Wanessa Camargo: "Posso cantar na boate e no rodeio e está tudo certo"

Wanessa Camargo nega quem diz que ela abandonou o pop para fazer sertanejo. Ela gosta mesmo é de fazer música, seja ela de bater o cabelo na boate ou para curtir uma moda de viola – ao estilo que cresceu ouvindo em casa, graças ao seu pai, Zezé Di Camargo, da dupla com Luciano. “Posso estar na boate e daqui a pouco no rodeio e está tudo certo. Onde me chamarem para tocar minha música, eu vou”, argumenta. Ela é a convidada do podcast Aos Cubos, no ar nesta terça-feira (05.09), onde também fala sobre seu trabalho como embaixadora do programa das Nações Unidas no combate à AIDS (Unaids, leia mais ao fim).

Com o trabalho de divulgação de 33″ (Som Livre) encerrado, a cantora deve lançar um novo single – de material inédito (ainda em escolha de repertório, sem ser um álbum) – até o fim do ano, que ainda não tem nome. “Meu trabalho sempre vai ter pop, eu também sou. Pop é popular. Hoje, essa linha de definição musical não existe. A linha está muito misturada. Tenho músicas no ’33’ que não são sertanejas. Mas, como tem que colocar em um rótulo/prateleira, está lá. Um trabalho pode ser várias coisas”.

Wanessa afirma que adoraria gravar com Rita Lee, Ana Carolina ou Marisa Monte. “Com a Sandy seria muito legal fazer alguma coisa um dia. Tem tanta mulher incrível. Adoro a Anitta (inclusive, em outro momento, ela falou sobre carreira internacional. Vale ouvir!). Eu gosto de todo mundo. Parceria você tem sempre a ganhar. Mas aquela que vai bater no coração, seria Madonna. Com essa, falaria: posso morrer amanhã”. Por falar nela, cantora lembrou a vez em que conheceu sua maior fonte de inspiração. “Gelei, ridícula. Só consegui falar ‘como você está?’. Ai que raiva. A gente ensaia tanta coisa pra falar pra pessoa, chega perto e trava”. Ela também disse que já sonhou que era amiga de Britney Spears e até ajudou a pseudo-amiga. “Calma, vai dar tudo certo”, brinca, lembrando da fase tensa da princesinha do pop, nos idos de 2007.

Parte da geração “Jovens Tardes” – se você é novinho, dá um Google nesse extinto programa da TV Globo -, ela adora ter feito parte dessa era na música. Mas, se pudesse escolher um squad internacional, adoraria ser do grupo de Alanis Morissette. “Não sei porque, mas sou louca nela. Shania Twain, essa galera. Amo a Mariah, mas não sei se faria parte da turma dela, não consigo imaginar. Talvez estivesse abanando ela, como um súdito”, ri. No entanto, compartilha da mesma opinião da vida: “por que eu vou comer sentada, se posso comer deitada?” Wanessa complementa: “Eu como muito deitada, tanto que estou tratando de refluxo. Você não sabe o quanto eu gosto de comer deitada”, gargalha Wanessa.

A cantora adoraria ter um programa na TV, desde que viesse acompanhado de música ao vivo. “Estou achando tão fraquinha a TV, falta qualidade e preparo para receber (performances ao vivo). Eu queria ver mais”, reforça. Wanessa mãe, em casa e na cozinha – e quais receitas sabe fazer – também são temas do nosso papo. Ela participou dos quadros “Perguntas Esdrúxulas, Caderno de Perguntas e Rapidinhas”, além de responder sobre vida pessoal, fama e carreira.

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Embaixadora da Unaids (próximo de 1h17)
Wanessa usa sua fama para levar conscientização e informação às pessoas sobre a Aids (síndrome de imunodeficiência adquirida), espaço pequeno em sua visão. “”Não são todas as mídias que tocam no assunto. A gente tem um desafio muito grande, que é conscientização e empoderamento para o jovem sobre sua vida sexual, de forma saudável e consciente”. A ideia é ainda quebrar os preconceitos e levar informação contra a discriminação contra os portadores do vírus HIV. “A pessoa que se trata direitinho consegue chegar à uma carga viral quase indetectável”, informa. O programa das Nações Unidas foi criado em 1996 e sua função é criar soluções e ajudar os países no combate à AIDS.

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Participam deste podcast: André AloiVictor Albuquerque e Luís Bemti
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