 a R$ 140

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“Wicked” estreia em março, em SP; conheça elenco brasileiro

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“Wicked – A História Não Contadas das Bruxas de Oz“, um dos espetáculos mais famosos da Broadway, desembarca no Brasil dia 4 de março, no Teatro Renault, em São Paulo. Enquanto os figurinos e cenário ainda estão ganhando forma, a gente apresenta o elenco da montagem tupiniquim. Myra Ruiz interpreta Elphaba e Fabi Bang, Glinda – a Bruxa Boa do Sul.

No papel de Fiyero, os atores Jonatas Faro e André Loddi revezam. Completam o elenco principal: Adriana Quadros (Madame Morrible), Giovanna Moreira (Nessarose), Bruno Fraga (Boq) e César Mello (Doutor Dillamond). A diretora local é Rachel Ripani, que anteriormente assinou a tradução de “O Rei Leão”.

lisa leguillou_diretora-3Ao todo, 34 atores fazem parte do casting, que teve seleção da americana Lisa Leguillou, baseada na direção original de Joe Mantello – ganhador de dois prêmios Tony, considerado o Oscar do teatro. “É desafiador encontrar bons atores e cantores porque as músicas são muito complicadas”, revela. “Foi espetacular (a seleção). Todos que vieram, eram ótimos. Não imaginei que seria tão difícil. Tivemos de pedir para eles voltarem várias vezes”. Ela compara a dificuldade de escolher os atores à montagem original, de 12 anos atrás.

Segundo Lisa, o maior desafio foi encontrar a química entre as protagonistas. “Foi instintivo. No piano, espiei como elas respondiam uma a outra. É algo que não dava pra ensinar. Elas tinham uma ótima energia. A energia aqui tem uma paixão que é muito única. Diria que este casting é o mais único que escolhi”, elogia. “Tenho de dizer que foi uma surpresa porque achei que seria difícil por causa da voz. Mas fiquei impressionada com a técnica vocal deles. Sabia que seriam bonitos, bons atores, mas bons cantores, foi uma surpresa”.

Com 10 anos dedicados ao teatro musical, Fabi Bang interpreta Glinda. Ela diz que era seu sonho participar dessa montagem que começou na Broadway. Inclusive, já havia assistido em Londres há alguns anos.”Você já quis muito uma coisa? Foi isso. Nossa, eu quis muito e conquistei”, comenta, referindo-se ao papel e também ser protagonista. “Eu me sinto merecedora de uma protagonista há muito tempo. Era um passo muito importante que queria dar na minha carreira e ele veio com a Glinda, que é o personagem dos sonhos”.

Ela afirma que talvez os produtores já estejam olhando para ela com uma veia cômica, que é um traço forte de sua personalidade. “Sou uma pessoa naturalmente engraçada”. Assim como comentou a diretora, as duas atrizes estão fortalecendo uma amizade improvável – que começou há uma semana. “A gente está muito conectava”, comenta Fabi. “São dois papeis que toda mulher sonha em fazer. Ela sempre fala pra mim: está acontecendo, é a gente”, expressa Myra, a outra protagonista, que interpreta Elphaba.

Em seu primeiro papel desta magnitude, Myra Ruiz – que aos 22 anos tem cinco dedicados ao teatro musical – pretende se guardar fisicamente para aguentar a três horas de maratona, semanalmente, de quinta em diante. Sábado e domingo, por exemplo, tem sessão dupla: “fim de semana, a gente chega depois do almoço e vai embora meia-noite”.

Ela garante que já assistiu ao espetáculo na Broadway cinco vezes, a última foi agora no Natal, sabendo que estaria na peça brasileira. Soube desde os 15 anos que queria esse papel: “ Elphaba é muito bocuda. Fala tudo o que ela quer, briga com todo mundo, discute. Apesar de coisas boas e ruins acontecerem na vida dela, amadurece e aprende a ser uma mulher mais controlada. Não sou boca dura, mas falo muita coisa que depois penso: ‘não deveria ter falado’. Estou aprendendo a me guardar um pouquinho mais, falar coisas certas nas horas certas e ouvir mais”, finalizou.

Assista à adatação de “One Short Day” no ensaio aberto:

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andre-loddi-e-jonatas-faro-1DOIS ATORES, UM FIEYERO
Jonatas Faro interpreta Fiyero (revezando com André Loddi). Mas não é sua estreia em musical. Participou de outra montagem, no Rio, em 2010. “Como ‘Hairspray’ era um musical muito grande e fazia o protagonista, estava vendo uma hora boa de voltar com um papel interessante”, diz o ator carioca, que deve retornar às telas da TV no segundo semestre de 2016, e até lá vai ficar na ponte-aérea. “Sou fã. Já assisti três vezes na Broadway e duas em Londres. Nesta última, um dos atores era brasileiro, me reconheceu, e me levou para fazer um tour nos bastidores”, comemorou.

Loddi garante que, tecnicamente é muito interessante esse trabalho de alternância. “A gente constrói junto porque assiste ao outro, e isso é um privilégio. Além de ser menos desgastante, te permite ter um olhar de fora, poder ver o papel na outra pessoa”. Outro fã de carteirinha do musical – tinha até camiseta oficial -, já assistiu ao espetáculo três vezes (NY, Londres e São Francisco). Ele, que participou de “I Love Paraisopolis”, em 2015, fala do retorno aos palcos: “foi um ano intenso, num gênero que não dominava, um lugar de risco, sendo visto pelo País todo. De volta aos palcos, é como se estivesse voltando pra casa”, pontuou.

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De acordo com o diretor comercial e de marketing da T4F, Geraldo Rocha Azevedo, nenhuma adaptação foi feita por conta da crise econômica. “A produção está sendo feita do jeito que ela foi montada originalmente. Apostamos que esse conteúdo tenha a atratividade necessária para poder ficar em pé com o tipo de investimento que fizemos. É uma superprodução”, explica. “Não houve nenhuma adaptação. Produção Broadway total”.

Azevedo comentou ainda que produções já adquiridas pela T4F e anunciadas em 2012, como “A Pequena Sereia” e “Mary Poppins”, foram adiadas por questões estratégicas. “Surgiu a oportunidade. ‘Wicked’ é um musical das maiores bilheterias, muita atratividade. Por uma questão estratégica, optamos por trazer agora”. No entanto, não se sabe ao certo quanto tempo o espetáculo ficará em cartaz. Há ingressos à venda até o fim de maio. Ele espera que haja fôlego para estender a temporada até o final do ano, repetindo sucessos de “O Rei Leão” e “Mudança de Hábito”. “Acreditamos muito nesse conteúdo”, arremata.

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Brahma Valley tem Philip Philips e Colbie Caillat; veja programação

Acontece neste fim de semana (dias 28 e 29.11), no Jockey Club, em São Paulo, a primeira edição do Brahma Valley. Um festival dedicado à música sertaneja, que mescla outros estilos, como pop, rock, funk e MPB. Entre os brasileiros, a marca de bebidas traz ainda Philip Philips como headliner para o primeiro dia e Colbie Caillat para o segundo.

Além deles, o DJ francês Bob Sinclar é um dos destaques do evento que reunirá nomes consagrados do sertanejo. Será uma espécie de Lollapalooza (inclusive, repetindo o venue), mas com Chitãozinho & Xororó e Michel Teló, além de Fernando & Sorocaba, Marcos & Belluti etc. Além de nomes da nova safra, como Henrique & Juliano, Lucas Lucco e Thaeme & Thiago.

As participações especiais têm Anitta, MC Guimé, Sophia Abrahão, Ludmilla, Lucas Silveira e Gabriel O Pensador. Não vai ao evento? Não tem problema! O Multishow transmite o evento durante os dois dias, a partir das 13h30. As atrações dos palcos Reflexo e Pop serão exibidas no site do canal e na plataforma digital Multishow Play.

GASTRONOMIA
Além dos encontros musicais, o festival terá uma tenda com diferentes chefs sob curadoria do Masterchef Henrique Fogaça (Cão Véio), oferecendo diferentes cardápios com o melhor da gastronomia contemporânea. Também há uma área destinada aos foodtrucks. Estacionarão por lá os chefs Rodrigo Amaral (Chef Sobre Rodas); João Vergueiro (Frish), Alex Sotero (Nero Food Truck) e Adolpho Schaefer e Paulo Ribas (Holly Pasta). Ainda não há informações sobre valores.

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Veja a programação completa:

SÁBADO (28/11)
PALCO REFLEXOS (sertanejo + country ou raiz)
14h45 – Bruninho e Davi (participação de Mato Grosso e Mathias)
16h45 – Ben Miller Band
19h20 – Jads e Jadson (participação det Breno e Caio Cesar)
21h45 – Philip Philips

PALCO POP (Sertanejo + Pop + Samba)
13h30 – Marcos e Belluti participação de Luciana Mello + Jair Oliveira
15h25 – Thaeme & Thiago (participação de Negra Li)
18h00 – Cezar Menotti & Fabiano (participação de Sophia Abrahão)
20h35 – Henrique & Diego (participação de MC Guime)

PALCO SOUND (Sertanejo + Funk+ Hip Hop + Eletronico)
13h30 – Raphael Leandro
14h45 – DJ luizão
16h05 – João Neto e Frederico participação de Anitta
17h00 – Carlos & Jader
18h05 – Make U Sweat
18h35 – Zé Rubens & Guilherme
19h40 – MC Guime
20h50 – Beatriz e Gabriel
21h30 – Bob Sinclar

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DOMINGO (29.11)

PALCO REFLEXOS
13h30 – João Bosco e Vinicius (participação de Fiduma e Jeca)
15h30 – Fernando e Sorocaba (participação de Chris Weavers)
19h10 – Chitãozinho e Xororó (participação de Bruna Viola)
21h45 – Colbie Caillat

PALCO POP
14h15 – Victor e Leo (participação de Lucas Silveira)
18h00 – Gustavo Lima (participação de Catra)
20h30 – Henrique e Juliano (participação de Renato Teixeira)

PALCO SOUND
13h30 – Lu e Robertinho
14h15 – DJ Johnie Glovez
15h00 – Rominho
15h50 – DJ Tartaruga
16h30 – Luccas Lucco (participação de Gabriel O Pensador)
17h45 – Projota
18h35 – Make U Sweat
19h45 – Jorge Ben Jor
21h15 – Michel Teló (participação de Ludmilla)
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SERVIÇO
Festival Brahma Valley
Onde: Jockey Club de São Paulo – São Paulo
Quando: Dias 28 e 29 de novembro (sábado e domingo).
Início dos shows a partir das 13h30 (abertura dos portões às 12h). Término às 23h30

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INGRESSOS

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Conheça Jaloo, o cantor paraense que lança CD com aval de Grimes

Logo que lançou seu álbum de estreia, “#1″ (selo Skol Music), o cantor paraense Jaloo (de Castanhal, distante cerca de uma hora e meia da capital Belém) – radicado há quatro anos em SP – queria que Grimes, a cantora cool canadense, ouvisse seu trabalho. Tanto fez, que pediu para os fãs darem uma ajuda e repassassem a mensagem até ela dar um sinal de vida.

O movimento deu certo, e ela tuitou: “música encantadora! Bonito visual”. A capa a que ela se refere é uma obra criada por Junior Franch (fotógrafo) e Vitor Nunes, e que também está no clipe de “Ah! Dor”. Junto com o cantor, buscaram referências e chegaram a esse denominador. Mas antes dela, Pitty usou a mesma plataforma pra compartilhar sua “obsessão”.

O nome artístico é basicamente um personagem por trás do músico. “Acho que isso está muito claro que o Jaloo não é o Jaime. Eu comecei a separar as coisas com tempo porque é um projeto. No caminho, eu fui entendendo que era uma coisa que estava criando e eu não tinha muito controle. Por conta disso, ele é algo alheio a mim, tem as próprias pernas”. E não tem medo de ter criado um monstro: “se eu criei, também, esta tudo certo porque é tudo expressão. Por enquanto, ele é legal”.

Foto Jaloo - credito Junior Franch 1Jaloo diz que o nome surgiu de uma conversa com amigos. “Não tinha nome pra dar ao que fazia. E meu nome é meio zuado, Jaime. A gente entrou num consenso, de juntar meu nome com meu sobrenome. Jaloo é isso: Jaime e Melo, e pronto. A gente colocou mais um ‘o’ pra ficar com som de ‘u’ pra ter só eu no Google, YouTube”, divaga.

O disco é muito pessoal, segundo o produtor. “Tudo o que reflete, a minha personalidade e todos os caminhos que percorri até chegar aqui. No Pará, a gente tem um sincretismo religioso gigantesco. Por exemplo, eu sou ateu. Mas me interesso muito pela festa do Sírio, que é linda e legal, pela história do Candomblé e Umbanda – que é fortíssima. Fazia festa com estas pessoas, mesmos não tendo fé. Pela festa e energia, gosto muito. Me adentro em qualquer lugar que acho positivo e legal”.

O nome do disco também foi uma um processo natural, diz ele. “Não tinha muita pretensão, não (de ser número um nas paradas). Tomara! A ideia é só primeiro porque a hashtag mais 1 tem o mesmo significado em qualquer lugar do mundo. Basicamente isso: soar universal, ser entendido em qualquer lugar do mundo como o primeiro. Se colocasse o ‘ozinho’, em alguns lugares não funcionaria”.

Ele diz que a produção, do disco foi bem solitária. “Composição, arranjo. O acabamento que foi com algumas pessoas, como Kasin, que ajudou a nivelar algumas frequências do áudio. O que a mixagem também eu fiz no estúdio do Rodrigo Sanches, foi bem legal. Mas a produção em si do material , a composição foi bem solitária nesse processo”, revela. Algumas dessas músicas existiam há uns 2 ou 3 anos, e outras saíram na semana que tinha pra entregar o disco. “Criar é um exercício natural. Acordo, ligo computador e começo a fazer coisas. Às vezes, estou ouvindo uma música e produzir fazer também”, diz ele, comentando que seu workroom estava cheio de projetos inacabados e o álbum pôs um ponto final.

Jaloo crê que sua música destoa de outros artistas paraenses porque nunca se preocupou em ser embaixador ou usar o tecnobrega para se promover. “Esse disco só tem dois tecnobregas, se é que você pode chamar assim. Lembro que quando comecei a fazer os remixes, tava preocupado em não soar parecido com o pessoal da cena. Até por respeito a eles porque não fazia parte. Sou mais um artista, um ser humano, do que um embaixador de qualquer ritmo. Eu acho que sou mais preocupado em me expressar naturalmente”, pontua.

Se esse disco tem na tristeza uma pauta – porque entre 2013 e 2014, Jaloo viveu um período difícil com o rompimento de uma relação -, em 2015, as coisas estão mais tranquilas. Segundo o artista, a sensualidade e sexualidade estão mais afloradas. “As composições de agora estão indo muito para esse lado. Eu acho que o segundo disco vai ser sexy”.

Foto Jaloo - credito Junior Franch w

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Jaloo - credito Junior FranchCHEGADA A SP
A história de fazer música começou quando ele assistiu ao documentário “Brega S/A”, do diretor Vladimir Cunha. “Fala sobre a indústria do tecnobrega. Não tinha nenhum contato com o estilo a não ser o sonoro e gostar mesmo. Não conhecia ninguém do meio nem nada do tipo”, diz ele, que ia bastante nas aparelhagens. “Nele, vi o programa que faziam música. Catei o nome, fui lá no Google, comecei a ver umas coisas no YouTube. Ali já estava fazendo música. Foi uma curiosidade que cresceu e tomou conta”.

Ele fiz que já produziu muita coisa abstrata e ruim no começo. “Mostrei para os meus amigos, que falaram: ‘olha, continua’. Mas, né? Gosto muito deles porque são sinceros. Continuei e não parei. Ai teve uma hora que eu pensei: isso já está bom para mostrar. Foi um remix de ‘Rude Boy’, da Rihanna. Foi parar no site do Diplo, que publicou no Twitter. Tinha uma galera de São Paulo que estava me curtindo, e começou a trocar ideia. Aí começou tudo”.

Por conta deste trampo que lhe foi oferecido, o músico mudou pra São Paulo. “Era um projeto muito sólido de produção musical na periferia paulistana, carteira assinada. Tava no Pará sem fazer nada, fazia quatro meses que havia me formado em Publicidade, curtindo a vida. Vou voltar pro trampo e vim diretão pra SP. Comecei a trabalhar na Zona Leste, conhecendo a cena do Funk Ostentação, lá em 2012 tava bombando. Aprendi muita coisa”. Segundo ele, há algumas coisas produzidas por ele ainda pelo YouTube. “Tanto gostava que acabei fazendo uma homenagem no disco em ‘Fluxo’.

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E se os desfiles do SPFW tivessem notas como os do Carnaval?

SPFW passou e, entre mortos e feridos, salvaram-se todos. É sempre um corre-corre, ainda mais agora com a volta ao Pavilhão da Bienal, distâncias quilométricas entre as salas e os muitos andares (sem falar nos desfiles externos). E eu acho que precisava por pra fora todo o sentimento que gira em torno do maior acontecimento fashionista brasileiro. Daí você me pergunta: Aloi, por quê você está escrevendo de moda? E eu respondo: por que eu não estaria?

Essa foi minha terceira cobertura da semana de moda paulistana e nunca escrevi uma linha opinativa. Sempre minha pautas englobaram as filas A, os bastidores e tudo o que de cultural envolve o evento. Mas, dessa vez, eu queria ter a experiência de ser um blogueiro na semana de moda. Fashion victim que sou, fui até a loja da Levi’s Brasil do shopping Morumbi escolher meu look para ir pra Bienal uns dias antes do evento, cedido pelo Marketing da marca.

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Figurino pronto, nem sabia que – no dia que usaria – também iria para o show da Demi Lovato com a escolha. E eu juro que fico sem entender o por quê de as pessoas escolherem roupas tão exóticas pra ir ao evento. Foi-se o tempo! Eu também não posso julgar… Quem vai pra curtir, vai passar pouquíssimas horas lá. No caso de quem vai pra trabalhar – e passar umas 10 horas se dividindo entre sala de imprensa, backstage, corredores e de salas de desfile – a escolha tem sempre que ser: conforto e beleza. E foi assim foi feita a escolha! Camisa e bermuda…

O sapato também tem que, além de combinar, ser confortável… Optei por uma bota da West Coast do meu acervo (amo essa palavra!) Porque você vai estar exausto quando chegar ao fim, vai reclamar de tudo o que passou. Mas ao mesmo tempo que o sentimento de alívio te consome, você percebe que adora aquela loucura e já pede para que outros seis meses passem correndo pra que você viva essa correria de tirar o sono e destruir seu corpo. Mas que vale a pena… Ainda mais quando, depois de tudo, você consegue emendar uma folga numa segunda-feira (ora nublada, ora ensolarada)

E como SPFW completa 20 anos, poderia mudar a configuração… Poderia ser que nem Carnaval. Grupos especial e de acesso. Um júri especializado define os dias e horários de desfile, quem são os destaques, o lanterninha e quem merece ser consagrado como o Campeão. Porque assim… Sem Gisele Bündchen no casting, tá f*da!

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Com show energético, OneRepublic passa por SP e promete voltar

Depois de se apresentar no primeiro dia de Rock in Rio, o OneRepublic foi a atração do Live Music Rocks, da Move Concerts, neste domingo (20.09), no Espaço das Américas, em São Paulo. O show energético teve desfile de hits, momento acústico, ode ao Brasil, covers e muito falsete.

A banda está na última etapa da turnê “Native” (de CD homônimo, lançado em 2013). “Estamos finalizando um novo álbum, que vai ser lançado em 2016, então é possível que muitas das músicas que vocês estão ouvindo aqui, fiquem de fora da próxima vez que viermos aqui”, desculpou-se Ryan Tedder. Inclusive, a banda fez uma “session” num estúdio em São Paulo antes do show.

O setlist tentou contemplar boa parte dos hits da banda, encerrando a apresentação (de 1h30 mais ou menos) de forma apoteótica com o remix de Alesso para “I Lose Myself Tonight”. Mas “Counting Stars” e “Apologize” foram as mais cantadas pela plateia. Entre os destaques, também estiveram “I Lived”, “Stop and Stare” e “Secrets”. Os covers de “What a Wonderful World”, de Louis Armstrong, e “Seven Nation Army”, do White Stripes, também despertaram coros. Dono de um vozeirão, o vocalista abusou das firulas vocais (e dá-lhe falsetes) pra mostrar do que é capaz. Destacaram-se também os momentos: Tedder ao piano e quando se juntou à banda para uma apresentação mais intimista, num palco de apoio no meio do público, com som mais acústico e novas versões de “Come Home” e “Good Life” (faixa em que a banda prestou homenagem ao País, mostrando imagens de pontos históricos paulistanos, como o MASP, a Estação da Luz e o Museu da Língua Portuguesa).

Em uma das conversas com o público, Ryan disse em um português enrolado: “vocês são f*da”. Falou também que iria pedir para seus empresários colocarem sempre a América do Sul na rota das próximas turnê, alegando que demorou muito tempo para desembarcarem por aqui. Em suas palavras, o público era maravilhoso. “Uma das melhores cidades de toda a turnê”, elogiou. Continuando o ato clichê, ganhou uma bandeira do Brasil, teceu elogios às cores e a pendurou num piano.

Ao cantar “I Need To KNow”, Tedder pegou uma câmera para filmar a plateia. A cena era digna de videoclipe. Como essa faixa já tem um, será que vem algum material novo por ai, mostrando os bastidores da tour?

Tedder, em outro momento de conversa, disse “eu te amo” e também agradeceu à gravadora (Universal Music Brasil) pela parceria (algo raro para artistas de seu patamar, uma vez que os artistas c*gam para seus representantes locais). E que jamais vai esquecer dos fãs brasileiros por causa daqueles que os acompanharam desde a chegada ao aeroporto, no hotel ou até mesmo quem usou as redes sociais para pedir música. 

A plateia também cantou “Parabéns a você” pra Zach. E Ryan quis esclarecer a história da música, cujo nascimento, ele diz, surgiu de duas professoras americanas e tinha outro significado. Veja o setlist:

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