“Vontade de fazer outras coisas”, afirma Banda Uó após resistência ao hiato

Até agora conhecidos como Banda Uó, Candy Melody, Davi Sabbag e Mateus Carrilho falam sobre a separação do grupo e do último single deles, “Tô Na Rua”, lançado no início do mês. Eles são os últimos convidados do podcast nesta segunda temporada, no episódio de número 45, que foi ao ar na último terça (12.12). A decisão, segundo eles, veio pouco tempo antes de anunciar a tour de despedida e a faixa.

“Veio praticamente com o público (o conhecimento de que iriam se separar)”, explica Mel, dizendo que a conversa final foi cerca de um mês antes de a decisão se tornar pública. “A gente vem desistindo do hiato há algum tempo”, afirma Carrilho, dizendo que agora o grupo chegou a uma conclusão. “Querendo ou não, a banda é um projeto fechado. O artista tem vários momentos de vida que se refletem no trabalho dele. Você pega a linha do tempo na carreira da Madonna, olha o tanto de fases que ela teve. Teve uma em que ela ficou mais religiosa, fixou meio gueixa e Disco. Como Banda Uó, não tem como ousar tanto. Há um tempo a gente sente vontade de fazer outras coisas, falar outras línguas”, avalia Sabbag.

“É bem difícil (ousar) porque a banda tem uma identidade bem marcante. É difícil brincar e dançar com outras coisas porque o nome tá lá”, defende Mel. “Nossos amigos, tirando um ou outro, são os mesmos. Vamos ter que sair bem disso. A gente vai se encontrar no churrasco, sorrir um para o outro”, complementa, brincando que a carreira de Pabllo Vittar acabou com seus sonhos. “Com o tempo, as coisas passam a fazer outro sentido. As pessoas de sete anos atrás hoje em dia têm outra cabeça e outras vontades”, finaliza Carrilho.

Novos projetos
Mateus Carrilho é o mais seguro do que quer para a carreira solo. “Para mim, não está sendo uma dificuldade na criação”, explica sobre seu primeiro EP solo, que deve ver a luz do dia no primeiro semestre de 2018. “A partir do momento que a gente decidiu, fiquei empolgado e comecei a desenvolver muito rapidamente as coisas”, empolga-se. “Já estou trabalhando, mas não tenho nada gravado. Quero fazer as coisas com calma. Como o Davi era o diretor musical da banda, estou tendo que fazer tudo do zero. Essa era permite que vários artistas tenham sua carreira consolidada”.

Ainda na banda, Davi Sabbag ficou muito tempo pensando o que faria, caso tivesse a chance de ter um projeto solo. “Agora, estou começando a entender o meu som. Coloquei uma coisa na minha cabeça, que só vou fazer o que gosto e cantar nos shows para ser feliz no trabalho. Se fizer um trabalho bom, vai ter público. Sem pensar demais sobre o que tá fazendo sucesso no Brasil ”, adianta. O cantor deve lançar um álbum em 2018, nem que seja com 10 faixas.

Entre os novos planos, Candy Mel volta à TV para a nova temporada do “Estação Plural”, pretende investir na carreira de atriz e deve lançar ao menos um livro (dos três que tem em sua cabeça. “Tem coisas que quero escrever e publicar”, avalia. “Tem muita coisa em aberto. A gente precisa da pausa pra pensar, de fato. Porque a semana inteira você fica zureta com agenda de shows e entrevistas. Só não quero colocar na frente dos bois. Quero parar, pensar, o que sou e o que gosto, para o que eu sirvo e seguir aquilo”. Antes disso, ela brinca, falando que vai tirar uns 3 meses na Índia para se recuperar da separação.


A banda se desfaz depois o Carnaval. Até lá, seguem com a tour de despedida. No domingo de folia, por exemplo, Mel puxa o bloco Domingo Ela Não Vai, na capital paulista. A gente já quer im Chá da Banda Uó, aquela festa que reúne bandas e foi uma das responsáveis pela volta do Rouge, do show da Xuxa, entre outros.


Participam desta edição do podcast: André Aloi, Victor Albuquerque, Luis Bemti e Juh de Oliveira. Edição: Cairo Braga. / Quer falar com a gente? Já sabe! Escreve para podcast@aoscubos.com 

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