De férias, Thiago Pethit diz que odeia ouvir 'quando sai o disco novo?'

Nosso entrevistado dessa semana é um docinho de pessoa, mas também é Rock ‘n roll. Ele tem uma fissura por Los Angeles, aura meio James Dean… Já posou nu e abriu quase toda sua intimidade no livro “Unfocused”, de Vivi Bacco e editado por Erika Palomino… Seria seu novo projeto um livro de selfies (alô alô Kim Kardashian!).

Thiago Pethit está de férias e odeia ouvir a pergunta: “quando sai o próximo disco?” Nesta conversa, ele fala sobre temas aleatórios: como o que gosta de comprar quando vai à farmácia ou qual assunto ele teria coragem de bater na porta das pessoas para exaltar e enaltecer numa manhã de domingo.

Ele ainda participa dos quadros “Rapidinhas” e “Caderno de Perguntas”. No primeiro, responde quais são suas redes sociais preferidas, com quem gostaria de tirar uma selfie e revela o que faz quando está sozinho (tira meleca do nariz, bate p*nheta ou todas as anteriores?).

Também fala que está ficando craque na cozinha. O que será que ele gosta de preparar? Questionado sobre se ele prefere Pethit ou Tiago Iorc, brincou: “as pessoas não confundem, mas no Twitter sempre vejo uns comentários, dizendo que descobriram tal dia que eu e ele não somos a mesma pessoa. Sempre me pergunto: em que ano vocês estão?”.

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Nesta edição, a gente anuncia que Victor Albuquerque (à esquerda de Pethit) entra para o elenco fixo… E o Luis Coutinho (editor do blog, membro da banda Falso Coral e que está à direita de Pethit) faz um jam com o cantor, tocando “Romeo” na viola caipira”. Play!

 

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NOTA DE ESCLARECIMENTO! (risos)
Enquanto rolou a conversa, Pethit disse que se sentiu num cativeiro. Queremos esclarecer que oferecemos tudo do bom e do melhor pra ele, tá? É só piadinha! Ele ainda participou do mistério do salgadinho, já que na mesa fica rolando aquele copo da bebida de rótulo vermelho (versão Zero) e aquele salgadinho triangular com cor alaranjada. “Quando eles patrocinarem, eu digo o nome”, brinca o cantor.

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Entre inglês e português com Thiago Pethit, David Fonseca e Falso Coral

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O extraordinário português David Fonseca conseguiu em sua terra natal um feito que parece improvável aqui no Brasil: cantando rock alternativo em inglês se tornou um dos artistas mais populares de Portugal, inclusive atingindo algumas vezes o primeiro lugar das paradas de lá.

Em outubro de 2015, David lançou seu primeiro álbum solo em português, o excelente “Futuro Eu”, e declarou à revista Estante: “Durante dez anos perguntaram-me porque cantava sempre em inglês. Agora perguntam-me sistematicamente porque canto em português. As entrevistas começam quase sempre com esta pergunta e sinto sempre um bocadinho da minha alma a abandonar o meu corpo enquanto a minha boca responde.”

Pois é. Apesar da aparente “cabeça aberta” do público português, o fardo de ter que se justificar ao cantar em inglês cobre de maneira igual os lusófonos dos dois lados do oceano. Problema que parece não atingir por exemplo os artistas escandinavos que cantam em inglês e dominaram o mundo fazendo isso (The Cardigans, The Raveonettes, Björk, ABBA, Lykke Li, etc.). Juntando declarações de vários artistas e bandas brasileiras recentes que fizeram excelentes trabalhos cantando em inglês (Cambriana, Inky, Far From Alaska, Rosie and Me…) o ponto principal da questão parece ser “compor sem forçar a barra”. Ou seja, compor em inglês porque suas influências te fizeram compor assim, e não pra tentar atingir outro público ou menosprezar o público nacional, como muita gente pensa.

E se você ainda não conhece os goianos do Cambriana, “The Sad Facts” já passou os 185 mil views:

Apesar de existir muita gente que realmente compõe em inglês achando que se tornará automaticamente acessível a qualquer público ou porque acredita não se identificar com a cena nacional, basta pensar no quanto os goianos do Boogarins estão se dando bem no rock alternativo internacional cantando em português. Recentemente, abriram parte da turnê norte-americana do Andrew Bird cantando hits como “6000 dias” e “Lucifernandis”. Complexo, certo?

Dentro desse contexto mas sem escolher nenhum dos dois lados, alguns artistas têm contribuído para um trânsito interessante entre as duas línguas, e talvez ajudado a naturalizar esse fato que não deveria ser uma questão tão importante. E realmente impressiona tanta “problematização” já que esse intercâmbio linguístico está longe de ser novidade. Toda hora é hora de revisitar o álbum de exílio de Caetano Veloso, de 1971, e sua transmutação de “better” para “Bethânia”.

O paulistano Thiago Pethit transformou em marca registrada os refrãos em inglês como ápices de versos em português e vice-versa. Já no terceiro álbum, o deliciosamente híbrido “Rock’n’Roll Sugar Darling”, aperfeiçoou a técnica com maestria. Os trechos em inglês são ao mesmo tempo projeções dos artistas que influenciaram Pethit e elementos super grudentos para suas músicas, no melhor sentido da palavra. Essas intervenções em inglês não parecem afetar a acessibilidade das canções para brasileiros ou estrangeiros, mas seu clipe mais recente, “1992”, estreou pela revista inglesa Hero Mag e o título neutro e o refrão em inglês com certeza fisgaram alguns novos fãs para Pethit.

Uma das empreitadas mais recentes entre os que transitam entre as duas línguas é a do grupo mineiro-paulistano Falso Coral. No EP de estreia “Folia”, duas músicas em inglês e três em português dividem espaço harmonicamente. O grande twist do grupo é que o instrumento principal desse som é a viola caipira de dez cordas. Fazer música contemporânea e em inglês tendo como base um instrumento barroco e tão brasileiro poderia ser interpretado apenas como experimentação, mas é a prova que, imersos num turbilhão de influências, os músicos se tornam canal do que quer que estejam ouvindo.

Voltando para David Fonseca e as perguntas sobre seu som em português, ele conclui: “Tento sempre responder da forma mais genuína possível, mas não há uma resposta exata para esta pergunta. Eu também não sei. A única coisa que quero é fazer canções que aproximem o meu mundo abstrato do mundo real, todo o resto são pormenores e particularidades que só interessam ao seu inventor.” Em várias outras entrevistas sobre o seu mais recente álbum, David conta como foi orgânico o surgimento dos primeiros versos em português que se tornariam o “Futuro Eu”. A maestria com que se moveu de uma língua para outra e os bons resultados em ambos os casos, fazem parecer que de fato a língua é só um detalhe na música. Parece absurdo, mas a ideia toma forma quando pensamos bastante nela.

Na mais extrema das hipóteses, sempre temos os islandeses do Sigur Rós que às vezes usam uma língua inexistente, o hopelandic, para cantar suas músicas. É a maior prova que independente da língua, todo mundo se entende se a música for boa.

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Rico Dalasam estreia show com participação de Thiago Pethit

Se o ano passado serviu para Rico Dalasam fazer o Brasil conhecer o movimento queer rap, em 2016 ele promete mais. Com um CD previsto para maio, ainda sem nome, o artista faz um esquenta para a novidade, recebendo convidados especiais em seu novo show. A estreia do “Fervo do Dalasam” será nesta sexta-feira (15.01), no palco da Choperia do Sesc Pompeia, na capital paulista.

A primeira participação especial é de Thiago Pethit. Dá pra adiantar que eles vão se reunir em dois momentos no palco. Uma delas é na faixa “Deixa”, do próprio Rico, e outra é “Quero Ser Seu Cão”, do roqueiro. “Vamos criar algumas coisas e não vai ficar plenamente rock nem rap. Isso, as pessoas só poderão ver ao vivo. A ideia é aprontar, não fazer o original”.

Segundo o rapper, Pethit é fervido numa outra ponta. “Desde o ano passado, quando ele lançou seu disco (“Rock’n’Roll Sugar Darling”), achei incrível como ele é no palco. A partir dai, começou nossa conversa, sempre tentando criar essa data. Nunca rolava, porque ele estava em turnê. Pra mim também foi cheio de coisa”, comenta. “Essa semana, nos ensaios, estamos criando uma forma de minha música encontrar com a dele”.

Enquanto o disco não sai, ele propõe um encontro com pessoas que, em suas palavras, gosta muito. “Tem coisas novas, mas não é o disco ainda. Quero encontrar pessoas, todo mês gente nova. Com banda, o show fica mais encorpado”, adianta. Em 2015, segundo ele, tocou muito em festa, clubs, festivais… “Agora, tá mais com cara de palco, festival”.

Cansado de responder sobre isso, mas uma pergunta que vem sempre à tona é: há preconceito no movimento? “É uma dúvida recorrente de quem não acompanha a cena. Fui criando um caminho inédito e meu. Nesse primeiro instante, minha voz teve um papel enorme de romper e criar um imaginário de que era possível, a ponto de outros artistas explorarem isso, não só no rap. E também as minorias das quais faço parte”.

E ele não encara como estigma ser taxado como o “rapper gay”. “A gente queria ser essa representatividade. É um marco. A gente não quer ser desprezado. Porque, de alguma forma, gerou uma mudança. Isso tornou o rap maior e tornou possível alguém – das minorias das quais eu venho – viver nas coisas e se sentir inspirado e colocar sua arte na rua. Foi uma carga de esperança”, pontua.

O show, com 12 faixas, todas autorais, vai ser ainda uma prévia do novo disco, que o rapper manda avisar: “prepare seus melhores orgulhos, estejam afiados”. Ao invés de apenas um DJ, uma banda também acompanhará a apresentação, com guitarra, teclado e percussão. Rico Dalasam interpreta músicas do EP de estreia Modo Diverso (2015), além de outras composições próprias inéditas.

SERVIÇO
Rico Dalasam recebe Thiago Pethit @ Sesc Pompeia
Data: Sexta-feira (15.01), às 21h30
Endereço: Sesc Pompeia. Rua Clélia, 93, Pompeia
Ingressos: R$ 6,00 a R$ 20,00

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Thiago Pethit abre intimidade em livro fotográfico financiado por fãs

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Por André Aloi, especial para o Site RG (Fotos: Vivi Bacco/Divulgação)
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Todo rockstar que se preze já quis ficar hospedado numa suíte do Copacabana Palace, seja pelo glamour da piscina, para dar uma festa no quarto ou pela convincente vista ao mar. Thiago Pethit usou a aura do icônico hotel como uma das locações de uma viagem íntima pelo Rio de Janeiro com a fotógrafa Vivi Bacco, que vai se transformar no livro “Unfocused”, editado por Erika Palomino. Será lançado com a ajuda dos fãs, por meio de financiamento coletivo.

“Eu sempre quis ter um registro desse tipo, como os Rolling Stones nos anos 70”, explicou o cantor a RG, falando do trabalho do fotógrafo Gered Mankowitz. “ A locação ajudou a gente entrar nessa brincadeira. (O processo) foi bem maluco: primeiro tínhamos essa liberdade de dividir o quarto e a cama e, aos poucos, fomos ficando mais à vontade”, disse ele, que foi acompanhado por Vivi durante 10 dias em outubro de 2014. A escolha do Rio de Janeiro como cenário, entre hotéis, praias e o Arpoador, foi aleatória.

“A gente se deu liberdade para dividir essa perseguição”, comentou ele, explicando que uma das séries mais legais foi a do próprio Copacabana Palace. “Acordei sendo fotografado de ressaca pela Vivi. É uma série que expõe a cama do hotel suja de champanhe, abajur derrubado, eu de ressaca”, lamenta, ressaltando a intimidade artística como o melhor do projeto. “Foi divertido e foi um trabalho ao mesmo tempo” .

Vivi considera este um processo de imersão. “Gosto muito de fazer, e há tempos produzo. Thiago é um personagem muito interessante, e que me surpreendeu pelo nível de entrega, o que resultou em uma grande qualidade estética. Esse formato é sempre imprevisível, já que não existe um roteiro. É o mais fascinante do processo”, emendou a fotógrafa.

OLHO CLÍNICO
Responsável pela edição das fotos – que chegaram em suas mãos em vários cartões de memória, polaroides e revelações (feitas com uma câmera Hasselblad) -, a jornalista Erika Palomino entrou no projeto de “palpiteira”, como ela gosta de brincar, mas a escolha final não foi difícil. “Quis fazer uma edição fresca, não estava tão preocupada em dar uma unidade porque existem linguagens diferentes. Como editora, gosto de misturar tudo, é uma maneira mais moderna”, ressaltou.

Erika também falou que a simbiose de Vivi e Thiago foi imediata e crucial para o projeto. “Desde o começo, eles queriam passar um tempo juntos, fotografando. Pensaram em fazer um ensaio, mas quando viram que o trabalho tava fluindo, se isolaram, ficaram imersos um no mundo do outro, sem falar com ninguém. Essa intensidade é o coração do processo. Talvez essa seja a unidade”, argumentou.

Há cliques na piscina do hotel, imagens panorâmicas, outras na rua, na praia e até nu frontal do artista numa pegada artsy. “Traz tendências, é bacana. Diferente do que está rolando no mercado porque não é um fanzine, é um livro de fotografia de arte, com tratamento sofisticado, papel especial”. Com 104 páginas, o formato é 210x294cm em papel Munken Lynx Rough em gramatura 120grs.

Entre as fotos preferidas de Erika estão um clique da piscina, vista do alto: “tenho vontade de ter ela ampliada, gigante. É muito legal”. Outra de suas preferidas é uma em que ele está debaixo da mesa. “Transmite um pouco essa linguagem do trabalho, é uma imagem inesperada, e mostra esse lado da irreverência do projeto, dessa brincadeira, o momento de um rockstar fazer uma foto brincalhona”.

CROWDFUNDING
A jornalista explica que o financiamento coletivo foi uma maneira jovem e moderna, além de manter total controle sobre a obra. “Como é um trabalho que eles decidiram compartilhar com as pessoas, é um jeito contemporâneo de desenvolver o trabalho e combinava bastante com essa ideia de lançamento. Porque é de forma ágil e você pode ter controle total sobre o conteúdo porque não tem uma editora falando o que pode ou não entrar”, pontuou.

Para colaborar, os fãs podem desembolsar valores a partir de R$ 65 no Catarse, que dão direito ao livro – quando for publicado.

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